Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou uma visita do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aos Estados Unidos para a assinatura de um acordo sobre minerais. Este acordo, já praticamente negociado, estabeleceria um fundo para investimentos na Ucrânia, com contribuições de 50% dos lucros da exploração mineral conjunta. No entanto, não inclui garantias de segurança exigidas por Kiev, e as condições de copropriedade das empresas exploradoras ainda estão por definir.
    • A Rússia elogiou a posição dos Estados Unidos, que votaram ao lado de Moscovo na ONU contra uma resolução que condenava a agressão russa à Ucrânia. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, referiu que os EUA estão a adotar uma posição mais equilibrada e focada na resolução do conflito, enquanto criticou os países europeus por apoiarem a resolução, indicando falta de equilíbrio nas suas posições.
    • O Presidente francês, Emmanuel Macron, acredita que uma trégua na Ucrânia é possível nas próximas semanas, através de negociações entre os Estados Unidos, Rússia e Ucrânia. Macron sublinhou a importância de uma trégua inicial e reforçou que a falta de respeito por este cessar-fogo demonstraria a falta de seriedade da Rússia nas negociações de paz.
    • O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta terça-feira que “ainda é cedo para se colocar a questão” de um eventual envio de militares para a Ucrânia e referiu que o Governo tem nesta matéria “uma iniciativa fundamental”.

    [António Raminhos, Luís Filipe Borges e Marco Horácio são três “Homens de Uma Certa Idade” a discutir a vida “de forma sincera”. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar toda a atualidade da guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.

    Até já.

    Zelensky: “Para mim e para todo o mundo, é crucial que a assistência norte-americana não seja parada”

  • Presidente norte-americano quer também comprar terras raras russas

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que também gostava de ter acesso às terras raras russas, depois do acordo com a Ucrânia.

    “Gostava também de comprar minerais em território russo, se pudermos. Eles têm terras raras muito boas também”, disse o Presidente, que acrescentou que seria “muito bom para a Rússia também”.

  • Trump confirma visita de Zelensky para assinar acordo sobre minerais

    O Presidente norte-americano Donald Trump confirmou aos jornalistas que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai visitar os EUA na sexta-feira para assinar o acordo sobre minerais que está, segundo o Presidente, “praticamente” negociado.

    Segundo Trump, foi o Presidente da Ucrânia que afirmou que gostava de assinar o acordo em Washington.

  • Zelensky deve encontrar-se com Trump em Washington na sexta-feira

    O Presidente da Ucrânia deve deslocar-se aos EUA na sexta-feira para reunir com o homólogo norte-americano. A reunião com Trump em Washington, confirmada à Reuters por duas fontes, deve servir para assinar o acordo de exploração dos minerais.

  • Vice-primeira-ministra ucraniana diz que acordo de minerais é "parte de um quadro mais vasto"

    A vice-primeira-ministra ucraniana que representou o país nas negociações com os EUA, Olha Stefanishyna, contou ao Financial Times que o acordo dos minerais revelado pelo jornal é apenas uma parte do plano definido para a Ucrânia

    “Ouvimos várias vezes a administração dos EUA dizer que faz parte de um quadro mais vasto”, disse Stefanishyna ao FT, que também acumula a pasta da Justiça.

    Um oficial ucraniano contactado pelo jornal revelou que espera que Zelensky viaje até Washington D.C. para uma cerimónia de assinatura do acordo e para que se possa definir, em reunião com Donald Trump, qual é este “quadro mais vasto”.

  • Acordo não define garantias de segurança norte-americanas

    Segundo a versão final do acordo revelada pelo Financial Times, o acordo atingido entre EUA e Ucrânia estabelece um fundo para investimentos na Ucrânia para o qual Kiev contribuiria com metade dos lucros provenientes dos recursos minerais explorados de forma conjunta entre ucranianos e norte-americanos.

    Entre os recursos naturais que serão explorados entre os dois países estão incluídos o gás natural e petróleo. No entanto, lê-se, os lucros provenientes das atividades atuais de exploração de gás natural e petróleo estão excluídas das contribuições para o fundo de investimento.

    Ao contrário do que era exigido por Kiev, o acordo não define garantias de segurança norte-americanas. Para além disso, a participação norte-americana no fundo e os termos que definem a “compropriedade” das empresas que levariam a cabo a exploração de recursos não foram também definidos.

