Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Israel retomou os ataques aéreos na Faixa de Gaza, pondo fim ao cessar-fogo que estava em vigor desde janeiro. Estes ataques resultaram em mais de 400 mortos e centenas de feridos, segundo relatos de fontes locais. A ofensiva foi justificada pelo governo israelita devido à falta de progressos nas negociações para a libertação dos reféns em poder do Hamas.
    • A administração de Donald Trump foi informada sobre a decisão de Israel de recomeçar os ataques, tendo dado “luz verde” para a operação. O apoio contínuo dos Estados Unidos a Israel foi reafirmado, com o argumento de que entidades como o Hamas e os houthis representam ameaças que devem ser tratadas de forma firme.
    • O Hamas negou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo e afirmou que está comprometido com a continuidade do acordo, enquanto responsabiliza o governo israelita, liderado por Benjamin Netanyahu, por reacender o conflito. A organização assegura estar em contacto com mediadores internacionais na busca por uma solução pacífica.
    • A resposta internacional aos acontecimentos tem sido marcada por condenações e apelos à paz. A União Europeia deplorou a quebra unilateral do cessar-fogo e exigiu o fim das operações militares por parte de Israel. A ONU e diversas organizações humanitárias expressaram preocupação com a crise humanitária na região, apelando à assistência imediata e à proteção dos civis em Gaza.
    • Já estreou “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo Podcast Plus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music]

  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par dos desenvolvimentos no conflito entre Israel e o Hamas neste novo liveblog.

    Proposta dos EUA para cessar-fogo continua aberta, “mas está a fechar-se rapidamente”

  • Hamas nega ter rejeitado a proposta de cessar-fogo do enviado dos EUA

    Abdul Latif Al-Qanou, porta-voz do Hamas, afirmou que o grupo queria ver a continuação do acordo de cessar-fogo com Israel e que não rejeitou as propostas do enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, estando ainda em cima da mesa.

    “O interesse do Hamas era a continuação do acordo”, disse Abdul Latif Al-Qanou, citado na CNN, acrescentando que o grupo está “a lidar de forma responsável e positiva com tudo o que é proposto para parar a agressão e levantar o cerco”.

    Quanto às declarações do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, Oren Marmorstein, que acusou o Hamas de rejeitar “duas propostas concretas de mediação apresentadas pelo enviado do Presidente dos EUA, Steve Witkoff”, o porta-voz do Hamas disse que a proposta “estava na mesa de negociações e o Hamas não a rejeitou e lidou com ela de forma positiva”. “Netanyahu retomou a guerra para impedir o acordo”, acrescentou.

    Al-Qanou acrescentou que o Hamas está em “contacto constante” com os mediadores após o reinício dos ataques israelitas em Gaza, afirmando que o grupo militante “continuará a lidar de forma flexível e positiva com os mediadores para repelir a agressão contra o nosso povo e obrigar a ocupação a cumprir o acordo”.

  • Manifestação em Lisboa apela para "o fim dos crimes" contra o povo palestiniano

    Centenas de pessoas juntaram-se esta terça-feira junto da estação do Cais do Sodré, em Lisboa, para protestar contra os bombardeamentos israelitas em Gaza que mataram mais de 400 pessoas e para apelar para “o fim dos crimes” contra os palestinianos.

    Os cerca de 200 manifestantes, muitos dos quais envergavam o lenço tradicional palestiniano e empunhavam cartazes onde se lia “Ethnic cleansing is not self defense” (Limpeza étnica não é auto-defesa) e “Stop Israel’s genocide and illegal occupation” (Fim ao genocídio e à ocupação ilegal) reuniram-se em frente da estação ferroviária do Cais do Sodré, em torno de uma extensa bandeira palestiniana estendida sobre o chão para exigir o “fim do genocídio” e o “boicote, sanções e desinvestimento”.

  • Hamas apela aos "países amigos" para que pressionem os EUA a pôr fim aos ataques israelitas

    O Hamas apelou aos “países amigos” para que pressionem o governo dos EUA a pôr fim aos novos ataque aéreos de Israel em Gaza. “Apelamos aos países amigos para que pressionem a administração norte-americana a pôr termo a esta agressão e a esta guerra genocida contra civis indefesos”, afirma o Hamas em comunicado, citado no Times of Israel.

