Momentos-chave
- Comunidade Israelita de Lisboa diz que reconhecimento devia aguardar “melhor oportunidade”
- Ventura recusa assumir posição sobre reconhecimento da Palestina
- Rangel pede que Israel compreenda posição de Portugal. "Não é feita nunca, em caso algum, contra Israel, é feita a favor da paz"
- Rangel pede cessar-fogo imediato e libertação de reféns
- Rangel sublinha que Portugal apoia solução de dois Estados
- Portugal reconhece oficialmente Estado da Palestina
- Arábia Saudita avisa Israel que anexação de partes da Cisjordânia é linha vermelha
- Herzog avisa que reconhecer Palestina "não vai ajudar" um único palestiniano ou refém
- Reconhecimento da Palestina é "gesto vazio" sem ações concretas, defende Amnistia Internacional
- Ex-ministro da Defesa israelita diz que nunca existirá um Estado palestiniano
- França não terá embaixada na Palestina até libertação de reféns israelitas
- IDF dizem que mais de 550.000 pessoas saíram da cidade de Gaza desde agosto
- Grupo de familiares de reféns israelitas condena reconhecimento da Palestina
- Hamas descreve reconhecimento como "passo importante" que deve ser acompanhado de "medidas práticas"
- Líder da oposição em Israel diz que reconhecimento da Palestina é um "desastre" e responsabiliza Netanyahu
- "Não vai ser estabelecido um Estado palestiniano", garante Netanyahu
- PCP considera que reconhecimento da Palestina “peca por tardio”
- Líbano diz que ataque israelita provou cinco mortos
- MNE palestiniano agradece ao Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecimento da Palestina
- Ministros radicais apelam a anexação da Cisjordânia como retaliação ao reconhecimento de estado Palestiniano
- Israel considera que reconhecer a Palestina "é uma recompensa para os jihadistas do Hamas"
- Abbas agradece reconhecimento da Palestina pelo Reino Unido e fala em "passo importante" para a paz
- Reino Unido reconhece formalmente a Palestina
- Austrália também formaliza reconhecimento da Palestina
- Canadá é o primeiro país do G7 a reconhecer a Palestina
- Erdogan espera que o reconhecimento da Palestina acelere a solução de dois Estados
- 71 palestinianos foram mortos nas últimas 24 horas, avança Ministério da Saúde do enclave
- 46 Palestinianos morreram em ataques israelitas
- Grande manifestação pró-palestiniana em Tânger, em Marrocos
- China pede “cessar-fogo abrangente” na Faixa de Gaza
- Milhares encheram ruas de Jerusalém e Telavive contra “guerra de Bibi”
Histórico de atualizações
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Bom dia, obrigada por ter estado connosco ao longo do dia de ontem. Continuamos a seguir a guerra no Médio Oriente neste novo artigo em direto.
“Reconhecimento do Estado da Palestina é um reconhecimento da paz em si”, diz Marcelo na ONU
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Comunidade Israelita de Lisboa diz que reconhecimento devia aguardar “melhor oportunidade”
A direção da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) considerou hoje que o reconhecimento do Estado palestiniano por parte de Portugal deveria ter aguardado por “melhor oportunidade”.
Em comunicado, a direção da CIL defende que este reconhecimento deveria ocorrer “no desejável quadro de um processo institucional de construção de uma paz efetiva e duradoura, assente em garantias firmes e plenas de cessação definitiva da violência extremista e do terrorismo organizado”.
“O reconhecimento do Estado da Palestina por parte do Estado Português — é importante explicitar — sucede num momento em que os reféns cativos desde o 07 de outubro não foram ainda libertados pelos terroristas e que esses mesmos terroristas continuam ativos e armados, oprimindo e vitimando inocentes, incluindo do seu próprio povo”, salienta a CIL.
Além disso, o Hamas “não só continua a defender convictamente a extinção do Estado de Israel, como aspira governar esse mesmo Estado da Palestina que Portugal acaba de reconhecer”.
A CIL defende assim que a decisão deveria aguardar por melhor oportunidade, acrescentando que este “ato de reconhecimento deve, além dos pressupostos acima referidos, caminhar a par com a defesa da dignidade, segurança e respeito pelas comunidades judaicas em Portugal, na Europa e no mundo”.
