Momentos-chave
- Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia: "Não pode haver um empate"
- EUA não veem indícios de que Rússia vá usar armamento nuclear no conflito na Ucrânia
- EUA afirmam não representar "qualquer ameaça" à Rússia
- Embaixador da Rússia em Portugal acusa o Ocidente de tomar "decisões irresponsáveis" que irão começar "terceira guerra mundial"
- Paulo Portas: atualização da doutrina nuclear é "mais uma política de comunicação agressiva e atrevida para causar alarme no Ocidente"
- Marcelo não vê uma "escalada do conflito" e afirma que "não é a primeira vez" que Rússia ameaça com armas nucleares
- Líder do PS defende que Portugal deve manter "papel importante" na discussão sobre defesa da Europa
- Erdoğan afirma que Rússia tem o direito de se defender
- Zelensky não confirma ataque em Bryansk, mas afirma que vai usar "todo" o armamento de longo alcance
- Zelensky: "Temos de fazer do próximo ano o 'ano da paz'"
- Montenegro espera que autorização de Putin às nucleares seja apenas "ameaças de retórica e nunca operações no terreno"
- Dinamarca anuncia novo pacote de apoio de 130 milhões de euros para a Ucrânia
- Países da UE estão prontos para aumentar apoio militar e financeiro à Ucrânia
- Zelensky diz que "está na hora" de a Alemanha apoiar a decisão dos EUA
- Seis mísseis norte-americanos lançados pela Ucrânia contra território russo em dia marcado pela escalada da ameaça nuclear
- EUA consideram que não têm razão para mudar a sua própria doutrina nuclear em resposta a Moscovo
- Sergey Lavrov pede que "aliados da Ucrânia leiam bem a nova doutrina nuclear"
- Lavrov no G20: "Parceiros na América Latina e em África estão cada vez mais interessados na experiência russa"
- Zelensky diz que Ucrânia pode "precisar de sobreviver a alguém em Moscovo para atingir todos os seus objetivos"
- Rússia está a aumentar ataques híbridos a países da UE e da NATO, acusam ministros de seis países europeus
- Rússia confirma ataque ucraniano com seis mísseis americanos: cinco foram abatidos, um danificado. Queda de fragmentos não causou danos
- Marcelo envia mensagem a Zelensky e promete que "Portugal continua ao lado da Ucrânia no caminho para a adesão à UE"
- "Significa a 3.ª Guerra Mundial." Medvedev ameaça: "Rússia pode retaliar com armas de destruição maciça contra NATO e Kiev"
- Ucrânia lança primeiro míssil americano contra território russo. Alvo fica a 130 quilómetros da fronteira
- “Como uma família que partilha um futuro comum, continuaremos a apoiar a Ucrânia o tempo que for necessário”, diz Roberta Metsola
- A mensagem de Charles Michel: “1.000 dias de sacrifício, 1.000 dias de sofrimento, mas 1.000 dias de bravura e coragem”
- Von der Leyen assinala dos mil dias de guerra: O “inverno que se avizinha pode ser assustador”, mas a Europa “é uma verdadeira amiga”
- Putin autoriza uso mais alargado de armas nucleares
- Ataque russo a residência de instituição de ensino em Sumy faz oitos mortos
- OK de Biden leva a NATO para a Guerra da Ucrânia?
- Irão critica novas sanções da UE e do Reino Unido por apoio à Rússia
Histórico de atualizações
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Zelensky: "Temos de fazer do próximo ano o 'ano da paz'"
Em sessão especial no Parlamento Europeu para demonstrar apoio comunitário à Ucrânia no milésimo dia de conflito com a Rússia, a presidente Roberta Metsola assegurou que os eurodeputados vão apoiar a Ucrânia “até que esta alcance a liberdade e a paz efetiva, durante o tempo que for necessário”, cita o European Pravda.
Por videoconferência, Volodymyr Zelensky agradeceu o apoio inabalável da União Europeia ao longo dos últimos 1000 dias e pediu sanções mais rigorosas contra a Rússia. “Temos de fazer tudo o que conseguirmos para acabar com esta guerra de uma forma justa. Temos de fazer do próximo ano o ‘ano da paz’”, refere o Presidente da Ucrânia.
No parlamento ucraniano umas horas antes, Zelensky dirigiu-se aos seus deputados e defendeu que “a Ucrânia deve ter o processo de adesão à UE mais rápido”. De acordo com o Comissário para o Alargamento da UE, a Ucrânia poderá entrar em 2029 se conseguir adotar todas as reformas necessárias, noticia o The Kyiv Independent.
