Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Chefe da delegação iraniana avisa que irá dar uma "resposta esmagadora" aos EUA em caso de violação do memorando ou de "ambição excessiva"
- Nível de perigo no Estreito de Ormuz baixou para "moderado"
- Oito países condenam a violência de colonos israelitas na Cisjordânia
- Líderes aprovam conclusões sobre Ucrânia por unanimidade pela primeira vez em 18 meses
- Empresas europeias podem vir a ser proibidas de vender gás natural liquefeito russo
- Macron não acredita que guerra tenha terminado e pede responsabilidade a Netanyahu
- Irão anuncia suspensão de portagens em Ormuz durante 60 dias e compromete-se com as operações de desminagem
- Witkoff diz que Irão vai permitir visita de inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica
- Navios retidos no Golfo Pérsico voltam a navegar pelo Estreito de Ormuz, mas apenas em duas vias
- Trump espera cessar-fogo em "todas as frentes" e desmente o pagamento de 300 mil milhões de dólares ao Irão
- Kallas sublinha falta de condições para levantar sanções da UE a Teerão
- Trump é o "único chefe de Estado de todo o mundo que simpatiza com a nação de Israel neste momento"
- Khamenei garante que as negociações presenciais com os Estados Unidos não vão aceitar a "visão do inimigo"
- Líder Supremo do Irão assume ter tido "uma visão diferente" do memorando, mas aceitou por persuasão do Presidente iraniano
- Líder Supremo do Irão vai comentar o memorando de entendimento esta quinta-feira
- Estados Unidos impõem novas sanções contra entidades e indivíduos com ligações ao Hezbollah
- Bloqueio naval aos portos iranianos oficialmente levantado
- Ataque israelita em Gaza provocam três mortos e vários feridos
- Vance afirma que Israel "tem de respeitar este processo de paz" e que ataques a Beirute não foram "aceitáveis"
- Vance pede uma estrutura para o Estreito de Omuz, sob pena de não haver um acordo final
- Congresso norte-americano deverá receber uma cópia do memorando esta quinta-feira
- Rússia ameaça a Ucrânia com ataques em grande escala após bombardeamentos em Moscovo
- Período de 60 dias para assinatura de um acordo final "começa hoje", afirma JD Vance
- Montenegro diz que “algumas personalidades portuguesas” podem representar União junto da Rússia
- JD Vance afirma que o memorando "já está a dar verdadeiros frutos" e que 12,5 milhões de barris de petróleo atravessaram o Estreito de Ormuz
- "É normal que reposição da situação dos combustíveis tome algum tempo”, diz Leitão Amaro
- Assinatura presencial do memorando de entendimento foi cancelada, avança MNE paquistanês
- Netanyahu reafirma que as IDF vão continuar a operar no sul do Líbano
- Trump garante que "o petróleo está a fluir" e afirma que o "mundo estará mais seguro" porque Teerão "nunca poderá ter uma arma nuclear"
- Secretário-geral da NATO satisfeito com críticas de governante dos EUA aos aliados europeus
- NATO não pode ser "ingénua" perante a Rússia, diz Mark Rutte
- Enquanto EUA revêm presença militar na Europa, NATO está pronta para reforçar apoio à Ucrânia
- Rutte diz que países da NATO estão a aumentar os gastos com defesa já este ano
- Costa Silva avisa que acordo é frágil e lamenta que Europa seja reativa em vez de protagonista
- Imprensa libanesa relata três mortos em ataques israelitas no sul do Líbano
- Líderes do Qatar e do Egito falaram ao telefone sobre acordo entre EUA e Irão
- Netanyahu planeia usar senadores norte-americanos pró-Israel para influenciar termos de acordo entre os EUA e o Irão, afirma fonte israelita
- Dezenas de palestinianos manifestaram-se em Gaza. Exigem autorização para viajar para o estrangeiro para receber tratamento médico
- Decisão final sobre envio de delegação iraniana para a Suíça ainda não foi tomada
- Três petroleiros sauditas passaram pelo Estreito de Ormuz
- Presidente do Irão publica fotografias do "documento histórico" assinado pelos EUA e Irão
