Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Volodymyr Zelensky solicitou aos Estados Unidos que intensifiquem a pressão sobre a Rússia, descrevendo-a como a nação que se recusa a encerrar o conflito. O Presidente ucraniano destacou que Kiev aceitava o cessar-fogo proposto pelos EUA, em contraste com a Rússia, que, segundo ele, busca prolongar as negociações. Zelensky ressaltou que cada dia de guerra resulta em vidas perdidas e concluiu que a influência americana é crucial para levar Putin à mesa de negociações.
    • Trump manifestou otimismo sobre a possibilidade de resolver o conflito na Ucrânia, enfatizando que, embora a situação dos soldados ucranianos, alegadamente cercados, seja precária, as negociações recentes foram positivas. Trump também apelou diretamente a Putin para que poupe as vidas dos militares ucranianos.
    • Os conselheiros de segurança nacional da França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos reuniram-se na Casa Branca para discutir um potencial acordo de cessar-fogo na Ucrânia. Estas conversações surgem enquanto o Kremlin mantém contactos regulares com Washington, sinalizando algum otimismo nas relações bilaterais. A reunião visava explorar a possibilidade de um cessar-fogo, que tem sido debatido entre Kiev, Moscovo e Washington.
    • Portugal, sob a liderança do ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Rangel, reafirma o seu compromisso em apoiar a Ucrânia. Durante a visita a Kiev, Rangel destacou o contributo potencial de Portugal na reconstrução da Ucrânia pós-conflito, sublinhando o uso do “soft power” português para influenciar e apoiar um eventual processo de paz, bem como a vontade de Portugal em participar na reconstrução e nas negociações de paz.

    [Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua este sábado a acompanhar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia — pode segui-los aqui.

    Luís Montenegro participa em reunião convocada por Londres sobre plano de paz na Ucrânia

  • Portugal junta-se a conferência virtual de 25 países para discutir apoio à paz

    Líderes de 25 países, entre os quais Portugal, vão participar no sábado numa conferência virtual organizada pelo Reino Unido para discutir como é que podem contribuir para os esforços de paz na Ucrânia.

    O encontro, por videoconferência, pretende “aprofundar a forma como os países pretendem contribuir” para a coligação de países dispostos a participar numa força de manutenção de paz caso seja alcançado um cessar-fogo, avançou o Governo britânico num comunicado.

    A reunião também vai atualizar os presentes com informação e progressos alcançados na reunião dos chefes de Estado-Maior realizada em Paris na terça-feira e sobre a mobilização de mais ajuda militar à Ucrânia.

  • Quatro feridos em ataque russo a edifício residencial na cidade natal de Zelensky

    Um ataque com um míssil atingiu um edifício residencial em Kryvyi Rih, a cidade natal do Presidente da Ucrânia.

    Segundo a Sky News, o governador regional Serhiy Lisak avançou que o ataque fez quatro feridos.

    A cidade natal de Zelensky tem sido um alvo dos ataques russos ao longo dos três anos de conflito.

  • Zelensky agradece orações de diferentes religiões

    Volodymyr Zelensky destacou hoje, no seu habitual discurso diário, duas conversas que teve com o cardeal Parolin, secretário de Estado do Vaticano, e com o pastor evangélico Franklin Graham, presidente da igreja fundada pelo seu pai, Billy Graham. A ambos, o Presidente ucraniano agradeceu “as orações pela paz”.

    Zelensky destacou ainda a sua chamada com o Presidente francês. “Emmanuel, como sempre, tem um conhecimento claro de todos os detalhes e oferece boas ideias”, elogiou o Chefe de Estado ucraniano.

  • Trump diz que estava "a ser sarcástico" quando disse que poria fim à guerra em 24 horas

    Donald Trump falou sobre o processo de paz na Ucrânia num excerto de uma entrevista com Sharyl Attkisson — a entrevista na íntegra será transmitida na FOX26 no domingo de manhã. O Presidente diz que o diálogo com Vladimir Putin está a “correr bem”, mas que haverá mais detalhes na segunda-feira. Questionado sobre o que acontecerá se Moscovo recusar o acordo, Trump responde que “serão más notícias para o mundo”.

    O Presidente corrigiu ainda a sua promessa da campanha eleitoral, em que disse que poria fim à guerra em 24 horas. “Eu estava a ser um bocadinho sarcástico quando disse isso. O que eu queria dizer era que eu podia resolver isso e acho que vou ser bem-sucedido”, justificou.

  • Conselheiros de segurança nacional de França, Alemanha e Reino Unido fazem viagem de última hora para Washington

    Os conselheiros de segurança nacional de França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos reúnem-se hoje na Casa Branca, avançaram fontes diplomáticas ao jornal alemão Die Welt. A informação também foi avançada pelo Politico.