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Continue a acompanhar toda a atualidade sobre a guerra na Ucrânia neste novo liveblog, que agora abrimos.
Rangel admite que embaixada portuguesa em Kiev pode reabrir amanhã
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Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia: "Não pode haver um empate"
“Na Ucrânia sabemos que, numa situação de luta existencial pela vida, não há meias soluções. As meias medidas só trazem meios resultados. E em situações de vida ou morte, uma meia solução é a morte, não a vida”. Andrii Sybiha, em Washington, sublinhou que a situação na Ucrânia não é um conflito entre dois países, mas sim uma agressão de um Estado contra outro, na qual “não pode haver um empate”.
Citado pela Ukrinform na reunião da Comissão norte-americana para a Segurança e Cooperação na Europa, o chefe da diplomacia ucraniana reforça a necessidade de adotar a “Fórmula da Paz”. “A Ucrânia não vai aceitar qualquer iniciativa que sugira um compromisso da soberania ou integridade territorial”.
Sybiha defende que entregar territórios à Rússia não vai “restaurar a paz”, mas sim provocar uma “agressão adicional” — “isto é apaziguamento, não a paz”.
On 1000th day of Ukraine’s resistance to full-scale Russian invasion, I was honoured to address the U.S. Helsinki Commission. I listed numerous Russian atrocities and stressed there is no alternative to justice and peace through strength. The world needs peace, not appeasement. pic.twitter.com/zeLIknTe6W
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) November 19, 2024
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Portugal entre dezenas de países que reafirmam na ONU apoio a Kiev
Dezenas de países, incluindo Portugal, reafirmaram hoje na sede das Nações Unidas (ONU) o seu apoio à “soberania, independência e unidade da Ucrânia” e exigiram a retirada imediata das forças russas do território ucraniano.
“Esta guerra tem de parar”, instou o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya, ao ler um comunicado em nome de cerca de cinquenta Estados e que assinalava o milésimo dia da invasão da Ucrânia pela Rússia.
“Reafirmamos o nosso apoio à soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia”, frisou o diplomata, rodeado por representantes de vários aliados de Kiev, incluindo dos Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, França, Japão, Austrália, Canadá, Suíça, Argentina, Coreia do Sul ou da União Europeia.
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EUA não veem indícios de que Rússia vá usar armamento nuclear no conflito na Ucrânia
Os Estados Unidos indicaram hoje não ter qualquer indicação de que a Rússia esteja a preparar-se para usar armas nucleares dentro da Ucrânia, reiterando que a atualização da doutrina nuclear russa faz parte de uma “retórica irresponsável”.
“Não estamos surpreendidos com a atualização da doutrina nuclear da Rússia. É algo que nas últimas semanas eles têm indicado que pretendem fazer. É a mesma retórica irresponsável que francamente vimos antes nos últimos dois anos”, disse a vice-porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh.
A representante do Departamento de Defesa sublinhou que embora os Estados Unidos tencionem monitorizar as atividades russas, não têm “nenhuma indicação de que a Rússia esteja a preparar-se para usar uma arma nuclear dentro da Ucrânia” e que não acreditam que qualquer mudança na postura nuclear deva ser feita nos EUA.
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EUA afirmam não representar "qualquer ameaça" à Rússia
“Apesar do que diz a Rússia, nem os Estados Unidos da América nem a NATO representam qualquer ameaça à Rússia”, afirma o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano em conferência de imprensa, citado pela Reuters.
No dia em que o conflito chega aos 1000 dias e a Ucrânia atacou alvos russos pela primeira vez com recurso a mísseis de longo alcance dos EUA, Moscovo alterou a sua doutrina nuclear e, segundo Matthew Miller, os norte-americanos “não ficaram surpreendidos”.
“Desde o início da agressão, procurou coagir e intimidar tanto a Ucrânia como outros países do mundo através de uma retórica e um comportamento nuclear irresponsável”, reitera Miller, acusando a Rússia de “sublinhar a sua hipocrisia” com esta medida.
Adicionalmente, o Departamento de Estado aprovou a venda de equipamento e serviços militares à Ucrânia, num negócio que pode atingir os 100 milhões de dólares (94.377 euros). Segundo o comunicado citado pela Reuters, Kiev procura o recondicionamento dos veículos de combate, assistência técnica, formação e outros elementos logísticos e de apoio.
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Embaixador da Rússia em Portugal acusa o Ocidente de tomar "decisões irresponsáveis" que irão começar "terceira guerra mundial"
No milésimo dia de guerra na Ucrânia, o embaixador da Rússia em Portugal afirma que “é lamentável que este tema seja coberto parcialmente” na imprensa portuguesa, “de maneira russófoba e sem pontos de vista alternativos”.
