Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Terminamos aqui a cobertura jornalística desta segunda-feira sobre a situação na Venezuela.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta terça-feira no liveblog que agora abrimos.

    Administração norte-americana “discute leque de opções” para obter Gronelândia — e “utilizar o Exército é sempre uma opção”

  • Disparos junto ao palácio presidencial terão resultado de confusão interna. Funcionários de segurança não sabiam do lançamento de drones

    Depois dos relatos de disparos junto ao palácio de Miraflores, na capital venezuelana, o El Nacional cita fontes que justificam o incidente enquanto resultado de uma confusão interna entre os próprios funcionários de segurança.

    De acordo com esta versão, foram lançados drones de vigilância na área sem que os funcionários em terra fossem previamente informados da operação. Depois, ao detetarem os drones que sobrevoavam a zona, alguns agentes abriram fogo, acreditando que eram uma ameaça.

    A confirmação de que os drones pertenciam às próprias forças de segurança demorou a chegar, o que prolongou a confusão.

  • Relatos de tiros junto ao Palácio de Miraflores, em Caracas

    Estão a ser ouvidos tiros perto do Palácio de Miraflores, sede do poder executivo venezuelano em Caracas, de acordo com o El País. Além de dezenas de relatos nas redes sociais, testemunhas ouvidas pela agência EFE confirmaram ter visto e ouvido o tiroteio.

    Já o El Mundo avança que são tropas chavistas que estão disparar contra alguns drones que sobrevoavam as imediações do Palácio de Miraflores. Os relatos de disparos começaram antes das 21h00, hora local (1h00 em Lisboa). Segundo fontes citadas pela AFP e pelo Infobae, a situação já se encontra controlada.

    Dezenas de publicações na rede social X já estavam a dar conta, na última hora, de intensos tiroteios nos arredores do palácio. Num dos vídeos ouvem-se disparos intensos e podem também ver-se homens armados, alegadamente militares, nas ruas.

  • Segundo ataque? "Estamos preparados para fazê-lo", diz Presidente dos EUA, que revelou que já esperava fazê-lo antes

    Se a interina Delcy Rodríguez parar de colaborar com as autoridades norte-americanas, avisou o Presidente dos EUA, as forças do país podem voltar a invadir, algo que já esperava fazer antes do primeiro ataque, revelou.

    “Estamos preparados para fazê-lo”, contou. “Na verdade, já estávamos a planear fazê-lo”.

  • Trump quer empresas petrolíferas norte-americanas na Venezuela e avança que operações podem

    O envolvimento das empresas petrolíferas dos EUA na Venezuela é algo que Trump quer mesmo e avançou à NBC News que estas empresas podem começar operações extensivas em menos de 18 meses.

    Porém, ressalva, vai custar “uma quantidade tremenda de dinheiro” às empresas petrolíferas, algo que o governo federal norte-americano pode vir a respaldar. “Vão ser reembolsados por nós ou através do lucro”, apostou o Presidente.

  • Delcy Rodriguez tem colaborado com EUA mas deposição de Maduro não teve ajuda de ninguém próximo ao venezuelano, garante Trump

    Trump falou ainda à NBC News sobre a atual Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sublinhando que a antiga vice de Maduro está a cooperar. Porém, todos os contactos com ela e com outros membros do regime ocorreram depois da destituição.

    Rodríguez está sancionada pelos EUA desde 2018 e Trump afirmou ainda que não foi decidido se serão levantada.

    Sobre se haveria outros funcionários a procurar um acordo, Trump disse que “sim” e que havia “muitos”. Porém, decidiram agir sem qualquer ajuda de pessoas próximas do Presidente venezuelano.

  • Trump garante que rejeição a María Corina Machado não tem a ver com a sua vitória no Nobel da Paz

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu à NBC News que a sua rejeição de María Corina Machado para ser a futura governante da Venezuela não estava relacionada com a sua vitória no Nobel da Paz em 2025, prémio pretendido pelo líder norte-americano.

    “Ela não devia ter ganho. Mas não, não tem nada a ver com a minha decisão”, disse Trump, rejeitando o noticiado antes pelo Washington Post.

  • Trump diz que EUA não estão em guerra com a Venezuela

    Questionado pela NBC News, Donald Trump garantiu que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela, mesmo tendo atacado vários pontos do país e capturado o presidente deposto, Nicolás Maduro, no sábado.

