Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A situação no Irão atingiu um ponto crítico com o encerramento do espaço aéreo do país a voos comerciais. O governo iraniano afirmou ter o controlo da situação após protestos que resultaram na morte de mais de 2.500 pessoas, segundo organizações não governamentais. A repressão violenta tem gerado uma forte reação internacional, com os países ocidentais a tomar precauções, aconselhando os seus cidadãos a deixarem o país.
    • Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, não descartou a possibilidade de uma intervenção militar no Irão, considerando a situação das execuções de manifestantes como alarmante. Trump anunciou que não aceitará execuções de manifestantes, indicando que recebeu informações de que estas foram suspensas, embora a ameaça de retaliação militar persista.
    • A execução de Erfan Soltani, um jovem manifestante iraniano, foi adiada mas continua a ser uma possibilidade iminente. Este caso, em particular, tem gerado apelos por parte de grupos de direitos humanos e pode tornar-se explosivo à medida que o escrutínio internacional aumenta.
    • A Guarda Nacional Revolucionária do Irão encontra-se em alerta máximo, preparando-se para responder a qualquer agressão externa, e avisou que retaliará contra bases norte-americanas na região se os Estados Unidos derem início a uma ofensiva. O Irão responsabiliza também Israel por tentar arrastar os EUA para os seus conflitos regionais, acusando-o de armar manifestantes.

  • Boa quinta-feira, caro leitor!

    Encerramos aqui este artigo em direto onde seguimos em permanência a situação no Irão. Pode acompanhar, neste outro liveblog agora aberto, as notícias sobre os protestos violentos ao longo desta quinta-feira — marcada pela reunião do Conselho de Segurança da ONU.

    Conselho de Segurança da ONU reúne-se sobre situação no Irão

  • Grupo de direitos humanos diz que execução de manifestante iraniano foi adiada, mas alerta que a sua vida ainda corre risco

    A possibilidade de execução de um jovem iraniano de 26 anos por protestos contra o regime gerou uma onda de revolta. A execução, prevista para esta quarta-feira, não aconteceu, mas terá sido adiada, afirma um grupo de direitos humanos, alertando que a vida deste jovem ainda corre perigo. A informação é reportada pela AFP.

    A execução de Erfan Soltani, estava marcada para quarta-feira, mas foi adiada, afirma o grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, acrescentando que há “preocupações sérias e contínuas” em relação à sua vida.

  • Irão encerra espaço aéreo a voos comerciais

    O Irão emitiu uma nota há momentos a determinar o encerramento do seu espaço aéreo a voos comerciais, a não ser que haja ordem em contrário para aterrar ou descolar.

  • Ministro iraniano diz que governo está em "pleno controlo"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirma que o governo está em pleno controlo, após um intenso período de protestos por todo o país, onde morreram pelo pelo menos 2.571 pessoas.

    “Após três dias de operações terroristas, agora há calma. Estamos em pleno controlo”, disse Araghchi ao programa “Special Report” da emissora norte-americana Fox News.

  • Trump recusa descartar operação militar no Irão mesmo depois de dizer que as execuções no Irão foram canceladas

    Donald Trump recusa-se a dizer que a hipótese de uma operação militar no Irão foi descartada, mesmo após afirmar que as execuções no Irão foram canceladas. Em declarações aos jornalistas na Casa Branca, o presidente norte-americano foi pressionado sobre quem exatamente lhe disse que as mortes de manifestantes foram interrompidas, mas Trump disse apenas: “Fomos informados por fontes muito, muito importantes do outro lado, e elas disseram que as mortes foram interrompidas e que as execuções não acontecerão”.

    “Era suposto haver muitas execuções hoje, e [essas] não vão ocorrer”, afirma Trump. “Fomos informados por fontes fidedignas, e espero que seja verdade, [mas] quem sabe.”

    Pressionado sobre se isso significa que os ataques militares estão fora de questão, Trump evita responder de forma definitiva. “Vamos observar e ver como é o processo, mas recebemos uma declaração muito boa de pessoas [que] estão cientes do que está a acontecer.”

  • Alemanha adverte companhias aéreas contra voos no espaço aéreo iraniano

    As autoridades alemãs emitiram uma diretiva apelando às companhias aéreas alemãs para que evitem o espaço aéreo iraniano, de acordo com o serviço de rastreamento de voos Flightradar24.

