Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, delineou cinco princípios fundamentais para acabar com a guerra na Faixa de Gaza, que incluem desarmar o Hamas, devolver reféns, desmilitarizar Gaza, manter o controlo de segurança israelita no enclave e estabelecer uma administração civil alternativa. Netanyahu acredita que estes princípios são cruciais para garantir a segurança e vitória de Israel no conflito em curso.
    • O plano de Israel para construir colonatos na Cisjordânia, entre Jerusalém e a Cisjordânia, gerou críticas internacionais, sendo condenado por figuras como a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, que consideram que esta política viola o direito internacional e prejudica a viabilidade da solução de dois Estados.
    • A ONU, Qatar, Irão e Jordânia também manifestaram forte oposição aos planos de construção israelitas, argumentando que a expansão dos colonatos ameaça a paz e a criação de um Estado palestiniano independente, denotando uma preocupação comum sobre a sustentabilidade de um acordo de paz duradouro entre Israel e a Palestina.
    • Em meio à intensificação dos confrontos, as forças militares israelitas enfrentam críticas por alegações de propagação de fome em Gaza, enquanto Israel acusa organizações não-governamentais (ONG) de não cumprirem requisitos de segurança essenciais para a entrega de ajuda, denunciando a possibilidade de envolvimento do Hamas na recepção desta assistência humanitária.

    [Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

  • Bom dia! Este liveblog fica por aqui, mas pode continuar a acompanhar a cobertura do Observador sobre o conflito no Médio Oriente neste outro artigo em direto. Obrigado!

    Netanyahu rejeita acusações de genocídio e diz que poderia ter “arrasado Gaza numa tarde”

  • Hamas envia carta de agradecimento aos houthis do Iémen pelo apoio a Gaza

    O Hamas enviou uma carta de agradecimento aos houthis do Iémen pelas “posições firmes” de apoio a Gaza, segundo um comunicado do grupo, citado pela Al Jazeera.

    A carta foi entregue ao ministro dos Negócios Estrangeiros houthi, e expressa o orgulho do Hamas pela liderança e pelo apoio do Iémen à Faixa de Gaza.

  • Kaja Kallas diz que plano de construção de casas entre a Cisjordânia e Jerusalém "viola o direito internacional"

    A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, condenou, esta quinta-feira, o plano de Israel de construir colonatos entre a Cisjordânia e Jerusalém.

    Na rede social X, Kallas afirmou que “a decisão de Israel de continuar a expandir os colonatos na Cisjordânia é uma violação do direito internacional e prejudicará a viabilidade da solução de dois Estados”.

  • Ataques israelitas em Gaza fizeram 35 mortos esta quinta-feira

    Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza 35 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave.

    O número de mortos inclui 13 pessoas que procuravam ajuda humanitária perto de centros de ajuda.

  • Netanyahu elenca os "cinco princípios para acabar com a guerra" em Gaza que irão garantir "segurança e vitória" de Israel

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou, esta quinta-feira, os “cinco princípios para acabar com a guerra” na Faixa de Gaza.

    Através de um comunicado, o líder israelita quer:

    • Desarmar o Hamas;
    • Que todos os reféns, vivos e mortos, sejam devolvidos;
    • Desmilitarizar a Faixa de Gaza;
    • Um controlo de segurança israelita no enclave;
    • Uma administração civil alternativa que não seja nem o Hamas nem a Autoridade Palestiniana.

    Para Netanyahu, estes cinco princípios irão garantir a segurança de Israel e são o significado da palavra “vitória”, segundo a Al Jazeera.

  • ONU critica plano de Israel de construir colonato entre Jerusalém e Cisjordânia

    As Nações Unidas apelaram, esta sexta-feira, a Israel para que reverta a decisão de dar início ao plano de colonização que dividiria a Cisjordânia de Jerusalém Oriental, relata o Times of Israel.

    “Isto poria fim às perspetivas de uma solução de dois Estados”, afirmou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, acrescentando que “as colonizações violam o direito internacional e reforçam ainda mais a ocupação”.

  • Antigos reféns pedem a Trump para acabar com conflito em Gaza e avisam que planos de Israel colocam em risco os atuais reféns

    Num vídeo dirigido ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seis antigos reféns e a viúva de um refém assassinado pelo Hamas afirmam que o novo plano de Israel para Gaza coloca em risco os reféns que ainda estão nas mãos do grupo palestiniano, exortando o líder da Casa Branca a pôr fim ao conflito na Faixa de Gaza.

    “Presidente Trump, o senhor tem o poder de fazer história, de ser o ‘Presidente da Paz’ que pôs fim à guerra, acabou com o sofrimento e trouxe todos os reféns de volta para casa”, pode ler-se na publicação da rede social X.

  • Vitória militar de Israel depende da boa cooperação com a liderança política, diz chefe das IDF

    O comandante das forças armadas israelitas, Eyal Zamir, afirmou esta quinta-feira que a “vitória no campo de batalha” não requer apenas força militar, mas também cooperação entre o exército e a liderança política.

