Momentos-chave
- Carneiro culpa Governo por “método reducionista” na comemoração do 25 de Novembro
- Alegre lembra Verão Quente: "Nunca vi um representante da direita, sobretudo dos que agora se querem apoderar do 25 de Novembro"
- Ventura: "Para a sua casta de elite posso não ter nível, mas sou a voz do povo português"
- Mendes diz que Ventura tem "a nova cassete da política" e provoca para disfarçar "ausência de soluções"
- André Ventura acusa Marques Mendes de ser "a marioneta do Governo"
- Marques Mendes lembra que discordou de Marcelo quando não reconduziu Joana Marques Vidal
- Ventura compara Mendes a Gouveia e Melo: "Estão na mesma lógica: atacar a justiça que investiga os políticos corruptos"
- Mendes aponta quatro prioridades para reforma da Justiça e lembra contradição de Ventura
- Ventura garante que Conselho de Estado não resolve "absolutamente nada" e acusa Mendes de "silêncio" sobre corrupção
- Marques Mendes acusa Ventura de branquear a ditadura e dispara: "Não é candidato a xerife da República"
- Ventura: "Marques Mendes esteve com Fidel Castro, está habituado a dar-se com ditadores"
- Marques Mendes diz que Ventura fez "teatro" sobre Angola e ataca: "Políticos que mandavam prender pessoas? Isso era com a PIDE"
- Ventura voltaria a tirar cravos: "Hoje não deviam estar, estou farto que a esquerdalhada faça o que quer no Parlamento"
- Marques Mendes entra a atacar: Ventura "quer combater o 25 de Abril" e é um "falso candidato à Presidência, engana os eleitores"
- Socialista Isabel Moreira anuncia voto em Catarina Martins nas Presidenciais: "Não pede desculpa pelo seu percurso partidário"
- Marcelo pede justiça "rápida" na operação "Safra Justa" para garantir "reputação" e "credibilidade" de "instituições muito importantes"
- Luís Montenegro recebe a UGT em São Bento esta quarta-feira
- Marcelo elogia "temperança" que prevaleceu no 25 de Novembro: "Enquanto a mantivermos seremos eternos"
- Aguiar Branco diz que "é estranho ouvir falar de Abril em Novembro e de Novembro em Abril" e recusa "exercício de comparação de datas"
- "Se eles tivessem vencido estaríamos nós no Campo Pequeno", atira Pedro Alves, do PSD
- Ventura propõe que se mudem nomes de ruas: de "Otelo Saraiva de Carvallho" para "Ramalho Eanes ou Jaime Neves"
- Ventura tira cravos do púlpito, parte da bancada do PS abandona hemiciclo
- PS diz que comemoração promovida pelo Governo é ideia "péssima" e mais própria de "regimes não democráticos"
- Presidente do Tribunal Constitucional de cravo vermelho na primeira fila
- Mariana Leitão: "Foi o dia em que dissemos não ao autoritarismo e ao totalitarismo"
- Jorge Pinto: "Nenhuma data se aproxima da data fundadora"
- Núncio: "Novembro não substitui Abril. Novembro completa Abril e tem de ser comemorado"
- "Direita esperou cobardemente para rever a História. Não está ao vosso alcance diminuir Abril", diz Mortágua
- Sousa Real diz que 25 de Novembro não é para "campeonato de populismos antidemocráticos que sonham com o regresso de três Salazares"
- JPP: "Portugal não pode voltar a ajoelhar-se perante extremismos"
- Cerimónia com rosas brancas, mas há deputados com cravos vermelhos
- Um ex-presidente e dois candidatos presidenciais já estão no plenário
- Luís Montenegro: "É importante para o país ter este registo histórico"
- Termina agora a parada militar do 25 de Novembro na Praça do Comércio
- Forças preparam desfile apeado e há novo sobrevoo de aeronaves
- Presidente da República refere que Abril é "data primeira", mas lembra que sem 25 de Novembro "não teria havido a Constituição de 1976"
- Ramalho Eanes entende que será "historicamente oportuna a decisão política" de "rememorar o 25 de Novembro"
- Tenente-general Alípio Tomé Pinto diz que 25 de Novembro trouxe a "bom caminho os objetivos prometidos em 25 de Abril de 1974"
- Homenagem aos mortos com minuto de silêncio e passagem de meios aéreos
- Presidente da República na parada militar. Hino acompanhado por salvas de artilharia
- Primeiro-ministro acaba de chegar à parada militar do 25 de Novembro
- Cerimónia militar condiciona trânsito na baixa de Lisboa
- Parlamento assinala os 50 anos do 25 de Novembro
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Este liveblog fica por aqui. Continue a acompanhar a atualidade da política nacional, no dia em que o Parlamento retoma a votação do Orçamento do Estado, nesta ligação.
