Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, recusou fornecer garantias de segurança à Ucrânia, sugerindo que essas responsabilidades devem recair sobre a Europa. Este ponto de vista surge num momento de tensões crescentes entre os Estados Unidos e a Europa sobre a defesa europeia e o apoio à Ucrânia. Trump afirmou que a presença americana já constitui uma “segurança automática” para o país.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, ressaltou a importância de continuar a receber apoio militar dos Estados Unidos para garantir a segurança contra a ameaça russa. Zelensky destacou que, apesar do progresso nas negociações sobre a exploração de minerais ucranianos, a Ucrânia não assinará qualquer acordo sem garantias de segurança firmes.
    • A Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a um acordo preliminar para criar um fundo de investimento relativo à exploração de minerais ucranianos. No entanto, o acordo não menciona garantias de segurança dos Estados Unidos para a Ucrânia, sendo esta uma exigência crucial para Kiev. A assinatura do acordo está programada para a visita de Zelensky a Washington esta sexta-feira.
    • Um ataque russo com bombas planadoras na cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk, resultou em pelo menos cinco mortos e oito feridos. As autoridades locais relatam um aumento na frequência e gravidade dos ataques russos na área, alertando para o perigo de permanecer na cidade.

  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quarta-feira.

    Macron: “Temos de ser fortes na tempestade e acreditar na universalidade dos valores e numa Europa forte”

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  • Starmer afirma que pode confiar em Trump na chegada a Washington

    Apesar da pressão que Trump tem feito para que a Europa assuma a sua própria defesa — e a da Ucrânia –, o primeiro-ministro britânico afirmou que tem uma boa relação com o Presidente norte-americano. Em Washington, onde os dois se vão reunir amanhã, Keir Starmer respondeu afirmativamente a uma questão sobre se confiava em Trump.

    “Falei com ele ao telefone e esta relação entre os nossos dois países é uma relação especial com uma longa história, forjada enquanto lutávamos em guerras juntas, fazíamos trocas juntos”, justificou Starmer, citado pela Sky News.

  • Reunião de Marco Rubio e Kaja Kallas na próxima semana foi cancelada

    A reunião entre a alta-representante da UE para os negócios e o secretário de Estado norte-americano, marcada para a próxima terça-feira em Washington foi cancelada, relatou a Associated Press. Ambas as partes citaram “conflitos de agenda” dos dois chefes de diplomacia, mas a agência noticiosa norte-americana avança que os oficiais europeus foram apanhados de surpresa. O cancelamento da reunião surge num enquadramento de crescente tensão entre a Europa e os Estados Unidos sobre a defesa do continente europeu e a ajuda à Ucrânia.

  • Zelensky volta a sublinhar "garantias de paz e segurança" antes de encontro com Trump

    No seu discurso diário, Volodymyr Zelensky destacou o trabalho para as “garantias de segurança e paz” que fez hoje. “As nossas equipas estão a trabalhar com os Estados Unidos, estamos a preparar negociações para esta sexta-feira. O acordo com a América. O apoio ao nosso Estado e povo. Garantias da paz e segurança — isto é a chave para garantir que a Rússia já não vai destruir a vida de outras nações”, declarou o Chefe de Estado ucraniano.

    “Para mim e para todo o mundo, é crucial que a assitência norte-americana não seja parada. A força é essencial no caminho para a paz”, acrescentou.

    No mesmo discurso, Zelensky agradeceu ainda o “apoio inabalável” de Portugal, por ocasião do telefonema com Luís Montenegro e comunicou que ambos acordaram falar novamente.

  • Trump deixa mais elogios a Putin e culpa a NATO pela guerra na Ucrânia

    Questionado sobre as negociações com Vladimir Putin, Donald Trump elogia o seu homólogo. “Ele é um tipo muito inteligente, muito astucioso. Eu já lidei com pessoas muito más, mas ele não tinha nenhuma intenção de resolver esta guerra”, avalia, acrescentando que o desejo de um acordo só surgiu depois da sua eleição. “Acredito que ele teria continuado a avançar na Ucrânia [se Trump não tivesse sido eleito]”, declara.

    Trump recusou responder a que tipo de concessões iria obrigar a Rússia a fazer para pôr fim à guerra. Mas voltou a sublinhar uma das concessões que quer impor a Kiev: a adesão à NATO. “NATO, podem esquecer isso. Isso é provavelmente a razão por que isto tudo começou”, rematou.

  • Trump: "Eu não vou fazer garantias de segurança. A Europa vai fazer isso"

    O Presidente norte-americano continua a responder a perguntas dos jornalistas na reunião do governo. Questionado sobre as garantias de segurança que os Estados Unidos vão dar à Ucrânia — algo que Zelensky definiu como essencial para um acordo –, Trump respondeu: “Eu não vou fazer garantias de seguranças por aí além. Vamos ter a Europa a fazer isso porque a Europa é que o vizinho do lado. Mas vamos garantir que tudo corre bem”.

