Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Ucrânia está a enfrentar desafios significativos no território da região de Kursk, com combates intensos e a recuperação de território por parte da Rússia. O comandante do Exército ucraniano, Oleksandr Syrsky, admitiu dificuldades e sublinhou que a proteção das vidas dos soldados ucranianos é prioritária.
    • O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, mediou com sucesso a aceitação por parte da Ucrânia de um cessar-fogo temporário, esperando uma resposta positiva da Rússia. No entanto, o Kremlin ainda não tomou uma decisão definitiva sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias, e fontes revelam que pode haver relutância devido à posição vantajosa da Rússia no campo de batalha.
    • Trump e outros líderes internacionais, incluindo Keir Starmer e Recep Tayyip Erdogan, destacaram a importância de um cessar-fogo e de negociações de paz. Trump advertiu que os EUA estão dispostos a tomar medidas mais severas contra a Rússia caso esta recuse a trégua, enquanto Erdogan mostrou disponibilidade para que a Turquia assuma um papel central no processo de paz.
    • A ajuda militar dos EUA à Ucrânia foi retomada após um período de suspensão, com entregas a serem realizadas através da Polónia. A retomada foi saudada pela Ucrânia, que vê nesta ação uma oportunidade para delinear um plano mais abrangente para o fim do conflito, incluindo garantias de segurança para o país.

    [Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Bom dia,

    Terminamos aqui a cobertura da guerra na Ucrânia desta quarta-feira. Pode seguir todas as atualizações sobre o conflito neste novo liveblog.

  • Rubio: Imagens de satélite podem ser utilizadas para garantir manutenção de cessar-fogo na Ucrânia

    O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio disse que poderão ser utilizadas imagens de satélite para garantir o cumprimento do cessar-fogo temporário na Ucrânia.

    “A parte interessante do equipamento de guerra moderno é que mais fácil para todos de fazer monitorização”, disse hoje à imprensa.

    “Há tantos olhos no terreno e todo o tipo de satélites, seria muito difícil esconder ataques de drones, seria muito difícil esconder ataques de míssil, ataques balísticos e de artilharia”, afirmou, justificando a sua crença de que um eventual cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia pode ser monitorizado.

  • Ucrânia não tem mísseis ATACMS desde janeiro

    O Exército ucraniano já não tem mísseis de longo alcance ATACMS, de acordo com fontes anónimas ucranianas e norte-americanas consultadas pela Associated Press.

    Segundo um dos membros norte-americanos ouvido pela agência de notícias, a Ucrânia terá recebido no total menos de 40 mísseis ATACMS e estes terão sido todos usados até ao final de janeiro.

    Vários altas patentes do Exército norte-americano, nomeadamente o antigo diretor do Pentágono Lloyd Austin, tinham assumido que apenas um número limitado destes mísseis ia ser entregue à Ucrânia, pois outro tripo de armamento é considerado mais importante para apoiar o esforço de guerra ucraniano.

  • Envio de armamento norte-americano à Ucrânia foi retomado

    O envio de armamento norte-americano à Ucrânia foi retomado, anunciaram os ministros dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e Polónia, de acordo com o The Guardian.

    As entregas voltam agora a ser feitas através da cidade polaca de Rzeszow, que é um polo logístico da NATO e dos EUA e está localizada a apenas 70 quilómetros da fronteira ucraniana.

    O governo norte-americano voltou também a dar às forças ucranianas acesso a imagens de satélite que ajudam a Ucrânia a planear ataques e monitorizar os movimentos das forças russas.

  • Comandante do Exército da Ucrânia admite dificuldades em Kursk. Ucranianos vão manter posições "enquanto for razoável e necessário"

    O comandante do Exército ucraniano Oleksandr Syrsky admitiu dificuldades no combate em Kursk, em reação à informação, avançada pelo seu homónimo russo Valery Gerasimov, de que a Rússia terá reconquistado 86% do território capturado pela Ucrânia, na região de Kursk.

    “Na situação mais difícil, a minha prioridade foi e continua a ser salvar as vidas dos soldados ucranianos. Para este fim, as unidades das forças de defesa, se necessário, manobram para posições mais favoráveis”, comentou Syrsky. O comandante acrescentou que a Ucrânia continuará a defender as posições de Kursk “enquanto for razoável e necessário”.

  • Rubio com esperança em acordo de cessar-fogo temporário no espaço de dias

    O secretário de Estado norte-americano tem esperança que um acordo de cessar-fogo temporário entre Ucrânia e Rússia será alcançado dentro de dias.

