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  • Direção do Livre: Mudança de atitude de Joacine? Só "por milagre"

    Não há novidades: Joacine diz uma coisa, o Grupo de Contacto diz outra. A composição da direção do partido até sofreu algumas alterações, registando Pedro Mendonça que os novos membros têm “as mesmas ideias” dos que transitaram da direção anterior, mas tudo leva a crer que um eventual processo de aproximação entre as duas partes será difícil.

    “Ao nível da confiança política esta direção segue aquilo que a nova Assembleia mandar, mas não acreditamos em milagres”, disse.

    Pedro Mendonça apontou as “situações lamentáveis” e impróprias “de um partido com opiniões individuais e decisões partilhadas”, que se passaram durante um Congresso — em referência aos momentos de exaltação de Joacine Katar Moreira —, mas assume também que “se por algum ato milagroso houver uma mudança de atitude” de Joacine, os membros da direção do partido “obviamente” trabalharão com a deputada única.

    E o que é necessário para que tal “milagre” aconteça? Pedro Mendonça é claro: “Se Joacine Katar Moreira assumir que o Livre tem um programa eleitoral, uma carta de princípios, um modo de estar na política, se Joacine Katar Moreira não recusar reuniões com outros partidos de esquerda e progressistas, se puser na sua agenda os temas que os camaradas de partido em partilha e voto colaborativo decidirem, então Joacine Katar Moreira, se mantiver o grau de lisura com os outros camaradas, se mantiver um nível de conduta educacional, que se exige em política como na vida, aí poderá ser possível”.

  • Joacine diz que "ainda está disponível" desde que haja "cedências de parte a parte"

    À saída do Congresso onde chegou com a hipótese de o terminar já enquanto deputada sem a confiança do partido — decisão que foi adiada, transitando para os novos órgãos —, Joacine diz que “ainda está disponível” desde que haja “cedências de parte a parte”.

    Joacine não respondeu à pergunta sobre se considerava que o tempo dentro do partido estaria a chegar ao fim, frisando que mais de metade do Congresso decidiu que a decisão devia ser tomada depois de ser ouvida. “Acho que isto é uma amostra de que efetivamente nunca houve uma unanimidade”, disse.

    Esta época irá obviamente ser uma época ainda um bocado agitada e em que nós iremos necessitar de conversar imensamente, encontrar-nos regularmente, verificarmos o que é preciso alterar, o que se pode melhorar e, especialmente, é preciso que haja cedências de parte a parte e eu ainda estou disponível para isso”.

    Joacine disse ainda que estava disponível para fazer as cedências “que efetivamente forem necessárias para não inviabilizar a confiança dos eleitores depositaram” na sua eleição, mas que qualquer cedência da sua parte “precisa de ser no que diz respeito ao meu trabalho e precisa de ser obviamente com base na verdade absoluta”, notando que no processo conduzido pela Assembleia do partido “não houve exatamente isso [verdade]”.

  • Cabe a Isabel Mendes Lopes, do Grupo de Contacto eleito neste Congresso fazer o encerramento dos trabalhos, no discurso final o membro que transita do anterior nota que “tudo farão para que o impasse seja resolvido com a maior brevidade possível”.

    Isabel Mendes Lopes frisa que a reeleição do Grupo de Contacto é “um voto de confiança” dos membros do partido também no que diz respeito ao conflito com a deputada única do partido.

    “O novo Grupo de Contacto e a nova Assembleia do Livre irão guiar o partido durante os próximos dois anos. O congresso votou pela continuidade das pessoas, ideias e formas de trabalhar, dando um claro voto de confiança e de legitimidade aos novos órgãos”, afirmou acrescentando que “o Congresso votou pela estabilidade e pelo garante dos princípios que regem o Livre desde a sua fundação”.

    Retomando aquilo que já durante o dia de ontem tinha sido afirmado durante a apresentação da candidatura da direção, Isabel Mendes Lopes afirmou que “o Livre é o partido partilhado do século XXI” e deixou ainda uma crítica aos que são “ecologistas por conveniência”: “Somos ecologistas, não por conveniência, mas por natureza!”