    Depois, Trump garante que o acordo é positivo para a Ucrânia, pois a presença norte-americana no país é uma “segurança automática”. “Ninguém se vai meter com as pessoas quando nos lá estivermos”, afirma.

  • Trump diz que Putin aproveitou retirada norte-americana do Afeganistão para invadir Ucrânia

    Na reunião do governo norte-americano, Donald Trump critica novamente a forma como a administração Biden retirou as tropas do Afeganistão. “Para ser justo com Putin, quando ele viu aquilo, ele disse ‘Bem, parece que esta é a nossa oportunidade de ir para a Ucrânia’, porque o timing lhe pareceu correto”, argumenta o Presidente norte-americano.

  • Zelensky visita o Reino Unido este fim de semana, para encontro de líderes europeus

    O Presidente ucraniano vai marcar presença na cimeira de líderes europeus convocada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para esta fim de semana, avança a Sky News.

    O encontro multilateral acontece depois de tanto Zelensky como Starmer se encontrarem com Donald Trump em Washington: Starmer é recebido na Casa Branca amanhã, Zelensky estará com o Presidente norte-americano na sexta-feira.

  • "Vamos assinar um acordo muito grande", diz Trump sobre visita de Zelensky a Washington

    O Presidente norte-americano falou sobre o acordo de exploração de minerais na primeira reunião do seu executivo, a decorrer agora. Donald Trump destacou que Volodymyr Zelensky já confirmou a sua visita a Washington na sexta-feira.

    “Vamos assinar um acordo, que vai ser um grande acordo. Os contribuintes [norte-americanos] não deviam carregar a conta” dos apoios da Casa Branca a Kiev, defendeu.

    No entanto, insistiu que a sua prioridade sobre a guerra na Ucrânia é outra: “O mais importante, de longe, é que vamos fazer um acordo com a Rússia e a Ucrânia para que deixem de matar pessoas”.

  • Guerra na Ucrânia não será discutida no segundo encontro entre Moscovo e Washington

    Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a guerra da Ucrânia não será discutida na segunda reunião entre os Estados Unidos e a Rússia, avançou a Reuters. Questões de segurança não serão discutidas de todo nesta reunião, que será focada apenas nas missões diplomáticas entre os dois países. A reunião terá lugar em Istambul amanhã.

  • Trump negocia com a Ucrânia como se estivesse na mercearia

    Mónica Dias afirma que acordo de minerais não garante a paz. Acrescenta que o encontro entre Zelensky e Trump vai ser “muito importante” e que o presidente ucraniano terá de reconquistar os EUA.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” na Rádio Observador.

    Trump negoceia com a Ucrânia como se estivesse na mercearia

  • Luís Montenegro falou ao telefone com Volodymyr Zelensky e garantiu o "firme apoio em todas as frentes"

    O primeiro-ministro português relatou que falou ao telefone com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. “Agradeci tudo o que o povo ucraniano tem feito pela Europa e reiterei o nosso firme apoio em todas as frentes”, escreveu Luís Montenegro nas redes sociais.

    Além disso, Montenegro destacou a necessidade de uma “paz justa e duradoura” e mostrou-se alinhado com a maioria dos líderes europeus ao definir o que é preciso para a alcançar: “garantias efetivas de segurança para a Ucrânia, o envolvimento da Europa e dos parceiros transatlânticos”.

  • Presidente ucraniano confirma visita à Casa Branca na sexta-feira

    Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que vai reunir-se com o homólogo norte-americano, Donald Trump, em Washington, na sexta-feira, para finalizar um acordo sobre a exploração de minerais ucranianos. “Há uma data de trabalho (…) sexta-feira”, confirmou Zelensky durante a conferência de imprensa em Kiev.

    “A minha pergunta (a Donald Trump) será bastante direta: os Estados Unidos vão parar o apoio ou não? Podemos comprar armas e obter mais ajuda?”, explicou o líder ucraniano depois, falando em inglês e referindo-se ao apoio à resistência à invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

    Nas últimas semanas, Donald Trump exigiu o acesso a minerais estratégicos ucranianos para compensar os milhares de milhões de dólares pagos a Kiev durante a administração do ex-Presidente Joe Biden em ajuda militar.

  • Zelensky quer pelo menos uma frase no acordo dos minerais sobre garantias de segurança

    Volodymyr Zelenksy falou sobre o acordo de minerais com os EUA e disse que os planos para se encontrar com Donald Trump em Washington na sexta-feira ainda não foram confirmados. “Este é um acordo económico, mas queria realmente ter um entendimento de que temos uma visão igual das nossas futuras garantias de segurança, mesmo no acordo”, disse numa conferência de imprensa em Kiev.

