Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par da atualidade sobre a situação na Venezuela neste novo liveblog.

    Delcy Rodríguez convida EUA a trabalharem em “agenda de cooperação” e cria comissão para libertação de Maduro

  • Trump diz que “muitos cubanos” morreram na operação contra Maduro e Cuba diz que foram mortos "a sangue frio"

    O Presidente dos Estados Unidos afirmou no domingo que um grande número de membros da equipa de segurança cubana de Nicolás Maduro foram mortos durante a captura do líder venezuelano.

    Donald Trump lamentou as mortes e revelou que as forças de segurança que protegiam Maduro sofreram pesadas baixas durante a operação norte-americana.

    “Muitos cubanos morreram ontem [sábado] a proteger Maduro”, disse Trump, a caminho da Casa Branca. A segurança de Maduro era composta por um grande número de agentes cubanos.

    Fontes venezuelanas citadas pelo jornal norte-americano New York Times revelaram que 80 pessoas morreram na operação na Venezuela, enquanto as autoridades de Washington indicaram que meia dúzia de soldados norte-americanos ficaram feridos, embora Trump não tenha confirmado estes números.

    As autoridades venezuelanas não confirmaram quantas pessoas foram mortas ou feridas durante os ataques, mas o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que “uma grande parte” da equipa de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio” e que estavam a reunir informações sobre as vítimas.

    O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, também denunciou a morte de civis e militares perante a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

    “O direito internacional humanitário foi violado ao realizar ataques que causaram a morte de pessoas que não participaram das hostilidades, violando os princípios de distinção, proporcionalidade e necessidade militar”, disse o responsável.

  • Cuba revela que 32 dos seus soldados morreram durante ataque à Venezuela

    O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, assumiu num gesto raro que tropas cubanas estavam na Venezuela durante o ataque norte-americano e que 32 dos seus militares morreram na sequência da operação militar.

    “Os nossos compatriotas cumpriram o seu dever com dignidade e heroísmo e tombaram, após resistência feroz, em combate direto com os atacantes ou na sequência dos bombardeamentos”, afirmou.

    Cuba vai assinalar dois dias de luto nacional.

  • Donald Trump ameaça a Colômbia e o Presidente Gustavo Petro, a quem chama de "homem doente"

    O Presidente norte-americano, Donald Trumo, levantou este domingo a possibilidade de os Estados Unidos levarem a cabo uma operação militar na Colômbia, dizendo “isso soa-me bem”.

    Em conversa com os jornalistas a bordo do Air Force One, Trump declarou que o Presidente colombiano Gustavo Petro é “um homem doente que gosta de fazer cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”.

    “Ele não vai andar a fazer isso durante muito tempo”, ameaçou. “Ele tem moinhos de cocaína e fábricas de cocaína. Não vai continuar a fazê-lo.”

  • Trump sobre Corina Machado: "Ela só conseguia ganhar uma eleição se eu a apoiasse"

    O Presidente Donald Trump pronunciou-se numa entrevista ao New York Post sobre a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, dizendo que gosta dela, mas que ela só consegue ganhar eleições se tiver o seu apoio.

    “Ela só conseguia ganhar uma eleição se eu a apoiasse. Mas gosto muito dela”, declarou o Presidente norte-americano. “Não acho que ela tenha o apoio popular que tem de ter”, acrescentou.

  • Ministro da Defesa classifica ação dos EUA como "ato de profunda malícia"

    O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, fez um discurso onde critica fortemente a operação militar norte-americana na Venezuela, classificando-a como “um ato de profunda malícia”.

    “A nossa soberania foi violada”, denunciou, num discurso onde pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

    O Exército, acrescentou, irá “garantir a governabilidade do país”. “A nossa instituição vai continuar a empregar todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem pública e a preservação da paz.”

  • Edmundo González apela aos militares para que "cumpram o mandato soberano" das eleições de 2024

    O opositor Edmundo González — que, segundo a oposição venezuelana, foi o vencedor das presidenciais de 2024 — fez um vídeo onde apela aos militares e forças de segurança da Venezuela para que se coloquem do lado da “Constituição” e do “povo”, respeitando o “mandato soberano” das últimas eleições.

    A transição, diz González, “não será possível enquanto houver um único venezuelano preso de forma injusta”.

    E deixou o apelo direto aos militares: “Como comandante-em-chefe, recordo-vos: o vosso mandato é com a Constituição, com o povo e a com a República.”

  • Meloni falou com Corina Machado e considera ação militar "legítima"

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, falou por telefone com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, este domingo.

    A informação foi avançada pelo gabinete de Meloni, num comunicado onde se lê que ambas consideraram que “a saída de Maduro abre um novo capítulo de esperança para o povo venezuelano”.

