Momentos-chave
- Pedro Duarte: obras da segunda fase do metrobus Porto são “provocação”
- Milhares de pessoas concentram-se em Lisboa contra o pacote laboral
- Catarina Martins pede "sobressalto cívico" contra propostas do Governo para a lei laboral
- Ana Mendes Godinho diz que alterações à lei laboral propostas pelo Governo são “agenda medieval do passado”
- Carneiro diz que Governo está a usar amamentação como “truque” nas negociações laborais
- Isaltino Morais atira-se a André Ventura: "Não passarás, Andrézito. Não passarás"
- Governo promete "bom" Orçamento do Estado, que continua a prever excedente em 2026
- Marcelo chega a Nova Iorque para última participação na Assembleia Geral da ONU
Histórico de atualizações
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Ventura reage a Isaltino Morais. "Sou o monstro que vos vai perseguir a todos, corruptos e ladrões"
André Ventura reagiu às declarações de Isaltino Morais, que este sábado acusou o presidente do Chega de ser um “pequeno ditador”, “mentiroso” e “cobarde”.
“Tens razão, Isaltino, eu sou o monstro que vos vai perseguir a todos, corruptos e ladrões, até devolverem aos portugueses tudo o que lhes roubaram”, escreveu na rede social X. Na publicação, anexou uma notícia sobre as declarações do autarca de Oeiras.
Tens razão Isaltino, eu sou o monstro que vos vai perseguir a todos, corruptos e ladrões, até devolverem aos portugueses tudo o que lhes roubaram! pic.twitter.com/EIY1RG6TQh
— André Ventura (@AndreCVentura) September 20, 2025
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António Filipe considera reunir todas as condições elencadas por Cavaco
O candidato apoiado pelo PCP diz ter as três características referidas por Cavaco: “Experiência política, o conhecimento do funcionamento das instituições e a coragem política”.
António Filipe considera reunir todas as condições elencadas por Cavaco
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Raimundo defende que alterações laborais "não têm ponta por onde se pegue" e é para "rejeitar tudo"
O secretário-geral do PCP diz que o “pacote laboral não tem jeito nenhum” e que “os trabalhadores não precisam, por mais pequenas que fossem, de mais pressões sobre as suas vidas”.
Raimundo defende que alterações laborais “não têm ponta por onde se pegue” e é para “rejeitar tudo”
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Bugalho acusa líder do PS de falta de autoridade para travar acordos com o Chega em sede de distrito
O porta-voz do PSD no Parlamento Europeu, Sebastião Bugalho, sugeriu este sábado que o líder do PS tem falta de autoridade depois de o candidato socialista à câmara de Viseu ter admitido acordos com o Chega no debate na Rádio Observador.
Durante apresentação do candidato do PSD e da IL à autarquia de Santo Tirso, Bugalho não resistiu a falar de política nacional. “Luís Montenegro prometeu que só governava ganhando. Cumpriu duas vezes. Prometeu que não faria acordos parlamentares com o Chega. Cumpriu duas vezes. O Dr. José Luís Carneiro, que acusa diariamente o PSD de estar numa coligação com o Chega, tem um candidato a uma capital de distrito, da sua direção nacional, a rejeitar quaisquer linhas vermelhas com o Chega”, disse o eurodeputado do púlpito.
Bugalho lembra que o candidato do PS, João Azevedo, diz que “o líder do seu partido tem autoridade, mas que ele tem autonomia”, mas que “no final desta história vamos ver que, nem um tem autoridade, nem o outro tem autonomia“.
No debate de Viseu na Rádio Observador, João Azevedo recusou-se a colocar linhas vermelhas ao Chega, alengando “autonomia política”. O candidato do PS a Viseu diz não ter “razões para colocar de parte quem quer que seja, nunca levei as coisas para a bandeira partidária. Quero respeitar as pessoas com todos os que querem Viseu mais moderna. Todos são importantes”.
