Histórico de atualizações
  • Dois aviões Fire Boss cedidos pela Suécia só chegam segunda-feira devido a constrangimentos

    Os dois aviões Fire Boss cedidos pela Suécia para ajudar no combate aos incêndios rurais só devem chegar a Portugal na segunda-feira, devido a constrangimentos na entrega que estava programada para domingo, informou hoje a Proteção Civil.

    Num ponto de situação dos incêndios em Portugal continental, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, informou que os dois meios aéreos provenientes do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, e que estavam previstos chegar no domingo, “só chegarão na segunda-feira”.

    “Por constrangimentos na sua operação, a informação por parte do Mecanismo é que eles só chegarão na segunda-feira”, disse Mário Silvestre, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras).

    A chegada dos aviões foi anunciada na sexta-feira pelo secretário de Estado da Proteção Civil, que na altura adiantou que os aviões deviam começar a operar na segunda-feira.

    De fabrico americano, o Fire Boss é uma aeronave anfíbia especializada no combate a fogos florestais. O modelo mais conhecido, o Air Tractor AT, está dotado de flutuadores e pode operar em terra e água. Tem capacidade para transportar 3.000 litros de água e pode reabastecer rapidamente, pousando em lagos, rios e barragens.

  • A cobertura do Observador deste sábado fica por aqui. Para seguir os desenvolvimentos deste domingo pode seguir o novo liveblog.

  • Mêda perdeu "enorme potencial florestal e vinícola". Autarca diz que concelho foi esquecido e pede situação de calamidade

    A Câmara da Mêda pediu ao Governo que declare a situação de calamidade neste concelho do norte do distrito da Guarda, face “ao desastre” provocado pelos incêndios que deflagraram esta semana e continuam ativos.

    “Mêda foi subtraída de um enorme potencial florestal, vinícola e agrícola. É preciso que o Governo declare a situação de calamidade para o nosso território e crie mecanismos de apoio diretos aos nossos agricultores, empresários e sociedade civil em geral”, defendeu o vice-presidente da Câmara, César Figueiredo, em declarações à Lusa.

    O fogo entrou no território do município de Meda na quarta-feira, vindo do concelho de Trancoso. Lamentando que durante três dias o concelho tenha sido ‘esquecido’, o autarca defendeu a necessidade compensar rapidamente as pessoas afetadas.

    “Investem-se milhões na Proteção Civil e nós ficámos com os tostões, que é o que temos agora”, realçou o autarca, que é também proprietário agrícola e produtor vitivinícola, adiantando que a Câmara Municipal já começou a apurar os prejuízos causados pelas chamas para os munícipes serem “rapidamente” compensados, “com apoios objetivos, concretos”.

    “As pessoas estão fartas de subsídios e os políticos, em Lisboa, têm que perceber que esta gente precisa de ajuda já, porque o futuro avizinha-se dramático para muitos medenses”, salientou.

    Pois, lamentou, “muita gente perdeu o que amealhou durante toda a vida, ficou absolutamente sem nada, sem vinhas, pastos, olivais, animais, alfaias agrícolas e outros bens”.

  • Guarda ativa plano de emergência devido a vários fogos por dominar

    A Câmara da Guarda ativou esta noite o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PEMPC), devido aos incêndios “não dominados” que lavram no concelho e nos municípios limítrofes, “cuja duração pode prolongar-se”.

    O plano foi acionado às 20:00 de hoje e vai vigorar até às 23:59 de segunda-feira, podendo ser prolongado consoante a evolução da situação, segundo o despacho do presidente da autarquia, Sérgio Costa, a que a Lusa teve acesso.

    A medida é justificada com “os incêndios não dominados que lavram no concelho da Guarda e concelhos limítrofes, cuja duração pode prolongar-se por um período igual ou superior a 24 horas e do qual resultam danos para as populações, bens e ambiente e que, por isso, justificam a adoção imediata de medidas excecionais de prevenção, planeamento e informação”.

    O concelho tem hoje à noite várias frentes de fogo ativas, algumas das quais progrediram do Sabugal, onde permanecem 181 operacionais, apoiados por 51 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

    No lado oposto do concelho continua por resolver o incêndio que teve início na sexta-feira em Pêra do Moço, devido a reacendimentos. Nesse fogo, esta noite estão empenhados 159 bombeiros e 59 veículos, segundo a ANEPC.

    Existem ainda incêndios ativos nos concelhos de Pinhel e Sabugal, que mobilizam mais de uma centena de bombeiros.

