Momentos-chave
- Bandeiras de portugal, aplausos e polegares ao alto no apoio aos camionistas
- "Fomos tratados de maneira discriminatória", diz representante da marcha de camionistas
- Marcha entra na A1 com maior lentidão — e com aplausos a partir dos viadutos
- GNR apela a condutores para que planeiem as suas deslocações tendo em conta os constrangimentos
- Camionistas dizem que se nada for feito poderá haver uma "paralisação nacional"
- Buzinas, aplausos e forte adesão na manifestação dos camionistas
- "Está a insultar os portugueses". Aristides Teixeira diz que ministra do Ambiente deve "demitir-se ou ser demitida"
Atualizações em direto
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Bandeiras de portugal, aplausos e polegares ao alto no apoio aos camionistas
Ao longo de todo o percurso entre Paredes e Coimbra, há quem participe na manifestação mesmo fora dos camiões.
Nos viadutos, foram avistadas bandeiras de Portugal, aplausos aos condutores e polegares ao alto num sinal positivo para os manifestantes.
A Rádio Observador continua a acompanhar a situação em direto a bordo de um dos veículos pesados. As buzinas são ainda mais fortes no trajeto nos momentos em que camiões de empresas que não aderiram à ação passam por aqueles que integram a manifestação.
Os camionistas que seguem pela direita da via reduziram há pouco ainda mais a velocidade na A1.
A marcha lenta que teve início cerca das 7h30 desta sexta-feira em Paredes deve ser encerrada às 13h na chegada a Coimbra.
*Com Miguel Pinheiro Correia
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"Fomos tratados de maneira discriminatória", diz representante da marcha de camionistas
A reunião marcada pelo Governo para dialogar com as empresas e representantes de camionistas na manhã da próxima segunda-feira está a ser aguardada com “expetativa” por um dos organizadores.
“Entendemos que fomos tratados de maneira discriminatória face a outros setores, mas julgo que o Governo vai a tempo ainda de mudar a situação”, disse Miguel Machado Mendes à RTP.
O advogado representante dos promotores da iniciativa considera a agenda de segunda-feira “um primeiro bom sinal”.
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Marcha entra na A1 com maior lentidão — e com aplausos a partir dos viadutos
A marcha lenta de centenas de camionistas tem sido acompanhada por muitas buzinas por parte dos condutores, sobretudo quando passam camiões de empresas que não aderiram ao protesto. O percurso, que começou na A42 e passou da A41 para a A1 pelas 9h, tem sido sempre acompanhado pela GNR.
Além dos militares que seguem de mota os camiões que circulam pela via da direita (sentido Norte/Sul), há alguns profissionais da GNR que supervisionam a marcha a partir dos viadutos que cruzam a autoestrada. Nesses locais, por vezes, também estão alguns populares que aplaudem o movimento dos camionistas.
Vários camiões circulam também com grandes tarjas a sinalizar o movimento “contra aumentos dos combustíveis”. “Hoje os camiões param, a importância deles não”, lê-se noutra mensagem afixada num dos camiões da marcha que, desde que entrou na A1, circula ainda mais devagar.
Ao volante, Cláudio Cruz, da Transnos, diz ao Observador que a marcha de hoje poderá não ser suficiente e alerta para a necessidade de unir mais empresas, tornando o protesto mais visível.
IGOR MARTINS/OBSERVADOR
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GNR apela a condutores para que planeiem as suas deslocações tendo em conta os constrangimentos
A GNR alerta os condutores para os constrangimentos nas autoestradas A1, A41 e A42, por onde passa a marcha lenta esta manhã, apelando a que planeiem previamente as suas deslocações.
“São expectáveis constrangimentos à circulação rodoviária, não estando previsto o corte das referidas autoestradas, mantendo-se a GNR atenta à evolução da situação e preparada para adotar as medidas que se revelem necessárias”, refere a GNR em comunicado.
Além do acompanhamento da marcha lenta, a GNR explica que terá “pré-posicionadas forças de reserva, incluindo meios de manutenção da ordem pública, para eventual empenhamento”.
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Camionistas dizem que se nada for feito poderá haver uma "paralisação nacional"
A manifestação dos camionistas continua a decorrer rumo a Coimbra. A bordo de um dos veículos pesados, a Rádio Observador acompanha a mobilização do setor. Um dos participantes acredita que a marcha “poderá trazer impactos positivos”.
“A nossa insatisfação é tamanha que tínhamos que fazer algo contra os aumentos”, disse o condutor Cláudio Cruz, da empresa de transportes e logística TransNós. “Se não tivermos ajuda, o país vai ao fundo. Há quem já não consiga suportar este tipo de custos”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de uma próxima marcha, o condutor afirmou que, caso não seja encontrada uma solução, o setor não descarta a hipótese de uma paralisação nacional, com bloqueio de fronteiras. “Se as empresas se unirem, acredito que a próxima marcha possa resultar numa paralisação nacional”.