    Zelenskyy explicou que “queria que houvesse pelo menos uma frase” que mencionasse as garantias de segurança da Ucrânia e acrescentou que os funcionários do governo lhe disseram que a frase está lá. “É importante que exista esta menção, mas ainda não li os pormenores”, afirmou.

  • Acordo sobre minerais “pode ser um grande sucesso”, diz Zelensky

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, comentou o acordo sobre os minerais durante uma conferência de imprensa em Kiev, sublinhando que a principal questão é a continuação da ajuda dos EUA à Ucrânia.

    O acordo preliminar sobre os minerais “é apenas um começo, um quadro, pode ser um grande sucesso”. “O sucesso dependerá da nossa conversa com o Presidente Trump”, diz Zelensky, citado pela BBC, acrescentando que vai insistir em garantias de segurança para a Ucrânia associadas a quaisquer futuros acordos bilaterais.

    Os EUA têm sido um dos principais fornecedores de ajuda militar à Ucrânia durante a presidência de Biden, mas o Presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu uma revisão da assistência que prestam.

  • Zelensky não confirma a viagem a Washington na sexta-feira, mas diz que as equipas "estão a trabalhar nesse sentido"

    Volodymyr Zelensky diz que ainda não pode confirmar a viagem a Washington na sexta-feira, acrescentando que as equipas estão a trabalhar nesse sentido, noticia a Reuters, citada pelo The Guardian.

  • Ucrânia confirma acordo com EUA mas só assina com garantias de segurança

    A Ucrânia confirmou ter chegado a um acordo preliminar com os Estados Unidos para criar o fundo de investimento com a exploração dos recursos naturais ucranianos, mas insistiu na exigência de garantias de segurança.

    “Não pensamos assinar qualquer acordo sem garantias de segurança”, disse o primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmigal à televisão ucraniana, citado pela agência noticiosa estatal local Ukrinform.

    O chefe do governo ucraniano disse que as duas partes chegaram a acordo sobre “uma variante final” do documento. “A partir de hoje, o acordo chama-se ‘Acordo sobre o estabelecimento de regras e condições para o investimento num fundo de reconstrução ucraniano’”, afirmou, segundo a agência espanhola EFE.

    Shmigal disse tratar-se de um acordo preliminar que “determina as ações legais para a futura criação de um fundo de investimento para a reconstrução da Ucrânia”.

    O primeiro-ministro afirmou que a Ucrânia e os Estados Unidos terão direitos e obrigações iguais no fundo, tanto na tomada de decisões como na contribuição de capital.

    “O ponto 10 (…) também refere que o acordo sobre o fundo é um elemento integrante da arquitetura dos acordos bilaterais e multilaterais, bem como as medidas concretas para alcançar uma paz duradoura e reforçar a estabilidade económica e de segurança”, acrescentou.

  • Kiev continua a querer que Europa participe em garantias de segurança, diz Bugalho

    O eurodeputado do PSD Sebastião Bugalho defendeu hoje que a Ucrânia continua a querer que a Europa faça parte das garantias de segurança pós-cessar-fogo, apesar de Kiev considerar essencial uma relação com os Estados Unidos.

    Em declarações à agência Lusa após uma visita à capital ucraniana no terceiro aniversário da invasão russa, Sebastião Bugalho afirmou que a delegação de parlamentares de países europeus que integrou ouviu claramente das autoridades ucranianas que “a relação entre a Europa e os Estados Unidos é fundamental para conseguir paz e segurança na Ucrânia, apesar de óbvias diferenças de perspetiva”.

    “Foi-nos reiterada a necessidade de manter a relação entre a Europa e os Estados Unidos do ponto de vista económico, para a reconstrução. Nem a Ucrânia nem a Europa desistiram de fazer parte de um processo de arquitetura de segurança. A Ucrânia continua a querer que a Europa faça parte desta decisão”, destacou.

    O social-democrata indicou que os Estados Unidos poderão também fazer parte dessa “arquitetura de segurança” para assegurar o cumprimento de um cessar-fogo em função do acordo para exploração pelos norte-americanos de minérios raros na Ucrânia que o Presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu a Kiev.

  • Pelo menos cinco mortos na região de Donetsk após ataque russo com bombas planadoras

    Pelo menos cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas na sequência de um ataque russo com bombas planadoras na cidade de Kostiantynivka, na região de Donetsk.

    Vadym Filashkin, autarca da região, adiantou na plataforma Telegram que as forças russas lançaram três “bombas aéreas guiadas sobre a cidade”. “Recentemente, os ataques russos contra civis em Kostiantynivka tornaram-se mais frequentes e graves. É perigoso permanecer na cidade”, avisou.

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