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Reconhecimento da Palestina reflete “sentir maioritário do povo português”, diz Assis
O PS saudou hoje o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, salientando que a decisão do Governo reflete “o sentir maioritário do povo português”, tendo também adesão internacional, disse o secretário nacional para as Relações Internacionais, Francisco Assis.
“Congratulamo-nos com a decisão agora tomada. Consideramos que essa decisão reflete o sentir maioritário do povo português. Corresponde às posições da maioria dos partidos na Assembleia da República e poderá contribuir para a resolução israelo-palestiniano que, como sabemos, se arrasta há décadas”, disse hoje aos jornalistas Francisco Assis, na sede distrital do PS no Porto.
Para o responsável pelas Relações Internacionais do PS, “é um momento histórico, é um momento relevante, é uma decisão correta, é uma decisão que suscita uma ampla adesão nacional e uma ampla adesão no plano europeu e do mundo ocidental, basta olhar para o número de países que ontem, hoje e amanhã vão proceder a esse reconhecimento no âmbito da Assembleia Geral das Nações Unidas”.
O também eurodeputado socialista acredita que a decisão do reconhecimento “vai contribuir para a resolução do problema” israelo-palestiniano na região do Médio Oriente, rejeitando que seja uma medida apenas simbólica.
“Não, não é uma medida meramente simbólica. É uma medida política que terá, certamente, consequências de ordem política”, frisou, tendo já dito que “a partir de agora (…) se intensificará a pressão política no plano internacional para que Israel altere muitas das suas prioridades políticas”.
Para Francisco Assis, Israel corre mesmo “o risco de se constituir, no futuro, como uma espécie de Estado pária, à semelhança do que aconteceu com a África do Sul no período do ‘apartheid’”.
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Portugal reconhece oficialmente o Estado da Palestina. Decisão "nunca" é feita contra Israel", mas "a favor da paz"
O ministro Paulo Rangel anunciou que Portugal reconhece a Palestina entre o apelo à paz e a libertação dos reféns. “Exortamos do fundo dos nossos corações, que cessem todas as hostilidades”, afirmou.
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Seguro defende que reconhecimento da Palestina tem “importância política, moral e simbólica”
O candidato presidencial António José Seguro defende que o reconhecimento do Estado da Palestina tem “importância política, moral e simbólica”, afigurando-se também um “passo essencial” para a paz, numa mensagem enviada à Lusa.
“O reconhecimento do Estado da Palestina significa afirmar que a paz só será possível com dois Estados viáveis, reconhecidos e seguros, que vivam lado a lado”, reiterou o socialista.
Para António José Seguro, este passo “é também uma afirmação de respeito pelo direito internacional, pela dignidade humana e pela paz”.
O candidato presidencial salientou ainda a necessidade de Portugal estar do lado da “solução política que permita uma paz duradoura, baseada no diálogo e na coexistência pacífica entre Israel e Palestina”.
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Ventura recusa assumir posição sobre reconhecimento da Palestina
O líder do Chega, André Ventura, recusa assumir uma posição quanto ao reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal, por defender que, primeiro, é preciso libertar reféns, acabar com corrupção e dar direitos às mulheres.
“A nossa posição é essa. Libertem os reféns, acabem com o terrorismo, deem direitos às mulheres e cá estaremos para fazer essa conversa. Acabem com a corrupção, deixem de patrocinar o terrorismo. É assim que os estados democráticos devem fazer”, defendeu.
Para André Ventura, o importante “é que o terrorismo seja combatido” e garantir-se “que Portugal está ao lado dos países mais avançados nestas matérias e alinhado com os [seus] aliados”.
“Sempre dissemos que há caminho que tem de ser feito, mas esse caminho também tem de passar para que esses reféns sejam libertados”, apontou.
“Independentemente dos caminhos que têm de ser feitos, os terroristas do Hamas têm de libertar os reféns”, acrescentou o também candidato presidencial.
Neste sentido, indicou que é isso que “é a posição que os melhores países e os mais avançados países do mundo têm tido e é a posição que Portugal tem que ter”.
André Ventura reforçou que, a prioridade “é exigir que entreguem esses reféns, é exigir que parem com atos de terrorismo e depois então” é que poderá responder à questão se concorda ou não com o reconhecimento do Estado da Palestina.