    A reunião de Mike Waltz com Emmanuel Bonne, Jens Plötner e Jonathan Powell foi uma decisão de última hora — os três europeus só viajaram para Washington hoje. Em cima da mesa deverá estar o acordo de cessar-fogo para a guerra na Ucrânia que, até agora, tem sido discutido apenas entre Kiev, Moscovo e Washington, sem a intervenção europeia.

  • Kremlin: EUA e Rússia mantêm contacto regular através de vários canais

    O conselheiro de política externa do Kremlin declarou hoje que Vladimir Putin tem prestado atenção a todos os temas que foram postos em cima da mesa desde que os contactos com a Casa Branca foram retomados, sob a administração Trump.

    Além disso, o contacto entre Washington e Moscovo é regular e feito através de vários canais, ressalvou Yuri Ushakov, em declarações citadas pela agência estatal russa TASS.

  • Depois de encontro com Rangel, Zelensky agradece apoio português

    O Presidente ucraniano partilhou nas redes sociais um vídeo da sua reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Paulo Rangel. Não se tratou de um encontro bilateral: a ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria também foi recebida por Volodymyr Zelensky.

    “Estamos agradecidos pela assistência ao nosso povo na luta pela liberdade, o apoio consistente no caminho da Ucrânia para a UE e na atitude calorosa para as pessoas que encontraram refúgio nestes países”, escreveu o Chefe de Estado ucraniano.

    Para além do tema da Defesa, os três líderes discutiram — tal como o MNE já tinha relatado — o apoio internacional para a reconstrução de escolas, criação de abrigos, reconstrução das infraestruturas energéticas e iniciativas humanitárias.

  • Macron quer que russos aceitem a proposta dos EUA para um cessar-fogo

    Na rede social X, o Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou a que o homólogo russo, Vladimir Putin, aceite a proposta “americano-ucraniana” dos EUA para um cessar-fogo de 30 dias numa publicação na rede social X.

    “A agressão russa na Ucrânia tem de acabar. As atrocidades têm de acabar. As táticas de adiamento também”, escreveu Macron, onde informou que falou com Starmer e Zelensky sobre os resultados da reunião entre EUA e Ucrânia.

  • Putin apelou a que tropas ucranianas em Kursk se rendam, depois de pedido de Trump

    O Presidente russo Vladimir Putin apelou ao rendimento das tropas ucranianas, acrescentando que estava “solidário” com o apelo de Trump a que os soldados de Kiev sejam poupados, em declarações na televisão do país citadas pelo The Moscow Times.

    “Quero sublinhar que, se depuserem as armas e se renderem, as suas vidas serão garantidas e serão tratados com dignidade, de acordo com o direito internacional e as leis da Federação Russa”, disse Putin, em declarações onde voltou a repetir a alegação de que as forças ucranianas estão cercadas em Kursk, apesar de Kiev negar que esse seja o caso.

  • Rubio volta a avisar: "ambos os lados" vão ter de "fazer concessões"

    Ainda a falar na conferência dos G7, Marco Rubio voltou a dizer que ambos os lados terão de fazer concessões nas negociações, avisando que nem a Rússia, nem a Ucrânia, poderão “atingir os seus objetivos militares maximalistas”.

    “A única forma de acabar com esta guerra é através de um processo de negociações. E as negociações (…) implicam que ambas as partes dêem algo, que ambas as partes façam concessões”, acrescentou o secretário de Estado dos EUA, dizendo que terão de ver “que concessões irão fazer”.

    “Não vamos predeterminar nada, mas é o que vai ser preciso para acabar com a guerra”, sublinhou.

  • Rubio diz estar "cautelosamente optimista" para fim da guerra na Ucrânia depois de "conversa positiva" de Witkoff com Putin

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse depois da conferência dos G7 que estava “cautelosamente otimista” face a um fim da guerra na Ucrânia depois da conversa entre o enviado dos EUA Steve Witkoff e o Presidente russo Vladimir Putin.

    Apesar de reconhecer que foram dados alguns “passos” para o fim da guerra, Rubio afirmou que esta é “uma situação difícil e complexa” e que resolvê-la “não será fácil”.

    “Examinaremos mais de perto a posição russa e o Presidente determinará então quais são os próximos passos”, acrescentou o secretário.

  • Zelensky pede "pressão" norte-americana para levar Putin a negociar

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma série de publicações na rede social X a pedir para que os EUA coloquem “pressão” na Rússia, que diz que é o país “que não quer parar a guerra”.

    “Não queremos brincar com a guerra. Cada dia de guerra significa perder a vida do nosso povo – a coisa mais valiosa que temos”, disse Zelensky, sublinhando que concordou imediatamente com a proposta de cessar-fogo dos EUA, ao passo que a Rússia “vai tentar arrastar toda a gente para discussões intermináveis”.

