Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Trump diz que "ouviu falar" que a Índia ia parar de comprar petróleo russo
- Trump diz que posicionou submarinos nucleares pela "segurança" do povo norte-americano face a uma "ameaça" de Medvedev
- EUA e NATO estão a trabalhar para encontrar uma nova forma para entregar mais armas à Ucrânia
- Zelensky acusa Rússia de apenas "ganhar tempo" para continuar guerra e pede "pressão" da comunidade internacional
- Senador avisa que Rússia está a "exceder-se": "Trump não deixa que brinquem com ele"
- Conselheiro de Zelensky ridiculariza Medvedev: "Vodka nunca acaba bem"
- Zelensky visita local de ataque russo em Kiev. "É impossível justificar o que a Rússia está a fazer"
- Por causa das "declarações provocadoras" de Medvedev, Trump coloca submarinos nucleares perto da Rússia
- Lavrov concorda com Rubio: "Nunca poderá haver confronto militar direto entre os EUA e Rússia"
- Trump denuncia que morreram em julho quase "20 mil soldados russos" na guerra "ridícula" com a Ucrânia
- Trump está desiludido? Putin diz que isso vem "de expectativas elevadas"
- Putin e Lukashenko visitaram mosteiro na ilha de Valaam
- Lukashenko perguntou a Putin "por que motivo" a Rússia não avança mais rápido no campo de batalha. "É por pena das pessoas"
- Ao lado de Putin, Lukashenko atira-se a Trump: "Se quer a paz, não deve ditá-la"
- Putin critica União Europeia pela "perda de soberania e independência económica"
- Putin confirma controlo de Chasiv Yav pela Rússia e diz que liderança ucraniana "está mal informada"
- Ao lado de Lukashenko num banco de jardim, Putin ataca Ucrânia: é "humilhante" perda da soberania e corrupção "é galopante"
- Zelensky reage às declarações de Putin e pede ao Kremlin que passe das "declarações" para as "negociações entre líderes"
- Putin vê de "forma positiva" negociações com Ucrânia, mas alerta para expectativas excessivas
- Andriy Yermak. Quem é a "sombra" de Zelensky, o controverso chefe de gabinete que despede críticos e pensou a polémica lei anticorrupção?
- Ucrânia ataca região de Belgorod com drones. Há um morto e 13 feridos
- Rússia abateu mais de 1400 drones ucranianos na última semana
- Ataques russos com drones ao território ucraniano atingiram número recorde em julho
- Reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU realiza-se esta sexta-feira
- Chefe do gabinete presidencial ucraniano saúda escalada de sanções dos Estados Unidos para enfraquecer o setor de defesa do Irão
- "Bandeiras a meia haste em homenagem às vítimas". Kaja Kallas condena ataques "imorais" das tropas russas à Ucrânia
- Três mortos e 10 feridos em ataque russo a Kramatorsk
- Indústria russa regista o pior desempenho desde 2022
- Lukashenko em São Petersburgo para debater com Putin desenvolvimento das relações entre Rússia e Bielorrússia
- Peskov: "Putin nunca tira oficialmente férias"
- Berlim anuncia entrega imediata de dois sistemas de defesa aérea Patriot à Ucrânia
- "Por mais que o Kremlin negue a sua eficácia, as sanções funcionam e devem ser reforçadas". Zelensky condena ataque a Kiev e atualiza mortos
- Número de mortos após ataque em Kiev sobe para 28
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o posicionamento de submarinos nucleares perto da Rússia em resposta a declarações ameaçadoras de Dmitry Medvedev, ex-Presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Trump justificou esta ação como necessária para garantir a segurança do povo norte-americano, destacando que palavras impróprias podem ter consequências indesejáveis.
- As tensões entre os Estados Unidos e a Rússia aumentaram devido às críticas de Trump à guerra na Ucrânia, que considera ter sido desnecessariamente prolongada devido às políticas do seu antecessor, Joe Biden. Trump destacou que quase 20 mil soldados russos morreram em julho e reiterou o seu compromisso em tentar parar a guerra.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de tentar ganhar tempo para prolongar a guerra e apelou à comunidade internacional para aumentar a pressão sobre Moscovo através de sanções mais rigorosas. Zelensky expressou gratidão pelo apoio dos Estados Unidos e da Europa, e condenou um ataque russo recente a Kiev que resultou em 31 mortos.
- A NATO e os Estados Unidos estão a desenvolver um novo mecanismo de financiamento para transferir mais armas para a Ucrânia. Esta iniciativa surge num contexto em que as tensões estão a crescer devido à intensificação dos ataques com drones por parte da Rússia, e aos apelos do Ocidente por sanções reforçadas contra Moscovo.
