Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia!

    Terminamos aqui a cobertura da situação no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira no liveblog que agora abrimos.

    Cargo de presidente do Conselho da Paz é, “em teoria, para a vida”, diz Donald Trump

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou a necessidade do Irão em cessar o seu programa nuclear, ameaçando com novos ataques caso isso não ocorra. As declarações surgem no contexto de tensões internacionais após um ataque às infraestruturas nucleares iranianas em junho de 2025. Trump destacou ainda a continuidade das sanções aos países que mantiverem relações comerciais com o Irão.
    • O Conselho de Paz, uma iniciativa liderada por Trump, busca reunir diversas nações para promover esforços de paz no Médio Oriente, mas enfrenta divisões. Noruega, Suécia e França recusaram integrar o Conselho, enquanto Rússia aceitou, sinalizando divisões na aceitação do projeto. Este conselho tem como objetivo central promover estabilidade e paz na Faixa de Gaza, contando com membros influentes e controversos.
    • A escalada de violência na região do Médio Oriente continuou com a Força Aérea de Israel a atacar passagens na fronteira entre o Líbano e a Síria, alegando que o Hezbollah usa estas rotas para contrabando de armas. Este ataque faz parte de uma crescente série de confrontos na região, acentuando o ambiente de instabilidade e conflito.
    • Diversos países árabes, como a Arábia Saudita e o Qatar, mostraram-se favoráveis ao envolvimento no Conselho de Paz, enquanto Israel rejeitou a inclusão da Autoridade Palestiniana na gestão de Gaza, levando a que Turquia e Qatar assumissem esse papel. Estas movimentações refletem o complexo xadrez diplomático e as tensões permanentes na região.

  • ONU considera Conselho de Paz “amorfo” e apoia apenas foco em Gaza

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou hoje, através de um porta-voz, que o Conselho de Paz criado por Washington para Gaza é, por enquanto, “amorfo”, enfatizando que o apoio ao órgão é “estritamente” pelo trabalho no enclave.

    “O Conselho de Paz, em termos do que vai fazer, continua amorfo. Teremos que ver o que fará. Estamos a manter-nos fiéis ao nosso programa. A ONU tem a sua Carta, uma longa história de conquistas e um amplo conjunto de tarefas que devemos cumprir constantemente, e é isso que estamos a fazer”, disse o porta-voz adjunto de Guterres, Farhan Haq, na sua conferência de imprensa diária em Nova Iorque.

    No entanto, Haq salientou hoje que o Conselho de Segurança apoiou o Conselho de Paz “estritamente para o trabalho em Gaza” e enfatizou que o órgão “continua a cumprir essa resolução”.

    O porta-voz também afirmou que a ONU “não está preocupada com outras organizações” e destacou que, durante os seus 80 anos de existência, existiram inúmeras entidades que coexistiram com a ONU.

  • Noruega, Suécia e França recusam convite de Trump

    Noruega, Suécia e França não aceitaram o convite feito por Donald Trump, Presidente dos EUA, para integrarem o Conselho de Paz, relata a AP, que diz que “não ficou imediatamente claro quantos países aceitariam” e que “um responsável da Casa Branca afirmou que cerca de 30 países deverão aderir e que aproximadamente 50 foram convidados“.

    Outros dois responsáveis norte-americanos que falaram também sob condição de anonimato à mesma agência, para descrever planos internos ainda não tornados públicos, afirmaram que cerca de 60 países tinham sido convidados, mas que apenas 18 tinham até ao momento confirmado a sua participação.

  • Turquia e Qatar assumem gestão da Faixa de Gaza no lugar da Autoridade Palestiniana

    Um alto diplomata árabe afirmou ao The Times of Israel que a recusa de Israel em permitir que a Autoridade Palestiniana desempenhe um papel na gestão de Gaza no pós-guerra foi o que levou a Turquia e o Qatar a preencherem esse vazio.

    O mesmo diplomata refere que países árabes como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita estavam mais abertos ao envolvimento e investimento em Gaza.

    Israel rejeitou qualquer papel da Autoridade Palestiniana em Gaza, comparando o organismo sediado em Ramallah ao Hamas e insistindo que este tem de passar por reformas significativas, cita o mesmo jornal.

  • Trump confirma que Putin integrará Conselho de Paz. "Ele aceitou"

    Donald Trump revelou que o Presidente russo, Vladimir Putin, aceitou o seu convite para integrar o Conselho da Paz, avança o The Times of Israel.

    “Tenho algumas pessoas controversas nesse conselho, mas são pessoas que fazem o trabalho. São pessoas que têm uma influência enorme”, afirmou Trump aos jornalistas no Fórum Económico Mundial, em Davos. “Queremos todas as nações onde as pessoas têm controlo e poder”, disse o Presidente dos EUA.

    “Se colocasse apenas bebés no conselho, não haveria grande coisa. Por isso é que foi convidado. E ele aceitou”, disse Trump, referindo-se a Putin.