    Com a ativação do plano municipal de emergência poderão ser mobilizados “os recursos dos agentes de proteção civil e os funcionários municipais, nos termos da lei, para a situação indicada

  • Incêndio de Sátão/Trancoso com uma frente a preocupar em Vila Nova de Foz Côa

    Uma frente em Vila Nova de Foz Côa é a maior preocupação do incêndio que deflagrou em Sátão e Trancoso e que hoje à noite está quase estabilizado, disse à Lusa o segundo comandante regional do Centro, Jody Rato.

    “Neste momento, o incêndio está de alguma forma estabilizado, ou seja, temos duas frentes que não estão a evoluir muito, mas claro temos muitos pontos quentes e algumas reativações”, disse à agência Lusa, pelas 21:15, o segundo comandante regional do Centro.

    Jody Rato acrescentou que “há ainda uma frente ativa que causa maior preocupação, na zona de Cedovim, Muxagata [concelho de Vila Nova de Foz Côa] e Mêda”, distrito da Guarda.

    “Há uma outra frente na zona de Ferreirim [concelho de Sernancelhe, distrito de Viseu], na zona da albufeira de Vilar, também ativa, com alguma preocupação, mas a maior é a de Cedovim, que tem cerca de três a quatro quilómetros”, indicou.

    O comandante referiu ainda que “foi precisamente nessa frente que se concentrou o grande trabalho do dia”, que “tem sido profícuo e tem dado resultado a estratégia”.

    Ou seja, continuou, “era mantê-lo estável até ao final do dia para, durante a noite, ir fechando ao máximo estas frentes, de modo a que se consiga iniciar o dia de amanhã [domingo] já numa situação de ter como única preocupação as reativações”.

    “Vamos ver se o conseguimos fazer. Vamos ver como corre a noite”, salientou.

    Ao longo do dia de hoje, contabilizou Jody Rato, foram “registados sete feridos ligeiros, todos bombeiros, uns com queimaduras e outros num pequeno acidente em que o veículo tombou”, mas “felizmente nada muito significativo”.

    “Em termos globais, este incêndio provocou até ao momento 39 feridos ligeiros, 18 assistidos. Destes 39, 21 são operacionais e os restantes 18 são civis”, referiu.

  • Militares da Marinha reforçam vigilância e pós-rescaldo

    A Marinha Portuguesa tem “desempenhado um papel ativo” na proteção civil, através do empenhamento de 192 militares e 18 viaturas, que já percorreram 51.428 quilómetros para “salvaguardar a integridade das pessoas e das florestas nacionais”, foi hoje divulgado.

    Em comunicado, a Marinha indicou que este dispositivo está a funcionar desde 28 de maio.

    Atualmente, a Marinha Portuguesa integra, através do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o plano HEFESTO II de apoio à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), cuja missão é “garantir uma vigilância ativa e dar apoio pós-rescaldo à Proteção Civil no combate a incêndios rurais”, segundo o comunicado.

    A Marinha “reforçou, também, o dispositivo da ANEPC” com um pelotão misto da Força de Marinha, constituído por militares fuzileiros e de outros setores da Marinha, garantindo ações de patrulhamento 24 horas por dia, com seis viaturas atribuídas, nas áreas de Entre-os-Rios, Sabrosa, Penamacor, Celorico de Basto e Moimenta da Beira.

  • Incêndio no Douro Internacional com três frentes ativas devido a reacendimentos

    O incêndio que deflagrou na tarde de sexta-feira no concelho de Freixo de Espada à Cinta, na área protegida do Douro Internacional, volta a ter hoje três frentes ativas devido às condições meteorológicas adversas, avançou a Proteção Civil.

    Estas três frentes de fogo ativas estão nos concelhos de Freixo de Espada à Cinta, de Mogadouro e Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança.

    Uma das três frentes ativas do incêndio lavra nas arribas do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), no concelho de Freixo de Espada à Cinta.

    Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso, disse que os pontos quentes que existiam ao início da tarde, se transformaram em frentes ativas, devido às projeções e reacendimentos provocados pelos ventos fortes.

    “Foi uma tarde muito complicada, como já prevíamos, devido às condições climatéricas adversas, com o vento a soprar forte o que criou projeções e reacendimentos e criou condições negativas para o desenvolvimento do combate ao fogo”, vincou o operacional.

    A dificultar o combate durante a tarde esteve também o fumo que se abateu neste território, o que não permitiu a atuação de meios aéreos.