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Pedro Duarte: obras da segunda fase do metrobus Porto são “provocação”
O candidato da coligação “O Porto Somos Nós” (PSD/CDS/IL) à Câmara do Porto classifica de “provocação” a decisão da administração da Metro iniciar a segunda fase das obras do metrobus (Boavista – Anémona) já na segunda-feira.
Pedro Duarte falava à Lusa numa manifestação de protesto que reuniu dezenas de pessoas, junto ao liceu Garcia de Orta, na Avenida da Boavista, no Porto, contra o arranque das obras da segunda fase deste projeto.
“De forma surpreendente, inesperada e eu diria provocatória” é anunciado o início da segunda fase do metrobus, sem que, concluída a primeira fase, “se veja a circular um veículo”, afirmou.
Pedro Duarte criticou a decisão que foi tomada a “seis ou sete dias do fim do mandato desta administração da Metro (dia 29), e também a pouco mais de 20 ou 21 dias de haver um novo executivo camarário”.
“E, portanto, aquilo que estamos aqui a manifestar é que queremos que haja bom senso, não pedimos mais nada, e que acabem com estas jogadas políticas, que manifestamente só visam criar confusão”, considerou.
Pedro Duarte garantiu aos participantes no protesto que tentará “impedir que as obras comecem”.
“Mas, se não conseguirmos, podem ter a certeza que no dia a seguir a eu ser eleito presidente da Câmara do Porto, tudo isto vai parar e, com os portuenses, vamos construir uma nova solução diferente para esta zona da cidade”, afirmou.
O candidato reforçou a ideia de que iniciar obras neste momento é “uma provocação que visa, talvez, criar alguma turbulência na campanha eleitoral. É uma jogada partidária que para nós é inaceitável. Acho que a Metro do Porto é uma empresa pública que tem, evidentemente, de defender os interesses, neste caso, da cidade, mas de todas as áreas onde ela intervém”.
“E é isso que estamos aqui a apelar, como já fizemos em junho, na altura conseguimos, e estou certo que agora vamos conseguir, mesmo que as obras comecem, nós a seguir vamos reverter esta decisão”, disse.
Nessa altura, após as eleições autárquicas, “já há uma nova administração da Metro do Porto e a relação entre a Metro e a Câmara do Porto mudará radicalmente”.
“Temos de ter bom senso, razoabilidade e não vamos ter motivações partidárias nas decisões que forem tomadas. Portanto, a Metro não vai estar ao serviço de algumas candidaturas ou de alguns interesses partidários, a Metro vai defender os interesses da cidade a partir do momento que houver uma nova administração”, sustentou.
Pedro Duarte acrescentou que, se for eleito, procurará uma “solução técnica para que esta avenida [da Boavista] tenha transporte público”, mas que isso não signifique “prejudicar a vida das pessoas”, não signifique “abater centenas de árvores como está no projeto original e não signifique destruir-se uma zona privilegiada da cidade junto a um parque único que merece, evidentemente, ser preservado”.
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Rui Tavares pede esquerda com discurso vitorioso e que vá além de resistência ao fascismo
O porta-voz do Livre, Rui Tavares, defende que a esquerda precisa de ter um discurso vitorioso, que não se fique apenas por apelos à resistência ao fascismo, advertindo que muitos cidadãos desligam dessa retórica.
Num discurso na sessão de apresentação do candidato autárquico do Livre nas Caldas da Rainha, João Arroz, Rui Tavares defendeu que a esquerda “tem de ser pragmática” e “habituar-se a ganhar”.
“Nós temos de dizer às pessoas que, por muitos pergaminhos que, no nosso campo político, tenha a ideia da resistência, estar a chamar às pessoas para apenas virem resistir ao fascismo, significa que muitas delas desligam”, afirmou.
Apesar de reconhecer que há muitos cidadãos que “querem fazer parte desse movimento de resistência”, seja por “memória familiar” ou sensação de “obrigação moral”, Rui Tavares alertou que há também muitos outros que desligam e “pensam em viver num outro país onde a situação política esteja um bocadinho melhor”.
