Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou

    • O Hamas anunciou a libertação de três reféns, um deles com cidadania portuguesa. Em troca, Israel irá libertar 183 prisioneiros palestinianos, incluindo indivíduos com sentenças perpétuas e outros detidos durante a guerra em Gaza. A proposta de Donald Trump para a transferência da população de Gaza continua a ser criticada por líderes internacionais, incluindo o chanceler alemão, por ser comparada a uma “limpeza étnica”.
    • Os EUA aprovaram uma venda de armamento no valor de 7,4 mil milhões de dólares a Israel. O pacote consiste principalmente de bombas e mísseis, incluindo Hellfire, e representa um reforço significativo das capacidades militares israelitas.
    • Benjamin Netanyhau não terá avisado a administração Biden sobre a operação dos pagers contra o Hezbollah receando que a Casa Branca avisasse o grupo libanês. Esta informação terá sido avançada pelo primeiro-ministro israelita ao senador republicano Ted Cruz, que a contou num podcast.
    • Os Estados Unidos impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional, o que gerou críticas de várias frentes internacionais, incluindo da Comissão Europeia e do próprio TPI, que expressou preocupação de que estas medidas possam comprometer o seu trabalho. António Costa, presidente do Conselho Europeu, também se mostrou contra as sanções, afirmando que ameaçam a independência do tribunal e o sistema de justiça internacional. A decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, foi vista como uma forma de proteger a soberania dos EUA e dos seus aliados, incluindo Israel.

  • A cobertura do Observador desta sexta-feira fica por aqui. Para continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos deste sábado, siga o novo liveblog.

  • Karim Kham é o primeiro membro do TPI visado pelas sanções dos EUA

    Karim Khan, procurador do Tribunal Penal Internacional, será o primeiro indivíduo a ser penalizado pela sanções impostas pelos EUA à instituição, de acordo com o The Times of Israel.

    As sanções prevêm o congelamento de todos ativos norte-americanos detidos pelos visados, tal como impedi-los e às suas famílias de entrarem nos EUA. Khan viaja regularmente a Nova Iorque para discutir casos do TPI com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, algo que aconteceu na semana passada em que o procurador esteve na cidade para discutir a situação no Sudão.

  • EUA aprovam venda de 7,4 mil milhões de dólares em armamento a Isreal

    Os Estados Unidos anunciaram hoje a aprovação de uma venda de armamento a Israel, no valor de 7,4 mil milhões de dólares (7,2 mil milhões de euros). O pacote inclui maioritariamente mísseis e bombas, de acordo com o The Times of Israel.

    A grande maioria do armamento enviado serão bombas e equipamentos derivados (6,75 mil milhões de dólares), sendo que apenas uma pequena parte (660 milhões de dólares) serão mísseis Hellfire.

  • Netanyahu: "População de Gaza deve poder sair se quiser"

    Benjamin Netanyahu disse hoje à imprensa que “se a população de Gaza quiser sair [do enclave], deve-lhes ser permitido sair”. Contudo, tal como tem feito desde o anúncio do plano de Donald Trump para Gaza, o primeiro-ministro israelita não explicou o que aconteceria aos não quisessem abandonar o território.

  • Presidente do TPI considera sanções americanas como "ataques sérios"

    A Presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI) descreveu as sanções norte-americanas de que o tribunal será sujeito como “ataques sérios” contra uma lei mundial baseada no direito, de acordo com a imprensa.

    Segundo Tomoko Akane, a ordem de do Presidente dos EUA “é o último numa série de ataques sem precedentes e agravantes que procuram comprometer a capacidade do tribunal de administrar justiça”. O TPI é “indispensável” para combater as atrocidades que são cometidas à volta do mundo, afirma.

  • 183 prisioneiros palestinianos vão ser libertados por Israel em troca dos três reféns

    O Hamas anunciou que Israel deverá libertar 183 prisioneiros palestinianos, na troca pelos três reféns que amanhã serão libertados, de acordo com a imprensa local.