    “Estamos em guerra com as pessoas que vendem drogas. Estamos em guerra com as pessoas que esvaziam as suas prisões para o nosso país e esvaziam os seus toxicodependentes e esvaziam as suas instituições psiquiátricas para o nosso país”, disse o norte-americano.

  • Trump assegura que Venezuela não vai ter novas eleições nos próximos 30 dias

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Venezuela não vai ter novas eleições nos próximos 30 dias, numa entrevista à NBC News em que diz que os norte-americanos vão ter de se envolver mais no país.

    “Temos de consertar o país primeiro. Não se pode realizar eleições. Não há como as pessoas votarem”, afirmou o Presidente, dizendo que vai “demorar um tempo” em que vão ter de “cuidar o país até que se recupere”.

  • Rússia terá oferecido o controlo da Venezuela aos EUA em troca de carta-branca na Ucrânia

    A alegada troca foi revelada em outubro de 2019 por Fiona Hill, responsável pelos assuntos russos e europeus no Conselho de Segurança norte-americano durante a primeira administração Trump, em 2019.

    Num testemunho no Congresso dos EUA, Fiona Hill sinalizou que a Rússia estaria disposta a permitir que Washington atuasse livremente na Venezuela, em troca de carta-branca para o Kremlin na Ucrânia.

    Segundo declarações citadas pelo New York Times, Hill afirmou que os russos “estavam a sinalizar de forma muito clara que queriam estabelecer uma espécie de acordo de troca muito estranho entre a Venezuela e a Ucrânia”.

    “Vocês querem que saiamos do vosso quintal”, resumiu Hill referindo-se à posição russa. “Nós, enfim, temos a nossa própria versão disso. Vocês estão no nosso quintal, na Ucrânia.”

    As propostas teriam um caráter informal, sendo veiculadas através de comentadores e artigos de imprensa.

    A então responsável no Conselho de Segurança afirmou ter-se deslocado pessoalmente a Moscovo para rejeitar a proposta, apresentada num contexto de tensões entre Caracas e Washington.

  • "Quando a Presidente falou cortaram o sinal das outras televisões para que toda a gente ouvisse". Venezuelana em Portugal relata repressão

    Marylin Marmo, venezuelana a viver em Portugal há 23 anos e em contacto com diversos familiares que residem em Caracas, relatou à Rádio Observador que alguns deles estão sem Internet e sem eletricidade, ou com ligações instáveis. Admite que estes cortes podem estar relacionados com os ataques dos EUA ou com intervenções estatais.

    Venezuela. Marylin Marmo: “Estão a revistar telemóveis e a controlar tudo”

    “Neste momento a repressão continua, porque as ruas estão cheias de coletivos, civis armados pelo Estado para controlar a população”, refere com base no que a família lhe conta, notando que “estão a revistar telemóveis

    Diz que com as ligações instáveis, os venezuelanos “informam-se através das redes sociais e do YouTube”. “Quando a Presidente falou cortaram o sinal das outras televisões para que toda a gente ouvisse”, afirma também, referindo-se ao momento em que Delcy Rodrigues tomou posse, esta segunda-feira, como Presidente interina da Venezuela.

    Sobre o ataque dos EUA e a captura de Nicolás Maduro considera que “qualquer venezuelano está super contente do que foi feito”. Mas garante: “Ferimos a víbora, mas ela ainda continua viva.”

    *Com Matilde Malva Sabino

  • EUA estão a preparar reabertura de embaixada em Caracas, avança a Reuters

    Os Estados Unidos estão a fazer Plano Para voltar a abrir a embaixada do País na Venezuela, avançou um funcionário sénior do DePartamento de Estado dos EUA à agência Reuters.


    “Como disse o Presidente TrumP, estamos a fazer PreParativos Para Permitir a reabertura, caso o Presidente tome essa decisão”, disse.


    A embaixada está fechada há quase sete anos, aPós o reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente legítimo da Venezuela em 2019. Os Estados Unidos têm aPenas um encarregado de negócios no País, já não havendo um embaixador do País na Venezuela desde 2010.

  • Das oito casas aos comandos cubanos 'Vespas Negras', até à réplica usada em treinos: dentro da operação de captura de Nicolás Maduro

    A missão durou pouco mais de duas horas, mas na sua origem estiveram meses de preparação que culminaram numa ação que ofereceu pouca resistência das autoridades venezuelanas.