“Não é isto que nós temos de dizer às pessoas. Nós temos de dizer às pessoas que se juntem a nós para ganhar. As pessoas têm de sentir que fazem parte de um movimento vitorioso. Não necessariamente um movimento vitorioso já, agora, porque sabemos das dificuldades que temos, mas um movimento que quer ganhar”, disse.
Rui Tavares defendeu a importância desse discurso mobilizador numa altura em que, considerou, todos os dias se ouve na televisão a “ideia de que tudo é completamente inevitável” no que se refere à degradação da democracia.
Neste ponto, o porta-voz do Livre deixou críticas à cobertura televisiva do Chega, considerando que os diretores de informação e de programação tratam o líder do partido, André Ventura, “como tratavam o Tony Carreira aqui há uns tempos: ‘as audiências estão um bocadinho mais baixas, chama aquele tipo’”.
“Porque, supostamente, ele diz umas coisas que fazem as pessoas ligarem a televisão… E nem nisso estão certos, porque quem diz aquilo que as pessoas querem ouvir, ao contrário daquilo que nos vendem todos os dias, somos nós e não eles”, sustentou Rui Tavares.
O porta-voz do Livre afirmou que o Chega está frequentemente nos ecrãs televisivos porque “chama a atenção” de forma “politicamente eficaz, mas absolutamente inerte e estéril para qualquer coisa de bom”, acusando-o de ter um discurso baseado em “sentimentos de rancor e ressentimento”.
“Nós temos outra maneira de chamar a atenção, e é através daquilo a que chamamos objetos de desejo político. É mostrar às pessoas como a cidade pode ser, é falar com elas, uma a uma. Não vamos esperar ajuda de onde não vem ajuda”, disse, numa alusão à comunicação social.
Frisando que o Livre foi o partido que, em proporção, cresceu mais em número de deputados nas últimas legislativas, Rui Tavares pediu aos militantes do partido para não esperarem que os diretores de informação se lembrem de lhes perguntar “o que é estão a fazer bem, com a esquerda toda a diminuir e eles a aumentar”.
“Vejam quantos partidos é que o Livre já vê pelo retrovisor [nas sondagens] e não vamos ficar por aqui, porque a IL está a ser agora e, acreditem nisto, a maneira de dar esperança às pessoas é irmos dizendo — mesmo que isso pareça impossível agora — que nós queremos disputar o lugar à extrema-direita”, afirmou.
Rui Tavares salientou que o Livre quer ser “a novidade e o lugar mais dinâmico da política portuguesa” e fazer com que, “daqui a uns tempos”, o debate político nacional seja sobre “de onde é que vêm estes tipos, o que é que eles querem e porque é que eles crescem em vez de ser a extrema-direita”.
“E, ao dizê-lo, muitas pessoas vão percebendo que não há outra forma neste momento de ter alguma esperança. Que o Livre é a grande notícia e a grande maneira de fazer as coisas, que é o exato oposto das políticas do ressentimento, do rancor, do ódio e da divisão”, frisou.
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Milhares de pessoas concentram-se em Lisboa contra o pacote laboral
Milhares de pessoas vindas de todo o país estão concentradas na Praça Marquês de Pombal e início da Avenida da Liberdade, em Lisboa, numa iniciativa da CGTP contra a reforma laboral.
Sob o mote “Mais Salários e direitos — Outro rumo é possível!”, pouco passava das 15:20 e já largas centenas de pessoas concentraram-se junto à Praça Marquês de Pombal empunhando cartazes a dizer “35 horas para todos”, “não ao pacote laboral”, “contra a política de direita e exploração – por uma vida digna”.
Com cânticos acompanhados do toque de bombos, os manifestantes gritam “o pacote laboral é retrocesso social” e preparam-se para descer a avenida da Liberdade.
Os manifestantes vão descer a avenida da Liberdade, convergindo os trabalhadores vindos dos distritos de Leiria, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Algarve nos Restauradores, onde haverá as intervenções da Interjovem e do secretário-geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira.
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Catarina Martins pede "sobressalto cívico" contra propostas do Governo para a lei laboral
Catarina Martins diz que é necessário um “sobressalto cívico” que junte os sindicatos e os movimentos cívicos numa luta “abrangente e unida” contra as propostas do Governo para a legislação laboral.