Votação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado continua esta quarta-feira
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"E o Vencedor é" dos debates. Entre Justiça, corrupção, sistema, xerifes e marionetes, Mendes venceu Ventura por décimas: veja as notas
Corrupção e Justiça. Quem é mais independente e quem faz parte do sistema. Um Xerife da República e uma marionete do Governo. Um debate duro em poucos temas. Em que Mendes se destaca por muito pouco.
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Carneiro culpa Governo por “método reducionista” na comemoração do 25 de Novembro
Na reunião que decorre na sede do PS, marcam-se os 50 anos do 25 de Novembro, data que o líder socialista considera que “deve ser comemorada, mas não com o método reducionista escolhido pelo atual Governo”. Promete continuar a celebrá-la, mas “liberta do espartilho” deste ano.
José Luís Carneiro interveio na sessão na sede nacional do PS, em Lisboa, para acusar o Governo de Luís Montenegro de ter comemorado o 25 de Novembro “com sectarismo”. “A comemoração apareceu com a tentação revisionista de ajuste de contas e de prejuízo ao próprio espírito que presidiu ao 25 de novembro”, disse Carneiro na reunião socialista.
Puxou a data para o lado PS, dizendo que o partido se “bateu pela liberdade e pelos valores democráticos” não só “durante a ditadura” como “durante a transição para a democracia”. “Sempre que esses valores estiveram em risco, o PS saiu à rua para mobilizar o país em sua defesa”, disse lembrando, entre outros, o comício da Fonte Luminosa em 75.
E sobre o 25 de novembro defendeu que “deve ser comemorado como momento decisivo para a institucionalização da democracia portuguesa e com base num amplo consenso nacional”. Prometeu que o PS “continuará a celebrar” a data, mas “liberta do espartilho em que a quiseram colocar este ano”.
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Alegre lembra Verão Quente: "Nunca vi um representante da direita, sobretudo dos que agora se querem apoderar do 25 de Novembro"
O PS faz, a esta hora, uma reunião da Comissão Política onde assinala os 50 anos do 25 de Novembro. Discursa Manuel Alegre que diz que “o rosto político do 25 de Novembro foi Mário Soares” e coloca o PS como “partido dominante” na “resistência ao projeto totalitário”.
O histórico socialista diz que a data deve ser celebrada, mas que não substitui o 25 de Abril, que “derruba um regime. O 25 de Novembro derrotou a linha política dos gonçalvistas e do PCP”, defende.
Diz que foi também “uma correção dos desvios do 25 de Abril” e também decretou a “derrota dos que, mais à direita, pensavam fazer de Portugal um novo Chile ou um Pinoestado”.
Para o histórico socialista, foi o PS que “desde o princípio levantou a bandeira da resistência contra o projeto totalitário e fê-lo durante muito tempo sozinho”. Enumera mesmo algumas situações, como o comício do Pavilhão dos Desportos e o caso República, para lembrar, sobre esses dois momentos: “Nunca vi um representante da direita, sobretudo dos que agora se querem apoderar do 25 de Novembro contra o 25 de Abril.”