    O Governo italiano considera ainda que “a ação militar externa não é o caminho para acabar com regimes totalitários”, mas, ao mesmo tempo, que é “legítima a intervenção defensiva contra ataques híbridos à sua segurança, como os perpetrados por entidades estatais que alimentam e facilitam o tráfico de drogas”.

  • Primeira-ministra dinamarquesa pede a Trump que "pare com as ameaças" de anexar a Gronelândia

    A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, emitiu um comunicado onde pede diretamente ao Presidente norte-americano que “pare com as ameaças” de tomar o controlo do território autónomo da Gronelândia.

    “Os Estados Unidos não têm qualquer direito a anexar uma das três nações do reino da Dinamarca”, declarou Frederiksen, que diz não haver “qualquer sentido” neste tipo de conversa.

    “Portanto, peço fortemente aos Estados Unidos que parem com as ameaças contra um aliado historicamente próximo e contra outro país e outro povo que disseram de forma muito clara que não estão à venda”, afirmou a primeira-ministra.

    As declarações de Frederiksen surgem depois de o Presidente norte-americano ter dito este sábado que os EUA “precisam” da Gronelândia e de Katie Miller, mulher do conselheiro influente da administração Trump Stephen Miller, ter feito uma publicação no X com um mapa da Gronelândia pintado com as cores da bandeira norte-americana e a legenda “em breve”, em maiúsculas.

  • Delcy Rodríguez toma posse como Presidente interina esta segunda-feira

    A vice-presidente nomeada Presidente interina, Delcy Rodríguez, irá tomar formalmente posse esta segunda-feira no Parlamento venezuelano.

    Na noite deste sábado, o Tribunal Supremo de Justiça publicou um comunicado onde ordena que Rodríguez seja empossada na Assembleia Nacional, para exercer o cargo de Presidente com “todas as atribuições, deveres e faculdades inerentes”.

  • Espanha junta-se a Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai para criticar operação, que dizem ser "precedente extremamente perigoso"

    O Governo de Espanha assinou um comunicado conjunto com os executivos de Brasil, Chile, Colômbia, México e Uruguai para denunciar a operação militar norte-americana em solo venezuelano, que classificam como “um precedente extremamente perigoso”.

    No texto, os países expressam a sua “profunda preocupação e repúdio” a esta ação militar, que dizem contrariar “princípios fundamentais do Direito Internacional, em particular a proibição do uso e a ameaça de força e no que diz respeito à soberania e integridade territorial dos Estados”.

  • Como as Forças Armadas seguraram Hugo Chávez e Nicolás Maduro no poder e não cederam após o ataque dos EUA

    Da tentativa de golpe que depôs Chávez por 2 dias às tentativas de Guaidó e Edmundo González, os militares foram chave. Agora, após a ação norte-americana, prometem ser “sempre leais” ao regime.

    Como as Forças Armadas seguraram Hugo Chávez e Nicolás Maduro no poder e não cederam após o ataque dos EUA

  • Rubio mantém porta aberta a Delcy Rodríguez: "Não vamos julgar com base apenas no que se diz em conferências de imprensa"

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, voltou a manter a porta aberta quanto à possibilidade de os Estados Unidos colaborarem com a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Em entrevista à cadeia de televisão ABC, Rubio esclareceu que os EUA irão atuar conforme “a ação” de Rodríguez e não com base “no que se diz em conferências de imprensa”.

    “Não vamos julgar daqui para a frente com base apenas no que se diz em conferências de imprensa. No final do dia, queremos ver ação”, disse, numa referência à conferência que Delcy Rodríguez fez ontem onde denunciou o ataque norte-americano como uma “agressão” e reconheceu Maduro como Presidente legítimo.

    “Nestes países, há muitas razões diferentes pelas quais as pessoas vão à televisão e dizem certas coisas, especialmente 15 horas ou 12 horas depois de a pessoa que costumava mandar no regime estar agora de algemas.”

    Daqui para a frente, diz, os EUA irão reagir com base naquilo que a Venezuela fizer, e não “no que estiver a dizer publicamente”. “As drogas vão parar de vir? Vão ser feitas mudanças? O Irão vai ser expulso? O Hezbollah — e o Irão — vão deixar de conseguir operar contra os nossos interesses a partir da Venezuela? O padrão migratório vai parar? Os barcos de tráfico de droga vão acabar?”, questionou.

  • Partido da oposição a Maduro exige libertação dos presos políticos na transição

    A Plataforma Unitária Democrática (PUD), partido da oposição a Nicolás Maduro que apoia Maria Corina Machado e Edmundo González, exigiu a “libertação imediata de todos os presos políticos” de forma “urgente”, para garantir um processo de transição positivo.