    O texto revelado pelo Financial Times revela várias concessões norte-americanas em relação à primeira proposta rejeitada por Kiev, nomeadamente face à ambição dos EUA reterem um interesse financeiro de 100% num fundo de reconstrução, algo que podia recuperar mais de 470 mil milhões de euros para os cofres norte-americanos.

  • Ucrânia terá chegado a acordo com os EUA sobre exploração de minerais, segundo o Financial Times

    A Ucrânia e os Estados Unidos terão chegado a um acordo para desenvolvimento dos recursos minerais ucranianos, noticia o Financial Times.

    O acordo estabelece um fundo de investimento em projetos na Ucrânia para onde entrariam 50% dos lucros vindos da exploração conjunta com os EUA de recursos minerais.

    No entanto, o texto não inclui quaiquer garantias de segurança, como era exigido por Kiev.

  • Porta-voz reitera esperança de Trump na assinatura do acordo de minerais por Zelensky

    Falando aos jornalistas, a porta-voz da Casa Branca Karoline Leavitt disse que o Presidente norte-americano Donald Trump espera que Volodymyr Zelensky assine o acordo sobre os minerais da Ucrânia. Segundo a porta-voz, Trump considera ser “crítico” que um acordo entre ucranianos e norte-americanos seja atingido.

    “Trata-se de recuperar os dólares dos impostos americanos que têm estado a financiar a defesa nacional da Ucrânia, e é também ótimo para o povo ucraniano que tem passado por um inferno devido a esta guerra”, afirmou Leavitt na sala de imprensa da Casa Branca.

  • Keir Starmer assegura que à medida que o conflito muda a resposta do Reino Unido também "fica mais clara"

    Keir Starmer revelou que à medida que a “natureza do conflito muda” a resposta do Reino Unido “também fica mais clara”.

    “Acredito que precisamos de mudar a nossa abordagem à segurança nacional para que estejamos prontos para enfrentar os desafios do nosso mundo volátil”, admitiu o primeiro-ministro do Reino Unido.

    Além de sublinhar que Vladimir Putin apenas responde “à força”, Starmer assegura que o Reino Unido “não pode se esconder” perante o que a Rússia tem feito.

    “A menos que a Ucrânia seja devidamente protegida de Putin, a Europa tornar-se-á mais instável, e isso vai prejudicar-nos ainda mais”, acrescentou.

  • Enviado dos EUA ao Médio Oriente cancela visita para se focar nas negociações sobre Ucrânia

    O enviado dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, cancelou uma visita prevista para quarta-feira ao Médio Oriente.

    A notícia avançada pelo Times of Israel, citando o site norte-americano Axios, afirma que o enviado nomeado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou a visita para se focar nas negociações impulsionadas pelo país para a guerra na Ucrânia.

  • Kremlin aceitou pedido de desculpas da Sérvia após assumir "erro" em votação

    Após a Sérvia ter dito que o voto favor na resolução que condenava Rússia foi um “erro”, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, diz que pedido de desculpas foi “ouvido” e “aceite” por Moscovo.

    “De facto, os erros técnicos acontecem”, disse, citado pela Al Jazeera, frisando que “uma reação tão rápida” foi considerada positiva.

  • É cedo para Portugal discutir tropas na Ucrânia?

    Sobre caminho de paz para a Ucrânia, António José Telo diz que o “objetivo de Trump é mudar a Europa”. Em Gaza, considera que tanto Israel como o Hamas escondem intenções em relação ao cessar-fogo.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    É cedo para Portugal discutir tropas na Ucrânia?

  • Nuno Melo remete eventual envio de tropas depois do plano de paz

    O ministro da Defesa Nacional remeteu hoje um eventual envio de tropas europeias para a Ucrânia para depois da concretização de um plano de paz e voltou a recusar confundir os Estados Unidos com a administração Trump.

    “Quando se está a discutir um plano de paz, primeiro concretiza-se o plano de paz, e depois, em função desse plano, a necessidade de avaliar ou não o envio de tropas se nisso formos solicitados e estabelecido um conjunto de condições que para já não puderam sequer ser discutidas. Portanto, vamos tratar do plano de paz e depois, concretizado o plano que todos nós desejamos, então ponderar a eventual necessidade da participação militar, onde seja, sempre no contexto dos nossos aliados”, afirmou Nuno Melo.

  • Sérvia diz que cometeu "erro" ao votar resolução que condenava Rússia. Kremlin agradece

    A Sérvia votou, erradamente, a favor da resolução na qual a Rússia era descrita como um “Estado agressor”, na Assembleia Geral da ONU.