Numa publicação na página da embaixada, Mikhail Kamynin refere o “golpe de Estado antidemocrático de 2014, a política discriminatória praticada pelos nazistas que tinham usurpado o poder contra as populações do Donbass e da Novorossiya, e a militarização da Ucrânia pelos membros da NATO”, como sendo as razões para o início do conflito.
“Há dois anos era possível encontrar uma solução diplomática para a crise, mas o Ocidente coletivo fez descarrilar o processo de paz”. Para o embaixador, esta nova autorização concedida aos ucranianos por Washington “levaram a participação ocidental no conflito ao nível seguinte”, e responsabiliza as “decisões tão irresponsáveis” por uma eventual “escalada” do conflito.
Kamynin realça os esforços diplomáticos do Kremlin para atingir uma resolução do conflito, mencionando as negociações em Istambul e Minsk, que indica terem sido utilizados pelo Ocidente “como cobertura para reforçar as capacidades militares da Ucrânia”.
Apesar da abertura de Vladimir Putin às negociações com Kiev, o embaixador acusa as “elites políticas americanas e europeias” de serem “incapazes de compreender” o estado atual do conflito, que irá “abrir a porta à terceira guerra mundial”.
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Paulo Portas: "Armas nucleares têm servido como dissuasão"
Paulo Portas considera que Vladimir Putin só responde perante a força, mas lembra que, nas últimas décadas, as armas nucleares têm servido como forma de dissuasão.
Ouça aqui a entrevista na íntegra.
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Paulo Portas: atualização da doutrina nuclear é "mais uma política de comunicação agressiva e atrevida para causar alarme no Ocidente"
Em entrevista à Rádio Observador, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas afirma que a Rússia não conseguiu cumprir os seus objetivos iniciais para o conflito, devido à resistência da Ucrânia, a liderança de Zelensky e o apoio prestado pelo Ocidente.
O plano idealizado por Moscovo via as tropas russas a marchar por Kiev ao fim de uma semana da invasão, com a expectativa de serem bem recebidos pela população ucraniana, relembra Paulo Portas. “Se os russos não foram recebidos e aclamados, é porque estão em terra que não é deles”, indica o ex-líder do CDS-PP, referindo que a causa “certa e justa” da resistência ucraniana conseguiu prevalecer sobre as tentativas de ocupação russa.
Para Paulo Portas, os Estados Unidos autorizaram a Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance contra território russo, devido à presença “muitíssimo preocupante” de soldados norte-coreanos em Kursk.
O ex-vice primeiro-ministro de Portugal descreveu a atualização da doutrina nuclear da Rússia como “mais uma política de comunicação agressiva e atrevida para causar alarme no Ocidente”, mas não crê que seja uma medida eficiente.
Paulo Portas refere também que, sob a administração de Donald Trump, “não é de excluir” o risco de cedência de territórios da Ucrânia num acordo proposto pelo Presidente eleito. O antigo chefe da diplomacia portuguesa sublinha que as condições para uma negociação de paz não podem ser semelhantes às de uma rendição. “Não é só uma questão de forças e territórios”, acrescenta, indicando que a Rússia quer impedir a adesão da Ucrânia à NATO e à UE, forçando a sua neutralidade.
Deu nota ainda sobre a incursão ucraniana em Kursk, “importante para negociações diplomáticas”, mas admite que Kiev ainda não recuperou o que precisa de recuperar para ter uma negociação equilibrada.
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Marcelo não vê uma "escalada do conflito" e afirma que "não é a primeira vez" que Rússia ameaça com armas nucleares
“É evidente que é um momento psicologicamente importante, mil dias de sofrimento do povo ucraniano, estamos a meses de um novo Presidente dos EUA e de um novo ciclo europeu”. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações transmitidas pela RTP3, expressou a sua solidariedade com a Ucrânia no milésimo dia de conflito com a Rússia.
O chefe de Estado português afirma que não vê a “luz verde” dos EUA para a utilização ucraniana de mísseis de longo alcance na Rússia como uma “escalada do conflito”, como indica o chefe da diplomacia russa, mas admite que deve existir uma preocupação da Europa e das autoridades norte-americanas para não haver “escaladas incontroláveis”.
Sobre a alteração de Vladimir Putin à doutrina nuclear russa, Marcelo Rebelo de Sousa refere que “não é a primeira vez” que a Rússia utiliza esta “terminologia tradicional” com ameaças de utilização de armamento nuclear e de responsabilização do Ocidente para “inverter aquilo que aconteceu”. Adicionalmente, o Presidente acrescenta que mesmo quando agora começam a surgir contraofensivas ucranianas, Moscovo tem de ter presente que “há patamares que não pode ultrapassar”.