    “Em qualquer momento, mas especialmente em tempo de guerra, a conexão entre o escalão político e o escalão militar é um eixo central para a segurança nacional”, disse Zamir, citado pelo Times of Israel.

    De acordo com o chefe das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa), “a confiança mútua e a cooperação total são a chave para o sucesso. A vitória no campo de batalha não depende apenas da força militar, mas também da coesão entre os escalões. Só assim garantiremos a vitória e também a resiliência do Estado”.

    Zamir acrescentou, ainda, que a ofensiva das IDF em Gaza “levará ao colapso das capacidades militares e governativas do Hamas” e que “a campanha terminará quando pudermos garantir a nossa segurança e o nosso futuro”.

  • Hamas prepara "dia de raiva" com objetivo de apoiar Gaza e rejeitar os planos de Israel para a região

    O Hamas declarou o dia 15 de agosto, sexta-feira, como um “dia de raiva” nacional em apoio à Faixa de Gaza e em oposição à expansão ilegal dos colonatos israelitas e aos planos de anexação da Cisjordânia ocupada.

    Num comunicado, citado pela Al Jazeera, o grupo exortou a participação em massa das pessoas das cidades, aldeias e campos de refugiados da Cisjordânia, apelando à intensificação dos protestos e a “todas as formas de resistência” em resposta à guerra, ao bloqueio e à fome em Gaza, assim como ao recente plano de construir colonatos israelitas ilegais.

    Na nota, o Hamas apelou, ainda, à comunidade internacional para que se unisse e apoiasse os residentes em áreas ameaçadas pela colonização planeada, afirmando que os planos de anexação serão derrotados pela “vontade do povo e pela resistência contínua”.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita diz que apoiar Estado da Palestina é "suicídio" para Israel

    O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita disse ao canal norte-americano Newsmax esta quinta-feira que permitir a criação do Estado da Palestina é um “suicídio” para Israel. De acordo com Gideon Sa’ar, dar aos palestinianos “controlo das fronteiras, céu, uma habilidade de conectarem-se com outros países e região… Será suicídio do ponto de vista de Israel”.

    O ministro diz ainda que o país já tentou a solução antes “em duas experiências políticas enormes: os acordos de Oslo e o desligamento de Gaza. Acabou por ser suicida”.

    Sa’ar reforça também que os países que apoiam a criação de um Estado da Palestina o fazem por não serem diretamente afetados pela decisão. “Nós teremos que viver com as consequências. E quando falam que querem criar um Estado, mas sem o Hamas, quem o vai garantir?”

  • Qatar, Irão e Jordânia condenam planos de Israel de construir colonato que separa Cisjordânia de Jerusalém

    Diante das declarações recentes do ministro das Finanças israelita, Bealel Smotrich, sobre retomar o projeto de construir 3 mil casas entre a região leste de Jerusalém e a Cisjordânia, o Qatar, o Irão e a Jordânia já se manifestaram a condenar os planos.

    Numa partilha no X, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar escreveu que o país “rejeita inequivocadamente as políticas de ocupação israelitas que têm como objetivo expandir colonatos e forçar o deslocamento do povo palestiniano, medidas que têm a intenção de prevenir o estabelecimento do Estado da Palestina”. O Qatar diz ainda que o projeto é “uma violação da legitimidade internacional, particularmente da resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU”.

    O Irão também se manifestou a condenar as declarações de Benjamin Netanyahu, que disse no início da semana ter um “forte apego” à visão de um “Israel maior”. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano descreveu os comentários como uma “provocação e clara violação da soberania dos estados, uma violação da lei internacional e da carta das Nações Unidas”, diz o comunicado, citado pelo The Guardian.

    O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da Jordânia disse que o plano de Israel é outra “medida israelita ilegal” que “viola a lei internacional”.

  • Israel acusa ONG de não cumprirem requisitos de segurança para entregar ajuda em Gaza

    O Exército israelita acusou hoje as mais de cem organizações não-governamentais (ONG) que se queixam de não conseguirem levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza de não cumprirem “requisitos básicos de segurança”.

    Entre os requisitos, o organismo militar responsável por supervisionar a entrega de ajuda no território cercado, o COGAT, diz que está a exigência de fornecer informações sobre os seus trabalhadores palestinianos, para, segundo Israel, evitar que o grupo islamita Hamas, que controla o enclave, beneficie da distribuição.

    “O alegado atraso na entrada de ajuda, segundo as organizações signatárias, só acontece quando estas decidem não cumprir os requisitos básicos de segurança, concebidos para evitar o envolvimento do Hamas”, afirmou o COGAT nas redes sociais.

  • Ministro das finanças israelita diz que Netanyahu e Trump aprovam plano de construção de 3 mil casas na Cisjordânia

    O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, disse que Benjamin Netanyahu e Donald Trump concordam em reativar o plano de construção de 3 mil casas no colonato E1, entre Jerusalém e Ma’ale, na Cisjordânia, avança a Reuters.

    “[Netanyahu] apoia-me em tudo o que envolve a Judeia e Samaria, e está a permitir que eu crie uma revolução”, disse, citado pela Al Jazeera. Smotrich disse também que Trump e Mike Huckabee, o embaixador norte-americano em Israel, acreditam que “o Estado da Palestina vai colocar em risco a existência de Israel” e que West Bank é “uma parte inseparável da nossa terra”.