[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]
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Bom dia,
Obrigado por nos ter acompanhado. Pode seguir todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia do dia de hoje neste link.
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Trump diz que "ouviu falar" que a Índia ia parar de comprar petróleo russo
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que tinha “ouvido falar” que a Índia tinha parado de comprar petróleo à Rússia, depois das ameaças feitas de uma penalização acima das tarifas.
“Não sei se está certo ou não. Mas é um bom passo. Vamos ver o que acontece”, acrescentou.
President Trump:
“I understand that India is no longer going to be buying oil from Russia. That's what I heard, I don't know if that's right or not. That is a good step. We will see what happens.”
Contributed by @inteltower https://t.co/10suvdX49g pic.twitter.com/uTIUjahcbA
— Open Source Intel (@Osint613) August 1, 2025
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Trump diz que posicionou submarinos nucleares pela "segurança" do povo norte-americano face a uma "ameaça" de Medvedev
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que lançou os submarinos nucleares para garantir “a segurança” do povo do seu país.
“Tivemos de o fazer. Temos só de ter cuidado”, acrescentou, sublinhando que uma “ameaça foi feita” e não acharam “que fosse apropriada”.
“Uma ameaça foi feita por um ex-Presidente da Rússia e vamos proteger o nosso povo”, disse ainda Trump, atacando novamente Dmitry Medvedev.
BREAKING: Trump says he positioned nuclear submarines near Russia for the protection of people pic.twitter.com/YyivkPs9o9
— Insider Paper (@TheInsiderPaper) August 1, 2025
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EUA e NATO estão a trabalhar para encontrar uma nova forma para entregar mais armas à Ucrânia
Os Estados Unidos da América (EUA) e NATO estão a trabalhar numa abordagem nova para providenciar mais armas à Ucrânia.
Tal como acontece atualmente, os fundos dos países da NATO seriam usados para comprar ou transferir armas dos Estados Unidos para território ucraniano, avança a Reuters.
Esta nova cooperação ocorre num momento em que Donald Trump tem deixado várias críticas à Rússia.
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Zelensky acusa Rússia de apenas "ganhar tempo" para continuar guerra e pede "pressão" da comunidade internacional
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou, no seu discurso diário, que a Rússia está apenas a “tentar ganhar tempo” para continuar a guerra e espalhar o “terror”.
“É muito importante que a perspetiva de novas sanções, fortes sanções, comecem a pôr pressão na Rússia. Todas as finanças russas, todos os esquemas que enchem os bolsos russos devem ser sancionados”, disse Volodymyr Zelensky.
We understand who calls the shots in Russia, and thus Ukraine is once again offering to move beyond technical talks—not to exchange statements, but to actually meet at the level of leaders. pic.twitter.com/bNLW3JGV1z
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 1, 2025
Para o líder ucraniano, “apenas isto” vai convencer Moscovo “a trabalhar pela paz”: “A Ucrânia está grata aos Estados Unidos, grata à Europa e a todos os amigos em todo o mundo”.
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Senador avisa que Rússia está a "exceder-se": "Trump não deixa que brinquem com ele"
O senador republicano norte-americano, Lindsey Graham, um dos maiores aliados de Donald Trump, avisou que a Rússia se está “a exceder” — e isso motivou uma resposta do Presidente norte-americano.
To my friends in Russia:
President Trump seeks peace not conflict. However, please understand that he is not Obama, he is not Biden, and he will not be trifled with.
You are overplaying your hand. pic.twitter.com/3pDDg3EINz— Lindsey Graham (@LindseyGrahamSC) August 1, 2025
No X, Lindsey Graham disse que o Presidente norte-americano “procura paz e não guerra”. Contudo, avisou que Donald Trump “não é Obama, não é Biden”, não “deixando que brinquem com ele”.
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Conselheiro de Zelensky ridiculariza Medvedev: "Vodka nunca acaba bem"
O conselheiro de Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak, atirou-se hoje ao vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter mobilizado dois submarinos nucleares para as redondezas da Rússia.
Numa referência aos problemas de alcoolismo de Dmitry Medvedev, Andriy Yermak escreveu no X que parece o antigo Presidente russo “ainda não acredita que o vodka nunca acaba bem”.
“Paz através da força”, escreveu ainda o conselheiro.
Peace through strength ????
Looks like Medvedev still doesn’t believe that «vodka» never ends well. https://t.co/6a1clmu4DK
— Andriy Yermak (@AndriyYermak) August 1, 2025
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Zelensky visita local de ataque russo em Kiev. "É impossível justificar o que a Rússia está a fazer"
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, visitou hoje o local de um ataque russo em Kiev, que resultou em 31 vítimas mortais e 179 feridos.