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Entre um "xerife da República" e uma "marioneta do Governo". Mendes e Ventura mediram forças à conquista da direita
Marques Mendes e Ventura estiveram frente a frente num debate quente onde 25 de Novembro, polémica sobre Angola e combate à corrupção foram divisivos. Com Ventura pela frente, Mendes procurou ataque.
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Ventura: "Para a sua casta de elite posso não ter nível, mas sou a voz do povo português"
André Ventura atira que “homem [que tem à frente] dizia que estava tudo bem com o BES” antes da queda e defende que “lesados e famílias” o sabem.
E termina: “Para a sua casta de elite posso não ter nível, mas sei que sou a voz do povo português contra as vossas elites.”
Mendes pede a palavra para dizer que era a informação do Banco de Portugal, assumindo que “não é irresponsável”.
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Mendes diz que Ventura tem "a nova cassete da política" e provoca para disfarçar "ausência de soluções"
Marques Mendes diz que Ventura traz a “cassete habitual, a nova cassete da política portuguesa” — ora é o Bangladesh, ora é a corrupção, regista.
Depois lembra que Miguel Albuquerque não foi acusado e que os portugueses sabem que foi sempre “muito independente” durante 12 anos de comentário e que criticava até a sua família política — algumas pessoas do PSD não o apoiam por causa disso, frisa.
Ventura interrompe-o para dizer que Passos Coelho preferiria apoiá-lo do que apoiar Marques Mendes.
Mendes acusa Ventura de “não ter soluções” e de ter uma técnica: ataques pessoais, lançar lama, “tentar irritar o adversário” e ocupar o tempo para disfarçar a ausência de propostas. “Não tem propostas concretas e exequíveis no poder do PR para assunto nenhum”, dispara.
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André Ventura acusa Marques Mendes de ser "a marioneta do Governo"
André Ventura diz que a “diferença” para Marques Mendes é que tomou as “decisões logo”. “Falar de um caso em concreto só pode ser de rir, o seu partido está de corrupção do princípio ao fim. Vem-me falar de roubar malas? O seu partido anda a roubar há 50 anos”, atira, apontando que Miguel Albuquerque é apoiante de Marques Mendes.
“Não me venha dar lições de moral”, sublinha o líder do Chega.
Traz agora declarações de Marques Mendes sobre incêndios, nos tempos de Costa e Montenegro, para concluir que “está na mão de um partido” e tem “zero independência”. “Presidente da República não deve ser a muleta do Governo.”
Ventura justifica ainda que não se trata de ser arguido, mas de haver uma “explicação cabal”, “Luís Montenegro não tem, mas como é amigo de Marques Mendes isso não interessa tanto porque fez acordo para ser candidato presidencial”, acusa Ventura, apontando que “é provável que os dois estejam na segunda volta”.
“Eu sou independente face ao Governo, Marques Mendes é a marioneta do Governo.”
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Marques Mendes lembra que discordou de Marcelo quando não reconduziu Joana Marques Vidal
Marques Mendes diz a Ventura: “Não quer combater a corrupção mais do que eu”. Diz que quer melhorar e reforçar esse combate, com propostas concretas. Lembra que defendeu a recondução de Joana Marques Vidal na PGR e que esta teve uma “coragem impressionante” na Operação Marquês.
“Estou do lado de pessoas que combatem mesmo a corrupção. Sou amigo de Marcelo, mas discordei numa questão essencial”, lembra. “O que nos divide é esta ideia de que é tudo corrupto e são todos ladrões”.
Depois lembra o que já fez em termos de ética, incluindo o afastamento de candidatos que eram do PSD, como Isaltino Morais ou Valentim Loureiro, criando “enormes problemas” para si próprio no partido. E lembra caso “de comédia e tragédia” de Miguel Arruda no Chega.
Mendes diz não querer colocar cenários o que faria se um primeiro-ministro fosse arguido. E diz já ter provado a sua “coragem e independência” quando foi contra todo o aparelho do PSD.
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Ventura compara Mendes a Gouveia e Melo: "Estão na mesma lógica: atacar a justiça que investiga os políticos corruptos"
André Ventura começa por responder à farpa de Marques Mendes: “Se sou um falso candidato e em algumas sondagens está à frente, imagine como está.”