    Durante a sessão de encerramento Isabel Mendes Lopes abordou os temas ambientais, da tecnologia, da União Europeia, da partilha, dos salários mínimos e médio, do capitalismo desregulado, da “crise ecológica mundial sem precedente”.

    “Continuaremos a lutar para que um verdadeiro Pacto Verde seja implementado, em toda a sua lógica social e ambiental e social”, disse.

    Reforçando as críticas do partido à construção do novo aeroporto do Montijo, o membro do Grupo de Contacto notou ainda que o partido da papoila é contra a “privatização da REN, dos CTT ou da CGD”, que “devem ser de todos e para todos”.

    “Funcionamos com democracia deliberativa e na busca de consensos, o que não é fácil e existe muito mais de cada um de nós. É uma forma muito mais escrutinada de fazer política”, afirmou ainda.

  • Impasse sobre os 25 homens que integrarão a nova Assembleia do Livre foi resolvido através da votação dos membros, que afinal decidiram que serão 26.

    Havia duas alternativas: sortear de entre os quatro membros que ficaram empatados quais os três que entram; Entram os quatro homens (prejudicando um dos lugares que ficaria disponível para uma mulher nas eleições intercalares — tendo entrado apenas 17 mulheres haveria oito lugares disponíveis, passam a existir sete).

    Por decisão dos membros do Livre serão eleitos os quatro membros candidatos que estavam empatados para os três últimos lugares.

    Há vários membros do partido a levantar questões sobre a paridade que poderá ser perdida nas próximas eleições intercalares e a mesa do Congresso tem-se valido dos Estatutos do partido para tentar esclarecer as dúvidas.

  • Impasse sobre os 25 homens que integrarão a nova Assembleia do Livre será resolvido por votação dos membros.

    Há duas alternativas: sortear de entre os quatro membros que ficaram empatados quais os três que entram; Entram os quatro homens (prejudicando um dos lugares que ficaria disponível para uma mulher nas eleições intercalares — tendo entrado apenas 17 mulheres haveria oito lugares disponíveis, passam a existir sete).

  • Eleitos novos membros nacionais do Livre

    O novo Grupo de Contacto (direção) do Livre foi eleito com 95 votos a favor e 15 brancos, o Conselho de Jurisdição recebeu 66 votos na lista única, 28 brancos e 15 votos nulos. O anúncio foi feito por Paulo Muacho, um dos membros da comissão eleitoral.

    No que diz respeito à Assembleia do partido, as 17 mulheres que apresentaram candidatura foram eleitas, havendo um impasse no que diz respeito aos restantes lugares (com quatro candidatos homens empatados com 10 votos). Existindo apenas 3 lugares para 4 candidatos que ficaram empatados com 10 votos cada, cabe agora ao Congresso decidir como resolver o impasse.

  • Livre aprova 16 moções específicas para discussão

    Das 16 moções a votação foram chumbadas apenas duas, sendo as restantes 14 aprovadas. Duas das moções receberam a aprovação por unanimidade, uma delas a de Rui Tavares: “Novo Pacto Verde um desafio do LIVRE para Portugal, a Europa e o planeta”.

    Na sessão de encerramento participam Duarte Cordeiro (presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa — FAUL), Sérgio Cintra (presidente da concelhia do PS de Lisboa), José Gusmão (BE), José Neto (PCP), Joaquim Correia (PEV) e ainda um representante do Movimento Cidadãos por Lisboa.

  • Joacine Katar Moreira conversou durante breves momentos com Rui Tavares no Congresso do partido.

    Joacine Katar Moreira abordou Rui Tavares depois da apresentação de uma das moções que um dos fundadores do partido subscreve ao Congresso. O diálogo demorou poucos minutos.

  • Das propostas que vão sendo apresentadas pelos congressistas há sugestões para que o partido possa ser repensado. Além do congresso estatutário que a lista candidata ao Grupo de Contacto (direção) já colocou como hipótese, há também moções nesse sentido que pretendem que os procedimentos do partido e as ligações aos núcleos territoriais sejam repensadas.

    Recuperam-se várias moções de anteriores Congressos, nomeadamente as que tocam a questão da ecologia.