“Nós não reconhecemos ninguém. Vamos lá ver, nós também nunca reconhecemos o estado islâmico, não reconhecemos os países que eram dominados pelo estado islâmico, porquê? Porque eram terroristas, porque estamos a falar de terrorismo”, afirmou.
André Ventura defendeu que também tem de se exigir, à outra parte, “que haja o fim ao terrorismo, ao financiamento do terrorismo, à corrupção e, sobretudo, ao sequestro e à morte de pessoas”.
“É muito porreiro fazermos manifestações na rua e as pessoas não sabem o que se passa ali. Em muitos destes locais não há oposição, quem manda numa parte da Palestina são grupo de terroristas”, indicou.
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Rangel pede que Israel compreenda posição de Portugal. "Não é feita nunca, em caso algum, contra Israel, é feita a favor da paz"
Questionado pelos jornalistas sobre se recebeu um protesto formal de Israel ao reconhecimento do Estado da Palestina, Paulo Rangel explicou que o Governo português informou as autoridades israelitas da sua decisão e assegurou que têm mantido as pontes com o país. “A nossa vontade é ter as melhores relações com o estado da Palestina e as melhores relações, que são aliás tradicionais, com o Estado de Israel”, garantiu.
“Desejamos que Israel possa compreender esta nossa posição. Não é feita nunca, em caso algum, contra Israel, é feita a favor da paz e naturalmente do direito do povo palestiniano da autodeterminação”, apontou.
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Rangel pede cessar-fogo imediato e libertação de reféns
Paulo Rangel afirmou que o reconhecimento da Palestina como Estado “não apaga todavia a catástrofe humanitária em curso na Faixa de Gaza”. Paulo Rangel lembrou que o Governo português “tem condenado as restrições à entrada humanitária, a fome generalizada, a deslocação da população”, bem como a “resposta desproporcional que provoca tantas vítimas civis, a destruição de infraestruturas civis como escolas e hospitais” e a expansão dos colonatos.
Rangel disse que é ” urgente um cessar fogo para por termo a esta emergência humanitária” e que é também “urgente” e “critica” a libertação de todos reféns os reféns israelitas.
“Neste dia em que Portugal reconhece o estado da Palestina e reafirma a sua vontade de fortalecer as profundas e antigas relações de amizade com o povo israelita e as renovadas e auspiciosas relações com povo palestiniano, exortamos do fundo, do fundo dos nossos corações, que cessem todas as hostilidades, que se abra uma fresta de luz para a paz”, afirmou. “É tempo, é mais do que tempo de dar os passos necessários para a paz”, acrescentou.
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Rangel sublinha que Portugal apoia solução de dois Estados
Na sua declaração o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que o reconhecimento da Palestina resultou da “convergência” do Presidente da República e de uma “larguíssima maioria” dos partidos representados na Assembleia da Republica sobre o assunto. “Portugal preconiza a solução de dois Estados como única via pela paz justa e duradoura”, afirmou.
Paulo Rangel disse também que “o Governo português reafirma neste ocasião o direito do Estado de Israel à existência e as suas efetivas necessidades de segurança, bem como a especial amizade entre os povos português e israelita”, condenando os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e enfatizando a necessidade de libertar os reféns israelitas.
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Portugal reconhece oficialmente Estado da Palestina
Depois do Canadá, da Austrália e do Reino Unido, Portugal também reconheceu este domingo a Palestina como um Estado. A declaração partiu do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, em Nova Iorque para a Assembleia-geral da Organização das Nações Unidas.
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Arábia Saudita avisa Israel que anexação de partes da Cisjordânia é linha vermelha
Os líderes israelitas foram avisados pela Arábia Saudita de que haverá “grandes implicações” se forem anexadas partes da Cisjordânia, avançou o Canal 12.
Hoje, depois do Reino Unido, da Austrália e do Canadá terem anunciado que reconhecem o Estado da Palestina, alguns ministros israelitas apelaram à anexação da Cisjordânia como retaliação.
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Herzog avisa que reconhecer Palestina "não vai ajudar" um único palestiniano ou refém
O Presidente israelita também já reagiu ao reconhecimento do Estado da Palestina pelo Reino Unido, pelo Canadá e pela Austrália. Para Isaac Herzog, este passo só vai “fortalecer as forças das trevas”.
