Momentos-chave
- Barco em que seguia Miguel Duarte foi intercetado. Ainda há 31 barcos da flotilha a navegar
- Até às 00h20, foram intercetados nove dos 44 barcos da flotilha
- Mais de 30 barcos continuam a caminho de Gaza, relata o jornalista do El País a bordo da flotilha
- Flotilha Humanitária em Portugal marca ações de protesto pelo país para esta quinta-feira
- "Fui raptada". Sofia Aparício deixa vídeo após ser detida pelas forças de Israel
- Afinal, barco onde segue Miguel Duarte ainda não foi intercetado
- Rangel diz que Mortágua fez "afirmação juridicamente errada" sobre Portugal violar Direito Internacional
- Rangel sobre o contacto com Israel: "Dentro das circunstâncias com as quais não concordamos estamos a ter uma relação profissional correta"
- Rangel avança que membros da flotilha devem chegar a porto israelita às 8h00. Diz que celebração judaica pode atrasar saídas de Israel
- Ministro diz que Portugal tinha pedido ao governo italiano para receber portugueses na flotilha
- Paulo Rangel diz que portugueses a bordo da flotilha "nem sempre o disseram, mas sempre foram acompanhados" pelo MNE
- Israel mostra Greta Thunberg detida a interagir com soldado israelita. Diz que navios da flotilha foram intercetados em segurança
- MNE diz que Serviços Consulares da Embaixada de Portugal em Telavive já contactaram "um dos portugueses em alto mar"
- "Muito provavelmente fui levada contra a minha vontade". A mensagem que Mariana Mortágua deixou gravada antes de ser detida
- Marcelo diz ter garantia do Governo de que vai ser prestado "todo o apoio consular aos compatriotas detidos" por Israel
- O que aconteceu aos ativistas que seguiam no Madleen, o navio que em junho tentou chegar a Gaza?
- Ativista Miguel Duarte também foi detido pelas forças israelitas
- "Vocês estão numa zona de guerra". A mensagem que Israel enviou por rádio aos ativistas da flotilha
- Ministro da Defesa italiano diz que tripulantes da flotilha vão para Israel para depois serem expulsos
- Mariana Mortágua e Sofia Aparício "foram detidas por Israel", avança Joana Mortágua
- Bloco de Esquerda faz conferência de imprensa na quinta-feira sobre "assalto" à Flotilha Humanitária
- Barco em que seguia Sofia Aparício também foi intercetado
- "Ponham as mãos ao ar". Mortágua disse que o barco em que segue foi abordado e pouco depois atirou telemóvel à água
- "Não percebemos onde estão". Mariana Mortágua suspeita que barco em que segue está a ser cercado
- Jornalista do El País a bordo da Flotilha diz que segundo barco, que transporta grupo de veteranos norte-americanos, foi cercado
- Mortágua diz que Alma foi intercetado e que os seus ocupantes foram retirados da embarcação
- Mortágua diz que não há para já "registo de ataque nem de subida a bordo"
- Governo português pede a Israel que se abstenha de violência contra flotilha
- Miguel Duarte diz que flotilha está rodeada de "vinte embarcações que se recusam a identificar via rádio"
- Flotilha humanitária já detetou embarcações não identificadas a seis milhas. Interceção israelita estará próxima
- Brasil aplaude iniciativa de Trump para terminar conflito em Gaza
- Israel Katz avisa que "quem ficar em Gaza", vai ser um "terrorista ou apoiante do terrorismo"
- Governo fez o que o que lhe competia na gestão da flotilha, diz Mariana Leitão
- Flotilha Global já ultrapassou o ponto onde o navio Madleen foi intercetado
- Mortágua recusa que flotilha entregue a ajuda humanitária "ao estado que está a cometer genocídio" para evitar risco de viajar
- Sánchez: "Flotilha não é uma ameaça para Israel"
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel pede a flotilha que não continue viagem até Gaza
- Raimundo acusa Montenegro de estar vergado perante “as loucuras” de Trump
- Joana Mortágua e Rui Tavares insistem que “não se tirem os olhos” da flotilha em fase mais crítica
- Amnistia Internacional defende a proteção da flotilha
- IDF estão "a apertar o cerco à Cidade de Gaza", diz ministro da Defesa. "É a última oportunidade" para residentes saírem
- Flotilha está a 118 milhas náuticas de Gaza. Estão a oito milhas de onde o Madleen foi intercetado
- Flotilha. Montenegro defende que Portugal "fez o que era adequado" e apela à "calma para que não haja nenhum acidente"
- Itália e Grécia pedem a Israel para não magoar ativistas a bordo da flotilha
- "É insuportável o que Netanyahu está a fazer com Gaza e com a Cisjordânia", diz António Costa
- Flotilha. Facas usadas para "pôr manteiga no pão" foram deitadas ao mar para que Israel não pudesse acusar tripulação de estar armada
- Flotilha com chegada prevista a Gaza amanhã. Têm "entre 20 a 22 horas de navegação" até lá
- Ministro espanhol frisa que governo "não vai colocar barco espanhol em águas que Israel declarou serem exclusivas"
- Israel terá mobilizado cerca de 500 polícias para porto de Ashdod devido à aproximação da flotilha humanitária
- IDF vão bloquear estrada quer permite acesso à Cidade de Gaza
- Ativista Thiago Ávila diz que navio militar israelita "intimidou" embarcações da flotilha
- “Navios não identificados” aproximam-se da flotilha de Gaza
Histórico de atualizações
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O liveblog desta quarta-feira fica por aqui. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a situação no Médio Oriente, com foco para a ofensiva israelita na Faixa de Gaza neste novo artigo em direto.