A eurodeputada e candidata à presidência da República marca presença na manifestação marcada pela CGTP, em Lisboa e no Porto, contra o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral.
“Não sei se há noção no país das alterações que o Governo está a preparar para a legislação laboral. A alteração é de tal forma profunda que os despedimentos serão completamente facilitados, mesmo sem justa causa, e existirá uma precarização de todo o trabalho”, começou por alertar, em declarações transmitidas pela RTP3.
Catarina Martins afirma que com as alterações propostas pelo Governo, e que estão a ser discutidas na concertação social, “nenhum dos direitos do código do trabalho vai valer”. O que quer dizer “que os patrões e empresas vão ter poder para chantagear os trabalhadores para horas muito longas, para horários desregulados. E as pessoas não têm nenhuma defesa, porque podem ser despedidas”.
A eurodeputada do Bloco de Esquerda diz que se debateram apenas medidas “cruéis”, como o fim do luto gestacional. Mas que mesmo que se recue neste ponto, “se não recuar o resto, nada vale”.
Questionada enquanto candidata presidencial sobre o artigo publicado esta sexta-feira por Cavaco Silva no Expresso, Catarina Martins diz que achou o artigo “estranho”. “Acho estranho que um ex-Presidente da República faça um artigo sobre presidenciais e não fale do maior perigo, que é um candidato que não quer respeitar o estado de direito, porque não gosta da liberdade imprensa, não gosta da separação entre política e justiça. E Cavaco Silva não disse nada sobre isso”, notou.
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Nuno Cardoso lamenta avanço da segunda fase do metrobus do Porto
O candidato autárquico à Câmara do Porto Nuno Cardoso lamenta o avanço da segunda fase do metrobus, referindo que há falta de “coragem política de parar a obra e escutar os cidadãos” e criticando o adversário Pedro Duarte.
De acordo com um comunicado enviado às redações, a candidatura Porto Primeiro – Nuno Cardoso (coligação NC/PPM) “lamenta que, a menos de um mês das eleições autárquicas, continue a avançar uma obra profundamente contestada na cidade: o projeto metrobus”.
“Num momento em que diversos candidatos questionam abertamente o impacto e o futuro deste projeto, é lamentável que ninguém tenha tido a coragem política de parar a obra e escutar os cidadãos”, sublinha Nuno Cardoso, citado no comunicado.
O candidato à Câmara do Porto (e presidente da autarquia entre 1999 e 2001) “propõe a realização de um debate público, envolvendo a sociedade civil, especialistas e cidadãos, para decidir de forma democrática qual deve ser o futuro do metrobus”.
Segundo Nuno Cardoso, “o Porto merece ser ouvido” e “o que está em causa não é apenas uma obra, é o modelo de mobilidade e de desenvolvimento que a cidade deseja para o seu futuro”.
O candidato critica ainda o adversário Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, que “se apresenta como elo de ligação ao Governo” mas “não consegue fazer valer a sua voz nem controlar os seus colegas de Governo, mostrando incapacidade de defender os interesses do Porto”.
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Revisão laboral do Governo é inconstitucional?
Ana Pires (CGTP) afirma que as medidas propostas pelo governo são “um assalto” aos direitos dos trabalhadores. Luís Mira (CAP) defende uma discussão atualizada sobre o atual mundo do trabalho.
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Ana Mendes Godinho diz que alterações à lei laboral propostas pelo Governo são “agenda medieval do passado”
A ex-ministra do Trabalho do PS Ana Mendes Godinho, que é candidata à Câmara de Sintra nas autárquicas de 12 de outubro, deixou duras críticas às alterações à legislação laboral apresentadas pelo Governo, que acusou de representarem uma “agenda medieval do passado”.
“É uma agenda da desesperança e de um retrocesso civilizacional brutal. E a pergunta que faço é porquê? É que ninguém consegue encontrar uma razão. É mesmo só por um preconceito ideológico de ter de rasgar aquilo que foi feito. É uma agenda de raiva contra as pessoas”, acusou, antes de deixar um alerta semelhante ao de José Luís Carneiro quanto à proposta sobre amamentação.