- Alemanha envia navios para o Mar Vermelho para possível missão de segurança no Estreito de Ormuz
- Kallas responde a MNE israelita e reafirma compromisso da UE com "relação construtiva" com Israel
- Amnistia acusa Irão de possíveis crimes de guerra com ataques na Arábia Saudita e Bahrein
- Israel afirma que vai continuar a realizar operações no sul do Líbano para "remover ameaças"
- Primeiro-ministro paquistanês também assinou memorando de entendimento entre EUA e Irão
- Voos suspensos nos principais aeroportos de Moscovo
- Trump defende-se das críticas sobre a sua postura com o Irão: "Esses totós são pessoas invejosas, más ou estúpidas"
- MNE israelita anuncia corte total de relações com Kaja Kallas: "Tem agido de forma obsessiva e com flagrante injustiça em relação a Israel"
- Ministro ucraniano diz que ataques ucranianos podem parar se Putin decidir terminar a guerra que iniciou
- Dois mortos e oito feridos em ataques israelitas na Faixa de Gaza
- Bélgica anuncia envio de caças F-16 para a Ucrânia
- Zelensky diz que ataques de Kiev a Moscovo são "resposta totalmente justificada aos ataques russos"
- Estados Unidos poderão não fornecer apoio prometido à NATO, diz Mark Rutte
- Suíça confirma reunião entre EUA e Irão em Bürgenstock: "O plano mantém-se"
- Ataque com drone israelita no sul do Líbano faz um morto e um ferido grave
- Defesa aérea ucraniana intercetou mísseis e mais de 200 drones russos na última madrugada
- Ataque ucraniano atinge refinaria de petróleo de Moscovo
- Ataques russos provocam um morto e dois feridos em várias regiões da Ucrânia
- As imagens de Trump e Pezeshkian a assinarem o Memorando de Entendimento
- Pete Hegseth destaca investimento dos EUA na Defesa e reforço do compromisso com a NATO
- Líderes da UE debatem hoje apoio à Ucrânia com Zelensky e próximo orçamento europeu
- Paquistão confirma que o Estreito de Ormuz será reaberto "instantaneamente" após acordo entre Washington e Teerão
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Bom dia!
Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar os desenvolvimentos das tensões internacionais neste novo artigo em direto que agora abrimos.
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O que se passou até agora
- Após a assinatura do memorando de entendimento entre os EUA e o Irão, registou-se um impacto positivo nos mercados, com referências à queda dos preços do petróleo. O Paquistão garantiu que o fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz recomeçaria imediatamente após a assinatura do acordo, embora a normalização da circulação deva demorar meses. Mas o memorando tem sido criticado, nos EUA, tanto por republicanos como por democratas.
- O Presidente francês afirmou hoje não acreditar que a guerra “tenha terminado por completo”, apesar do acordo assinado na quarta-feira, pedindo ao primeiro-ministro israelita prova de “responsabilidade e racionalidade” na frente libanesa.
- Os líderes da União Europeia reuniram-se em Bruxelas para discutir o apoio à Ucrânia, após recentes ataques de Kiev a Moscovo como resposta aos ataques russos a cidades ucranianas.
- Informações do exército israelita indicam a continuidade das operações no sul do Líbano, apesar das crescentes pressões internacionais e das negociações de paz em curso na região.
Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
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Chefe da delegação iraniana avisa que irá dar uma "resposta esmagadora" aos EUA em caso de violação do memorando ou de "ambição excessiva"
O Irão está disposto a dar uma “resposta esmagadora” aos Estados Unidos caso Washington viole os pontos do memorando de entendimento ou desenvolva uma “ambição excessiva”. O aviso foi feito pelo presidente do parlamento iraniano e principal negociador de Teerão, Mohammad Bagher Ghalibaf.