“Os valores devem ser defendidos, mas há sempre uma ideia subjacente a tudo: afirmar esses valores, mas sempre construindo a paz”, sublinha.
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Líder do PS defende que Portugal deve manter "papel importante" na discussão sobre defesa da Europa
Pedro Nuno Santos defendeu esta terça-feira que um eventual uso de armas nucleares pela Rússia é “motivo de preocupação” e que Portugal deve ter um papel importante na defesa da Europa.
“É motivo de preocupação e é um tema sobre qual nesta matéria há um consenso importante nacional e Portugal deve continuar a ter um papel importante na discussão europeia sobre a defesa do espaço europeu e da Europa. Acho que temos esse dever para proteger todos os cidadãos europeus”, afirmou, em declarações transmitidas pela RTP3.
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Erdoğan afirma que Rússia tem o direito de se defender
Desde o início do conflito que a Turquia tem sido um mediador nas conversas de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Mil dias depois e com o primeiro ataque ucraniano com mísseis de longo alcance em solo russo, Recep Tayyip Erdoğan afirma que a Rússia tem o direito de se defender, apesar de apoiar “todos os eforços para uma resolução pacífica”.
“A Rússia deve ter, e tem, a capacidade de se defender”, indicou o Presidente da Turquia, em conferência de imprensa a partir da reunião do G20 no Brasil. Relativamente à atualização da doutrina nuclear russa, Erdoğan refere que é uma “medida retaliatória” e que a NATO deve refletir sobre o assunto, cita a agência TASS.
Para o chefe de Estado turco, a utilização de mísseis de longo alcance da Ucrânia aumenta os riscos de um conflito nuclear, o que “não é positivo”. Por isto, defende que a Turquia deve manter uma boa relação com ambos os lados e que continuará a apelar à paz.
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Zelensky não confirma ataque em Bryansk, mas afirma que vai usar "todo" o armamento de longo alcance
Não reivindica o ataque com seis mísseis ATACMS em Bryansk, na Rússia, mas Volodymyr Zelensky afirma que irá utilizar todo o armamento de longo alcance que tem ao seu dispor, avança a CNN Internacional.
O Presidente da Ucrânia menciona a produzção de drones de longo alcance e mísseis cruzeiro Neptune, juntamente com a reserva de ATACMS fornecidos pelos EUA, presentes no arsenal ucraniano. “Vamos usá-los todos”, sublinha Zelensky.
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1000 dias de Guerra: "Ucrânia mantém a soberania e isso já é vitória"
Aos 1000 dias de guerra na Ucrânia, não há paz, mas não restam dúvidas: Putin não conseguiu tomar Kiev em 48h. Vítor Gabriel Oliveira sublinha: afinal, e até então, Vlodimir Zelensky venceu.
Ouça aqui o novo episódio de “Gabinete da Guerra” da Rádio Observador.
1000 dias de Guerra: “Ucrânia mantém a soberania e isso já é vitória”
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Montenegro espera que autorização de Putin às nucleares seja apenas "ameaças de retórica e nunca operações no terreno"
Luís Montenegro, que está no Brasil para a reunião do G20, falou sobre os mil dias de guerra na Ucrânia e desejou que as ameaças das últimas horas, nomeadamente pelo facto de Putin ter autorizado o uso alargado de armas nucleares, não passem de palavras.
“O nosso desejo é que não se vá mais longe do que já se foi, que ameaças que põem em causa não apenas a integralidade do território ucraniano, mas valores muito altos de ofensa à dignidade humana e direitos fundamentais, possam ser apenas e só ameaças de retórica e nunca operações no terreno”, disse o primeiro-ministro.
Luís Montenegro voltou a fazer uma “condenação veemente” da guerra em território ucraniano depois de “mil dias de guerra à democracia, aos direitos humanos, aos valores e princípios que Portugal defende no contexto internacional”.
Neste seguimento, o chefe de Governo prometeu ainda “concentrar a contribuição em poder ajudar a que se criem condições para se evitar qualquer escalada do conflito e para cessar-fogo, a operação militar, e se possa dar primazia à diplomacia”.
Montenegro frisou ainda que, por estes dias, terá “ocasião de dirigir uma mensagem ao Presidente Zelensky a propósito de preservarmos a capacidade de continuarmos a abastecer o globo e a Europa com produtos agrícola provindos da Ucrânia”.