    O Livre reforça a sua posição contra a construção do novo aeroporto do Montijo e a necessidade de “ir além do novo pacto verde”.

    Também a questão da regionalização será votada nesta manhã de Congresso, através de uma moção que pretende que a regionalização seja concretizada.

    Rui Tavares, na apresentação da moção “Novo Pacto Verde um desafio do LIVRE para Portugal, a Europa e o planeta” retomou “os momentos passados nas notícias pelos motivos errados” que, considera, prejudicam durante muito tempo que a mensagem do partido passe.

    Rui Tavares considera que o partido deve desenvolver um trabalho de “antecipação” ao novo pacto ecológico europeu para que os temas sejam “pré-discutidos”, tornando o novo pacto verde “transversal à atividade política”.

  • Joacine contraria assembleia quanto à divulgação de votação do Orçamento do Estado

    A deputada única do Livre, Joacine Katar Moreira, afirma em resposta à Assembleia do partido que o Grupo de Contacto (direção) nunca se opôs à sua reserva quanto ao sentido de voto no Orçamento do Estado de 2020.

    Joacine Katar Moreira apresentou no sábado ao Congresso do Livre, que hoje termina em Lisboa, documentos com o conjunto de trabalhos desenvolvidos desde o início do seu mandato, há cerca de dois meses, juntamente com um direito de resposta à resolução elaborada pela 42.ª Assembleia do partido, que propunha retirar-lhe a confiança política.

    Nesse documento, com 12 páginas, a deputada responde “aos ditos pontos não cumpridos”, enumerados pela Assembleia do Livre ao longo do mesmo número de páginas.

    Joacine refere que o comunicado divulgado no ‘site’ após a votação em plenário do Orçamento do Estado para 2020 “seguiu o documento do GC [Grupo de Contacto] e do GT Programa, com contribuições dos círculos temáticos e com contribuições individuais dos membros do partido”.

    Joacine Katar Moreira alegou que, na reunião com o partido sobre o sentido de voto do Livre no Orçamento do Estado para 2020, não recebeu “conselho contrário” quanto à sua intenção de manter a reserva sobre como iria votar.

    “Nessa reunião comuniquei que gostaria que o voto fosse apenas conhecido no momento da votação, que decorreria no dia seguinte, durante a tarde. Desta intenção não foi recebido conselho contrário da parte dos membros do GC naquele momento”, alega Joacine Katar Moreira.

    A deputada acrescentou que “tampouco” lhe foi dito que seria a “vontade do colégio da direção ‘viabilizar o orçamento ao PS'”, como alega “ter lido na imprensa”. Joacine Katar Moreira absteve-se na votação na generalidade do OE2020.

    Segundo a resolução anteriormente publicada pela 42.ª Assembleia do partido, a deputada descurou, “reiteradamente, a comunicação e envolvimento dos órgãos do partido”, nomeadamente nas negociações com o Governo relativamente ao OE2020, recusando-se a revelar o sentido de voto do Livre até ao momento da votação, “contra o conselho do GC”.

    *Lusa

    Joacine contraria assembleia quanto à divulgação de votação do Orçamento do Estado. FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

  • Os trabalhos foram retomados há poucos minutos, com um atraso de quase uma hora em relação ao que estava previsto, com a mesa do Congresso a anunciar que além da moção que pedia a Joacine que resignasse ao cargo (um dos proponentes já tinha anunciado ontem) a moção que apoiava Joacine Katar Moreira também foi retirada pelo proponente para “não conflituar” com o que ficou decidido pelos membros do partido ontem.

    Decorrem neste momento as inscrições para os congressistas que desejam esclarecimento sobre as moções propostas a congresso.

  • Bom dia!

    Ainda antes de serem retomados os trabalhos no Congresso do Livre (que já levam quase uma hora de atraso), Joacine Katar Moreira publicou o direito de resposta no facebook oficial. Nas 12 páginas, a deputada nega algumas das afirmações feitas na resolução da Assembleia do Livre.

    Leia aqui o direito de resposta de Joacine Katar Moreira.

