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A marcha lenta dos camiões contra o aumento do preço dos combustíveis começou pelas 7h30 com uma forte adesão, estando já a causar impacto no trânsito. O protesto começou em Paredes, junto à entrada de Lordelo na A42, com uma coluna de cerca de 100 camionistas. Ao longo do percurso, que termina em Coimbra e afetará também a A41 e a A1, que liga Lisboa ao Porto, vão-se juntando outras colunas.
Os motoristas de pesados do setor das terraplanagens reivindicam a criação de um “gasóleo profissional”, lembrando o que “já existe em outras atividades de transportes, com benefícios de redução do preço do combustível”. Rui Cunha, um dos organizadores do protesto, disse à Rádio Observador que, de outra forma, “fica muito difícil continuar a trabalhar”.
Entretanto, na manhã desta sexta-feira, ficou a saber-se que os empresários do setor vão ser recebidos na segunda-feira pelo Governo.
A GNR está a acompanhar a marcha lenta e tenta “garantir as necessárias condições de segurança” e “minimizar os constrangimentos à circulação rodoviária”.
Em comunicado, a GNR explica que “de acordo com o previsto e articulado, a iniciativa decorrerá através de uma marcha lenta, de forma compacta e utilizando, preferencialmente, as vias mais à direita, nos trajetos estabelecidos, que abrangem a A41, a A42 e a A1”.
Não está previsto o fecho de qualquer destas autoestradas, mas as autoridades antecipam fortes constrangimentos à circulação.
Em alguns viadutos, os camionistas têm sido aplaudidos por pessoas que aguardam a passagem dos camiões.
Além do controlo operacional do dispositivo de trânsito, a GNR tem também “pré-posicionadas forças de reserva, incluindo meios de manutenção da ordem pública, para eventual empenhamento”. E apela a que todos os condutores planeiem antecipadamente as deslocações.