“Se a facção é ser contra a corrupção, segurança e estar cansado de estar a sustentar os outros, então sou de facção. Sou o candidato que quer ordem na imigração, uma justiça a funcionar. Tal como Gouveia e Melo, estão na mesma lógica, não atacar políticos corruptos, mas atacar a justiça que investiga os políticos corruptos.”
Ventura diz que “a justiça não tem acertado sempre”, mas tem feito “trabalho de combate à corrupção”. “Quando Marques Mendes se mete ao lado dos que estão contra isto está ao lado da casta e da elite que nunca quer ser investigada, sempre pronto para atacar MP e PJ”, aponta Ventura, com Marques Mendes a assegurar que não está.
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Mendes aponta quatro prioridades para reforma da Justiça e lembra contradição de Ventura
Marques Mendes diz que não fez “conversa de treta”, antes avançou com soluções. E diz que Ventura cai com “facilidade enorme em contradições”, por criticar o Conselho de Estado depois de ter proposto ao PR uma reunião do mesmo órgão sobre segurança.
“Um PR não governa, mas deve usar a sua magistratura de influência para fazer entendimentos de regime”, diz, acrescentando que vai ouvir o presidente do Supremo Tribunal, provedora da Justiça e diretor da PJ antes desse Conselho de Estado. Além disso, tem quatro prioridades para que não seja “apenas conversa”: combater a morosidade da justiça, combater as manobras dilatórias “abusadas aos pontapés”, combater o facto de haver uma justiça para ricos e outra para pobres, e o “cancro” do excesso de corporativismo no Ministério Público.
Volta a acusar Ventura de ser um “falso candidato” diz que gostava que também tivesse soluções concretas para matérias de Belém e não de São Bento.
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Ventura garante que Conselho de Estado não resolve "absolutamente nada" e acusa Mendes de "silêncio" sobre corrupção
André Ventura diz que “Ramalho Eanes é um exemplo de Presidente, de autoridade, austeridade, capacidade de diálogo e intervenção”.
E segue para criticar as declarações do adversário. “Se acho que é Conselho de Estado que vai resolver o problema da corrupção só mostra que vai fazer o mesmo que todos os outros: absolutamente nada”, realça Ventura, sublinhando que o Chega apresentou medidas no Parlamento e que o partido de Marques Mendes chumbou.
Acusa Mendes de ter “conversa da treta”. “É preciso agarrá-los e acabar com eles, é o que temos de fazer”, aponta Ventura, crente de que há uma epidemia de corrupção. “O que eu vi nesta democracia foi corrupção e corrupção”, atira, frisando que “não quer ser o candidato do sistema ou do mimimi”.
“Tenho dificuldade em compreender que venha apresentar-se como um arauto quando o tenho visto em silêncio”, afirma Ventura, o que leva Mendes a negar.
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Marques Mendes acusa Ventura de branquear a ditadura e dispara: "Não é candidato a xerife da República"
“Para si todos são ladrões e bandidos”, atira Marques Mendes. E diz que as interrupções de Ventura são “uma atitude de fraqueza”, porque “não tem coragem de ouvir os outros”.
Sobre o “teatro” sobre Angola, “nem uma palavra sobre Pedro Pinto”, regista.
Acusa Ventura de já ter dito que só “três Salazares” podiam pôr o país na ordem, querendo passar a imagem de que antes do 25 de Abril não havia corrupção: “Está a branquear o regime anterior, que tinha tanta ou mais corrupção que agora. Havia censura, não se sabia. O senhor não é polícia, não é candidato a xerife da República”, dispara. “É jurista e um jurista sabe que prender e investigar é matéria de magistrados”.
Diz que quer que as coisas melhorem na justiça e luta contra a corrupção, que a justiça está doente e que a primeira reunião do Conselho de Estado será sobre o assunto, pela primeira vez em Portugal. “A corrupção tem de ser combatida porque faz mal à economia e à democracia”.