“É uma medida de retrocesso gravíssima, mas não deixemos que ela se torne numa cortina de fumo. Porque, se ficamos fixadas ou fixados só numa medida que pode ser uma cortina de fumo, temos todo um conjunto de medidas de ataque aos trabalhadores que podem ficar mascarados e que passam”, alertou.
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Carneiro diz que Governo está a usar amamentação como “truque” nas negociações laborais
O secretário-geral do PS diz que o Governo usa as propostas sobre amamentação e luto gestacional como “um truque” negocial, frisando que pretende “deixá-las cair como prova de boa-fé” para avançar com alterações laborais “mais substantivas”.
Num discurso na cerimónia de abertura da escola de verão das Mulheres Socialistas, em Almada, José Luís Carneiro afirmou que as propostas de alteração à legislação laboral apresentadas pelo Governo “não lembram ao diabo” e “os próprios sindicatos tradicionais estão receosos do que se está a passar”.
“Porquê? Porque há aqui um truque e o truque tem a ver com as questões ligadas à amamentação e ao luto gestacional. Esses dois elementos foram transmitidos para a discussão para que fossem depois deixados cair em processo negocial como forma de boa-fé negocial da parte do Governo”, advertiu José Luís Carneiro.
O secretário-geral do PS salientou que a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, já manifestou disponibilidade para abdicar dessas duas propostas e o líder do Chega, André Ventura, também já mostrou abertura para viabilizar as alterações às legislações laborais caso essas duas propostas não fossem incluídas.
“Estão a ver que isto é apenas um truque para entrarem naquilo que são as matérias fundamentais e substantivas — mais substantivas ainda — da legislação laboral”, reforçou.
No caso do Chega, José Luís Carneiro considerou que o partido está a adotar esta postura relativamente às alterações laborais porque “quer constituir um grande movimento sindical”, instrumentalizado “por grandes interesses económicos que querem quebrar equilíbrios fundamentais”.
“E é evidente que a melhorar forma de quebrar esses equilíbrios é desestruturar as formas de representação tradicionais do sindicalismo onde, nomeadamente, se encontram os dois principais partidos, no caso a UGT, onde está o PS e o PSD”, frisou.
Carneiro frisou que as alterações à legislação são um “ponto crítico” para o PS, porque representam um “retrocesso para os mais jovens”, para as mulheres, na conciliação entre a vida pessoal, profissional e familiar e são particularmente prejudiciais para os mais vulneráveis, por “deixar de penalizar o trabalho não declarado”.
“Isto é lançar no obscurantismo, na casa dos fundos, tudo o que são as pessoas que trabalham nos trabalhos domésticos, nas limpezas, na agricultura, na construção civil. É, aliás, alimentar a economia informal e é inaceitável”, defendeu.
O secretário-geral do PS reforçou assim que o PS quer “estabilidade política” e “contribuir para a viabilidade” do Orçamento do Estado, mas, para isso, é preciso que o Governo deixe de fora da proposta orçamental as questões laborais, assim como o que tenha a ver com a lei de bases do Serviço Nacional de Saúde, a Segurança Social ou as questões fiscais.
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Isaltino Morais atira-se a André Ventura: "Não passarás, Andrézito. Não passarás"
O presidente e atual candidato à câmara de Oeiras, Isaltino Morais, publicou um vídeo nas redes sociais acusando André Ventura, líder do Chega, de ser um “pequeno ditador“, “mentiroso” e “cobarde“.
Num vídeo esta sexta-feira divulgado no Instagram e no Tiktok, Isaltino Morais define André Ventura, líder do Chega e atual candidato à Presidência da República, como o “líder do populismo da direita em Portugal”, uma “excrescência do sistema partidário português“, um “monstrinho que representa o pior do sistema” e um “mentiroso cobarde que enfrenta o povo rodeado de seguranças“.