    Entre estes, estão 18 condenados a servir penas perpétuas, 54 condenados a penas longas e 111 que foram detidos na Faixa de Gaza, durante a guerra.

  • Netanyahu não terá avisado Biden sobre operação dos pagers receando que a Casa Branca avisasse o Hezbollah

    Benjamin Netanyhau não terá avisado a administração Biden sobre a operação dos pagers contra o Hezbollah receando que a Casa Branca avisasse o movimento libanês. Esta informação terá sido avançada pelo primeiro-ministro israelita ao Senador republicano Ted Cruz, que a contou num podcast.

    “Tantas pessoas na administração Biden estavam diariamente a enfraquecer Israel que eles tinham grandes preocupações… Pensem no quão alterado é que Israel não tenha tido a confiança suficiente em deixar os Estados Unidos, deixar a Casa Branca saber que vão eliminar terroristas”, afirmou Cruz, de acordo com o Haaretz.

    O Senador afirma que a situação ter-se-á repetido com a operação militar para eliminar o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.

  • Trump diz que "não há pressa" para implementar plano para Gaza

    O Presidente norte-americano Donald Trump disse que “não há pressa” para implementar o plano de transferência da população da Faixa de Gaza, antes de se reunir com o primeiro-ministro japonês na Casa Branca.

  • Hamas divulga lista de reféns a libertar no sábado. Inclui Or Levy, de nacionalidade portuguesa

    A lista já era esperada e a sua demora estava a causar preocupação. O Hamas acaba de divulgar os nomes dos três reféns a libertar este sábado: Eli Sharabi, de 52 anos; Ohad ben Ami, um cidadão de 58 anos com nacionalidade israelita e alemã; e Or Levy, com nacionalidade portuguesa.

    A informação foi partilhada por Abu Obeida, porta-voz do Hamas, no Telegram. A libertação dos três reféns faz parte do acordo de cessar-fogo com Israel.

  • Ucrânia acredita que TPI vai continuar a trabalhar apesar das sanções dos EUA

    Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, disse que o país acredita que o trabalho do Tribunal Penal Internacional vai continuar apesar das sanções.

    “A decisão dos EUA não está relacionada com o contexto ucraniano. Acreditamos de que não vai afetar a capacidade do tribunal para alcançar justiça para as vítimas da agressão russa”, afirmou.

    “Estamos convencidos de que o TPI vai continuar a cumprir as suas importantes funções no caso da Ucrânia, particularmente no que toca a responsabilizar os criminosos de guerra”, acrescentou, citado pela agência Reuters.

  • "Fez muita coisa em duas semanas". Netanyahu elogia Trump e diz que aliança com os EUA "nunca foi tão forte"

    O primeiro-ministro israelita esteve reunido com o presidente da Câmara dos Representantes, a quem agradeceu o apoio dos EUA. Numa conferência de imprensa após o encontro, Benjamin Netanyahu traçou elogios ao Presidente Donald Trump e sublinhou que a aliança Telavive-Washington, que “não é só entre governos, mas de povos”, “nunca foi tão forte”

    Ao lado de Mike Johnson, que descreveu como o representante do povo americano que “de forma esmagadora apoia Israel”, Netanyahu disse que a semana começou com um encontro “extraordinário” com Trump, que tomou uma série de decisões “críticas que demonstraram o seu compromisso e dos americanos para com Israel.”

    O líder israelita agradeceu a decisão do Presidente norte-americano de retomar o fornecimento de armas e de sancionar o Tribunal Penal Internacional, que descreveu como uma “organização escandalosa e corrupta” que “ameaça o direito de todas as democracias de se defenderem”. De notar que o líder israelita foi também alvo de um mandado de captura emitido pelo TPI.

    “Ele [Trump] fez muita coisa em duas semanas”, sublinhou. O líder israelita disse ainda que durante esta semana discutiram a necessidade de garantir que o Irão nunca construa uma arma nuclear e a destruição do Hamas. “Não teremos um futuro em Gaza, de paz ou na nossa parte do mundo se o Hamas continuar a existir”, defendeu.