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Ventura: "Marques Mendes esteve com Fidel Castro, está habituado a dar-se com ditadores"
“O meu sentido de Estado é amar este país, não estar calado quando outros dizem que somos ladrões, corruptos, que escravizámos África”, explica Ventura, recordando os ex-combatentes e os que regressaram. “Se isso é o seu sentido de Estado, não tenho nenhum. O meu sentido de Estado é defender Portugal até ao fim. Estou farto de andar a defender corruptos e ladrões”, atira Ventura, defendendo que Lula da Silva é “corrupto e ladrão”.
Relativamente às relações com outros países, diz que “Marques Mendes entraria e sairia calado [por causa] do sentido de Estado”. “Eu diria que o Presidente de Angola só se devia queixar da corrupção.”
“Luís Marques Mendes esteve com Fidel Castro, está habituado a dar-se com ditadores.”
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Marques Mendes diz que Ventura fez "teatro" sobre Angola e ataca: "Políticos que mandavam prender pessoas? Isso era com a PIDE"
Marques Mendes responde a Ventura dizendo que não tem “interesse coisíssima nenhuma” em Angola e sobre as comemorações da independência acha o comentário de Ventura “profundamente lamentável”.
“O senhor é completamente contraditório”, acusa, frisando que na mesma cerimónia estava o líder parlamentar do Chega, que não abandonou a sessão nem disse nada ao ouvir João Lourenço. “Só lhe dá jeito criticar o PR porque lhe convém”, atira.
Além disso, diz, o que Ventura está a fazer é “teatro”, se não já tinha retirado a confiança política ou corrigido Pedro Pinto. Em matéria de representação do Estado, Ventura atua com “total falta de sentido de Estado”, aponta. “Não contam as preferências pessoais”. Também diz que o comportamento do Chega com Lula da Silva foi “lamentável” e que é insuspeito de simpatia por Pedro Sánchez, mas também critica os pedidos do Chega de “prisão” para o primeiro-ministro de Espanha.
“Ventura é um político, não é um magistrado. Políticos não são polícias para mandar prender alguém, isso era a PIDE”, dispara.
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Ventura voltaria a tirar cravos: "Hoje não deviam estar, estou farto que a esquerdalhada faça o que quer no Parlamento"
É a vez de André Ventura, que começa pelo 25 de Novembro. “Isto mostra bem porque é que Marques Mendes não acrescenta nada ao que temos, muito menos à direita. Os cravos hoje não deviam estar, estou farto que a esquerdalhada faça o que quer no Parlamento. Há dias para tudo. Mas como Marques Mendes liga bem com todos custa-lhe alguém como eu”, explica o líder do Chega.
“A esquerda meteu cravos em cima das rosas e tirei-as. O país precisa de regras e ordem. Eu sou o candidato da ordem. A Luís Marques Mendes tanto lhe faz ser PS como PSD, como estar a cumprir a lei, como não. É a mesma coisa”, aponta.
Para Ventura, o 25 de Abril foi “o dia que nos salvou a liberdade”. Contudo, diz que trouxe “expropriações, vergonhosa independência das colónias e tudo o que aconteceu depois”. “O 25 de Novembro é a garantia de que a liberdade se efetivou”, argumenta.
Depois das palavras de Mendes, Ventura acrescenta ainda que “é deputado com muito gosto”. E atira: “Não finja que é independente e está acima dos partidos. Foi político toda a vida, não me venha falar de líder da oposição”, frisando que Marques Mendes “hoje joga em casa” porque era comentador na SIC. Aponta ainda que foi “eleito” e Marques Mendes “nomeado pelos amigos”.
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Marques Mendes entra a atacar: Ventura "quer combater o 25 de Abril" e é um "falso candidato à Presidência, engana os eleitores"
Luís Marques Mendes e André Ventura começam agora a debater.