“Depois das atrocidades do 7 de outubro, enquanto o Hamas continua a sua campanha de terror e continua a manter cruelmente 48 reféns nos túneis e masmorras de Gaza, o reconhecimento de um Estado palestiniano por algumas nações hoje é, sem surpresa, aplaudido pelo Hamas”, escreveu na rede social X.
After the atrocities of October 7, while Hamas continues its campaign of terror, and while it continues to cruelly hold 48 hostages in the tunnels and dungeons of Gaza, the recognition of a Palestinian state by some nations today is, not surprisingly, cheered by Hamas.
It will…
— יצחק הרצוג Isaac Herzog (@Isaac_Herzog) September 21, 2025
“Não vai ajudar um palestiniano, não vai ajudar a libertar um refém, não vai ajudar-nos a chegar a qualquer acordo entre israelitas e palestinianos”, escreveu. “É um dia triste para aqueles que procuram a verdadeira paz”, acrescentou.
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Reconhecimento da Palestina é "gesto vazio" sem ações concretas, defende Amnistia Internacional
A Amnistia Internacional considera que o reconhecimento do Estado da Palestina não passa de um “gesto vazio” se não for acompanhado de ações concretas para pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza e ocupação.
“Palavras por si só não param as atrocidades”, sublinhou Kristyan Benedict, do gabinete de resposta de crise da Amnistia Internacional, citada pela Al Jazeera.
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Ex-ministro da Defesa israelita diz que nunca existirá um Estado palestiniano
Yoav Gallant, ex-ministro da Defesa israelita, recorreu às redes sociais para sublinhar que “nunca se estabelecerá um Estado palestiniano”, criticando em particular o Reino Unido por reconhecer a Palestina.
O antigo governante lembrou que “o mandato britânico terminou há 77 anos” e que o Reino Unido “não ditará mais nada ao Estado de Israel”. “Starmer, faria bem em focar-se nos seus esforços para conter a onda islâmica que está a conquistar as Ilhas Britânicas antes de lidar com o Estado de Israel”, acrescentou.
מדינה פלסטינית לא תוקם לעולם.
המנדט הבריטי הסתיים לפני 77 שנים – שלטון הדיכוי האנגלי של אז זכור היטב ולא יקבע עוד דבר למדינת ישראל.
סטארמר, כדאי שתקדיש את מאמציך לבלימת הגל האסלאמי הכובש את האיים הבריטיים לפני שאתה עוסק במדינת ישראל.
— יואב גלנט – Yoav Gallant (@yoavgallant) September 21, 2025
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Marques Mendes saúda decisão de Portugal de reconhecer a Palestina
O candidato presidencial Marques Mendes saudou hoje a decisão de Portugal em reconhecer o Estado da Palestina, alinhado na mesma ocasião com França e Reino Unido, Canadá, considerando que o mais importante é o passo que é dado.
Questionado sobre o facto de a AD estar dividida sobre o reconhecimento da Palestina, o candidato a Presidente da República referiu que tal “não impede qualquer decisão do Governo”.
Portanto, “é uma questão de gestão dos dois partidos, não me vou meter nessa questão”, afirmou.
“Acho que é mais importante nesta altura saudar a decisão. Eu acho que esta decisão de reconhecimento do Estado da Palestina devia ser feita no quadro da União Europeia, isso era o ideal”, prosseguiu.
“Não sendo possível no quadro da União Europeia, porque a União Europeia se divide, acho que Portugal faz bem em alinhar na mesma ocasião com países como a França, como o Reino Unido, como o Canadá ou como a Austrália”, considerou.
O candidato referiu ainda que “esta decisão é importante porque é simbolicamente uma aposta a maior visibilidade, dignidade e legitimidade do povo palestiniano no quadro internacional e pode ser um passo que venha a ajudar um processo de paz construído na base da ideia de dois Estados”.
“Portanto, para mim, acho que o mais importante é o passo que hoje é dado”, rematou.
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França não terá embaixada na Palestina até libertação de reféns israelitas
O Presidente francês disse hoje que o plano de reconhecer a Palestina como Estado não incluiu a abertura de uma embaixada. Esse passo, anunciou Emmanuel Macron, só será dado quando os reféns israelitas forem libertados pelo Hamas.
“Será, para nós, uma exigência muito clara antes de abrir, por exemplo, uma embaixada na Palestina”, afirmou no programa Face the Nation, da CBS News.