    No final da conferência de imprensa, deixou um convite para Mike Johnson visitar Israel: “Será recebido com uma passadeira vermelha.”

  • Mike Johnson agradece compromisso de Netanyahu para tornar o Médio Oriente e o mundo um lugar seguro

    O presidente da Câmara dos Representantes esteve hoje reunido com o primeiro-ministro israelita, um encontro durante o qual falaram sobre a “parceria especial” entre os dois países. “Agradeço ao primeiro-ministro Netanyahu o seu compromisso incansável para tornar a região [Médio Oriente] e o mundo um lugar mais seguro”, afirmou.

    “O que Israel fez ao longo dos últimos sete meses é uma prova do que pode ser alcançado quando não deixamos os inimigos ditar as regras”, defendeu numa conferência de imprensa, sem direito a perguntas, ao lado de Netanyahu.

    Mike Johnson acrescentou que tanto Netanyahu como o Presidente norte-americano sabem que a paz é assegurada “pela força e não pelo apaziguamento nem ao virar as costas aos nossos aliados”. Também destacou o papel de Donald Trump no acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que tinha sido proposto em maio do ano passado pela administração de Joe Biden.

    A pressão de Trump, o papel de Biden e o “medo” de Netanyahu e do Hamas. Como se chegou a um cessar-fogo em Gaza. E vai durar?

    “Com o Presidente Trump de volta à Casa Branca e o controlo do Congresso pelos republicanos a América não vai voltar as costas às suas prioridades de segurança nacional. O nosso apoio a Israel permanece de ferro”, garantiu.

  • Hamas garante estar comprometido com cessar-fogo e acusa Israel de "procrastinar"

    Um porta-voz do Hamas disse hoje que o grupo está “comprometido em implementar o cessar-fogo para alcançar os interesses do povo [palestiniano]”. Por outro lado, Abdul Latif al-Qanou afirmou que Israel está a “procrastinar na implementação do protocolo humanitário” prometido.

    “Pedimos aos mediadores para duplicarem os seus esforços e pressionar a ocupação e obrigá-la a implementar o protocolo humanitário”, revelou numa publicação no Telegram.

    Al-Qanou também deixou um agradecimento aos países que se mostraram contra o plano do Presidente dos EUA para transformar Gaza numa “Rivieira”. “A posição palestiniana está unida contra o projeto de Trump e de Netanyahu para retirar o nosso povo, e é apoiada pela posição árabe, islâmica e internacional”, notou.

  • Scholz rejeita plano de Trump para Gaza

    O chanceler alemão mostrou-se contra o plano anunciado pelo Presidente Donald Trump para transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera” e que passaria pela saída dos palestinianos do enclave para paízes vizinhos, o que lhe valeu acusações de “limpeza étnica.”

    “O que o Presidente Trump põe na mesa merece uma rejeição total minha. Não podemos transferir a população de Gaza para o Egito e a Jordânia”, afirmou, citado pela Al Jazeera. “Isso não está bem”, defendeu.

    “Make Gaza Beautiful Again”. O plano “fora de caixa” de Trump para transformar Gaza numa “Riviera” — e os recuos

  • Orbán: "É tempo da Hungria repensar" estatuto de membro do TPI

    O primeiro-ministro da Hungria também já reagiu às sanções impostas pelo Presidente Donald Trump ao Tribunal Penal Internacional: “É tempo da Hungria repensar o que está a fazer numa organização internacional que está sob sanções dos EUA.”

    Viktor Orbán escreveu na rede social X que “novos ventos estão a soprar na política internacional”. “Chamamos-lhe tornado Trump”, acrescentou, partilhando a notícia sobre a ordem executiva do líder norte-americano que sanciona funcionários do TPI que colaborarem com as investigações contra cidadãos norte-americanos ou aliados de Washington.