  • Trump diz que Irão "precisa parar o programa nuclear" e ameaça com novo ataque

    Numa entrevista à rede de televisão CNBC em que revelou detalhes sobre o possível acordo com a NATO acerca da Gronelândia, Donald Trump também fez comentários sobre o Irão, recordando o ataque às infraestruturas nucleares do país em junho. “Precisam parar com o programa nuclear. Se não o fizerem, vai acontecer de novo”.

    Na entrevista, o Presidente norte-americano voltou a falar sobre a alegada intenção do regime iraniano de executar pessoas detidas nos protestos no Irão. “Disse que não o poderiam fazer, que se o fizessem seria feio. Não me lembro bem o que disse, mas foi algo do tipo. E eles cancelaram”. Entretanto, Trump confirmou que a ameaça de sanções a países que continuarem a fazer negócios com o Irão continua.

    O apresentador então questionou o Presidente norte-americano sobre os porta-aviões que se estão a movimentar em direção ao Médio Oriente, e se este deslocamento de ativos militares representa uma possível “ação futura”. “Esperamos que não haja ações futuras. Mas estão a atirar em pessoas indiscriminadamente nas ruas. E isto é algo importante para mim: iam enforcar 837 pessoas, a maioria jovens”, destacou, mais uma vez, o Presidente norte-americano.

    “É um lugar difícil. Temos insistido firmemente para que terminem o programa nuclear”, disse ainda Trump, que então mencionou o ataque a infraestruturas nucleares em junho de 2025. “Teriam uma arma nuclear provavelmente um mês depois, se não fosse o nosso ataque”, disse, reforçando: “Vamos descobrir como estão agora em relação ao programa nuclear. Não o podem ter. Algo que tenho sido muito forte é em insistir que precisam parar com o programa nuclear.” O Presidente norte-americano ainda comparou o ataque ao Irão à recente intervenção na Venezuela e deixou uma ameaça: “Se voltarem com o programa nuclear, vai acontecer de novo”.

  • Putin ordenou à sua diplomacia que “analise” convite de Trump para “Conselho da Paz”

    O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje que ordenou ao seu Ministério dos Negócios Estrangeiros que “estudasse” o convite feito pelo seu homólogo americano, Donald Trump, para integrar o seu ‘Conselho da Paz’, considerado um concorrente da ONU.

    “O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia foi encarregado de estudar os documentos que nos foram transmitidos e de consultar os nossos parceiros estratégicos sobre este assunto”, afirmou Putin durante uma reunião do governo.

    “Só depois disso poderemos responder ao convite que nos foi dirigido”, acrescentou.

  • Força Aérea israelita atinge passagens fronteiriças entre Síria e Líbano, alegando que o Hezbollah as usa para contrabandear armas

    A Força Aérea de Israel atacou, há pouco, quatro passagens terrestres na fronteira entre o Líbano e a Síria, na região norte de Hermel, no Líbano, tendo as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmado que essas rotas eram utilizadas pelo Hezbollah para o contrabando de armas.

    Para além dos ataques às passagens fronteiriças, as IDF referem que um ataque realizado mais cedo hoje, perto de Sidon, matou um contrabandista de armas “importante” do Hezbollah.

    Segundo os militares, citados pelo The Times of Israel, Mohammad Awatsheh esteve envolvido na gestão de transferências de armas para o Hezbollah, “incluindo através de uma empresa de fachada que transportava bens proibidos provenientes de vários países, incluindo o Iraque, a Síria e Estados do Golfo”.

  • Meios de comunicação oficiais iranianos dizem que 3.117 pessoas morreram durante os protestos

    Os meios de comunicação social oficiais do Irão afirmam que 3.117 pessoas morreram durante os protestos que começaram no final de dezembro no mesmo país, cita o The Times of Israel.

    Um comunicado da fundação iraniana para veteranos e mártires, citado pela televisão estatal, indica que 2.427 pessoas desse total, incluindo membros das forças de segurança, são consideradas, segundo o Islão, “mártires”, classificando-as como vítimas “inocentes”.

    Relatórios da oposição apontam para um número muito mais elevado, superior a 12 mil mortos.

  • Arábia Saudita, Qatar e Turquia juntam-se ao Conselho de Paz

    Uma declaração conjunta da Jordânia, dos Emirados Árabes Unidos, da Indonésia, do Paquistão, da Turquia, da Arábia Saudita, do Qatar e do Egito acolheu favoravelmente o convite para integrar o Conselho de Paz do Presidente dos EUA, Donald Trump, adiantam o Haaretz e o The Times of Israel, citando um comunicado conjunto dos diferentes Estados.

    “Os ministros reiteram a afirmação do apoio dos seus países aos esforços de paz liderados pelo Presidente Trump e reafirmam o compromisso dos seus países em apoiar a implementação da missão do Conselho da Paz enquanto órgão de transição”, refere o comunicado.

  • Netanyahu falta à assinatura do Conselho de Paz por receio de detenção

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não irá participar na cerimónia de inauguração do Conselho da Paz, marcada para quinta-feira no Fórum Económico Mundial, devido a preocupações de que a Suíça coopere com mandados de detenção do Tribunal Penal Internacional.

    “Sendo parte do Estatuto de Roma, a Suíça é obrigada a cooperar com o Tribunal Penal Internacional”, declarou o Departamento Federal de Justiça de Israel ao Haaretz.