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  • Explicador. Terras-raras, controlo de rotas e "fim da NATO": o que é que a Gronelândia tem para poder ser o próximo alvo de Trump?

    Depois da Venezuela, Trump promete “tratar” da Gronelândia, que quer anexar. De recursos naturais a rotas marítimas, maior ilha do mundo tem elevado valor estratégico de que EUA querem tirar proveito.

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  • Milhares de apoiantes de Maduro manifestam-se em Caracas pela sua libertação

    Milhares de apoiantes do deposto presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no sábado junto com a mulher, manifestam-se hoje em Caracas pela sua libertação.

    Organizada a pedido do governo, a manifestação decorre em paralelo com a investidura da presidente interina Delcy Rodriguez e enquanto Maduro, levado à força pelos americanos no sábado, declarou-se não culpado perante a justiça dos Estados Unidos, numa primeira audiência em Tribunal, hoje.

    Alguns manifestantes exibiam brinquedos com as caras de Maduro e de Cilia Flores, a primeira-dama também levada à força para os Estados Unidos durante a operação de sábado.

    Nicolas Maduro Guerra, ‘Nicolasito’, como é chamado, o filho de Nicolas Maduro, juntou-se aos manifestantes após a posse de Delcy Rodriguez e disse ter tido uma “comunicação indireta com o presidente”, embora não pudesse “dizer mais nada”.

  • "Este é o nosso hemisfério", declarou o Departamento de Estado dos EUA

    Numa publicação na rede social X, o Departamento de Estado dos EUA partilhou uma fotografia de Donald Trump com uma declaração curta e direta: “Este é o NOSSO hemisfério”.
    “O Presidente Trump não vai permitir que a nossa segurança seja ameaçada”, acrescentam.

  • O filho de Maduro dá "apoio incondicional" à presidente interina Delcy Rodríguez

    Nicolás Maduro Guerra, que hoje se dirigiu à Assembleia Nacional da Venezuela, deu o seu “apoio incondicional” à presidente interina do país, Delcy Rodríguez, dizendo que o país está em “boas mãos”.

    “A ti, Delcy Eloina, o meu apoio incondicional para a tarefa muito difícil que te foi atribuída. Podes contar comigo”, disse também, referindo que a Venezuela “está em boas mãos”.

  • "Maduro? Julgamento bizarro que não segue constituição"

    João Albuquerque diz que julgamento de Nicolás Maduro não segue a constituição dos EUA. Destaca ainda o rumo que a política externa dos EUA está a seguir, mas destaca que Maduro não é um mártir. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    https://observador.pt/programas/gabinete-de-guerra/maduro-julgamento-bizarro-que-nao-segue-constituicao/

  • Porto. Protesto contra “invasão” pelos EUA e resposta do Governo português

    Cerca de 150 pessoas protestaram hoje no Porto contra a intervenção dos EUA que levou à captura do Presidente da Venezuela, ao mesmo tempo que criticaram a reação do Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal.

    Em declarações à Lusa, a dirigente do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), que promoveu o protesto, Manuela Branco, apontou a “invasão pelos Estados Unidos da Venezuela” com o propósito do “rapto do seu presidente Nicolás Maduro e da sua esposa”, para logo depois, criticar o Governo português que “não condenou rigorosamente nada”.

    “É um perigo para todos os países democráticos que haja um país que diz: eu quero os vossos recursos, quero o petróleo, quero o ouro, quero as vossas terras raras, quero mandar no vosso povo e a União Europeia, Portugal, a maior parte dos países europeus dizem, sim senhora, nós aceitamos tudo isso. Não pode acontecer”, continuou a porta-voz na manifestação que decorreu no Porto.

  • Lisboa. Protesto contra agressão norte-americana juntou 1.500 pessoas

    Cerca de 1.500 pessoas manifestaram-se hoje diante da estátua de Simón Bolívar em Lisboa para protestar contra a ilegalidade do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado.

    Numa concentração organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), os manifestantes condenaram com veemência a “agressão militar norte-americana” com palavras de ordem como “Pela paz! Não à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela” ou “América Latina não é o quintal dos Estados Unidos”.

    O Presidente norte-americano foi especialmente visado, ressaltando a palavra de ordem: “Donald Trump, sua besta assassina, tira as tuas mãos da América Latina”.

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