    Segundo a RTS, rádio e televisão estatal da Sérvia, o Presidente, Aleksandar Vucic, veio explicar que o país se deveria ter abstido e que cometeu um erro: “Peço desculpa aos cidadãos sérvios por isso, e responsabilizo-me porque provavelmente estava cansado e esgotado”. E prosseguiu dizendo que a Sérvia não deve ceder a nenhuma das grandes potências, “nem russos nem americanos”.

    A RTS adianta agora que o Kremlin já veio aceitar o pedido de desculpas, classificando a situação como um “erro técnico” e dizendo-se, pela voz do porta-doz, Dimitry Peskov, que “uma reação tão rápida do chefe de Estado impressionou muito” a Rússia.

  • Marcelo diz que "é cedo para discutir" envio de tropas, fala dos "antigos aliados" EUA e quer saber se "NATO é para levar a sério"

    O Presidente da República considerou esta terça-feira que “ainda é cedo para se colocar a questão” de um eventual envio de militares para a Ucrânia e referiu que o Governo tem nesta matéria “uma iniciativa fundamental”.

    Marcelo diz ser “cedo para discutir” envio de tropas para a Ucrânia, refere “antigos aliados” EUA e quer saber se NATO é para levar a sério

    Em resposta a perguntas dos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa referiu também que “o envio de forças nacionais destacadas tem de ter parecer do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN)” e acrescentou: “Vamos esperar para ver e depois falaremos”.

    Questionado sobre um eventual envio de militares portugueses para a Ucrânia, o chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas começou por responder: “É uma questão sobre a qual não me posso pronunciar sem que o CSDN seja ouvido. Vamos ter uma reunião no dia 17 de março, mas ainda é cedo para se colocar a questão”.

  • Ucrânia propõe impostos sobre produtos russos para custear reconstrução

    A Ucrânia propôs aos seus aliados impostos especiais de consumo sobre a energia e as matérias-primas russas após o fim da guerra, quando o custo da reconstrução do país ultrapassa já largamente o valor dos ativos russos congelados.

    Falando na apresentação de um relatório de danos para assinalar o terceiro aniversário da invasão russa à Ucrânia, o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, insistiu hoje no confisco total dos ativos russos congelados.

    “As necessidades de reconstrução já excedem em volume os ativos russos congelados”, pelo que o responsável apresentou a possibilidade de “introduzir impostos especiais sobre a energia e as matérias-primas russas após a guerra”.

    Shmygal acredita que a Rússia será forçada a pagar pelos danos causados pela guerra, ao mesmo tempo que a Ucrânia recebe “recursos significativos para a reconstrução” e é criado um precedente que protegerá as vítimas de possíveis agressões futuras.

  • Viagem de Emmanuel Macron a Lisboa com foco na Defesa, inovação e nos oceanos

    Macron e Montenegro irão assinar declaração de intenção no domínio do armamento. Para além da Defesa, a inovação tecnológica, os oceanos e a cultura vão marcar a visita dos dias 27 e 28.

    Viagem de Emmanuel Macron a Lisboa com foco na Defesa, inovação e nos oceanos

  • Turquia reforça apoio pela adesão da Ucrânia à NATO

    “Apoiamos abertamente a adesão da Ucrânia [à NATO]”, reforçou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, em entrevista à Bloomberg. Este apoio não é uma novidade, tendo sido já transmitida pelo Presidente Recep Tayyip Erdoğan e reconhecida por Volodymyr Zelensky.

    Para além do desejo pelo estatuto de membro, o verdadeiro foco de Kiev é obter “garantias de segurança”, algo que é assegurado através da adesão à Aliança atlântica.

  • Com a "ameaça russa no espaço aéreo, nas águas e ruas" britânicas, Starmer aumenta investimento na Defesa do Reino Unido

    É o “maior aumento sustentado das despesas com a defesa desde o fim da guerra fria”, de acordo com Keir Starmer, que aponta para um investimento de 2,5% do PIB neste setor até 2027, com o objetivo de chegar aos 3% a partir de 2030.

    Em conferência de imprensa no parlamento britânico, o primeiro-ministro do Reino Unido menciona a “ameaça russa no espaço aéreo, nas águas e ruas” do país, afirmando que “uma das grandes lições da história é que a instabilidade na Europa virá sempre parar às costas [britânicas] e que tiranos como Putin só respondem à força”.

    “Temos de apoiar a Ucrânia, porque se não conseguirmos uma paz duradoura, então as ameaças à nossa segurança só aumentarão”, remata Starmer.

1 de 2