  • Incêndios em Galiza, Castela e Leão e Extremadura "descontrolados". Dois Canadairs italianos chegaram a Salamanca

    Incêndio na província de Ourense é descrito como dos piores da história Galiza. Chegaram a Salamanca, na Extremadura, dois aviões italianos, que vão começam a operar no domingo.

    Incêndios em Galiza, Castela e Leão e Extremadura “descontrolados”. Dois Canadairs italianos chegaram a Salamanca

  • Incêndio em Nisa novamente dominado

    O incêndio na zona de São Gens, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre, voltou a ser dado como dominado às 19:18 de hoje, após ser resolvida uma reativação, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

    A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo indicou que a reativação do incêndio em povoamento florestal ocorreu às 12:55.

    Segundo a Proteção Civil, o incêndio deflagrou na sexta-feira à tarde na zona de São Gens, no concelho de Nisa, tendo sido dado como dominado hoje de madrugada.

    Durante a tarde as chamas consumiram uma área de mato e pasto e não houve registo de feridos, nem de habitações afetadas, adiantou.

    Segundo o comando sub-regional, estiveram envolvidos esta tarde no combate às chamas 117 operacionais, apoiados por 33 veículos e um meio aéreo.

    O incêndio, que eclodiu às 18:13 de sexta-feira, foi dado como dominado às 02:58 de hoje, ficando em vigilância, e reativou-se esta tarde, segundo a Proteção Civil.

  • Três bombeiros com ferimentos ligeiros no combate a fogo na Mêda

    Três bombeiros da corporação de Folgosinho, no concelho de Gouveia, ficaram hoje com ferimentos ligeiros enquanto combatiam um incêndio em Longroiva, no município da Mêda, no distrito da Guarda.

    A situação foi confirmada à agência Lusa por Jody Rato, segundo comandante regional do Centro, que está a comandar o dispositivo operacional dos incêndios que deflagraram em Satão e Trancoso, cujo posto de comando está em Aguiar da Beira.

    “Dois dos feridos sofreram queimaduras, um numa mão e outro numa perna. O terceiro sofreu uma entorse durante o combate ao fogo, na zona de Longroiva”, disse o oficial.

    Os feridos foram encaminhados para o Centro de Saúde da Meda, onde foram observados, e dois deles seguiram para a Unidade Local de Saúde de Viseu Dão-Lafões.

    Ainda segundo Jody Rato, o incidente ocorreu pelas 18:00 em Longroiva, onde há uma frente ativa.

    Nos distritos da Guarda e de Viseu estão centenas de bombeiros de todo o país, no combate ao incêndio que teve origem em dois fogos — Sátão (distrito de Viseu) e Trancoso (distrito da Guarda) — e que na sexta-feira tornou-se um só e alastrou a 11 municípios dos dois distritos.

  • Dois detidos por atear fogos no distrito da Guarda esta sexta-feira. Ficaram em prisão preventiva

    As duas pessoas detidas na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de atear fogos florestais no distrito da Guarda ficaram em prisão preventiva, indicou à Lusa fonte da força de segurança.

    Em causa estão fogos nos concelhos de Seia e Pinhel e detenções anunciadas hoje de manhã em comunicado pela PJ.

    No caso de Seia, referia a nota, foi detido um homem de 19 anos suspeito de atear um incêndio naquele concelho “com recurso a chama direta, sem motivo evidente, pondo em risco floresta e habitações em plena serra da Estrela”.

    O jovem já foi investigado no passado pelo mesmo tipo de crimes.

    No caso de um incêndio que deflagrou na sexta-feira em Pinhel, foi detida uma mulher de 32 anos. “A suspeita vive em conflitualidade com os vizinhos e terá ateado o incêndio com recurso a chama direta, utilizando um isqueiro, para os assustar, colocando em risco a própria povoação onde reside”, indicou a polícia.

    A prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa, foi decretada após os detidos serem presentes ao Ministério Público da Guarda para o primeiro interrogatório judicial.

  • Fumo impediu a utilização prevista de aviões e afetou a eficácia no combate ao fogo

    O comandante da Proteção Civil, Mário Silvestre, indica que “hoje foi um dia extremamente complexo” porque houve uma “grande dificuldade em colocar os meios aéreos” em alguns dos maiores incêndios, sobretudo na zona da Guarda e Sátão, devido ao fumo negro que “impediu a normal utilização destes meios” planeada, o que afetou a eficácia no combate.

    Alguns meios, acrescentou, nem conseguiram sair das bases por causa do fumo.

    Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e espera receber dois aviões este domingo.