    O aviso surge numa altura em que vários países europeus também alertam os seus cidadãos contra viagens ao Irão devido a questões de segurança.

  • Embaixada britânica em Teerão foi fechada "temporariamente"

    A embaixada britânica em Teerão foi fechada temporariamente, noticiou a emissora Sky News, citando um porta-voz do governo do Reino Unido.

    “Fechámos temporariamente a embaixada britânica em Teerão, que passará a funcionar remotamente. As recomendações de viagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros foram atualizadas para refletir esta alteração consular”, disse o porta-voz.

  • Trump diz que "a matança já parou" e que não há "planos para execuções" no Irão

    Falando aos jornalistas na Casa Branca, o Presidente dos EUA, Donald Trump acalmou o tom face ao Irão, afirmando que “a matança já parou” ou “está a parar”.

    “Não há planos para execuções. Disseram-me isso, vamos descobrir”, acrescentou.

  • Vários navios comerciais ancoraram fora dos portos iranianos devido às tensões com os EUA

    Vários navios comerciais ancoraram fora dos limites portuários do irão, noticiou a agência Reuters, que analisou dados da navegação marítima.

    As fontes consultadas pela Reuters indicaram que estas movimentações eram “preventivas, dadas as tensões em meio aos protestos em curso no Irão”.

    “Os limites portuários são significativos porque apresentam um risco maior de danos colaterais em caso de ataques aéreos a infraestruturas próximas”, lê-se ainda.

  • Itália e Polónia pedem aos seus cidadãos para sairem do país

    Os ministérios dos Negócios Estrangeiros de Itália e Polónia pediram aos cidadãos dos seus países para sairem do país, em comunicados emitidos esta quarta-feira.

    No site do ministério, o órgão liderado por Antonio Tajani conta que o ministro teve uma reunião esta quarta-feira sobre a situação no Irão.

    “O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e renova veementemente o apelo aos cidadãos italianos no Irão para que abandonem o país”, acrescentou.

    Já Varsóvia, na rede social X, apela “à saída imediata do Irão e desaconselha qualquer viagem para esse país”, afirmando que “a situação interna no Irão é instável”.

  • Erfan Soltani não deverá executado esta quarta-feira, avança familiar à Sky News

    O manifestante iraniano Erfan Soltani, que tem previsão de ser executado por protestos, não foi executado esta quarta-feira, segundo a emissora Sky News, que falou com um membro da família.

    Porém, acrescentou esse familiar, Soltani pode enfrentar a pena a qualquer momento.

  • Países do G7 prontos para impor novas medidas ao Irão se repressão continuar

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países do G7 afirmam estar preparados para impor medidas restritivas adicionais ao Irão se o país continuar a reprimir protestos e dissidências, violando as obrigações internacionais em matéria de direitos humanos.

    “Estamos profundamente alarmados com o elevado número de mortos e feridos relatados”, afirmou o G7, reporta a Aljazeera. “Condenamos o uso deliberado da violência e o assassinato de manifestantes, as detenções arbitrárias e as táticas de intimidação das forças de segurança contra os manifestantes”, afirma o comunicado.

  • Trump "sente-se obrigado a tomar medidas contra o Irão", reporta CNN Internacional

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “acredita cada vez mais que deve tomar medidas decisivas contra o regime”, escreve a CNN Internacional, citando altos funcionários familiarizadas com o assunto, falando sob anonimato.

    Segundo a estação de televisão, altos funcionários da administração Trump reuniram-se na terça-feira para afinar um conjunto de opções para o presidente. Trump também foi informado sobre os últimos números de mortos no Irão e as expectativas dos EUA sobre como a repressão brutal do regime poderá prosseguir, incluindo a possibilidade de execuções.

    Trump tem ameaçado repetidamente com uma ação militar contra o governo iraniano por usar força letal contra manifestantes e agora sente-se obrigado a cumprir a sua promessa, segundo as autoridades que falaram para a reportagem.

  • Irão entre os 75 países com vistos suspensos nos EUA

    Washington está a suspender o processamento de vistos para 75 países, incluindo o Irão, noticiou esta quarta-feira a Fox News, citando um memorando do Departamento de Estado.

    O documento orienta os funcionários consulares a recusarem vistos enquanto o executivo reavalia os procedimentos de triagem e verificação. Somália, Rússia, Afeganistão, Brasil, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia, Iémen são alguns dos países visados. A lista completa não foi divulgada pela rede norte-americana.

