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Costa nega que haja fadiga europeia face à Ucrânia: "Há a vontade de continuar a ajudar" Kiev - como aconteceu

Putin diz que entrega de Tomahawks à Ucrânia seria "tentativa de escalada" da guerra que mereceria resposta "devastadora". E defende que sanções dos EUA são "ato hostil" e "tentativa de pressão".

epa12474889 Ukrainian President Volodymyr Zelensky (L) and President of the European Council Antonio Costa arrive for the Euro Summit in Brussels, Belgium, 23 October 2025. EU leaders convene in Brussels to discuss the situation Ukraine, European defence, developments in the Middle East, competitiveness, housing and migration.  EPA/OLIVIER HOSLET
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OLIVIER HOSLET/EPA

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Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Enviado do Kremlin. “Rússia, EUA e Ucrânia estão bastante próximos” de chegarem a uma solução diplomática

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O Conselho Europeu, liderado por António Costa, garantiu apoio financeiro à Ucrânia para os anos de 2026 e 2027, incluindo esforços militares e de defesa. Esta decisão solidifica o compromisso contínuo da União Europeia com Kiev, apesar da oposição do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán. O Conselho instou também a Comissão Europeia a apresentar, rapidamente, opções de apoio financeiro baseadas nas necessidades da Ucrânia.
    • Em conferência de imprensa, António Costa negou a existência de uma “fadiga europeia” em relação à Ucrânia, afirmando que a vontade de ajudar o país permanece firme. A questão do apoio à Ucrânia será retomada na cimeira do Conselho em dezembro, onde a União Europeia discutirá formas adicionais de garantir recursos para que Kiev se defenda.
    • Dois aviões militares russos entraram no espaço aéreo lituano por 18 segundos, incitando uma resposta crítica do presidente lituano, que qualificou o incidente como uma violação clara do direito internacional. A Rússia negou qualquer violação do espaço aéreo da Lituânia, alegando que os aviões seguiram a rota de voo sem desvio.
    • Os preços do crude registaram uma subida significativa, impulsionados por sanções impostas pelos Estados Unidos às petrolíferas russas Rosneft e Lukoil. O anúncio foi feito em resposta à “falta de compromisso sério da Rússia em prol da paz”, resultando em repercussões económicas no mercado de petróleo e projeções de impacto nos preços a nível global.

  • Conselho Europeu garantiu apoio financeiro para a Ucrânia nos próximos dois anos

    Uma das principais conclusões na declaração final do Conselho Europeu foi a garantia de que a Ucrânia terá apoio para as suas necessidades financeiras urgentes durante os anos de 2026 e 2027, “incluindo para os seus esforços militares e de defesa”.

    “Por conseguinte, o Conselho Europeu convida a Comissão a apresentar, o mais rapidamente possível, opções de apoio financeiro com base numa avaliação das necessidades de financiamento da Ucrânia e convida a Comissão e o Conselho a prosseguirem os trabalhos, a fim de que o Conselho Europeu possa voltar a debater esta questão na sua próxima reunião”, lê-se.

    A declaração teve apenas um voto contra: o de Viktor Orbán, primeiro-ministro húngaro.

  • Nas declarações finais, Conselho Europeu diz que bens russos têm de ficar congelados até ao fim da guerra

    Apesar do potencial uso de bens russos congelados para ajudar a Ucrânia continuar a ser discutido, o Conselho Europeu decidiu, na última reunião, que os seus bens devem “ficar imobilizados até que a Rússia cesse a sua guerra de agressão contra a Ucrânia e a compense pelos danos causados pela guerra”, noticiou a Sky News.

    Em vez disso, a UE garantiu procurar “opções para o apoio financeiro fundamentadas numa avaliação das necessidades financeiras da Ucrânia”.

  • Costa nega que haja fadiga europeia face à Ucrânia

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, recusou hoje, em Bruxelas, que haja uma “fadiga europeia” face à Ucrânia.