    Mário Silvestre pediu ainda cuidado com o estacionamento de veículos, apelando a que não sejam deixados em áreas onde impeçam a circulação dos meios de socorro. Nem em áreas com vegetação, uma vez que várias viaturas já foram queimadas.

    Portugal está em situação de alerta até amanhã por causa dos incêndios.

  • Proteção Civil: Mais seis fogos este domingo na região das Beiras e Serra da Estrela pressionam dispositivo

    A região das Beiras e da Serra Estrela registou este sábado mais seis ocorrência, para além do grande incêndio de Trancoso que lavra há uma semana.

    A informação foi avançada por Mário Silvestre, comandante nacional, no mais recente balanço da Proteção Civil realizado esta tarde. Segundo a mesma fonte, esta situação obrigou a “um esforço muito significativo num dispositivo” que já estava sob muita pressão.

    Existem 10 ocorrência de grande dimensão esta tarde que mobilizam 3,980 operacionais, 1.300 veículos e 36 meios aéreos. Para além dos 10 grandes fogos ativos, há também 1.000 operacionais e 14 meios aéreos em operações de vigilância e rescaldo em 46 ocorrências.

    Sátão, Lousã, Trancoso e Arganil nos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra são os que mobilizam mais meios.

    Há ainda fogos ativos classificados como significativos no Sabugal, Lousada, Guarda, Poiares, Celorico de Basto e Nisa, onde a evolução do combate está a correr muito bem,

  • Quatro bombeiros do Dafundo com ferimentos ligeiros após capotamento de veículo em Penedono

    Quatro bombeiros ficaram com ferimentos ligeiros na sequência do capotamento de um veículo da corporação dos Voluntários do Dafundo, disse à agência Lusa fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

    “A indicação que tenho é de que um veículo dos Bombeiros Voluntários de Dafundo [concelho de Oeiras, distrito de Lisboa] sofreu um capotamento, do qual resultaram quatro feridos ligeiros que foram transportados para o hospital da Guarda”, disse a mesma fonte.

    Segundo a GNR, o acidente aconteceu pelas 17:40 e o alerta foi para a localidade de Granja, concelho de Penedono, distrito de Viseu.

    No distrito de Viseu e da Guarda estão centenas de bombeiros de todo o país, no combate ao incêndio que teve origem em dois fogos — Sátão (distrito de Viseu) e Trancoso (distrito da Guarda) — e que na sexta-feira tornou-se um só e alastrou-se a 11 municípios dos dois distritos.

    Os 11 municípios são: Sátão, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Penedono e São João da Pesqueira (distrito de Viseu); Aguiar da Beira, Trancoso, Fornos de Algodres, Mêda, Celorico da Beira e Vila Nova de Foz Coa (distrito da Guarda).

    O incêndio de Vila Boa, freguesia de Ferreira de Aves, em Sátão, distrito de Viseu, teve alerta às 01:03 de quarta-feira, tendo no mesmo dia chegado aos municípios de Sernancelhe, também no distrito de Viseu, e ao de Aguiar da Beira, distrito da Guarda.

  • Penedono. 90% da mancha verde do concelho queimada

    O incêndio rural que atingiu Penedono queimou 90% da mancha verde daquele território e deixou os cerca de 3.000 habitantes, que vivem da agricultura e pecuária, sem sustento, disse à agência Lusa a presidente da do município.

    “Tenho 90% ou mais do território queimado, mas pronto, não chegou a nenhuma casa pelo menos, registamos isso”, adiantou à agência Lusa, às 17:25, a presidente da Câmara Municipal de Penedono, Cristina Ferreira.

    A autarca do norte do distrito de Viseu acrescentou que “aquilo que era um território verde está negro, num concelho que vive da terra, da agricultura, das árvores, dos animais que ficaram sem alimento nenhum”.

  • Duas casas de primeira habitação foram destruídas em Vila Pouca da Beira

    O incêndio que na sexta-feira atingiu o município de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, destruiu duas casas de primeira habitação em Vila Pouca da Beira, disse hoje o presidente da União de Freguesias.

    Segundo o presidente da União de Freguesias de Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira, Bruno Amado, as chamas destruíram duas casas habitadas na localidade de Vila Pouca da Beira cujos moradores foram realojados por familiares.

    Na sexta-feira a freguesia foi surpreendida por uma frente de fogo proveniente de Avô e de Aldeia das Dez (município de Oliveira do Hospital), que entrou por Santa Ovaia, e uma segunda, proveniente de Digueifel, oriunda de Anceriz (município de Arganil), que atingiu Vila Pouca da Beira.