    A suspensão tem início a 21 de janeiro e vai continuar por tempo indeterminado até que o Departamento realize uma reavaliação do processamento de vistos.

  • Estará iminente uma intervenção militar dos EUA no Irão?

    A especialista em Relações Internacionais, Daniela Nunes, acredita que uma intervenção americana é um trunfo que ainda não será utilizado por Trump. Analisa ainda a situação na Gronelândia. Ouça aqui o novo episódio de Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

    Estará iminente uma intervenção militar dos EUA no Irão?

  • Governo iraniano considera “vingança contra o povo” tarifas de EUA a países que negoceiem com Teerão

    O Governo iraniano classificou a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% aos países que mantêm negócios com Teerão como “vingança contra o povo iraniano por defender a sua pátria”.

    Estas declarações surgem num contexto de ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de uma possível intervenção militar no Irão para deter a violenta repressão desencadeada por uma onda de protestos, que fez mais de 2.000 mortos.

    “O povo iraniano é sujeito a sanções económicas cruéis e ilegais, bem como a pressões por parte dos Estados Unidos e de alguns dos seus aliados, há mais de 75 anos, sob diversos pretextos, o que reflete um ressentimento institucionalizado contra o povo iraniano dentro do sistema de formulação de políticas e de tomada de decisões dos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, num comunicado publicado nas redes sociais.

    Sustentou também que as sanções norte-americanas “ilegais e desumanas” entram “em conflito” com os princípios e normas internacionais, sublinhando que tais medidas “são consideradas um crime contra a humanidade, dado que violam os direitos fundamentais de todos e cada um dos cidadãos iranianos”.

    “Os responsáveis por estas sanções devem prestar contas pelas consequências destes crimes”, defendeu Baqaei, e alertou igualmente para “os perigosos efeitos das medidas coercivas unilaterais dos Estados Unidos sobre o sistema de comércio internacional”, antes de pedir à ONU que “cumpra o seu dever de proteger o Estado de Direito a nível internacional”.

    Trump anunciou na segunda-feira a imposição “com efeito imediato” de uma tarifa aduaneira de 25% a “qualquer país que faça negócios” com Teerão – uma medida imediatamente criticada pela China -, no âmbito das suas ações e ameaças ao Irão devido à mortífera repressão de protestos no país centro-asiático.

  • Irão acusa Israel de gostar de "arrastar os EUA para combater as suas guerras"

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acusou Israel de tentar sistematicamente envolver os EUA nos seus conflitos regionais.

    Em declarações publicadas no Telegram, citadas pela Al Jazeera, Hossein Amir-Abdollahian, afirmou que Israel tem procurado “arrastar os EUA para travar guerras em seu nome” e responsabilizou Telavive pela violência registada recentemente no Irão.

    “Agora que as nossas ruas foram manchadas de sangue, Israel afirma aberta e orgulhosamente que ‘armou os manifestantes com armas de guerra’, justificando assim as centenas de mortos”, escreveu o chefe da diplomacia iraniana.

    Dirigindo-se diretamente ao presidente norte-americano, Abdollahian acrescentou que Donald Trump “deveria saber exatamente para onde olhar” se quiser pôr termo ao derramamento de sangue.

  • Egito anuncia acordo sobre comité para administrar Faixa de Gaza

    O Egito anunciou hoje um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar a Faixa de Gaza, nos termos do plano do Presidente norte-americano, Donald Trump.

    “Esperamos que, após este acordo, o comité seja anunciado em breve (…) e posteriormente destacado para a Faixa de Gaza para gerir a vida quotidiana e os serviços essenciais”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, após conversações sobre o tema no Cairo.

    A formação do comité está prevista no plano de paz de Trump e cuja primeira fase incluiu um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, após dois anos de guerra entre o grupo extremista Hamas e Israel.

  • EUA estão a retirar pessoal de bases estratégicas no Médio Oriente, noticia a Reuters

    Os EUA estão a retirar pessoal de bases estratégicas na região, como medida preventiva, num contexto de agravamento das tensões com o Irão, revelou esta quarta-feira uma fonte oficial norte-americana à agência Reuters, sob anonimato.

    A decisão surge depois de um alto responsável iraniano ter afirmado à mesma agência que Teerão avisou países vizinhos que acolhem forças norte-americanas de que bases dos EUA serão alvo de ataques caso Washington avance com uma ofensiva.

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