    “Nós gostaríamos que o mundo se parecesse com isto daqui a alguns dias: nenhum dos lados está a disparar contra o outro — nem rockets, nem mísseis, nem balas, nada”, disse Marco Rubio à imprensa.

    Quando lhe foi perguntado sobre a potencial cedência de território ucraniano à Rússia em negociações para um cessar-fogo final, disse: “Quando os disparos pararem, o combate pára e as conversações começam”.

  • Rússia: 86% do território capturado pela Ucrânia em Kursk foi recuperado

    O líder das forças armadas russas Valery Gerasimov transmitiu ao Presidente russo que as suas forças capturaram 430 soldados ucranianos durante os recentes avanços na região de Kursk, que as tropas ucranianos invadiram em agosto passado.

    “Os militares ucranianos, vendo que era inútil continuar a resistir, começaram a render-se e 430 combatentes foram feitos prisioneiros”, indicou, durante a visita de Putin a Kursk, o comandante das forças armadas russas, que alegam ter recuperado 86% do território ocupado na região.

  • Putin visita frente de Kursk pela primeira vez desde início da contraofensiva ucraniana

    Vladimir Putin esteve hoje num centro de comandos operacional russo em Kursk, realizando a sua primeira visita oficial à região que é alvo de uma contraofensiva ucraniana, desde agosto de 2024, de acordo com a imprensa russa.

    Durante a visita, em que foi recebido pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Valery Gerasimov, Putin admitiu o objetivo para os combates naquela frente. “A nossa tarefa no futuro próximo é de finalmente derrotar as posições no território da região de Kursk e combater aqui o mais cedo possível”, disse o Presidente russo.

    A visita de Putin acontece depois de ter sido anunciada a captura de várias localidades que eram controladas pela Ucrânia. À imprensa, o Presidente anunciou que a “Rússia vai tratar os soldados ucranianos capturados na região de Kursk como terroristas”.

    Putin em Kursk pela primeira vez 12/03/25

  • Enviado de Trump vai encontrar-se com Putin em Moscovo

    “Temos pessoas a ir para a Rússia neste momento”, disse Donald Trump hoje à imprensa na Sala Oval. A porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt confirmou à imprensa a identidade do enviado: “O senhor [Steve] Witkoff vai viajar para Moscovo mais para o final da semana” para se reunir pela segunda vez com Vladimir Putin, em Moscovo.

    Trump admitiu hoje que Washington tem recebido “algumas mensagens positivas sobre um possível cessar-fogo”. Depois da Ucrânia e os EUA chegarem a um acordo, o Presidente norte-americano passou para a Rússia a responsabilidade na obtenção de uma trégua temporária.

  • Trump espera que Putin aceite o cessar-fogo

    Donald Trump diz que os Estados Unidos, que têm agido como mediadores nas negociações de paz na Ucrânia, têm “uma situação muito complexa praticamente resolvida por um lado”, referindo-se ao consenso obtido na reunião em Jeddah, na Arábia Saudita.

    Descrevendo a situação da guerra como um “desastre”, Trump voltou a apelar a que a Rússia entre nas negociações.

    “Espero que ele faça um cessar-fogo”, acrescentou o Presidente, referindo-se ao Presidente russo, Vladimir Putin.

  • Tusk e Erdogan unidos na possibilidade de participação turca no processo de paz na Ucrânia

    Tanto o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, como o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, demonstraram-se em unidade face à possibilidade da Turquia assumir um papel mais importante no processo de paz entre a Rússia e Ucrânia.

    Numa conferência de imprensa conjunta citada pelo The Guardian, Tusk diz ter feito “uma proposta clara” a Erdogan: “que a Turquia assuma a maior responsabilidade possível no processo de paz, garantindo a estabilidade e a segurança em toda a nossa região”.

    “O papel da Turquia poderá ser crucial neste domínio”, sublinhou Tusk. Já o líder turco demonstrou-se disponível para que o país seja anfitrião de uma eventual conferência de paz “se os últimos acontecimentos trouxerem a Rússia e a Ucrânia para a mesa de negociações”.

    “A atitude da Turquia em relação a esta guerra tem sido muito clara desde o primeiro dia. Não queremos mais derramamento de sangue e esperamos que os nossos dois vizinhos terminem a guerra com uma paz justa”, disse ainda Erdogan.