    “Não há transição sem reconciliação nem unidade nacional” e ambas só podem ser alcançadas, segundo o partido, com “a libertação dos presos políticos e o fim da perseguição contra a liderança política”.

  • Ventura considera Corina Machado uma “excelente solução” de transição na Venezuela

    O candidato presidencial e presidente do Chega considerou hoje que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, seria uma “excelente solução” de transição para aquele país, opção já rejeitada pelo Presidente dos Estados Unidos da América.

    “Eu acho que a María Corina Machado é uma excelente solução. Prémio Nobel da Paz, uma mulher, lutadora da liberdade, dos direitos humanos, pode ficar à frente da Venezuela num período de transição, até haver eleições”, considerou o candidato a Belém, em Silves, distrito de Faro.

    Momentos antes de uma arruada no concelho, que arrancou junto à Rua 25 de Abril, Ventura voltou a comentar a situação na Venezuela após a intervenção militar dos EUA, no sábado, que levou à detenção do Presidente Nicolás Maduro, levado à força para território norte-americano, onde enfrenta acusações de alegado envolvimento em tráfico de droga e corrupção.

    Ventura distanciou-se de Donald Trump, que no sábado considerou que a vencedora do Prémio Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não “goza do apoio e respeito” necessários para governar o país.

    O presidente do Chega defendeu a realização de “eleições justas, livres e democráticas” e não “de fantoche como esses ditadores fizeram e como a maior parte da esquerda e do centro-esquerda da Europa quer apoiar”.

  • Dezenas celebram no Funchal “o primeiro passo” da restauração da democracia

    Algumas dezenas de venezuelanos e lusodescendentes concentraram-se hoje na marginal do Funchal manifestando “alegria” pelo que dizem ser “o primeiro passo” no processo de restauração da democracia naquele país e considerando que a intervenção norte-americana foi a solução.

    “É chuva da liberdade”, declarou Lídia Albornoz, representante da associação Com Venezuela, criada pela ativista María Corina Machado (líder da oposição e Nobel da Paz), referindo-se aos pingos que caíam no momento da concentração.

    A iniciativa contou, entre outros, com o diretor regional das Comunidades da Madeira, Sancho Gomes, deputados e dirigentes de alguns partidos.

    Para Lídia Albornoz, a transição do regime na Venezuela é um processo que “deu o primeiro passo”, sendo este um momento de “alegria, mas de muita ponderação”.

    “Foi retirada a ‘peça’ Nicolás Maduro e ele será condenado pelos crimes que cometeu”, afirmou, ao que se seguiu em uníssono um “amém” dos presentes.

  • Moreira de Sá: "EUA deixam aviso para outras partes do mundo"

    Eurodeputado do Chega, Tiago Moreira de Sá, relativiza violação do direito internacional por parte dos EUA na Venezuela. “Não conseguimos ter tudo, no final do dia o que conta é de que lado estamos”.

    Ouça aqui a entrevista a Tiago Moreira de Sá

    Moreira de Sá:”EUA deixam aviso para outras partes do mundo”

  • Forças Armadas da Venezuela reconhecem Delcy Rodríguez como Presidente interina

    Depois de o Tribunal Supremo de Justiça ter dados poderes como Presidente interina a Delcy Rodrígues, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) declara em comunicado que apoia que Rodríguez mantenha os principais poderes.

    Os militares, contudo, sublinham que Nicolás Maduro é “o líder constitucional autêntico e genuíno de todos os venezuelanos”, encarando esta substituição como legal por se basear no artigo 234 da Constituição, que prevê a substituição do Presidente pelo vice-presidente em caso de ausência do primeiro.

  • Maduro será presente a juiz ao meio-dia (17h em Lisboa) de segunda-feira

    De acordo com uma fonte que falou com o Washington Post, Nicolás Maduro deverá ser presente a tribunal esta segunda-feira pelas 12h locais (17h em Lisboa).

    Maduro será presente ao juiz Alvin Hellerstein, no tribunal distrital da Baixa de Manhattan.

  • Ministro da Defesa pede aos venezuelanos que mantenham "a paz, a ordem" e "não caiam nas tentações da guerra psicológica"

    O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, emitiu um comunicado onde pede aos venezuelanos que mantenham “a ordem e a paz”, que define como “nosso porto”.

    “A pátria é o que deve prevalecer”, declarou, pedindo aos venezuelanos para que retomem “as suas atividades económicas, laborais, educativas” nos “próximos dias”.

    “Peço ao povo da Venezuela paz, ordem e que não caiam nas tentações da guerra psicológica, da ameaça, do medo que nos querem impor”, disse Vladimir Padrino.

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