Momentos-chave
- "Não vais vencer". Ministro israelita visita líder palestiniano detido
- Transferência de palestinianos para Sudão do Sul foi discutida em reunião com Israel no mês passado
- Israel atinge infraestruturas do Hezbollah no Líbano
- Decisão de desarmar o Hezbollah pode "subjugar a segurança nacional" do Líbano, avisa líder do grupo
- Netanyahu rejeita genocídio em Gaza e diz que podia "ter arrasado Gaza numa tarde"
Histórico de atualizações
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Bom dia, este liveblog vai ser arquivado, obrigada por nos ter acompanhado.
Continue a par da atualidade no Médio Oriente neste novo liveblog.
Netanyahu rejeita acusações de genocídio e diz que poderia ter “arrasado Gaza numa tarde”
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"Não vais vencer". Ministro israelita visita líder palestiniano detido
O ministro da Segurança Nacional israelita visitou numa prisão israelita o palestiniano Marwan Barghouti, figura da Segunda Intifada que está a cumprir cinco penas de prisão perpétua por terrorismo.
“Não vais vencer”, disse Itamar Ben-Gvir a Barghouti, que está detido há 20 anos, segundo um vídeo que partilhou na rede social X. “Nós vamos eliminar todos aqueles que assassinem as nossas crianças, todos aqueles que assassinem as nossas mulheres”, afirmou.
אני קורא הבוקר שכל מיני "גורמים בכירים" ברשות לא כ"כ אהבו את מה שאמרתי לארכי מחבל מרואן ברגותי ימ"ש
אז אני אחזור על זה שוב ושוב בלי להתנצל – מי שיתעסק עם עם ישראל, מי שירצח לנו ילדים, מי שירצח לנו נשים, אנחנו נמחק אותו. בעזרת השם. pic.twitter.com/pp1BNqF58M
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) August 15, 2025
A Autoridade Palestina criticou as declarações de Ben-Gvir sobre Barghouti, que é um membro sénior do movimento Fatah, que dirige a autoridade. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros condena nos termos mais fortes a invasão das secções de confinamento solitário da Prisão de Rimon pelo ministro extremista Ben-Gvir e sua ameaça direta ao irmão e líder Marwan Barghouti”, disse num comunicado citado pela Reuters.
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Transferência de palestinianos para Sudão do Sul foi discutida em reunião com Israel no mês passado
Israel e o Sudão do Sul estão a discutir um acordo para realojar palestinianos no país africano, devastado pela guerra, noticiou a agência Reuters, citando três fontes com conhecimento das conversas.
Segundo as fontes, que falaram sob a condição de anonimato, a hipótese foi levantada durante reuniões entre diplomatas israelitas e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão do Sul, Monday Semaya Kumba, quando visitou Telavive no mesmo passado.
A notícia de que Israel estaria em contacto com o Sudão do Sul sobre a transferência de palestinianos para esse território foi avançada na terça-feira pela Associated Press, citando seis fontes com conhecimento do assunto. Na quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão do Sul sublinhou que essa informação não tinha fundamento. A Reuters tentou contactar o ministério, mas não obteve resposta.
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Israel atinge infraestruturas do Hezbollah no Líbano
Caças da Força Aérea israelita atingiram esta noite infraestruturas do Hezbollah, incluindo um túnel, no sul do Líbano. “A existência deste local e a atividade nele realizada constituem uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano”, lê-se no comunicado no X das Forças de Defesa de Israel que dá conta do ataque.
“As Forças de Defesa de Israel (IDF) vão continuar a operar para eliminar qualquer ameaça ao Estado de Israel”, acrescentam.
צה״ל תקף תשתיות צבאיות באתר של ארגון הטרור חיזבאללה בדרום לבנון
צה״ל תקף לפני זמן קצר, באמצעות מטוסי קרב של חיל האוויר, תשתית צבאית ותשתית תת קרקעית באתר של ארגון הטרור חיזבאללה, בהם זוהתה פעילות צבאית במרחב רכס הבופור שבדרום לבנון.
קיום האתר והפעילות בו מהווים הפרה של ההבנות… pic.twitter.com/5swzmgRUex
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) August 15, 2025
Na sequência do ataque, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz divulgou um comunicado em que sublinha que o Presidente e o governo libanês são responsáveis por assegurar que o acordo de cessar-fogo é cumprido. Israel “não vai regressar à realidade do 7 de outubro e vai continuar a agir com firmeza contra qualquer violação”, garantiu, citado pelo Haaretz.
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Israel atinge arredores de Nabatieh, no sul do Líbano
Israel lançou hoje um ataque aéreo que atingiu os arredores de Nabatieh, no sul do Líbano, noticiou a Al Jazeera. Terão sido usados mísseis terra-a-terra.