“Em caso de má-fé, a quebra do acordo ou a ambição excessiva por parte do lado adversário, não teremos qualquer hesitação em dar uma resposta esmagadora ao inimigo”, avisou Ghalibaf na rede social X.
O chefe da delegação iraniana afirma que os Estados Unidos “já levaram uma bofetada na guerra uma vez” e podem levar “uma bofetada ainda mais forte”, caso queiram regressar às hostilidades.
گوشبفرمانیم، وظیفهٔ محولشده به ما توسط مقام معظم رهبری پیگیری تحقق شروط و بندهای تفاهم است.
در صورت بدعهدی، پیمانشکنی و زیادهخواهی طرف مقابل هیچ تردیدی در پاسخ کوبنده به دشمن نداریم.
یکبار در جنگ سیلی خوردند، اگر بخواهند دوباره همان مسیر را بروند سیلی محکمتری خواهند خورد.
— محمدباقر قالیباف | MB Ghalibaf (@mb_ghalibaf) June 18, 2026
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Memorando de entendimento alvo de críticas nos EUA por parte de republicanos e democratas
Desde que foi anunciado o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, que o documento está a ser alvo de críticas por parte de democratas, mas também de republicanos, aliados do Presidente Donald Trump.
“Dar mil milhões de dólares a lunáticos teocráticos que nos querem matar não é uma boa ideia“, acusou o senador republicano Ted Cruz, um dos principais aliados de Trump, à Fox News, que acredita que o Presidente norte-americano está a receber “maus conselhos”.
Outro republicano, o senador Bill Cassidy, citado pela CNN, alegou que o Irão “saiu mais forte” e que os Estados Unidos e os seus aliados ficaram “mais fracos”, tendo também atacado o fundo de 300 mil milhões de dólares.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, apelidou o memorando como um “fiasco” e “um dos piores acordos que já vimos na política externa e diplomática dos Estados Unidos“.
“Esta não é a arte da negociação. É a arte da rendição”, referiu, citado pela CNN, afirmando que os norte-americanos “não conseguiram quase nada do que queriam e precisavam” e que o país não vai pagar o fundo de 300 mil milhões de dólares (258,8 mil milhões de euros) para a reconstrução do Irão.
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Ataques israelitas na Faixa de Gaza provocam um morto e vários feridos
Um ataque israelita provocou um morto junto à Ponte Wadi Gaza, refere a agência de notícias palestiniana WAFA.
Um outro ataque, perpetrado com recurso a artilharia, provocou dois feridos em Khan Younis, enquanto um terceiro, com drones, deixou várias pessoas feridas, perto da Mesquita de Al-Sunna, em Al-Nafaq, a norte da cidade de Gaza.
Desde o cessar-fogo, em vigor na Faixa de Gaza desde outubro de 2025, foram mortos mais de mil palestinianos, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave, citados pela Reuters.
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Nível de perigo no Estreito de Ormuz baixou para "moderado"
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, sigla inglesa) baixou o nível de perigo no Estreito de Ormuz para “moderado”, segundo o comunicado publicado pela agência esta quinta-feira.
No entanto, a autoridade avisa que os navegantes “devem estar cientes da existência de minas e prever a presença naval à medida que as operações de desminagem avançam“, assim como do congestionamento nas rotas de navegação e de “potenciais chamadas de rádio VHF por parte das forças navais para apoiar a livre navegação”.
A UKMTO refere também que a rota sul, junta das águas territoriais de Omã, não contém minas e que é a “rota recomendada”.
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Oito países condenam a violência de colonos israelitas na Cisjordânia
Oito países — Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Turquia, Egito, Qatar, Paquistão e Indonésia — condenaram esta quinta-feira a violência de colonos israelitas contra palestinianos na Cisjordânia.
“[Os oito países] condenam, nos termos mais veementes, a continuidade e a escalada da violência dos colonos contra os palestinianos na Cisjordânia ocupada, incluindo os recentes ataques à Grande Mesquita na aldeia de Jiljilya e à Mesquita Al-Faruq na aldeia de Mazari al-Nubani, a norte de Ramallah”, lê-se no comunicado, publicado pelo Ministério saudita dos Negócios Estrangeiros, no X.