    “Quem quer que seja que esteja a querer econhecer o Estado da Palestina hoje vai receber a resposta no solo. Não com documentos nem com decisões ou comunicados, mas com factos. Factos de casas, factos de bairros”, disse Smotrich, que afirmou que o plano arranca já esta quinta-feira, sem especificar quando as casas começam efetivamente a serem construídas.

    A construção do colonato que dividiria West Bank e a separaria da região leste de Jerusalém tem sido adiada há anos. O projeto foi interrompido em 2012 e depois novamente em 2020 por objeções dos EUA e de aliados europeus que o consideravam uma ameaça a um acordo de paz com os palestinianos. Smotrich considera que o plano “enterra a ideia de um Estado palestiniano”.

  • Vice-ministra dos Negócios Estrangeiros israelita fala em governo civil "não-israelita" para Gaza pós-guerra

    A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Sharren Haskel, partilhou alguns detalhes dos planos do país para Gaza após a guerra. De acordo com as declarações citadas pelo The Guardian, um dos cinco princípios para terminar a guerra é estabelecer uma administração civil pacífica não-israelita em Gaza.

    Os outros incluem a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza, o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza, com Israel a manter o controlo de pontos de segurança prioritários.

  • 50 pessoas morreram em ataques israelitas em Gaza nas últimas 24 horas, dizem autoridades palestinianas

    De acordo com o Ministério da Saúde palestiniano, 50 pessoas morreram em decorrência de ataques israelitas em Gaza, enquanto 831 ficaram feridas, cita o Haaretz.

    As autoridades palestinianas relatam ainda que 22 pessoas morreram enquanto esperavam para receber ajuda humanitária. 61.776 pessoas terão sido mortas desde o início da guerra, enquanto 154.906 ficaram feridas.

  • Hezbollah agradeceu o apoio de Teerão aos grupos que combatem Israel

    O líder do Hezbollah, Naim Qassem, agradeceu hoje a Teerão o apoio à “soberania” do Líbano face à interferência de Israel e destacou o apoio do Irão ao grupo xiita libanês.

    Segundo o Hezbollah, Naim Qassem reuniu-se com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC) do Irão, Ali Larijani, apesar dos avisos internacionais contra a influência iraniana no processo de desarmamento do movimento libanês.

    Qassem, através de um comunicado, disse que expressou “gratidão” a Larijani pelo apoio “contínuo” do Irão aos grupos libaneses “contra o inimigo israelita”, bem como pelo apoio da República Islâmica à unidade, soberania e independência do Líbano.

  • Houthis assumem responsabilidade por míssil contra Israel

    O grupo armado Houthi assumiu a responsabilidade pelo míssil disparado contra Israel mais cedo, divulgou a Al Jazeera. No comunicado, os rebeldes que controlam áreas do Yemen afirmam que o alvo era o aeroporto Ben Gurion, em Telavive, e alegam que a missão foi “bem sucedida” ao levar israelitas a abrigos e interromper as atividades no local. Os Houthis dizem ainda que dispararam o míssil em resposta às ações de Israel em Gaza.

  • Netanyahu diz que poderia bombardear Gaza "como os Aliados bombardearam Dresden" na Segunda Guerra Mundial

    Numa entrevista ao canal de TV norte-americano Newsmax, Benjamin Netanyahu disse que poderia bombardear Gaza “como os Aliados bombardearam Dresden” na Segunda Guerra Mundial.

    O líder israelita foi questionado sobre porque é que o exército israelita não “vai apagar o Hamas e a Faixa de Gaza” do mapa, ao que respondeu: “Podemos bombardeá-los como os Aliados [na Segunda Guerra Mundial] bombardearam Dresden, poderíamos matá-los à fome se seguíssemos as difamações, estas mentiras falsas que são proferidas contra Israel, e ninguém estaria vivo”, em citações publicadas pela Al Jazeera.

    “Mas não estão, porque na verdade seguimos uma regra simples: tentamos deslocar a população, separar a população e perseguir apenas os terroristas”, disse ainda Netanyahu.

  • Movimento Ocupy for Gaza envia 2.000 euros por mês para ajudar famílias em Gaza

    O movimento Ocupy for Gaza envia cerca de 2.000 euros por mês para ajudar 20 famílias palestinianas com fundos que recolhem durante as ações, como a vigília desta quinta-feira, em Lisboa, disse a organização.

    “Nós divulgamos as suas vidas, a sua luta pela sobrevivência e não teriam outra forma de sobreviver e de se alimentar se não fosse com os fundos que conseguimos recolher nas vigilias”, disse à Lusa Patrícia Batista, do movimento Ocupy for Gaza, durante uma vigília em homenagem ao jornalista da estação do QatarAlJazeeraAnasal-Sharif, morto no domingo num bombardeamento israelita em Gaza.

    Cerca de meia centena de pessoas marcaram presença na vigília, que decorreu no Largo do Carmo, em Lisboa.

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