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Barco em que seguia Miguel Duarte foi intercetado. Ainda há 31 barcos da flotilha a navegar
De acordo com Joana Mortágua, no Instagram, o barco em que Miguel Duarte seguia, o Morgana, também foi intercetado.
“A nossa delegação está toda detida pelo exército israelita”. Na app da Flotilha Humanitária, o Morgana surge assinalado como “intercetado”. São agora 13 as embarcações paradas por Israel, sobram ainda 31 barcos.
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Até às 00h20, foram intercetados nove dos 44 barcos da flotilha
Até às 00h20 desta quinta-feira, foram intercetados nove dos 44 barcos que compõem a flotilha que está a caminho de Gaza.
Adara (onde seguia Mariana Mortágua), Alma (onde iam Greta Thunberg e Thiago Ávila), Aurora, Dir yassine, Grande Blu, Huga, Sirius (onde estava Sofia Aparício), Spectre e Yulara são as embarcações que foram intercetadas pelas forças israelitas, de acordo com o site Global Sumud Flotilla Tracker.
O barco Morgana, onde segue o ativista português Miguel Duarte, continua a navegar em direção à Faixa de Gaza.
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Mais de 30 barcos continuam a caminho de Gaza, relata o jornalista do El País a bordo da flotilha
Carlos de Barrón, o jornalista do El País a bordo da Flotilha, informou que mais de 33 barcos “continuam a navegar lentamente em direção a Gaza”.
Os barcos “estão a apenas a 96 quilómetros da costa, mas no horizonte podem ser vistos vários navios militares israelitas parados, a formar um bloqueio naval“, relata Barrón.
O jornalista espanhol diz, ainda, que os passageiros detidos foram transferidos para um “grande navio militar”, de onde serão levados para Israel.
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Flotilha Humanitária em Portugal marca ações de protesto pelo país para esta quinta-feira
A organização Flotilha Humanitária em Portugal marcou para esta quinta-feira, dia 2 de outubro, várias ações “urgentes” de protesto pela “libertação dos cidadãos portugueses”, pelo “fim do cerco ilegal [a Gaza]” e pelas “sanções efetivas a Israel”.
Veja o calendário das manifestações agendadas:
- Aveiro, 18h, Praça da República;
- Braga, 19h, Chafariz;
- Castelo Branco, 18h30, em frente à Câmara Municipal;
- Coimbra, 18h, Praça 8 de Maio;
- Faro, 18h30, rotunda do Fórum Algarve;
- Lisboa, 18h, em frente à Embaixada de Israel;
- Porto, 19h, Praça D. João I (Rivoli);
- Setúbal, 18h30, Praça du Bocage;
- Viseu, 18h, rua Dom António Alves Martins.
“Convidamos todas as pessoas solidárias com a Palestina, defensoras da paz e dos direitos humanos e todas e todos os cidadãos indignados com este ataque a juntarem-se a nós neste protesto”, lê-se na publicação que a organização fez no Instagram.
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"Fui raptada". Sofia Aparício deixa vídeo após ser detida pelas forças de Israel
À semelhança de Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício também deixou uma mensagem gravada caso o barco onde seguia fosse intercetado pelas forças israelitas.