#بيان | يدين وزراء خارجية كل من المملكة العربية السعودية، والمملكة الأردنية الهاشمية، ودولة الإمارات العربية المتحدة، ودولة قطر، وجمهورية إندونيسيا، وجمهورية باكستان الإسلامية، وجمهورية مصر العربية، والجمهورية التركية، بأشدّ العبارات استمرار وتصاعد عنف المستوطنين ضد الفلسطينيين… pic.twitter.com/ZfUnq3WBfE
— وزارة الخارجية ???????? (@KSAMOFA) June 18, 2026
Os ataques de colonos israelitas na Cisjordânia têm aumentado ao longo deste ano.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (ENUCAH), entre 1 de janeiro e 11 de junho, ocorreram mais de mil ataques de colonos, numa média de seis por dia, o maior número alguma vez registado. Os ataques provocaram mais de 2.200 deslocados.
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Líderes aprovam conclusões sobre Ucrânia por unanimidade pela primeira vez em 18 meses
Os líderes da União Europeia aprovaram hoje pela primeira vez em mais de um ano conclusões sobre a Ucrânia por unanimidade, nas quais dizem estar preparados para “intensificar o empenho” em “esforços diplomáticos” para acabar com a guerra.
“Hoje, os 27 líderes estão todos juntos, unidos e empenhados em apoiar a Ucrânia”, escreveu o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa publicação nas redes sociais, pouco antes de os líderes da União Europeia (UE) terem terminado o ponto da cimeira europeia sobre a Ucrânia, que contou com a participação presencial de Volodymyr Zelensky.
Uma porta-voz de António Costa indicou que as conclusões foram aprovadas por unanimidade, tendo os líderes igualmente decidido renovar sanções setoriais à Rússia por mais 12 meses.
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Empresas europeias podem vir a ser proibidas de vender gás natural liquefeito russo
As empresas com sede na União Europeia podem vir a ser proibidas de vender gás natural liquefeito russo (GNL), avança a Reuters, com base numa carta dirigida à empresa de consultoria marítima Poten and Partners, enviada pelo Comissário Europeu da Energia, datada de 1 de junho.
“A proibição impede que as empresas comercializem GNL russo para países terceiros, pois é irrelevante se o GNL russo se destina ou não à União Europeia”, lê-se na carta.
Apesar da suspensão às importações de GNL russo até 2027, “muitas empresas com sede na União Europeia que detêm contratos de longo prazo para GNL russo afirmaram que estas regras, juntamente com as sanções contra a Rússia, não deixavam claro se as empresas poderiam desviar estas cargas para comprradores fora da União Europeia“, refere a Reuters.
No ano passado, a União Europeia importou 14,94 milhões de toneladas métricas de GNL russo do Ártico Ocidental.
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Macron não acredita que guerra tenha terminado e pede responsabilidade a Netanyahu
O Presidente francês afirmou hoje não acreditar que a guerra “tenha terminado por completo”, apesar do acordo assinado na quarta-feira, pedindo ao primeiro-ministro israelita prova de “responsabilidade e racionalidade” na frente libanesa.
“É sempre melhor ter um acordo do que a guerra, sobretudo quando podem existir riscos de escalada”, disse Emmanuel Macron em declarações à estação France 2. “Entramos numa nova fase, que é a da cooperação e do diálogo, o que é melhor do que a guerra”, acrescentou.
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Irão anuncia suspensão de portagens em Ormuz durante 60 dias e compromete-se com as operações de desminagem
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão anunciou a suspensão de portagens para navios que atravessem o Estreito de Ormuz, durante 60 dias. A informação é avançada pelo próprio conselho, citado pela agência de notícia iraniana Tasnim.
“Nos termos do Memorando de Entendimento de Islamabade, durante um período de 60 dias, nenhuma taxa será cobrada aos requerentes, sendo estes custos cobrados pelo Governo da República Islâmica do Irão”, lê-se no comunicado.