  • Joacine "escassa ao nível das respostas concretas", diz Rui Tavares

    “Do lado da Joacine há de facto uma resposta que é enfática ao nível dos decibéis, mas escassa ao nível das respostas concretas”, disse esta noite Rui Tavares, um dos fundadores do partido livre, no espaço de comentário na RTP3.

    “Uma coisa é eu gritar ‘é mentira’, outra é eu explicar ‘é mentira’ porque esta data está errada ou ‘é mentira’ porque apresentei e está aqui o documento em como apresentei…”, continuou Rui Tavares, referindo ainda que, “se calhar ao contrário de qualquer outro partido em Portugal”, o Livre tem a “integridade” de dizer quando as coisas não correm bem.

    Falando sobre o primeiro dia do Congresso do Livre, Rui Tavares referiu ainda que “o congresso não é uma sala de audiências, não é um tribunal e não é o lugar adequado para concluir este processo”.

  • O Congresso do Livre retoma os trabalhos amanhã às 10 horas com o debate sobre as moções de caráter específico e respetiva votação.

    O resultado das eleições é conhecido depois desses pontos da ordem de trabalhos, imediatamente antes dos discursos da lista vencedora que encerram os trabalhos.

    Continuaremos a acompanhar os trabalhos neste liveblog.

    Até amanhã!

  • “Irei refletir uma maneira de superar este violento escrutínio”, disse Joacine Katar Moreira no fim do primeiro dia do Congresso. Pode ouvir aqui.

    Joacine Katar Moreira: “É mais um voto de confiança” dos membros do Livre

  • Urnas encerraram às 19 horas

    As urnas de voto para os órgãos do partido encerraram às 19 horas, estando neste momento a comissão eleitoral a apurar os resultados do escrutíneo interno.

    Os trabalhos do Congresso são retomados amanhã às 10 horas com cerca de duas horas para debate das 18 moções apresentadas — sendo certo que já se sabe que a moção que pedia a Joacine que resignasse será retirada —, seguidas da respetiva votação.

    O anúncio dos resultados da eleição será feito antes do discurso dos membros das listas vencedoras, que fecham o IX Congresso.

  • Direção do Livre contraria Joacine Katar Moreira: "Não se tratou em absoluto de voto de confiança"

    Depois de uma curta declaração de Joacine Katar Moreira, os membros do Grupo de Contacto cessante reuniram-se para clarificar que “não se tratou de um voto de confiança” a Joacine.

    “O que sentimos que o Congresso quis mostrar foi dar a garantia de que não há dúvidas absolutamente nenhuma da justiça ou injustiça da decisão”, afirmou Pedro Mendonça que é um dos sete membros do órgão nacional que se recandidata ao novo Grupo de Contacto.

    E se dúvidas havia da desafinação entre a deputada e o grupo de contacto, depois de um primeiro dia de congresso bem quente, Pedro Mendonça esclareceu: “Não se tratou aqui de voto de confiança ou voto de desconfiança, voltando um pouco atrás e para que fique claro, nós somos a direção cessante do Livre, solidarizamo-nos em 100% com a decisão da Assembleia cessante que retirava a confiança política a Joacine Katar Moreira”.

    Pedro Mendonça afirmou que “não consegue compreender” a leitura feita pela deputada e reforçou a solidariedade com a decisão da Assembleia.
    “Somos um partido partilhado, não somos um partido unipessoal, não somos um partido de líderes ou chefes, somos um partido com uma hierarquia horizontal”, notou ainda.

  • "Entendo isto como mais um voto de confiança"

    “Isto irá obviamente exigir uma reflexão. Mas o facto é este: a maioria dos membros do partido votou para que houvesse um adiamento e a hipótese de eu ser verdadeiramente escutada, algo que não tinha verdadeiramente acontecido”, disse Joacine ao fim da tarde em declarações aos jornalistas.

    “A maioria dos membros do partido não está ansiosa e não tem necessidade nenhuma que eu vá embora neste momento”, continuou, assegurando que na sua ótica este é “mais um voto de confiança”.

    “Irei refletir nomeadamente uma maneira de superar este violento escrutínio, não unicamente dos órgãos de comunicação social, mas igualmente de alguns elementos do livre.”

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