“Olá. Se estão a ver este vídeo é porque o barco em que sigo da missão humanitária Global Sumud Flotilla, o barco Sirius, foi intercetado e fui levada contra a minha vontade pelas forças de Israel. Fui raptada”, diz a atriz no vídeo que foi publicado na sua página do Instagram.
“O que vos peço é que façam pressão no Governo português para que eu, a Mariana Mortágua e o Miguel Duarte — assim como todos os membros desta missão humanitária — sejam libertados e levados em segurança para casa”.
Sofia Aparício conclui o vídeo a dizer: “Não se esqueçam. Juntos somos mais fortes. A mobilização popular tem muita força”.
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Afinal, barco onde segue Miguel Duarte ainda não foi intercetado
O ativista Miguel Duarte acabou de publicar um vídeo no seu Instagram no qual diz que o barco onde segue, o Morgana, ainda não foi intercetado pelas forças de Israel.
“Ainda não fomos intercetados. Alguns dos navios já foram, nomeadamente os principais — o Alma foi logo o primeiro. Vários navios já foram intercetados, mas a esmagadora maioria ainda não”, diz.
“Continuamos a seguir. Há muitos barcos da marinha israelita. Atira-nos com canhões de água, fazem manobras perigosas perto dos nossos navios, mas continuamos a caminho de Gaza”, relata.
O ativista diz, ainda, que o barco onde segue pode ser intercetado a qualquer momento.
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Rangel diz que Mortágua fez "afirmação juridicamente errada" sobre Portugal violar Direito Internacional
Paulo Rangel afirma ainda que ouviu uma “afirmação que é juridicamente errada”, dita pela deputada Mariana Mortágua, que disse que “Portugal, por ter reconhecido a Palestina, estava a violar o Direito Internacional” por nada fazer em relação ao bloqueio da flotilha.
Explica que como era Itália que seguia a flotilha e que recusou acompanhá-los no final das águas internacionais e por ser um Estado que não reconhece a Palestina, não existe violação do Direito Internacional.
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Rangel sobre o contacto com Israel: "Dentro das circunstâncias com as quais não concordamos estamos a ter uma relação profissional correta"
O ministro Paulo Rangel destaca a “situação muito delicada e de risco”, mas que está confiante que corra bem. “Mas temos que ter muita cautela e temos de ter fairplay”, acrescentou.
Destaca a colaboração com as autoridades israelitas. “Dentro das circunstâncias com as quais não concordamos estamos a ter uma relação profissional correta”, afirma Rangel.
O ministro diz estar confiante de que não existe risco de o regresso não correr bem. Mas diz sobre os ativistas portugueses: “Respeitamos profundamente a liberdade, mas ela implica responsabilidade individual.”
Nega ainda que esta situação coloque em causa a relação diplomática com Israel. “Estamos muito encorajados com este passo que deu o Presidente Trump e que foi acompanhado por Benjamin Netanyahu. “Queremos é que se ponha termo a esta guerra”, apela ainda.
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Rangel avança que membros da flotilha devem chegar a porto israelita às 8h00. Diz que celebração judaica pode atrasar saídas de Israel
O ministro dos Negócios Estrangeiros avançou que os membros da flotilha humanitária deverão “chegar às 8h00 horas da manhã” ao porto israelita indicado. “Amanhã já teremos informação de que horas que chegaram e como estão”, diz ainda.
Depois refere que tudo será feito para acelerar a retirada dos portugueses, mas refere a celebração do Yom Kippur, que se celebra desde a noite de hoje até à noite de amanhã. “Este é um dos tempos mais sagrados judaicos”, refere.
“Poderemos ter aqui uma janela para que na sexta de manhã consigamos que o nosso cônsul possa estar com os nossos compatriotas”, afirma ainda.
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Ministro diz que Portugal tinha pedido ao governo italiano para receber portugueses na flotilha
Paulo Rangel diz que o ministério dos Negócios Estrangeiros “manteve contacto regular com todos ou com representantes deles”. “Pedimos que aceitassem a proposta do governo italiano para não deixarem as águas internacionais e entregarem a ajuda humanitária no Chipre”, acrescentou o ministro.
Nega que o Estado português tenha ignorado a flotilhas, mas destaca que “estes cidadãos foram no exercício da sua liberdade individual”.
Informou ainda que as “duas fragatas que acompanharam a flotilha em águas internacionais [italianas] — estavam disponíveis para receber [os portugueses] “. “Portugal fez o pedido ao governo italiano”, informa.