“É impossível justificar o que a Rússia está a fazer. Nós nunca esqueceremos a matança do nosso povo, esses ataques brutais”, criticou Volodymyr Zelensky, no X.
O Presidente da Ucrânia enviou condolências às famílias. “Este foi um dos ataques mais brutais na capital”, disse.
“Hoje, no local, falei com a população. O Estado vai definitivamente ajudar e apoiar todos os afetados”, assegurou Volodymyr Zelensky.
It's impossible to justify what Russia is doing. We will never forgive the killing of our people, these brutal strikes. With yesterday’s strike on Kyiv, Russia killed 31 people. 179 were injured. My sincere condolences to the families, the loved ones, and to all who have lost… pic.twitter.com/3Kgo06T8gl
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 1, 2025
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Por causa das "declarações provocadoras" de Medvedev, Trump coloca submarinos nucleares perto da Rússia
O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a reagir às “declarações altamente provocadoras” do antigo chefe de Estado russo, Dmitry Medvedev, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.
Donald Trump ordenou que “dois submarinos nucleares sejam posicionados em regiões apropriadas”, caso as “declarações tontas e inflamatórias” de Dmitry Medvedev se repitam — e “forem mais do que aparentam”.
“As palavras são muito importantes e podem levar a consequências indesejadas”, alertou Donald Trump numa publicação na Truth Social, esperando que “não seja uma destas situações”.
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Lavrov concorda com Rubio: "Nunca poderá haver confronto militar direto entre os EUA e Rússia"
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse hoje concordar com o seu homólogo norte-americano, Marco Rubio.
“Os europeus estão histericamente a exigir que a Ucrânia seja arrastada para a NATO, mas Marco Rubio confirmou recentemente que adota uma abordagem responsável, afirmando que um conflito militar direto entre EUA e Rússia não deve ser permitido. Concordamos plenamente com isso”, disse Sergei Lavrov, numa nota do site do MNE russo.
O ministro sublinhou que as conversas entre os Estados Unidos e a Rússia “estão a ter progressos”. “Os nossos colegas norte-americanos, ao contrários dos europeus, estão cientes as realidades atuais e estão a levar em consideração as causas profundas da guerra”, disse ainda.
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Trump denuncia que morreram em julho quase "20 mil soldados russos" na guerra "ridícula" com a Ucrânia
O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, foi informado que “quase 20 mil soldados russos morreram” em julho na “guerra ridícula com a Ucrânia”.
“A Rússia perdeu 112.500 soldados desde o início da guerra. São muitas mortes desnecessárias”, criticou Donald Trump, numa publicação da Truth Social.
O Presidente norte-americano também deu conta de que a Ucrânia “tem sofrido bastante”: “Perderam oito mil soldados desde 1 de janeiro de 2025 e esse número não inclui os desaparecidos. A Ucrânia também perdeu civis, mas em menor número, enquanto mísseis russos caem em Kiev e outros locais ucranianos”.
Donald Trump insistiu depois que esta é uma “guerra que nunca deveria ter começado” e que é uma “guerra” do antecessor, Joe Biden. “Estou aqui a ver se consigo pará-la.”
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Trump está desiludido? Putin diz que isso vem "de expectativas elevadas"
Vladimir Putin reagiu ainda ao facto de o Presidente norte-americano estar “desiludido” como a Rússia está a levar a cabo a guerra na Ucrânia.
"As for any disappointments from anyone, all disappointments arise from excessive expectations"
Vladimir Putin on disappointments from anyone. pic.twitter.com/MrbAMUiby1
— S p r i n t e r (@SprinterObserve) August 1, 2025
“Qualquer desilusão sentida por alguém, toda a desilusão, vem de expectativas elevadas. É uma regra de senso comum”, assinalou Vladimir Putin.
Para o líder russo, acabar com a guerra na Ucrânia exige “discussões sérias” — e não “em público”, mas “calmamente”, algo que exige um “processo negocial”.
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Putin e Lukashenko visitaram mosteiro na ilha de Valaam
O Presidente da Rússia e da Bielorrússia, Vladimir Putin e Alexander Lukashenko, visitaram um mosteiro na ilha de Valaam, na visita oficial que o líder bielorrusso está a fazer na Rússia.
POOL/AFP via Getty Images
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Lukashenko perguntou a Putin "por que motivo" a Rússia não avança mais rápido no campo de batalha. "É por pena das pessoas"
O líder bielorrusso, sobre a guerra, reiterou que a Rússia “está a avançar” na linha da frente.