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Dinamarca anuncia novo pacote de apoio de 130 milhões de euros para a Ucrânia
A Dinamarca anunciou um novo pacote de apoio à Ucrânia com cerca de 130 milhões de euros para o setor da Defesa ucraniana, confirma a primeira-ministra Mette Frederiksen, em Kiev.
“É importante que a nossa indústria, não só na Dinamarca mas em todos os países vizinhos, possa visitar a Ucrânia e aprender com a experiência e a habilidade de expandir e desenvolver as linhas de produção”, afirmou Frederiksen, ao lado de Volodymyr Zelensky, numa fábrica de drones.
Today, together with the Prime Minister of Denmark, Mette Frederiksen, we met with Ukrainian manufacturers of long-range drones and the warriors who operate them.
We inspected Ukrainian drones procured with Denmark’s support and according to the Danish model—funds are allocated… pic.twitter.com/ESA2Gs0lL5
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 19, 2024
O Presidente da Ucrânia, na rede social X, agradece a ajuda dinamarquesa, que “se foca principalmente nas capacidades de combate de longo alcance”.
A thousand days of full-scale war is a very difficult path, and we are enduring it because we have friends like Denmark by our side, and leaders like Prime Minister Mette Frederiksen.
I am deeply grateful to Mette Frederiksen for her personal leadership, her team, and the Danish… pic.twitter.com/CDIyklB4zF
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) November 19, 2024
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Países da UE estão prontos para aumentar apoio militar e financeiro à Ucrânia
No milésimo dia de guerra, os chefes da diplomacia da Polónia, Alemanha, França e Itália reuniram-se em Varsóvia em “solidariedade e união para com o povo ucraniano”, e sublinharam que a cooperação entre a Europa e os EUA é um “fator chave para a segurança e prosperidade da comunidade Euro-Atlântica”.
Com isto, o Ukrinform avança que o grupo que irá preparar uma “mensagem conjunta” à administração de Donald Trump, com o objetivo de transmitir a mensagem que as “relações transatlânticas aumentam a influência política, económica e militar”, sendo por isso mutuamente benéficas.
No contexto de um possível decréscimo no apoio norte-americano à Ucrânia, Radosław Sikorski, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, revela que “regista, com agrado, a disponibilidade dos maiores membros da União Europeia para assumirem um maior encargo de apoio militar e financeiro a Kiev”.
“Não temos ilusões de que a Rússia de Putin continuará a ser uma das mais graves ameaças à segurança, não só da Europa, mas também da ordem mundial”, referiu ainda Sikorski. “O seu objetivo continua a ser a destruição definitiva da arquitetura de segurança europeia. Por conseguinte, é necessário opormo-nos resolutamente às ambições imperiais da Rússia”. Mas, no entanto, o chefe da diplomacia polaca reitera que os cenários para a resolução do conflito têm de ser obrigatoriamente discutidos em cooperação com a Ucrânia, mantendo o apoio financeiro e militar.
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Zelensky diz que "está na hora" de a Alemanha apoiar a decisão dos EUA
“Depois de declarações sobre armas nucleares, está na hora de a Alemanha apoiar decisões correspondentes”, afirmou Volodymyr Zelensky, em Kiev, ao lado da primeira-ministra da Dinamarca, cita a Reuters.
Após a “luz verde” dos Estados Unidos da América para a Ucrânia poder atingir alvos em território russo com mísseis de longo alcance, Olaf Scholz manteve a sua posição de não disponibilizar os “seus” Taurus para o mesmo efeito. Agora, com Vladimir Putin a alterar a doutrina nuclear da Rússia, o Presidente da Ucrânia insta ao chanceler alemão para seguir a corrente de ação dos seus aliados.
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Parlamento ucraniano aprova orçamento 2025 com 60% da despesa para defesa e segurança
O parlamento ucraniano aprovou esta terça-feira o orçamento para 2025, no qual 60% da despesa (50 mil milhões de euros) serão consagrados à defesa e à segurança nacional, para combater a invasão russa e suas consequências, anunciou o Governo.
“O orçamento para 2025 foi aprovado”, anunciou o primeiro-ministro, Denys Shmygal, na plataforma digital Telegram.
A verba de cerca de 50 mil milhões de euros destinada à defesa e à segurança representam mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Ministério das Finanças ucraniano. Orçamento é de cerca de 82 mil milhões de euros no total.
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Ataque russo contra região ucraniana de Sumy fez oito mortos e 12 feridos
Ataque com drones em edifício residencial, na região de Sumy, fez oito mortos e 12 feridos. Vlodomir Zelensky condenou o ataque e revelou que uma das vítimas mortais era uma criança.
Ataque russo contra região ucraniana de Sumy fez oito mortos e 12 feridos