Deste modo, os navios devem solicitar autorização de navegação à Autoridade para o Estreito do Golfo Persa, que foi “instruída a procesar e responder aos pedidos com rapidez e prioridade, a fim de alcançar os objetivos do memorando de entendimento”.
O Irão também se comprometeu em tomar as “medidas necessárias” para desminar o Estreito, com base no memorando.
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Witkoff diz que Irão vai permitir visita de inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica
O Irão terá convidado inspetores da Agência Internacional da Energia Atómica para visitar as suas infraestruturas nucleares, terá informado Steve Witkoff, durante uma reunião privada com legisladores norte-americanos, avança a Associated Press, com base no depoimento de duas fontes que estiveram no encontro.
Witkoff terá dito à liderança do Congresso e a membros de comissões relacionadas com a segurança nacional que o memorando de entendimento firmado entre os EUA e o Irão não incluía quaisquer acordos paralelos, mas que uma carta à parte, com o convite, havia sido enviada por Teerão para o órgão de vigilância nuclear da ONU. Witkoff terá dito ainda que o convite ao diretor da agência, Rafael Mariano Grossi, permitiria também o envio de inspetores nucleares norte-americanos.
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Irão "tenaz e intransigente" vai deixar postura de confronto?
Orlando Samões, especialista em Relações Internacionais, analisa as ameaças do Irão no Estreito de Ormuz e a resistência de Teerão em ceder totalmente às pressões dos Estados Unidos da América.
Ouça aqui a nova edição de ‘Gabinete de Guerra’.
Irão “tenaz e intransigente” vai deixar postura de confronto?
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Navios retidos no Golfo Pérsico voltam a navegar pelo Estreito de Ormuz, mas apenas em duas vias
Os navios que se encontravam encalhados no Golfo Pérsico já começaram a navegar novamente pelo Estreito de Ormuz, pela primeira vez desde o final de fevereiro, avança a empresa Lloyd’s List Intelligence, citada pela CBS News.
Não foram divulgados quantos navios navegaram em Ormuz esta quinta-feira, mas a empresa refere que as embarcações pertencem às companhias Grimaldi Group, NYK, Knutsen, Costo, assim como dois petroleiros com bandeira iraniana da Companhia Nacional Iraniana de Petroleiros, alvos de sanções.
Na terça-feira, ainda se encontravam quase 600 navios retidos no Golfo Pérsico, à espera de ordens para serem retirados. A Lloyd’s List prevê a retirada de 550 navios mercantes da região, incluindo 160 petroleiros.
No entanto, segundo o grupo independente de petroleiros Intertanko, apenas se encontram abertas duas vias de navegação, uma a norte, em águas iranianas, e outra a sul, em águas de Omã.
“A principal rota do Estreito de Ormuz ainda está fechada e tem 80 minas estimadas que precisam de ser retiradas”, refere a CBS News.
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Embaixador israelita nas Nações Unidas "confia" em Trump para negociar um acordo com o Irão
Danny Danon, embaixador de Israel nas Nações Unidas, afirmou esta quinta-feira à CNN que “confia” em Donald Trump para negociar um acordo com o Irão e garantir que Terrão não desenvolve uma arma nuclear.
“Vamos avaliar os resultados finais das negociações e confiamos no Presidente Trump. Ele sabe como negociar e o seu comprometimento em como o Irão não terá capacidade nuclear é crucial“, afirmou, destacando os “laços muito fortes” entre Telavive e Washington.
Israel já rejeitou retirar as tropas do sul do Líbano, que é um dos pontos do memorando de entendimento, apesar das pressões norte-americanas.
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Trump espera cessar-fogo em "todas as frentes" e desmente o pagamento de 300 mil milhões de dólares ao Irão
O Presidente dos Estados Unidos afirmou esta quinta-feira, na rede social Truth, que o país está comprometido com a paz e espera um cessar-fogo em “todas as frentes, incluindo o Líbano, Hezbollah e Israel”.