Durante a entrevista o líder francês foi questionado sobre a decisão de reconhecer o Estado da Palestina, que os EUA consideram ser uma decisão impulsiva e que recompensa o Hamas. “O Hamas só está obcecado por destruir Israel, mas eu reconheço a legitimidade de tantos palestinianos que só querem um Estado, que são pessoas. Querem uma nação, querem um Estado e não devíamos empurrá-las para o Hamas”, sublinhou.
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IDF dizem que mais de 550.000 pessoas saíram da cidade de Gaza desde agosto
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) indicaram que desde agosto saíram de Gaza mais de 550.000 pessoas, numa altura em que o exército israelita está a expandir as operações nessa cidade.
“As IDF pedem aos civis na Faixa de Gaza que acatem as instruções oficiais pela sua segurança e que evitem ficar nas áreas definidas como perigosas”, referem, segundo o Times of Israel.
O porta-voz das IDF, o general Effie Defrin, afirmou que as tropas israelitas estão a avançar cada vez mais em Gaza, com o objetivo de “atingir o principal reduto” do Hamas. “Estamos envolvidos em combate, enfrentando os terroristas à superfície e no subsolo”, apontou.
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Grupo de familiares de reféns israelitas condena reconhecimento da Palestina
Um grupo que representa as famílias dos reféns israelitas mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza condenou o reconhecimento do Estado da Palestina, afirmando que ao fazê-lo estão a “fechar os olhos” ao facto dos seus familiares continuarem em cativeiro.
O Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos sublinha, citada pela A que qualquer discussão sobre reconhecer a Palestina “deve depender da libertação imediata de todos os reféns”.
“Pedimos que todas as nações ajam de forma responsável e garantam que quaisquer discussões sobre o ‘dia seguinte’ só aconteçam depois dos nossos entes queridos regressarem a casa”, lê-se numa publicação do grupo na rede social X. “Procuramos um fim desta guerra, o retorno em segurança de todos os reféns e uma paz sustentável que beneficie ambos os povos”, acrescenta o Fórum das Famílias dos Reféns e Desaparecidos.
The Hostage and Missing Families Forum condemns various nations' unconditional recognition of a Palestinian state while turning a blind eye to the fact that 48 hostages remain in Hamas captivity following the October 7th massacre.
As families who deeply want peace in the region,…
— Bring Them Home Now (@bringhomenow) September 21, 2025
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Hamas descreve reconhecimento como "passo importante" que deve ser acompanhado de "medidas práticas"
O reconhecimento do Estado da Palestina é um “passo importante na afirmação dos direitos do povo palestiniano à sua terra e aos seus locais santos e para estabelecer um Estado independente com Jerusalém como capital”.
Segundo a Al Jazeera, o grupo palestiniano destacou, no entanto, que esse passo “deve ser acompanhado por medidas práticas” que conduzam ao fim imediato da guerra na Faixa de Gaza e à oposição aos projetos de expansão de Israel na Cisjordânia.
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Líder da oposição em Israel diz que reconhecimento da Palestina é um "desastre" e responsabiliza Netanyahu
Yair Lapid, líder da oposição em Israel responsabilizou o primeiro-ministro israelita pelo reconhecimento do Estado da Palestina pelo Reino Unido, pela Austrália e pelo Canadá.
“O reconhecimento unilateral de um Estado palestiniano pelo Reino Unido, pela Austrália, pelo Canadá é um desastre diplomático, um passo prejudicial e uma recompensa ao terrorismo”, sublinhou na rede social X.
ההכרה החד צדדית של בריטניה, אוסטרליה וקנדה במדינה פלסטינית היא אסון מדיני, זה צעד גרוע ופרס לטרור.
ממשלה ישראלית מתפקדת יכולה היתה למנוע את זה. בעבודה חכמה ורצינית, בשיח מדיני מקצועי, בהסברה נכונה.
הממשלה שהביאה עלינו את האסון הבטחוני הנורא בתולדותינו, מביאה עלינו עכשיו גם את…
— יאיר לפיד – Yair Lapid (@yairlapid) September 21, 2025
“Um Governo israelita funcional teria prevenido isto através de um trabalho inteligente e sério, diálogo diplomático profissional e uma diplomacia pública própria”, afirmou. Acrescentou que o Governo de Benjamin Netanyahu trouxe o “pior desastre de segurança” da história de Israel e agora a “crise diplomática mais severa de sempre”.