Alexander Lukashenko recordou que perguntou a Vladimir Putin o motivo pelo qual não avança mais rápido no campo de batalha. “Sinto pena das pessoas” foi a resposta do líder russo, segundo o Presidente bielorrusso: “Devagar, mas com confiança”.
Sobre o Ocidente, o Presidente da Bielorrússia repetiu as críticas do seu homólogo russo. “Os norte-americanos têm interesse em enfraquecer a UE como centro de poder”, avisou Alexander Lukashenko.
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Ao lado de Putin, Lukashenko atira-se a Trump: "Se quer a paz, não deve ditá-la"
Na mesma conferência de imprensa, o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, atirou-se ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump: “Se quer a paz, deve envolver-se no processo de paz e não deve ditá-la”.
O líder bielorrusso, citado pela RIA, acusou a Ucrânia de “querer o impossível”. “Para que a Ucrânia tenha uma reunião com Putin, precisa primeiro de preparar terreno”, disse.
“Ninguém conseguirá colocar Minsk e Moscovo de joelhos. Estamos determinados a defender os nossos interesses”, assegurou Alexander Lukashenko.
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Putin critica União Europeia pela "perda de soberania e independência económica"
Sobre o Ocidente, Vladimir Putin disse que “quer impedir o avanço da Rússia”. “Fortalecer a soberania da Rússia é um dos objetivos da operação militar especial”, afirmou.
Na conferência de imprensa, o líder russo esclareceu que a “soberania desempenha um papel fundamental no mundo moderno, inclusive para o desenvolvimento económico”.
“A União Europeia não tem isso hoje”, lamentou, relacionando esta “perda de soberania política” com a “perda de independência económica”.
“Está claro que hoje a União Europeia não tem tanta soberania. Tornou-se óbvio que isso não existe”, vincou Vladimir Putin.
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Putin confirma controlo de Chasiv Yav pela Rússia e diz que liderança ucraniana "está mal informada"
O Presidente da Rússia confirmou, na conferência de imprensa, que a cidade de Chasiv Yar, na província de Donestsk, foi controlada pelas tropas do país.
“Foi libertada há alguns dias, não ontem”, especificou Vladimir Putin, confirmando, no entanto, que a Ucrânia está a “tentar contra-atacar” na região.
A Ucrânia nega que a Rússia tenha controlado Chasiv Yar, mas Vladimir Putin respondeu à “liderança ucraniana”: “Está mal informada sobre a situação”.
Vladimir Putin assinalou que as “tropas russas estão a avançar ao longo de toda a linha da frente”.
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Ao lado de Lukashenko num banco de jardim, Putin ataca Ucrânia: é "humilhante" perda da soberania e corrupção "é galopante"
É uma conferência de imprensa inusual. Num um banco de jardim em São Petersburgo, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, prestou declarações à imprensa, ao lado de Alexander Lukashenko, o chefe de Estado da Bielorrússia.
POOL/AFP via Getty Images
Citado pela agência RIA, Vladimir Putin atacou a Ucrânia pela “falta de soberania”: “É humilhante”. Para o líder russo, Kiev está completamente dependente da ajuda externa europeia e norte-americana.
Sobre corrupção, Vladimir Putin frisou que é “característica de quase todos os países”: “A questão é se a sociedade está pronta para combatê-la”.
Vladimir Putin acusou a Ucrânia ser um país com corrupção “galopante”, indicando que as agências anticorrupção ucranianas — que estiveram na origem de vários protestos contra a presidência — nunca foram eficazes.
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Zelensky reage às declarações de Putin e pede ao Kremlin que passe das "declarações" para as "negociações entre líderes"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reagiu às declarações do seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a “forma positiva” como vê as negociações com a Ucrânia.
Numa publicação na rede social X, Zelensky afirmou que “se estes forem sinais de uma vontade genuína de terminar a guerra com dignidade e estabelecer uma paz verdadeiramente duradoura — e não apenas uma tentativa de ganhar mais tempo para a guerra ou atrasar sanções — então a Ucrânia reafirma mais uma vez a sua prontidão para se reunir ao nível dos líderes a qualquer momento“.
We see and support President Trump’s @POTUS efforts to end Russia’s war, to stop the killing, and to achieve a dignified and lasting peace. We are grateful to everyone around the world who supports peace efforts and helps us protect lives.
We have heard the statements coming out…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 1, 2025
“A Ucrânia pede que se vá além da troca de declarações e das reuniões de nível técnico para negociações entre líderes”, sublinhou o líder ucraniano, acrescentando que “o que é necessário é a prontidão da Rússia”.