  • Fogo na Lousã com duas frentes. A de Ribeira de São João é a que mais preocupa

    A frente ativa no vale da Ribeira de São João, na Lousã, é hoje à tarde a zona que mais preocupa no combate às chamas no concelho e onde estão a ser empenhados todos os meios disponíveis.

    Em declarações à agência Lusa, pelas 16:20, o presidente do município da Lousã, Luís Antunes, informou que o cenário continua “a ser muito complicado”, com duas frentes ativas no território.

    “A maior preocupação prende-se com o vale da Ribeira de São João. A zona, neste momento, está com o empenhamento de todos os meios disponíveis para tentar controlar a frente de fogo”, disse.

    Segundo o autarca, devido às condições de vento e do fumo, é possível operar meios aéreos naquele local.

    “Vamos ver se conseguimos controlar este ponto”, concluiu.

    Luís Antunes disse ainda que no imediato não existem localidades em risco.

    Este incêndio deflagrou ao início da tarde de quinta-feira junto à povoação do Candal, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra.

    De acordo com a informação publicada na página de Facebook do município, continua interditada à circulação automóvel a Estrada Nacional (EN) 342, entre o fim da Variante e a Portela de Albergaria (limite do concelho), bem como o acesso a Vilarinho.

    Estão também cortadas a EN236 e a Estrada de Cacilhas/Hortas (acesso às aldeias).

  • Dez grandes fogos em Portugal continental. Sátão, Lousã, Trancoso e Arganil são os que mobilizam mais meios

    Há dez incêndios de grandes dimensão a lavrar em Portugal continental por volta das 17h00, todos no interior centro e norte do país. Sátão, Lousã, Trancoso e Arganil nos distritos de Viseu, Guarda e Coimbra são os que mobilizam mais meios, cerca de 2.780 operacionais e cerca de 20 meios aéreos, de acordo com a página da Proteção Civil.

    Há ainda fogos ativos classificados como significativos no Sabugal, Lousada, Guarda, Poiares, Celorico de Basto e Nisa, um fogo que reacendeu esta tarde.

  • Arderam várias casas em Aguiar da Beira. Autarca descreve raio de destruição muito grande

    A Câmara de Aguiar da Beira registou várias casas ardidas, das quais “duas ou três” eram de primeira habitação, no incêndio que assola o concelho desde quarta-feira e que deixou já um rasto de destruição “muito grande”.

    “Arderam várias casas, duas ou três habitadas, e as restantes eram segunda habitação. Não consigo quantificar ao certo o total de habitações afetadas, esse é um levantamento que vamos iniciar na próxima semana, se o fogo deixar”, afirmou hoje o presidente do município, Virgílio Cunha, à agência Lusa.

    O autarca aguiarense afirmou que o fogo atingiu sobretudo barracões e armazéns agrícolas, alfaias, terrenos cultivados, pastos, fenos e soutos e pinhais.

    Hoje sábado a situação é “muito mais calma” do que na sexta-feira em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, onde os operacionais e a população estão atentos aos reacendimentos.

  • Fornecimento de energia a zonas afetadas pelos fogos quase normalizada

    O fornecimento de energia elétrica nas zonas afetadas pelos incêndios rurais está hoje à tarde quase normalizado, embora com algumas centenas de clientes sem energia em cinco distritos, informou a E-Redes.

    Num ponto de situação efetuado cerca das 16:00, a E-Redes clarificou que “os clientes afetados no fornecimento de energia elétrica devido à ocorrência dos incêndios têm vindo a diminuir, estando a situação neste momento praticamente normalizada”.

    De acordo com a distribuidora, mantinham-se, a essa hora, “algumas centenas de clientes sem energia elétrica”, dispersos pelas zonas mais afetadas pelos incêndios, nos distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Vila Real e Bragança.

    Os clientes afetados “encontram-se em aldeias onde o acesso está condicionado pelos incêndios ou pelos trabalhos de rescaldo”, esclareceu a empresa.

    Na nota enviada à agência Lusa, a E-Redes informou ainda que os seus técnicos e parceiros vão permanecer no terreno para avaliar os danos, nas zonas ardidas, e “repor a rede quando for possível fazê-lo em condições de segurança”.

    Na sexta-feira cerca de oito mil clientes estavam, pelas 22:00, sem eletricidade em diversos concelhos das regiões Norte e Centro atingidos pelos incêndios rurais.

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