“Desde o início que a embaixada e os seus serviços consulares estiveram em contacto diário com as autoridades israelitas. Depois do comunicado que saiu as autoridades israelitas indicaram-nos o sítio para onde as pessoas seriam levadas e para onde os podíamos visitar para tratar do repatriamento”, acrescentou o ministro.
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PS diz que Estado tem dever de dar apoio consular e garantir segurança de portugueses
O PS manifestou hoje preocupação com a detenção de portugueses da flotilha humanitária para Gaza pelas autoridades israelitas, considerando que o Estado tem a obrigação de dar apoio consular e garantir segurança, independentemente de qualquer “apreciação política”.
“O PS acompanha com preocupação os desenvolvimento que têm vindo a público. É fundamental que o Estado exerça os seus deveres para com os cidadãos portugueses e concentrar-se e focar-se no apoio consular e nos deveres de Estado de acompanhamento de cidadãos nacionais, garantindo a sua plena segurança”, disse, em declarações à Lusa, o dirigente e deputado do PS João Torres.
Para o socialista, esta é a “obrigação do estado português” e em causa “não está sequer o motivo ou qualquer apreciação política que o Governo ou qualquer cidadão possa ter sobre a iniciativa em si da flotilha”.
“O estado tem deveres de proteção de cidadãos nacionais e é fundamental que eles sejam acionistas e essa é a dimensão que o Estado deve assegurar de forma neutra a qualquer cidadão português”, apelou.
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Paulo Rangel diz que portugueses a bordo da flotilha "nem sempre o disseram, mas sempre foram acompanhados" pelo MNE
Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que os três cidadãos a bordo da Flotilha Humanitária para Gaza “como qualquer cidadão que esteja em dificuldade no estrangeiro têm direito a proteção diplomática”. “Eles nem sempre o disseram, mas sempre foram acompanhados”, garantiu em declarações à RTP3.
“Estavam três cidadãos portugueses a bordo, como já era conhecido, era o facto público notório. Neste momento não podemos certificar se já foram todos detidos e retirados da embarcação. Um deles foi contactado pelo ministério em alto mar”, acrescentou.
E revelou ainda: “Quando houve o incidente em Tunes, com drones, o embaixador português na Tunísia foi ao hotel onde eles estavam e a pedido deles foi visitar o barco.”
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Israel mostra Greta Thunberg detida a interagir com soldado israelita. Diz que navios da flotilha foram intercetados em segurança
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acaba de publicar um vídeo na rede social X em que se vê Greta Thunberg a interagir com um soldado israelita. Ele entrega-lhe um casaco e o que parece ser uma garrafa de água. “A Greta e os seus amigos estão seguros e saudáveis”, afirma, em tom irónico, o ministério israelita.
Already several vessels of the Hamas-Sumud flotilla have been safely stopped and their passengers are being transferred to an Israeli port.
Greta and her friends are safe and healthy. pic.twitter.com/PA1ezier9s— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) October 1, 2025
“Vários navios da flotilha Hamas-Sumud já foram detidos em segurança e os seus passageiros estão a ser transferidos para um porto israelita”, informa ainda o Governo.
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MNE diz que Serviços Consulares da Embaixada de Portugal em Telavive já contactaram "um dos portugueses em alto mar"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa, através de um comunicado, que os serviços consulares portugueses em Israel já conseguiram “contactar um dos portugueses em alto mar”, reforçando-lhe que Portugal está alerta e “totalmente disponível para prestar todo o apoio”.
“Os Serviços Consulares da Embaixada de Portugal em Telavive estão em contacto regular há vários dias com as autoridades israelitas a quem solicitaram reiteradamente que os cidadãos nacionais a bordo da flotilha sejam tratados com dignidade, sem violência e em respeito dos seus Direitos Humanos individuais”, informa ainda.
Os mesmos serviços solicitaram ainda que, logo que possível, sejam informados do seu estado e do local onde serão detidos, para ser prestada a devida protecção diplomática e consular.
“As autoridades israelitas garantiram ser sua sua intenção tratar as pessoas com toda a dignidade e sem recurso a violência, tendo explicado que a operação de abordagem levará algum tempo, dado o elevado número de embarcações e que, na primeira oportunidade, nos será permitido visitar os cidadãos nacionais que integram a flotilha”, detalha ainda o Governo.