  • Presença do Hezbollah no governo libanês é uma "linha vermelha" para os EUA

    Morgan Ortagus, enviada especial dos EUA no Médio Oriente, está de visita ao Líbano, onde sublinhou que a presença do Hezbollah no próximo governo libanês é uma “linha vermelha” para Washington.

    Em declarações aos jornalistas, depois de um encontro com o Presidente Aoun, Ortagus disse que os EUA não têm medo do Hezbollah, que foi “derrotado militarmente”. Referia-se aos confrontos com Israel no ano passado, que terminaram depois de um acordo de cessar-fogo.

    “Os EUA têm de estabelecer linhas vermelhas para que não possam aterrorizar o povo libanês”, defendeu.

  • ONU pede reversão das sanções dos EUA ao TPI

    A Organização das Nações Unidas criticou as sanções anunciadas pelo Presidente Donald Trump a funcionários do Tribunal Penal Internacional.

    “Lamentamos profundamente as sanções anunciadas ontem contra funcionários do tribunal e apelamos que esta medida seja revertida”, disse hoje a Ravina Shamdasani, porta-voz da ONU, à AFP.

    “O tribunal deve ser totalmente capaz de realizar o seu trabalho independente quando um estado não estiver disposto ou não puder realmente realizar a investigação”, defendeu.

  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou gratidão ao Presidente dos EUA, Donald Trump, pela imposição de sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Estas sanções surgem num contexto de investigação aos crimes de guerra durante o conflito entre Israel e o Hamas, tendo sido emitido um mandado de prisão contra Netanyahu e líderes do Hamas. Netanyahu considera que o TPI tem conduzido uma campanha contra Israel e que as ações de Trump protegem a soberania dos EUA e de Israel.
    • A decisão de Donald Trump de sancionar o Tribunal Penal Internacional foi criticada pelo próprio TPI, que alerta que tal medida poderá comprometer o trabalho do tribunal. O TPI, do qual os EUA não fazem parte, apelou aos seus 125 estados-membros para permanecerem unidos em defesa dos direitos humanos.
    • A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também criticou as sanções impostas por Donald Trump ao TPI. Realçou a importância do tribunal na responsabilização por crimes internacionais e enfatizou o compromisso da Europa com a justiça e o respeito pelo direito internacional.
    • Já António Costa, presidente do Conselho Europeu, advertiu que as sanções ameaçam a independência do tribunal e o sistema internacional de justiça criminal. Costa sublinhou o papel essencial do TPI na procura de justiça para as vítimas de crimes em todo o mundo.

  • Ministro da Defesa ordena que exército prepare plano para palestinianos que desejem sair de Gaza

    O ministro da Defesa de Israel revelou que deu ordens para a preparação de um plano de “saída voluntária dos residentes de Gaza que estiverem interessados ​​em partir para vários lugares do mundo”. “É exatamente isso que o [exército] é obrigado a fazer e fará”, afirmou Israel Katz, segundo o Times of Israel.

    O ministro disse também que ordenou que o líder das Forças de Defesa de Israel repreenda o líder das secretas das IDF. O pedido está relacionado com as declarações de Shlomi Binder sobre o plano anunciado pelo Presidente Donald Trump sobre os EUA assumirem o controlo da Faixa de Gaza.

    Shlomi Binder avisou que a proposta de Trump iria levar a escalada de violência na Cisjordânia. “Não haverá nenhuma realidade em que responsáveis [do exército israelita] falem contra o plano importante do Presidente dos EUA sobre Gaza”, sublinhou Katz.

    Esta sexta-feira Binder falou com o Ministro da Defesa e esclareceu que não disse opor-se ao plano de Trump, mas que se limitou a alertar para as consequências. “Em virtude do meu papel, apresentei as possíveis implicações do discurso sobre o assunto, a visão do inimigo de uma perspetiva de segurança e de acordo com isso recomendações sobre as atividades de ofensiva”, indicou.

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