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Pelo menos 1.760 mortos em Gaza à procura de comida, a maioria pelo exército israelita
Pelo menos 1.760 palestinianos foram mortos desde final de maio na Faixa de Gaza, a maioria por disparos do exército israelita, enquanto procuravam ajuda humanitária, afirmou hoje a ONU.
Entre 27 de maio e 13 de agosto, o Gabinete dos Direitos Humanos da ONU para a Faixa de Gaza, registou “pelo menos 1.760 palestinianos mortos enquanto procuravam ajuda: 994 nas proximidades dos locais da Fundação Humanitária de Gaza e 766 ao longo das rotas dos comboios de abastecimento”, indicou, num comunicado.
“A maioria destes assassínios foi cometida pelo exército israelita”, estimou a agência das Nações Unidas.
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IDF confirmam morte de "terrorista chave" do Hamas. Nasser Musa era responsável pelo "departamento de controlo" da brigada de Rafah
As IDF confirmaram esta manhã a morte de Nasser Musa, um “terrorista chave” do Hamas, que era o responsável pelo “departamento de controlo” da brigada militar de Rafah, no sul de Gaza.
De acordo com as forças de defesa de Israel, Musa era quem supervisionava a “prontidão e os exercícios dos terroristas na brigada” e, ao mesmo tempo, também conduzia operações de vigilância e serviços secretos.
Nasser Musa foi morto após um bombardeamento na região de Khan Younis, como confirmam as IDF e as forças de segurança Shin Bet.
פעילות כוחות צה״ל ברצועת עזה: חוסל מחבל מרכזי בחטיבת רפיח של ארגון הטרור חמאס
צה״ל ושב"כ תקפו וחיסלו ב-9 באוגוסט 2025 במרחב חאן יונס, בהובלת פיקוד הדרום, את נאצר מוסא, מחבל מרכזי בחטיבת רפיח ששימש כראש מחלקת הבקרה הצבאית של ארגון הטרור חמאס.
המחבל היה אחראי על כשירות ואימוני… pic.twitter.com/MBHz457lOy
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) August 15, 2025
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Decisão de desarmar o Hezbollah pode "subjugar a segurança nacional" do Líbano, avisa líder do grupo
O governo do Líbano vai avançar com o desarmamento do grupo xiita Hezbollah, após a indicação dada por Israel e pelos Estados Unidos da América. Em reação, Naim Qassem, o líder do coletivo, diz que a decisão irá “subjugar a segurança nacional” do país.
A responsabilidade de qualquer “agitação interna ou conflitos que possam surgir como resultado da decisão” será do governo, de acordo com Qassem e diz também que “não haverá vida no Líbano” se tentarem retirar as armas do Hezbollah “à força”, cita o The Times of Israel.
O líder do grupo xiita apoiado pelo Irão refere que ainda vê possibilidades para negociar a medida com Beirute e que, por isso, vão adiar as manifestações marcadas na capital. Contudo, diz que caso não haja progressos, os protestos podem chegar à embaixada norte-americana.
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Netanyahu rejeita genocídio em Gaza e diz que podia "ter arrasado Gaza numa tarde"
“Se quiséssemos cometer genocídio, podíamos ter acabado e arrasado Gaza numa tarde. Podíamos ter replicado o bombardeamento de Dresden, mas não o fizemos porque não é essa forma como conduzimos a guerra”, afirmou Benjamin Netanyahu esta noite, em direto, numa entrevista no Mark Levin Radio Show.
O primeiro-ministro também falou sobre o estado das negociações em curso com o Hamas, admitindo que “a única coisa que os faz saír [de Gaza] é a pressão militar. Nada mais”. Desta forma, Netanyahu reforça que Israel vai “expulsá-los a todos”, mas que, em paralelo, o objetivo é “eliminar o Hamas e proporcionar um futuro melhor aos habitantes de Gaza e aos israelitas”. Para justificar esta “eliminação”, o chefe do governo de Israel diz que o Hamas debilitado iria “utilizar a ajuda humanitária roubada para atrair crianças-soldado”, cita o jornal Haaretz.
Sobre as acusações de que existe fome extrema em Gaza, Benjamin Netanyahu responsabiliza o Qatar, o Irão e a fundação de George Soros, que estão a “unir-se contra Israel”, de disseminar mentiras. “Uma mentira pode dar a volta ao mundo 10 vezes antes que a verdade tenha a oportunidade de se manifestar”, acrescentou, referindo que “desde o primeiro dia” do conflito têm tido “o oposto de uma política de fome”. “Tivemos uma política de fornecimento de alimentos e assistência médica”, remata o primeiro-ministro.
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Bom dia! Neste liveblog vamos acompanhar todas as atualizações do conflito no Médio Oriente. Pode recordar o que aconteceu esta quinta-feira, dia 14 de agosto, neste outro artigo agora encerrado.