  • MSF apela à restauração do cessar-fogo e afirma que bombardeamentos em Gaza são os mais intensos desde o início da guerra

    Os Médicos Sem Fronteiras apelaram a que o cessar-fogo em Gaza seja restaurado, numa altura em que Israel volta a atacar o enclave palestinianos. Segundo a organização, os bombardeamentos israelitas são “os mais intensos” desde o inicio da guerra.

    “Em linha com a tática que as autoridades israelitas têm vindo a aplicar desde outubro de 2023, optaram mais uma vez por punir coletivamente a população de Gaza – com a aprovação explícita do seu aliado mais próximo, os Estados Unidos -, atacando com uma intensidade que não se via desde os primeiros tempos da guerra”, escreveu a diretora das MSF França Claire Magone, em comunicado.

    “Os MSF pedem que o cessar-fogo seja imediatamente restabelecido e que Israel não reinicie sua campanha de destruição e os bombardeios maciços contra a população de Gaza. Os MSF também pedem que o bloqueio seja levantado e que as pessoas voltem a ter acesso irrestrito a suprimentos básicos e ajuda”, lê-se ainda no comunicado.

  • Emirados Árabes Unidos alertam para as repercussões da escalada militar em Gaza

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos condenou os recentes ataques de Israel em Gaza, alertando para as repercussões que podem vir a ter.

    “Os Emirados Árabes Unidos condenaram veementemente os ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza, que causaram a morte e ferimentos a centenas de palestinianos, o que constitui uma violação do acordo de cessar-fogo alcançado em janeiro”, declarou em comunicado, citado na Al Jazeera.

    “Os EAU alertam para as consequências de qualquer escalada militar que ameace causar mais perdas de vidas inocentes e exacerbar a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza”, acrescentou.

    “Os EAU apelaram à comunidade internacional para que tome medidas urgentes para travar a escalada, afirmando a importância de implementar esforços imediatos para alcançar um cessar-fogo e salvaguardar os civis.”

  • Netanyahu: aliança entre Israel e os EUA nunca foi tão forte

    Ainda durante o vídeo, Benjamin Netanyahu agradeceu a Donald Trump “pelo seu apoio inabalável a Israel” e garantiu que a aliança com os EUA “nunca foi tão forte”.

    Já aos que criticam Israel, deixou uma pergunta: “O que é que fariam se terroristas matassem e raptassem as vossas crianças? Fariam o que nós estamos a fazer. Perante o mal puro, sociedades livres não têm escolha sem ser lutar”.

    “Por isso quero garantir a todos os nossos amigos à volta do mundo: Israel vai lutar, Israel vai vencer, vamos trazer as nossas pessoas para casa e vamos destruir o Hamas. Não descansaremos enquanto não atingirmos todos estes objetivos vitais e não descansaremos enquanto não dermos ao nosso país um futuro de paz, prosperidade e esperança”, reforçou.

  • "O Hamas é responsável por esta guerra", afirma Netanyahu

    Num vídeo partilhado na rede social X, após as declarações à televisão nacional, Benjamin Netanyahu afirma que o Hamas é o responsável pela guerra e, por isso, é também responsável pelas mortes involuntárias provocadas pelas forças israelitas.

    “O Hamas recusou oferta atrás de oferta para libertar os nossos reféns. Nas últimas duas semanas, Israel não iniciou nenhuma ação militar na esperança de que o Hamas mudasse de rumo. Bem, isso não aconteceu. Enquanto Israel aceitou a oferta do enviado especial do Presidente Trump, Steve Witkoff, o Hamas recusou categoricamente fazê-lo. É por isso que eu autorizei ontem a renovação da ação militar contra o Hamas. Israel não ataca civis palestinianos. Nós atacamos terroristas do Hamas. E quando estes terroristas se incorporam em áreas civis, quando usam civis como escudos humanos eles são os responsáveis por todas as mortes involuntárias”, afirma o primeiro-ministro israelita.