    Falando em conferência de imprensa no final do Conselho Europeu, Costa sublinhou que “não há fadiga europeia, há a vontade de continuar a ajudar a Ucrânia”, adiantando que o tema volta à agenda na cimeira de dezembro e que a União Europeia (UE) vai garantir recursos para Kiev se defender, se necessário, e o tema voltará a estar em debate no Conselho Europeu de dezembro.

    Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu que os líderes dos 27 assumiram, na cimeira, “uma posição muito firme”, no que se refere a Kiev, tendo concordado “no que é o empréstimo”, faltando agora definir como será angariada a verba.

  • Montenegro diz que consenso sobre empréstimo de reparações à Ucrânia "não está fácil de alcançar"

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu hoje que o consenso na União Europeia sobre a criação de um empréstimo de reparações à Ucrânia com base nos ativos russos congelados “não está fácil de alcançar”, afirmando aguardar os estudos técnico-jurídicos.

    “Não devo esconder que é uma solução que não está propriamente fácil de alcançar e vai obrigar, nas próximas semanas até ao Conselho [Europeu] de dezembro, […] uma aproximação de posições e estudos técnico-jurídicos”, afirmou o chefe de Governo português.

  • Autoridades ucranianas acusam tropas russas de matarem cinco civis a tiro na zona de Bakhmut

    O Ministério Público regional de Donetsk acusou as tropas russas de matarem cinco civis ucranianos a tiro na localidade de Zvanivka, distrito de Bakhmut — uma zona controlada pela Rússia.

    Num comunicado no Telegram, os procuradores acusaram as tropas do exército russo de matarem, um pai, dois filhos e dois vizinhos seus.

    “No dia 20 de outubro de 2025, um casal e o seu filho adulto estavam escondidos na cave de uma casa particular, enquanto o seu filho mais novo foi até a casa dos vizinhos para buscar água Pouco depois, militares da Federação Russa invadiram o abrigo onde a família se encontrava e começaram a interrogá-los sobre a localização dos militares ucranianos na localidade. Não obtendo qualquer informação, acabaram por se retirar”, lê-se no comunicado.

    Porém, lê-se no comunicado, um soldado voltou atrás com uma “arma automática”, tendo disparado sobre o casal, matando o pai e o filho mais velho e ferindo a mãe. Quando a mulher recuperou a consciência, foi à casa dos vizinhos procurar o seu filho mais novo, encontrou-o morto, ao lado dos corpos dos vizinhos.

    “A vítima, com um ferimento de bala na mandíbula, conseguiu chegar ao território controlado pela Ucrânia, de onde foi levada para o hospital. Os procuradores interrogaram-na e registaram o depoimento de mais um crime de guerra contra a população civil”, acrescenta ainda o Ministério Público que está agora a investigar o caso.

  • Rússia diz que caças realizaram "voos de treino" e não "violaram as fronteiras" da Lituânia

    Num comunicado emitido pelo Ministério de Defesa, a Rússia confirmou a realização de “voos de treino” de caças russos Su-30 na zona de Kaliningrado. Contudo, negam que as aeronaves tenham entrado na Lituânia.

    “Os voos foram realizados em estrita conformidade com as Regras de Utilização do Espaço Aéreo sobre o Território da Federação Russa, os aviões não se desviaram da rota de voo e não violaram as fronteiras de outros Estados, o que foi confirmado por meios de controlo objetivos”, lê-se na publicação do Ministério no Telegram.

  • Preços do petróleo aceleram subida após sanções dos EUA contra grupos russos

    Os preços do crude aceleraram hoje a sua subida, aumentando mais de 5%, impulsionados pelo anúncio dos Estados Unidos (EUA) de sanções contra as petrolíferas russas Rosneft e Lukoil, o que pode limitar a oferta no mercado.

    Por volta das 10h20 em Lisboa, o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em dezembro subiu 5,05%, para 65,75 dólares, avançou a AFP.

    Já o seu equivalente nos EUA, o barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI) para entrega no mesmo mês, subiu 5,18%, para 61,53 dólares.