“Encorajamos todos na região do Médio Oriente a manter os seus comprometimentos em permitir que as nossas negociações se desenrolem perfeitamente”, acrescentou.
Donald Trump/Truth Social
Numa outra publicação, garantiu que os Estados Unidos não vão pagar 300 mil milhões de dólares (258,8 mil milhões de euros) para a recuperação do Irão. “Isso são Notícias Falsas!”, afirmou, tendo também exaltado a descida dos preços do petróleo.
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Normalização do tráfego em Ormuz vai demorar meses e pode correr mal, mas já se sentem impactos nos preços do petróleo e dos combustíveis
Há quase 100 milhões de barris retidos no Golfo prontos a sair, mas regresso à normalidade vai demorar meses. Petróleo já baixou e combustíveis podem descer até 10 cêntimos. E ainda pode tudo recuar.
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IDF interceta foguetes contra o exército israelita no sul do Líbano. Hezbollah reivindica ataques contra forças israelitas no sul do país
A Força Aérea israelita intercetou esta quinta-feira foguetes disparados contra formações do exército de Telavive no sul do Líbano. A informação é avançada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla inglesa), na rede social X.
“Há pouco, a Força Aérea intercetou vários foguetes que foram disparados contra a área onde as forças das IDF estão a operar no sul do Líbano”, referem as IDF, que falam num outro ataque com foguetes que caiu junto das tropas, mas não há registo de feridos.
לפני זמן קצר, חיל האוויר יירט מספר רקטות ששוגרו לעבר המרחב בו פועלים כוחות צה"ל בדרום לבנון. מספר רקטות נוספות נפלו בסמוך לכוחות, אין נפגעים.
על פי מדיניות, לא הופעלו התרעות
— צבא ההגנה לישראל (@idfonline) June 18, 2026
O Hezbollah reivindicou ataques contra formações israelitas no sul do Líbano, mas não é claro sobre se se trata ou não dos ataques referidos pelas IDF.
O movimento xiita, em comunicado, afirmou que “os combatentes da Resistência Islâmica travam, desde as 17h30 desta quinta-feira, 18-06-2026, confrontos com as armas adequadas contra uma força do exército do inimigo israelita que tentou avançar da cidade de Arnon em direção aos arredores de Kfar Tibnit”.
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Kallas sublinha falta de condições para levantar sanções da UE a Teerão
A chefe da diplomacia da União Europeia disse esta quinta-feira que o bloco vai manter as sanções ao Irão até estarem reunidas condições para serem levantadas, apesar do acordo de cessar-fogo celebrado entre Washington e Teerão.
“Assim que as condições o permitirem, como é evidente, os Estados-membros também vão discutir se o levantamento das sanções se justifica, mas ainda não chegámos aí”, destacou Kaja Kallas.
Referindo-se às sanções relativas ao nuclear, a Alta Representante para a Política Externa e de Segurança da UE adiantou, em declarações à entrada para a reunião do Conselho Europeu, que “se as condições o permitirem, se houver um acordo nuclear, então penso que os Estados-membros vão discutir o assunto”.
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Trump é o "único chefe de Estado de todo o mundo que simpatiza com a nação de Israel neste momento"
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, pediu aos governantes israelitas para não criticarem os Estados Unidos, pelo facto de Trump ser o “único chefe de Estado” a nível mundial que “simpatiza” com Israel.
“Donald J. Trump é o único chefe de Estado de todo o mundo que simpatiza com a nação de Israel neste momento […]. Se eu fizesse parte do Governo israelita, talvez não estivesse a atacar o único aliado poderoso que me restou em qualquer lugar do mundo“, afirmou Vance, em conferência de imprensa.
O número dois da administração norte-americana pediu também aos governantes israelitas para “acordarem para a realidade”, e lembra que “dois terços” do armamento que defendeu Israel “foram construídos por mãos norte-americanas e pagos pelos impostos norte-americanos”.