    Durante o vídeo, apela ainda aos civis palestinianos a “evitar qualquer contacto com os terroristas do Hamas” e a mudarem-se para zonas seguras uma vez que “todas as mortes de civis são uma tragédia e todas as mortes de civis são culpa do Hamas.”

  • Médicos sem Fronteiras pedem fim da "punição coletiva" na Faixa de Gaza

    João Antunes, diretor-geral da Médicos sem Fronteiras Portugal, dá conta de uma “situação desastrosa” nas instalações de saúde em Gaza, agravada pela quebra no cessar-fogo por parte das forças israelitas.

    Nas últimas horas, têm chegado “pessoas mortas ou mutiladas” às instalações onde a organização trabalha. A entrada de ajuda humanitária e mantimentos começou a enfrentar constrangimentos há mais de uma semana, ainda antes do retomar das hostilidades.

    Ouça aqui a entrevista de João Antunes à Rádio Observador.

    Médicos sem Fronteiras pedem fim da “punição coletiva” na Faixa de Gaza

    Médicos sem Fronteiras pedem fim da “punição coletiva” na Faixa de Gaza

  • Netanyahu "aprecia muito" a cooperação militar dos EUA contra o "eixo iraniano no Iémen"

    Sobre o míssil lançado desde o Iémen contra Israel, Benjamin Netanyahu diz “apreciar muito” a cooperação militar dos EUA contra o “eixo iraniano no Iémen”.

    “Ainda temos muito trabalho a fazer contra outras partes do eixo do mal”, acrescentou.

  • Coração de Netanyahu está com os reféns e as famílias

    O primeiro-ministro israelita voltou a insistir que o seu “coração está com os reféns e as suas famílias”. “Estão a passar por um pesadelo desumano todos os dias e a cada minuto”, afirma.

    Citado no Times of Israel, acusou também a imprensa de “mentiras” e negou que haja considerações políticas por detrás da operação militar em Gaza. “Limitam-se a fazer eco da propaganda do Hamas, uma e outra vez”, argumenta.

  • Decisão de retomar ataques foi tomada depois de Hamas ter rejeitado propostas de Israel

    Benjamin Netanyahu afirmou ainda que a decisão de retomar os ataques contra a Faixa de Gaza foi tomada depois de o Hamas ter rejeitado repetidamente todas as propostas. “Prometi-vos muitas vezes: se o Hamas persistir na sua recusa e não libertar os nossos reféns, voltaremos aos combates”, disse o primeiro-ministro israelita, acrescentando que “e, de facto, voltámos a lutar, voltámos a lutar com intensidade”.

    Citado no Haaretz, Netanyahu disse que a decisão seguiu uma recomendação das agências militares e de segurança para retomar os combates intensivos: “O Hamas já sentiu o nosso poder nas últimas 24 horas, e quero assegurar-vos a vós e a eles: isto é apenas o começo.”

  • Ataques desta noite são "apenas o começo", diz Netanyahu

    Ainda na declaração transmitida pela televisão nacional, o primeiro-ministro israelita afirmou que os ataques aéreos desta terça-feira em Gaza são “apenas o começo”, citou a Al Jazeera.

    “As libertações anteriores provaram que a pressão militar é uma condição necessária para libertar os reféns”, afirmou ainda, sobre o objetivo de Israel de libertar todos os reféns do Hamas.

  • Netanyahu: "Nada nos impedirá de alcançar todos os nossos objetivos"

    O primeiro-ministro israelita garantiu, durante a sua declaração desta tarde, que “nada nos impedirá de alcançar todos os nossos objetivos de guerra” e que Israel vai “agir contra o Hamas com intensidade crescente”. A partir de agora as negociações terão lugar “apenas sob fogo”, citou a PiQ.

  • Houthis prometem continuar ataques até que bombardeamentos de Israel a Gaza parem

    O porta-voz dos Houthis, Yahya Saree, afirmou que o grupo lançou dois mísseis balísticos hipersónicos contra a base aérea israelita de Nevatim em resposta aos ataques a Gaza e que a operação “atingiu com sucesso o seu objetivo”, apesar de as IDF terem adiantado que o míssil foi intercetado antes de entrar em território israelita.