Marques Mendes começa por sublinhar que 25 de Novembro e 25 de Abril são ambos datas importantes. E que comemora a primeira com “todo o gosto”, mas acha que Ventura “comemora o 25 de Novembro porque não gosta do 25 de Abril — e viu isto no “detalhe” de Ventura ter retirado os cravos do púlpito do Parlamento. “Convive mal com as opiniões dos outros e quer combater o 25 de Abril”, acusa.
Depois continua: o normal era que Ventura se tivesse sentado na bancada do Chega, mas sentou-se no lugar do líder da oposição. “Confirma que é um falso candidato à Presidência. Está a pensar nas legislativas. Tentou arranjar outro candidato e não conseguiu um em condições, mas está assim a enganar os eleitores”.
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Marques Mendes e André Ventura no debate presidencial desta terça
Os debates televisivos para as eleições presidenciais de janeiro de 2026 prosseguem esta noite com um frente a frente entre Luís Marques Mendes e André Ventura. Pode acompanhar ao minuto no Observador
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Socialista Isabel Moreira anuncia voto em Catarina Martins nas Presidenciais: "Não pede desculpa pelo seu percurso partidário"
A deputada socialista Isabel Moreira declarou esta noite apoio à candidata presidencial Catarina Martins, antiga líder do Bloco de Esquerda.
“Eu voto Catarina Martins”. No final de uma mensagem longa que publicou nas redes sociais, Isabel Moreira explica a razão da sua escolha para as presidenciais, começando por apresentar como argumento tratar-se de alguém que se “afirma de esquerda, não pede desculpa pelo seu percurso partidário, não entra em concursos de “’independência’ e toma partido”.
Recorde-se que o PS declarou apoio oficial a António José Seguro, antigo líder do partido, um nome que não é, no entanto, unânime no universo socialista. E Isabel Moreira, é uma das socialistas com reservas, tendo já manifestado assumido publicamente que Seguro não era o candidato que queria ver apoiado pelo seu partido.
Nesta declaração, Isabel Moreira descreve-se como “uma mulher de esquerda, filiada no Partido Socialista há muito; sou,portanto, socialista-democrata. Isto é simples. Ou devia ser”, atira numa altura em que Seguro tem sido apontado por ter reservas em apresentar-se como alguém de esquerda.
Neste apoio a Catarina Martins, a socialista afirma, no entanto, que “há muito” que a “separa do BE. E é público”. Mas acrescenta que “há muito” que a “aproxima da urgência da afirmação dos valores elementares da esquerda”. Diz também ser “particularmente importante votar numa mulher de esquerda, feminista, numa era de triunfo horripilante de homens que fazem da violência machista o novo ‘cool’”.
Diz ainda ver em Catarina Martins uma candidata que “toma partido no que toca SNS, à habitação, ao mundo do trabalho, à defesa da igualdade de todas as pessoas e à denúncia da normalização do ódio”. “Catarina Martins recusa este novo mundo no qual se mede o preço a pagar por se erguer a voz em defesa de quem é “expulso” da comunidade que “decidiram”subitamente mais pequena, até encolher mais e mais. Os ciganos, depois as mulheres, certas mulheres, depois os imigrantes, em especial certos imigrantes, depois logo se vê”, escreve no Facebook.
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Marcelo pede justiça "rápida" na operação "Safra Justa" para garantir "reputação" e "credibilidade" de "instituições muito importantes"
Questionado pelos jornalistas na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sobre a operação “Safra Justa”, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recusou comentar o caso em concreto mas pediu que a investigação das autoridades seja “rápida”.
“Rápida porque, primeiro, os crimes implicados são graves e segundo, porque estão envolvidos efetivos ao serviço de instituições muito importantes da sociedade portuguesa”, afirmou Marcelo, afirmando que a “reputação” da PSP e da GNR é “fundamental”.
“Tudo o que for um processo — respeitando o que a lei prevê, mas rápido — é importante”, continuou, sublinhando que “matéria muito sensível para o prestígio das instituições” não pode ser apurada vários anos depois.
“Para que não fique afetada a credibilidade de instituições que são essenciais para a nossa vida coletiva, é que este tipo de investigações tem de ser o mais rápida possível”, insistiu.