*Com Miguel Pinheiro Correia
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Fotogaleria. Filas, buzinas e aplausos: marcha lenta de camiões contra preços dos combustíveis começa com forte adesão
Protesto começou em Paredes, junto à entrada de Lordelo na A42, com cerca de 100 camionistas. Marcha lenta, que prevê a participação de mais de 500 camiões, passará ainda pela A41 e a A1.
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Buzinas, aplausos e forte adesão na manifestação dos camionistas
A manifestação de camionistas teve forte adesão logo desde as 7h30, hora marcada para o início do protesto, junto à entrada de Lordelo na A42. Na via da direita da autoestrada, os motoristas sinalizaram a presença com quatro piscas e buzinas.
A ação dos camionistas está já a causar impacto no trânsito, ainda assim tem sido aplaudida por diversas pessoas que passam pelos viadutos. A GNR está a acompanhar o percurso.
Os profissionais do setor reivindicam a criação de um “gasóleo profissional” para a atividade, “à semelhança do que já existe em outras atividades de transportes, com benefícios de redução do preço do combustível”, disse um dos organizadores da marcha, Rui Cunha, à Rádio Observador. “Sem isto, fica muito difícil continuar a trabalhar”.
A primeira reunião entre as empresas e os trabalhadores decorreu há uma semana, pelo que decidiram organizar a marcha lenta que nesta sexta-feira se segue.
*com Miguel Pinheiro Correia
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"Está a insultar os portugueses". Aristides Teixeira diz que ministra do Ambiente deve "demitir-se ou ser demitida"
A ministra do Ambiente “revela uma delirante intervenção”, marcada por afirmações “absolutamente provocatórias e desfasadas”. As críticas são de Aristides Teixeira, um dos organizadores do buzinão desta sexta-feira na Ponte 25 de Abril, que garantiu, a partir do Pragal, já contar com a adesão registada.
O responsável afirmou que Maria da Graça Carvalho “está a insultar os portugueses” — motivo que considera suficiente para “demitir-se ou ser demitida” — e criticou a ministra por “remeter para quem conduz a culpa” da atual situação.
Para responder ao problema, apontou uma solução: “A primeira medida com caráter ambiental e que nós defendemos é o regresso ao teletrabalho” como “forma de aliviar quem anda na estrada”, referiu Aristides Teixeira, lembrando o exemplo vivido durante a pandemia.
“Esperemos que depois de hoje não continuemos a ver o senhor Luís Montenegro a atestar os cofres do Estado”, atirou.
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Empresários do setor das terraplanagens recebidos pelo Governo na segunda-feira
Os empresários do setor das terraplanagens que hoje iniciaram uma marcha lenta de protesto contra o preço dos combustíveis a partir de Paredes, distrito do Porto, vão reunir-se na segunda-feira com o Governo, anunciou o representante dos manifestantes.
“Recebemos contacto do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação [Miguel Pinto Luz], no dia de ontem [quinta-feira], dando nota de que está atento às nossas reivindicações e na sequência da qual foi marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, em Lisboa”, disse à Lusa Miguel Machado Mendes.
Miguel Machado Mendes falava à Lusa minutos antes do arranque da marcha lenta organizada por empresários deste subsetor da construção civil, que partiu de Lordelo, Paredes, pelas 7h40, seguindo rumo à A41, no sentido norte-sul, e depois pela A1, no mesmo sentido, até Coimbra Sul, onde terminará.
A marcha de cerca de 140 quilómetros arrancou com mais de uma centena de viaturas, para exigir “respostas concretas” ao aumento dos combustíveis.
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Paredes: mais de 100 camiões a participar na marcha lenta
A marcha lenta organizada por empresários do setor das terraplanagens arrancou esta sexta-feira pelas 07h40 da entrada de Lordelo da A42, com mais de uma centena de viaturas.
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Marcha deve arrancar às 7h30 com mais de 500 camiões
Os camiões que participam na marcha que visa exigir “respostas concretas” face ao aumento dos combustíveis vão percorrer a A42, A41 e A1.
Ao Explicador, o advogado representante dos promotores da iniciativa disse na quinta-feira serem esperados cerca de 500 camiões.
A marcha lenta “resulta de um movimento espontâneo de uma série de empresas do ramo das terraplanagens, movimentação de terras, extração de inertes e transportes”, um subsetor da construção civil “muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias”, nomeadamente do gasóleo, afirmou Miguel Machado Mendes.
*Com Lusa
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