    “As Forças Armadas iemenitas vão alargar o seu âmbito de alvos na Palestina ocupada durante as próximas horas e dias, a menos que a agressão contra Gaza pare”, disse, citado na Al Jazeera.

    O grupo “vai continuar a confrontar o criminoso inimigo americano e a impedir a navegação israelita até que a agressão cesse, o bloqueio seja levantado e a ajuda seja autorizada na Faixa de Gaza”, acrescentou.

  • União Europeia deplora quebra unilateral do cessar-fogo por parte de Israel

    A UE deplorou esta terça-feira a quebra por parte de Israel do cessar-fogo com o Hamas, num ataque à Faixa de Gaza que causou pelo menos 130 mortos, e exigiu o fim das operações militares israelitas.

    “A UE deplora a quebra do cessar-fogo em Gaza [por parte de Israel] e a morte de civis, incluindo crianças, em bombardeamentos israelitas”, escreveu a Alta-Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, nas redes sociais.

    Kaja Kallas exigiu em nome da UE o fim da incursão de Telavive no enclave palestiniano: “Israel tem de parar com as operações militares e voltar a deixar entrar apoio humanitário e eletricidade em Gaza.”

    Face à quebra unilateral do acordo de cessar-fogo com o movimento islamita palestiniano Hamas, que opera em Gaza, a Alta-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou, em comunicado, que todas as partes “têm de cumprir as obrigações ao abrigo da lei humanitária internacional”.

    “A UE acredita que o regresso das negociações é o único caminho em frente. Os palestinianos e os israelitas sofreram imensamente ao longo do último ano e meio. É momento de quebrar o ciclo de violência”, comentou Kaja Kallas, na nota conjunta com duas comissárias europeias.

  • UE deplora quebra unilateral do cessar-fogo por parte de Israel

    A União Europeia deplorou hoje a quebra por parte de Israel do cessar-fogo com o Hamas, num ataque à Faixa de Gaza que causou pelo menos 130 mortos, e exigiu o fim das operações militares israelitas.

    “A UE deplora a quebra do cessar-fogo em Gaza [por parte de Israel] e a morte de civis, incluindo crianças, em bombardeamentos israelitas”, escreveu a Alta-Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, nas redes sociais.

    Kaja Kallas exigiu em nome da UE o fim da incursão de Telavive no enclave palestiniano: “Israel tem de parar com as operações militares e voltar a deixar entrar apoio humanitário e eletricidade em Gaza.”

    Face à quebra unilateral do acordo de cessar-fogo com o movimento islamita palestiniano Hamas, que opera em Gaza, a Alta-Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou, em comunicado, que todas as partes “têm de cumprir as obrigações ao abrigo da lei humanitária internacional”.

    “A UE acredita que o regresso das negociações é o único caminho em frente. Os palestinianos e os israelitas sofreram imensamente ao longo do último ano e meio. É momento de quebrar o ciclo de violência”, comentou Kaja Kallas, na nota conjunta com duas comissárias europeias.

  • IDF dizem ter tido os reféns em conta quando lançaram os ataques

    As Forças de Defesa de Israel garantem que os ataques aéreos desta noite foram planeados com antecedência e que tiveram em conta os reféns detidos pelo Hamas. De acordo com o Times of Israel, tiveram como alvo comandantes de nível médio do Hamas, membros do politburo do grupo e as suas infra-estruturas.

  • Israel quer mais apoio político de Portugal, diz embaixador

    Israel considera Portugal um “país amigo”, mas pretende maior apoio, “não militar, mas político”, afirmou hoje à Lusa o embaixador israelita em Lisboa.

    “Alguns países da comunidade internacional manifestaram-se contra os ataques. Eu acho que é um erro e acho que essas vozes deviam mudar o que disseram. E eles deviam concordar com o que estamos a fazer, que é uma coisa básica: proteger os nossos cidadãos”, sustentou Oren Rosenblak, que considerou que o acordo de cessar-fogo com o Hamas já terminou há 17 dias.

    “Vemos Portugal como um país amigo de Israel e estamos a pedir maior apoio do Governo português. Temos apoio, mas queremos mais apoio do Governo português. Não procuramos ter apoio militar. Queremos mais apoio político”, afirmou.

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