    O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou, na quarta-feira, sanções contra as duas maiores petrolíferas russas, em resposta à “falta de compromisso sério da Rússia com um processo de paz para pôr fim à guerra na Ucrânia”.

    Antes da abertura oficial do mercado bolsista nas principais praças europeias, o Brent, referência na Europa, subia 3,15% para 64,57 dólares por barril, enquanto o WTI avançava 3,32% para 60,44 dólares por barril.

  • Alemanha está a tentar isentar subsidiária local da Rosneft das sanções norte-americanas

    A Alemanha quer uma isenção para subsidiária alemã da Rosneft das sanções aplicadas pelos EUA à empresa de origem russa na quarta-feira, noticiou a Reuters, citando fonte próxima dentro do governo do país.

    Caso os EUA não isentem a subsidiária, os bancos podem não poder comercializar com ela, face ao poderio das sanções norte-americanas que podem cortar o acesso ao dólar a bancos que colaborem com instituições colocadas na lista negra.

    Apesar de continuar legalmente a ser propriedade da Rússia, a subsidiária do país está sob tutela e é administrada pelo estado alemão desde o início da guerra na Ucrânia, continuando a distribuir petróleo para postos de gasolina espalhados pela Europa.

    À Reuters, um porta-voz do Ministério da Economia alemão disse que as sanções dos EUA não devem à Rosneft alemã, pois não estão sob controlo da Rússia, à semelhança do que aconteceu com o Reino Unido que deu uma permissão especial a este braço da empresa para continuar a operar.

  • Criação de um plano de paz com a Rússia começa quando Moscovo parar de atacar civis

    Falando em Bruxelas com jornalistas, Volodymyr Zelensky disse que a criação de um plano de paz com a Rússia começa com a “vontade de sentar e falar”, em vez de “lutar com todos os tipos de mísseis contra civis”.

    “Ontem, eles atacaram um jardim de infância. O segundo exército do mundo, como dizem, está a lutar contra as crianças ucranianas. Isso mostra claramente que eles não querem parar esta guerra. Mais pressão sobre a Rússia, e eles vão sentar-se e conversar. Acho que esse é o plano”, acrescentou, citado pela Ukrinform.

  • Porta-voz da Casa Branca diz que Trump quer que reunião com Putin seja "um bom uso" do seu "tempo"

    Falando na Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt foi questionada sobre as sanções à Rússia e sobre o cancelamento do encontro de Donald Trump com Vladimir Putin, noticiou a Sky News.

    A porta-voz referiu que ontem foi o dia em que Trump considerou a aplicação de novas sanções “apropriada e necessária”, face a um crescente descontentamento com a atitude do Kremlin e não só.

    “Acho que o Presidente expressa também há muito tempo a sua frustração com Vladimir Putin e, francamente, com ambos os lados desta guerra”, acrescentou, sublinhando que não há interesse suficiente da Rússia para “avançar em direção à paz”.

    Tal como Trump ontem, a porta-voz sublinhou que “uma reunião entre estes dois líderes não está completamente fora de questão” e que toda a Administração Trump espera “que um dia isso possa acontecer novamente”.

    “Mas queremos ter a certeza de que haverá um resultado tangível e positivo dessa reunião e que será um bom uso do tempo do Presidente”, sublinhou.

  • Presidente lituano diz que entrada dos jatos russos é "violação clara" da "integridade territorial" do país

    O Presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, chamou à incursão de aviões militares russos desta quinta-feira “uma violação clara do direito internacional e da integridade territorial da Lituânia”.

    Nauseda avança ainda que o Ministério dos Negócios Estrangeiros do país vai chamar os representantes diplomáticos russos para “protestar contra os comportamentos imprudentes e perigosos” de Moscovo.

  • Dois aviões militares russos entraram no espaço aéreo da Lituânia por 18 segundos

    Dois aviões militares russos entraram no espaço aéreo da Lituânia por 18 segundos esta quinta-feira, anunciaram as forças armadas do país, citadas pela Bloomberg.