A publicação, cuja legenda é “Mensagem a André Ventura”, surge na sequência de um debate na CNN Portugal, na passada terça-feira, em que o autarca de Oeiras criticou o partido Chega e respetivo líder. As críticas de Ventura nas redes sociais não tardaram.
Eis a resposta de Isaltino Morais:
“Aqui há dias participei num debate no qual disse algumas verdades sobre o líder do populismo de direita em Portugal que parecem ter incomodado muito o André Ventura. Primeiro disse o óbvio: o líder do Chega não é antissistema. Ele é o pior que o sistema gerou. Ele é uma excrescência do sistema partidário português. Para quem não sabe, o André Ventura foi inventado no PSD pelo famoso grupo do ‘Tutti-Frutti’. Esse era o seu grupo no PSD. Devia mesmo ser conhecido por ‘André Tutti-Frutti’”, começou por dizer.
“Depois disse outra coisa. Que o Chega não mostra as suas contas, ninguém sabe de onde vem o dinheiro. E disse mais. As autoridades judiciais têm de investigar o André Ventura. Temos de saber sobre a origem do financiamento do Chega, e temos de saber se há crimes associados. A resposta não demorou. Logo a seguir fez três publicações contra mim. Que importância! Ficou muito, muito nervoso. Estás nervoso, Andrézito? Estás habituado a intimidar jornalistas e adversários? Achas que metes medo? Aqui ninguém tem medo de ti”, disse o autarca.
“Ainda por cima, vens dizer que se fosses primeiro-ministro, prendias-me. Mau, és mesmo ditador. Assim se vê cair a máscara do democrata. Se fores primeiro-ministro, és tu que mandas prender? Se ganhares, acaba o Estado de Direito e a independência dos tribunais? Oiçam bem aquilo que diz o nosso pequeno ditador. Aquilo não são apenas ameaças a mim, são ameaças à nossa liberdade”, continuou.
“Andrézito, não passas de um monstrinho que representa o pior do sistema. Mas sabes, antes de poderes pisar toda a gente, terás de bater de frente com todos que têm coragem de dizer o que és. És um mentiroso cobarde que enfrenta o povo rodeado de seguranças, que se faz de forte com os imigrantes, quando o polícia te protege. Mentiroso e cobarde, André. O populismo vai ter de enfrentar os democratas com coragem para te combater. Não passarás, Andrézito. Não passarás”, rematou.
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Governo promete "bom" Orçamento do Estado, que continua a prever excedente em 2026
O ministro das Finanças diz que o Governo está a “trabalhar na elaboração de um bom” Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que continua a prever excedente no próximo ano, revelando aí as estimativas atualizadas de crescimento.
Joaquim Miranda Sarmento indicou que o executivo apresentará “os números [atualizados] do crescimento no dia 10 de outubro”, apontando para “um crescimento em torno de 2%“.
Governo promete “bom” Orçamento do Estado, que continua a prever excedente em 2026
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Marcelo chega a Nova Iorque para última participação na Assembleia Geral da ONU
Nuno Veiga/LUSA
Marcelo Rebelo de Sousa chega hoje a Nova Iorque, para a última participação como Presidente da República na Assembleia Geral da ONU, em que irá intervir na terça-feira, primeiro dia do debate geral entre líderes mundiais.
O chefe de Estado irá participar noutros eventos de alto nível na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo um debate aberto do Conselho de Segurança da ONU, sobre inteligência artificial, paz e segurança internacional, na quarta-feira, último dia da deslocação.
O Presidente da República deverá também participar na Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução dos Dois Estados, na segunda-feira à tarde, organizada em conjunto pela França e pela Arábia Saudita.
Na sexta-feira, a França anunciou já que um grupo de dez países, entre os quais Portugal, vai reconhecer o Estado da Palestina, algo que pouco depois o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou, por comunicado, remetendo a declaração oficial de reconhecimento para domingo.
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Bom dia,
Neste liveblog vamos estar a acompanhar as notícias que marcam a atualidade política nacional.
Neste link pode recordar as notícias que marcaram esta sexta-feira.