  • Ucrânia nega retirada militar de Sudzha

    Depois dos relatos de que as tropas ucranianas terão fugido da cidade russa de Sudzha na região ocupada de Kursk, a Ucrânia veio agora negar, apesar de admitir combate nos arredores da cidade.

    Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, contou que os combates entre as forças

    “Os combates na região de Kursk continuam, e os combates na direção de Sudzha são também muito difíceis. A informação sobre a captura de Sudzha pelos russos não é verdadeira até à data”, afirmou Kovalenko no Telegram.

  • Inflação na Rússia sobe para 10,6% em fevereiro, um máximo em dois anos

    A inflação homóloga na Rússia, impulsionada pelo aumento das despesas militares para apoiar o conflito na Ucrânia, subiu para 10,6% em fevereiro, atingindo o nível mais alto em dois anos, anunciou esta quarta-feira a agência de estatísticas Rosstat.

    Este é o nível mais alto da inflação desde fevereiro de 2023, depois de ter ficado em 9,9% em janeiro.

    Na Rússia, a inflação tem sido impulsionada pelo aumento das despesas com a defesa para continuar o ataque à Ucrânia, pelos efeitos das sanções ocidentais e pelo aumento dos salários, consequência da escassez de mão-de-obra no mercado de trabalho.

  • Trump diz que conseguiam fazer "coisas muito más" à Rússia

    O Presidente norte-americano Donald Trump afirma que os EUA conseguem fazer “coisas que não são agradáveis no sentido financeiro”, quando questionado o que Washington faria caso a Rússia não queira negociar a paz com a Ucrânia.

    “Podemos fazer coisas muito más para a Rússia”, disse Trump, sublinhando ainda que “seria devastador para a Rússia”.”Mas eu não quero fazer isso porque quero ver a paz”, ressalvou.

  • Reino Unido chama de volta embaixador em Moscovo

    O Reino Unido chamou de volta o embaixador britânico em Moscovo, citando uma campanha contra os representantes do país dentro da Rússia.

    “Durante os últimos doze meses, a Rússia prosseguiu uma campanha de assédio cada vez mais agressiva e coordenada contra diplomatas britânicos, lançando acusações maliciosas e completamente infundadas sobre o seu trabalho”, acusou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico num comunicado publicado no seu site.

    “É evidente que o Estado russo está a tentar ativamente levar a Embaixada britânica em Moscovo a encerrar e não tem em conta o perigoso impacto da escalada”, acusou ainda o Ministério, referindo que a Rússia expulsou um diplomata britânico do país esta semana.

  • Forças ucranianas terão fugido do centro de Sudzha, na zona ocupada de Kursk

    As tropas ucranianas terão sido obrigadas a retirar-se de Sudzha, uma das mais importantes cidades na zona ocupada de Kursk, na Rússia.

    Segundo imagens de satélite obtidas pela Sky News, as forças russas terão avançado sobre a cidade pelo sul, obrigando os ucranianos a saírem.

    Bloggers militares ligados à Rússia e à Ucrânia, citados pela Reuters, alegam que as forças ucranianas ter-se-ão retirado perante o avanço russo.

  • "Fica provado que a Ucrânia não é o obstáculo"

    Para Daniela Nunes, as conversações entre os EUA e a Ucrânia provam a verdadeira capacidade da diplomacia. Sobre Gaza, afirma que o cessar-fogo está fragilizado e sem grandes condições para a paz.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Fica provado que a Ucrânia não é o obstáculo”

  • "Temos pessoas a ir à Rússia neste momento", diz Trump

    Num encontro com o primeiro-ministro irlandês Micheal Martin, Donald Trump revelou aos jornalistas que os Estados Unidos “têm pessoas à Rússia neste momento” para apresentar o consenso obtido na reunião com a Ucrânia esta terça-feira.

    “Esperemos conseguir um cessar-fogo”, disse ainda o Presidente, sublinhando que tinham recebido “algumas mensagens positivas”. “Agora cabe à Rússia”, disse ainda Trump.

  • Ministros da Defesa europeus juntam-se numa reunião em Paris

    Ministros da Defesa de cinco países europeus reuniram-se em Paris para discutir um plano de defesa para a Ucrânia, incluindo garantias de segurança para o país num cenário pós-guerra.

    A reunião conta com os ministros da França, Alemanha, Itália, Polónia e Reino Unido e teve ainda a participação do ministro ucraniano Rustan Umerov, segundo o The Guardian.

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