  • Tesouro dos EUA vai “tomar medidas” contra seis organizações de assistência médica em Gaza devido a alegadas ligações ao Hamas

    O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que está a “tomar medidas” contra seis organizações sem fins lucrativos ligadas ao Hamas, aplicando sanções a grupos que “afirmam prestar cuidados médicos a civis palestinianos, mas que, na realidade, apoiam o braço militar do Hamas”, avança o Haaretz.

    “A Administração Trump não fará vista grossa enquanto a liderança do Hamas e os seus facilitadores exploram o sistema financeiro para financiar operações terroristas”, afirmou John Hurley, subsecretário do Tesouro, citado pelo mesmo meio.

  • Netanyahu pondera encontro com Trump em fevereiro

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está a ponderar deslocar-se a Washington, DC, em fevereiro, com o objetivo de se reunir com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e de participar num evento da AIPAC (Comité Americano de Assuntos Públicos Israelitas), segundo revelou um responsável israelita ao The Times of Israel.

    O mesmo jornal conta que o gabinete de Benjamin Netanyahu optou por não comentar sobre essa possibilidade

  • Papa Leão foi convidado por Donald Trump para integrar o Conselho de Paz

    O Papa Leão XIV foi convidado para integrar o “Conselho de Paz”, criado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.

    “O Papa recebeu um convite e estamos a considerar o que fazer”, contou o cardeal aos jornalistas, noticiou a Reuters. “Acredito que será algo que exigirá um pouco de tempo para reflexão antes de dar uma resposta”, acrescentou.

  • Trump ameaça Hamas: se não se desarmar, grupo será "destruído"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, em Davos, avisou que o Hamas terá de se desarmar. Caso contrário, será “destruído”.

    Donald Trump salientou que é uma missão “que não é fácil”, porque os palestinianos em Gaza “nascem com uma arma nas mãos”.

    De qualquer modo, Donald Trump lembra que o Hamas “concordou” em desarmar-se — e “tem de fazer isso”.

  • Forças israelitas emitem alertas de evacuação em várias cidades do sul do Líbano

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) emitiram, esta quarta-feira, alertas de evacuação aos moradores de várias cidades do sul do Líbano, uma vez que irão atacar infraestruturas do Hezbollah.

    Segundo Avichay Adraee, porta-voz das IDF, “as Forças de Defesa de Israel atacarão a infraestrutura militar pertencente à organização terrorista Hezbollah para combater as tentativas proibidas de reconstruir as suas atividades na área”.

  • Putin reúne-se com Presidente palestiniano esta quinta-feira em Moscovo

    O Kremlin anunciou esta quarta-feira que o líder da Rússia, Vladimir Putin, irá reunir-se com o Presidente da Autoridade Palestinana, Mahmoud Abbas, amanhã em Moscovo.

    A informação foi avançada pelo Kremlin e citada pela agência estatal russa TASS.

  • Kosovo e Egito juntam-se ao Conselho de Paz para Gaza. Suécia nega convite de Trump

    O Kosovo aceitou o convite do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho de Paz para a Faixa de Gaza.

    “Sinto-me profundamente honrada com o convite pessoal do Presidente para representar a República do Kosovo como membro fundador do Conselho da Paz, caminhando lado a lado com os Estados Unidos na busca por um mundo mais seguro”, escreveu a Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, na rede social X.

    Também o Egito irá integrar a organização. O Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio relatou que o Presidente Abdel-Fattah al-Sissi aceitou o convite de Trump.

    O Egito “anuncia que aceitou oo convite e o seu compromisso em cumprir os procedimentos legais e constitucionais pertinentes”, lê-se no comunicado citado pelo Times of Israel.

    Por seu turno, a Suécia junta-se à Noruega e a França e não participará no Conselho da Paz, anunciou o primeiro-ministro, Ulf Kristersson, ao jornalistas durante o Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

  • Irão irá retaliar "com tudo o que tem" caso seja alvo de um novo ataque, avisa ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, emitiu um novo aviso aos Estados Unidos, alertando que a República Islâmica irá retaliará com tudo o que tiver se sofrer um novo ataque.

    Araghchi fez o aviso num artigo de opinião publicado pelo The Wall Street Journal. “Ao contrário da contenção demonstrada pelo Irão em junho de 2025, as nossas poderosas forças armadas não hesitarão em ripostar com tudo o que temos caso sejamos alvo de um novo ataque”, escreveu, referindo-se à guerra de 12 dias iniciada por Israel contra o Irão em junho.

    O “ato performativo” iraniano no Qatar que levou Trump a anunciar o cessar-fogo entre Israel e o Irão

    “Isto não é uma ameaça, mas sim uma realidade que sinto necessidade de transmitir explicitamente, porque, como diplomata e veterano, abomino a guerra”, acrescentou.

    O chefe da diplomacia iraniana disse, ainda, que “um confronto total será certamente feroz e prolongar-se-á muito, muito mais do que os prazos fantasiosos que Israel e os seus aliados tentam vender à Casa Branca. Envolverá certamente toda a região e terá impacto nas pessoas comuns de todo o mundo”.

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