    As aeronaves que entraram no país, lê-se, foram um jato militar Su-30 um avião de reabastecimento Il-78.

    Jatos espanhós da NATO foram mobilizados para intercetar as aeronaves russas, que entraram por 700 metros dentro da Lituânia vindos do exclave russo de Kaliningrado.

    Uma unidade de policiamento espanhola continua numa missão de patrulha aérea na zona do incidente, lê-se.

  • Zelensky acusa China de "ajudar" a Rússia e de não estar "interessada" na vitória da Ucrânia

    Antes, na conferência de imprensa de Volodymyr Zelensky, o Presidente da Ucrânia tinha dito que a China “ajuda” a Rússia na guerra contra o seu país, depois de ser perguntado sobre se a UE pressionava Pequim o suficiente.

    Zelensky disse que a China “não ajuda a Ucrânia e não está interessada” na “vitória” ucraniana e na derrota da Rússia, na sua opinião.

  • Empresas chinesas suspenderam compra de gás russo a curto prazo devido às sanções. Refinarias indianas planeiam reduzir importações

    Grandes empresas estatais chinesas e refinarias indianas já suspenderam ou preparam-se para reduzir a compra de petróleo russo às empresas sancionadas pelos Estados Unidos na quarta-feira, noticiou a Reuters.

    Petrolíferas como a PetroChina, a Sinopec, a CNOOC e a Zhenhua já decidiram parar de comprar crude vindo de Moscovo, pelo menos a curto prazo, lê-se, para evitar complicações no comércio internacional.

  • Sanções à Rússia? Dificultam avanços, mas não vencem guerras

    As sanções complicam o esforço de guerra, mas não resolvem conflitos. Bruno Cardoso Reis acredita que, enquanto Putin vir ganhos no terreno, a paz fica distante. E Trump vai atirar a toalha ao chão? Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Sanções à Rússia? Dificultam avanços, mas não vencem guerras

  • Putin diz que sanções norte-americanas vão levar a subida "acentuada" nos preços, mas não terão impacto "significativo" na Rússia

    Ainda a falar aos jornalistas, Vladimir Putin alegou que estas sanções dos EUA vão subir o preço do petróleo de forma “acentuada”, incluindo nos Estados Unidos, noticiou a RIA Novosti.

    “E se levarmos em conta o calendário político interno dos Estados Unidos, fica claro o quanto alguns processos serão sensíveis nesse sentido”, acrescentou, deixando a entender que quem aconselha Donald Trump não trabalha para o benefício do país.

    Já quanto ao impacto na economia russa, Putin admite que são “graves” e que “terão certas consequências”. “Mas não terão um impacto significativo, especialmente na nossa saúde económica”, acrescentou.

  • Putin diz que entrega de Tomahawks à Ucrânia seria "tentativa de escalada" da guerra que mereceria resposta "devastadora"

    O Presidente da Rússia considerou que a entrega de mísseis Tomahawk à Ucrânia pelos EUA seria “uma tentativa de escalada” da guerra no país, que teria uma resposta de Moscovo.

    “Se estas armas forem utilizadas para atacar o território russo, a resposta será muito forte. Para não dizer devastadora. Eles devem pensar nisso”, advertiu Putin, citado pela agência RIA Novosti.

  • Putin diz que novas sanções americanas são "ato hostil" e "tentativa de pressão"

    Falando no Congresso da Sociedade Geográfica Russa, Vladimir Putin disse que as sanções dos EUA eram um “ato hostil” e uma “tentativa de pressão”, sublinhando que essa pressão não afetaria Moscovo e não ajuda às relações entre ambos os países,

    “Nenhum país que se preze e nenhum povo que se preze decide algo dessa forma. Sem dúvida, a Rússia tem o privilégio de se sentir e se considerar parte dessa lista de países e povos que se prezam”, acrescentou, citado pela RIA Novosti.

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