“Desde o início da missão houve sempre um acompanhamento dos portugueses que integram a flotilha, incluindo apoio diplomático em Tunes”, alega ainda o ministério, que diz que a “protecção consular esteve sempre garantida, como se referiu desde o primeiro momento”.
“É de todos conhecido o acompanhamento que, a pedido do Governo português, foi feito pela frota italiana, e a alternativa para a entrega efetiva da ajuda humanitária”, garante-se ainda.
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"Muito provavelmente fui levada contra a minha vontade". A mensagem que Mariana Mortágua deixou gravada antes de ser detida
“Olá, sou a Mariana Mortágua e se estão a ver este vídeo é porque o meu barco, que se chama Adara, e que faz parte de uma missão humanitária até Gaza foi intercetado ou atacado pelas forças israelitas”, começa por afirmar a líder do Bloco de Esquerda num vídeo que foi publicado no Instagram após a sua detenção.
“Muito provavelmente fui levada contra a minha vontade para uma detenção por essas forças israelitas, agindo contra a lei internacional. Se for esse o caso peço-vos que contactem o Governo português para que faça todos os esforços para garantir a libertação não só minha, mas da Sofia Aparício, do Miguel Duarte e de todos os participantes”, apela ainda.
A líder do Bloco apela à mobilização “para acabar com o genocídio e contra a impunidade de Israel”.
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Marcelo diz ter garantia do Governo de que vai ser prestado "todo o apoio consular aos compatriotas detidos" por Israel
O Presidente da República acaba de publicar uma nota no site da Presidência da República a informar que “confirmou junto do Governo, que será assegurado, através da nossa Embaixada em TelAviv, todo o apoio consular aos compatriotas detidos, como é de regra, e em particular quando implica titulares de órgãos de Soberania, bem como todo o apoio ao regresso a Portugal”.
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O que aconteceu aos ativistas que seguiam no Madleen, o navio que em junho tentou chegar a Gaza?
Em junho deste ano, também Madleen, um navio da organização Flotilha da Liberdade que pretendia quebrar o bloqueio israelita sobre Gaza, foi intercetado antes de chegar ao enclave palestiniano.
Após Telavive ter desviado o navio e os ativistas terem sido transportados para o porto de Ashdod, o ministro da Defesa de Israel deu instruções às forças israelitas para “mostrar aos passageiros o vídeo dos horrores do massacre de 7 de outubro“.
As autoridades israelitas disseram, posteriormente, aos 12 passageiros do Madleen (seis voluntários franceses, um neerlandês, um turco, uma sueca, um brasileiro, uma alemã e um espanhol) para regressarem aos seus países.
Quatro dos passageiros (entre eles a ativista sueca Greta Thunberg) aceitaram ser deportados após a interceção do navio pelo exército israelita. Os restantes recusaram-se a assinar a deportação voluntária e foram detidos e levados a tribunal para ratificar as ordens de expulsão, uma vez que, segundo a lei israelita, quando uma pessoa recebe ordens de deportação é detida durante 72 horas ou mais antes de ser expulsa do país.
Com Lusa
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Ativista Miguel Duarte também foi detido pelas forças israelitas
O dirigente do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, acaba de avançar, em declarações à SIC Notícias, que Miguel Duarte, ativista que seguia no barco Morgana na Flotilha Humanitária, também foi detido pelas autoridades israelitas.
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"Vocês estão numa zona de guerra". A mensagem que Israel enviou por rádio aos ativistas da flotilha
“Vocês estão a entrar numa zona de guerra ativa. Se tentarem romper o bloqueio naval, apreenderemos e confiscaremos as vossas embarcações, e vocês serão totalmente responsabilizados pelas vossas ações”, ouviu-se via rádio a ser transmitido ao barco Alma, o primeiro da Flotilha Humanitária a caminho de Gaza a ser intercetado. A mensagem completa é citada pela estação pública de televisão italiana RAI.
O vídeo, gravado a bordo da embarcação, foi partilhado nas redes sociais da Flotilha, juntamente com a mensagem: “Israel está prestes a cometer um novo crime de guerra”.
Thiago Ávila, a bordo do barco que estava a ser interpelado por Israel, respondeu: “Vocês dizem que estamos a entrar numa zona de guerra ativa, nós dizemos que estamos prestes a entrar numa zona onde crimes de guerra que estão a ser cometidos. Isso é contra o direito internacional.”
Ávila continuou: “Levamos alimentos, ajuda humanitária, filtros de água, canadianas, leite em pó para bebés, às pessoas que vocês têm morto à fome.”