    “Ontem, ouvimos Putin apresentar algumas condições que mostram claramente que ele não quer um cessar-fogo. Ele precisa de guerra – isto sempre foi óbvio, e é óbvio agora”, acusou Zelensky, sublinhando o papel nos EUA para fazerem com que a Rússia se sente verdadeiramente na mesa de negociações.

    “Putin não acabará com a guerra sozinho. Mas a força da América é suficiente para o fazer acontecer”, concluiu o Presidente ucraniano.

  • "Rússia não tem problema em violar acordos"

    O historiador Bruno Cardoso Reis acredita que Trump gosta de declarar vitória de forma fácil. O comentador sublinha que as sanções não são a melhor ferramenta para dissuadir Putin.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “Rússia não tem problema em violar acordos”

  • Ucrânia diz estar "pronta a assinar" acordo de minerais e que EUA "ainda estão a decidir"

    A vice-primeira-ministra ucraniana Olha Stefanishyna diz que o país está preparado para assinar o acordo sobre os minerais mas que os EUA ainda estão a pensar sobre os últimos termos finais.

    “A parte americana ainda não decidiu os termos em que pretende assinar o acordo. A Ucrânia está pronta a assinar”, afirmou a representante, citada pela Sky News.

  • Rangel foi recebido em Kiev por Volodymyr Zelensky

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, foi recebido em Kiev pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a sua visita oficial ao país, informou o ministério.

    Na rede social X, o ministério publicou fotos do encontro entre ambos, a que chamou de “momento alto da visita”.

    “Na agenda: o papel da Ucrânia e da Europa nas negociações de paz; o apoio militar e político de Portugal; o convite para envolvimento na educação e na reconstrução”, lê-se.

  • Ucrânia nega que tropas do país em Kursk estejam cercadas

    O Estado Maior das Forças Armadas ucranianas negaram os relatos, ecoados por Putin e Trump de que as forças do país na região de Kursk estarão cercadas.

    “As notícias sobre o alegado cerco do inimigo às unidades ucranianas na região de Kursk são falsas e estão a ser criadas pelos russos para fins políticos e para pressionar a Ucrânia e os seus parceiros”, afirmou o Estado-Maior num comunicado citado pela Sky News.

    “Os nossos soldados estão a repelir a ofensiva do inimigo e a infligir danos de fogo eficazes com todos os tipos de armas”, acrescentaram os militares em comunicado.

  • "Trump. "Há uma hipótese muito boa de esta guerra, finalmente, terminar"

    “Há uma hipótese muito boa de esta guerra, finalmente, terminar“, afirmou Donald Trump nesta sexta-feira, nos primeiros comentários públicos depois de o seu enviado especial, Steve Witkoff, se ter reunido com Vladimir Putin.

    Na rede social Truth Social, o Presidente dos EUA qualificou como “muito boas e produtivas” as conversações tidas na véspera, o que lhe dá confiança de que esta guerra “sangrenta e horrível” possa ser terminada.

    Porém, Trump salienta, em maiúsculas, que “milhares” de tropas ucranianos estão “completamente cercados” pelos militares russos – e estão, por isso, “numa situação muito vulnerável”. “Pedi fortemente a Putin que as suas vidas sejam poupadas”, afirmou Trump.

  • G7 pede a Rússia que aceite cessar-fogo admitido pela Ucrânia

    Os diplomatas do G7 chegaram a acordo sobre a redação de um comunicado final que terá como objetivo mostrar união entre os seus membros, após várias semanas marcadas por tensões comerciais e geopolíticas relacionadas com as posições assumidas por Donald Trump. Sobre a guerra na Ucrânia, aplaude-se a disponibilidade de Kiev para um cessar-fogo imediato e insta-se a Rússia a dar a sua aprovação.

    As mensagens presentes nesta carta correspondem, segundo a agência Reuters, ao último rascunho na elaboração do documento – falta, agora, a “luz verde” por parte dos governantes deste que é o grupo dos sete países mais industrializados do mundo.

    Na carta lê-se que a Rússia deve aceitar um cessar-fogo em termos iguais aos que foram aceites pela Ucrânia – e deve, também, cumpri-lo.

    Os ministros do G7 – Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e EUA, juntamente com a União Europeia – reuniram-se na remota cidade turística de La Malbaie, situada nas colinas do Quebeque, no Canadá.

    Também se debateu a possibilidade de aplicar maiores sanções e impor mais custos à Rússia caso o cessar-fogo não seja obtido. Admite-se, também, que a Ucrânia receba mais apoio por parte dos países do G7.

    A elaboração de uma declaração final que recebesse o acordo de todas as partes foi difícil, diz a Reuters, devido às disputas sobre a linguagem referente à Ucrânia, ao Médio Oriente e ao desejo de Washington de uma formulação mais dura em relação à China.

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