Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • A cobertura deste sábado fica por aqui. Para seguir todas as atualizações da campanha deste sábado, siga-nos no nosso novo liveblog.

  • Ventura quer "despertar" guerreiros: "Não vim liderar cordeiros. Se querem votar em mariquinhas não votem em mim"

    “Há um sentimento de momento histórico único de que vamos agarrar esta oportunidade”, vinca, reconhecendo com “sinceridade e sentimento de patriotismo” que “quem prometer que vai resolver problemas de um dia do outro está a enganar porque foram décadas de destruição”.

    Promete um governo de “trabalho, honestidade, seriedade, contra a corrupção e um país para os que trabalham, trabalharam ou descontam”. Daqui a quatro anos, Ventura acredita que “não haverá um português que diga ‘eu arrependi-me’” de ter dado o voto ao Chega. “Daqui a quatro anos teremos orgulho neste país em que vivemos.”

    “Somos um partido de ação, de fazer, de transformar”, diz, embalado novamente pelo tema do fim das portagens, dizendo que que PS e PSD “deviam estar aliviados” de o Chega poder governar, porque “governaram mal”: “Vamos dar uma lição de como ganhar e governar para as pessoas comuns, não para quem tem o cartão ou para empresas que financiam campanhas.”

    Como já tinha dito, admite que em alguns casos pode ver a “ser autoritário” e remata: “Se querem votar em mariquinhas não votem em mim, se querem votar para o nha, nha, nha não votem em mim, se querem negociata de corredor não votem em mim, se querem fazer daqui a dez anos não votem em mim. Vai ser preciso autoridade. Temos pessoas à volta do tacho que não vão largar o tacho voluntariamente”, disse, prometendo “mão pesada do poder e do Estado”.

    “Não vim liderar cordeiros, vim despertar leões, guerreiros… esse leão que vai buscar o inimigo sem medo”, afirma André Ventura, em dia de dérbi. “Estava a lembrar-me que falar de leão hoje…”, trava-se, dizendo que pode ser despertar “a águia dentro de cada um de nós ou o dragão”. No dia a seguir às eleições deseja que as capas dos jornais deem conta de um “tremor de terra político”. “Deixámos de ser cordeiros e passámos a ser donos do próprio destino.”

    No final, disse ainda que o Chega não tem “nada contra nenhuma bandeira”, mas frisa que só há uma que importa: a bandeira de Portugal.

  • Ventura diz que Montenegro e Pedro Nuno não dão estabilidade: "Estão preocupados porque a mama vai acabar neste país"

    É a vez de André Ventura discursar no jantar-comício do Chega em Viseu. Apela ao voto e diz que “de nada valerá” ter boas sondagens e resultados nas redes sociais se não for votar. E volta a falar de vitória.

    É essa ideia de vitória, sublinha, que provoca uma “quantidade de reações” contra o Chega porque “o sistema está com medo”. Ventura dirige-se aos emigrantes por considerar que saíram de Portugal porque “o país os traiu”, porque prometeu um “país decente” e foi “sempre o país de uma elite corrupta que não largou o sistema”. É, atira, uma “emigração forçada num país corrupto”. “Estão preocupados porque a mama vai acabar neste país.”

    Ventura acredita que é pelo “medo” da mudança que há protestos contra o Chega e atira também ao primeiro-ministro, dizendo que está ocupado a dizer que o Chega anda a “propagar desinformação”. “Olhos nos olhos” a Montenegro, salienta: “Acusa-nos de propagar desinformação, numa [coisa] não vamos ficar com o ónus: desinformação não é propagar corrupção”. Para o líder do Chega trata-se de um hábito porque “pela primeira vez em décadas [o sistema] não controla o que as pessoas recebem e partilham”, apontando ao fim da “verdade controlada”.

    “O primeiro-ministro não dá condições de estabilidade nem governabilidade”, defende Ventura, que também não poupa Pedro Nuno Santos: “Quem não conseguiu governar a TAP como pode quer governar o país? Quem não conseguiu tratar da habitação e pagou indemnizações milionárias pelo WhatsApp…”

    “A única solução de estabilidade, futuro e solidez”, garante Ventura, é se o Chega “vencer o PSD” e conseguir “governar a direita”. “Luís Montenegro vai à sua vida, deixaremos o Luís trabalhar onde recebe tão bem, Pedro Nuno Santos voltará para a empresa do pai. Sair-nos-ão da frente e para que possamos apresentar a Portugal governo e reformas a quatro anos.”

  • Tilly responde a Montenegro e atira Rita Matias para futuro Ministério da Juventude

    João Tilly, deputado e novamente cabeça de lista do Chega em Viseu, fala agora no jantar-comício e recorda o percurso do partido em Viseu, tempos em que ficou “atrás de partidos que nem existem, PCP e CDS” ou de outros que vaticina irem desaparecer, como Bloco e PAN.

    O deputado refere que o que existe são “promessas velhas, requentadas e algumas delas quase jurássicas”, frisando que “os spin doctors têm tido pouca imaginação”, acusando os partidos de terem cumprido “zero”.

    Não consegue ver “diferenças entres os últimos governos” de PS e PSD e descreve “a política aplicada” no distrito em três palavras — “fecho, esquecimento e ostracismo”. Entretanto, numa referência a uma intervenção do primeiro-ministro, que se esqueceu do nome de Rita Matias quando acusava os deputados do Chega de fake news, rematou: “Vai ser ministra ou secretária de Estado da Juventude.”

    E prossegue: “A quem devemos o fim das portagens?” Mais uma recordação da coligação negativa entre PS e Chega para aprovar a eliminação das ex-SCUTS. No seguimento de promessas não cumpridas, Tilly assegura que o Chega colocará uma universidade em Viseu.

    “Viseu vai meter três deputados em Viseu”, ambiciona — o que daria mais um do que ano anterior.

  • Chega continua em queda no Tracking poll da Pitagórica. PS também desce. AD mantém-se e BE regista a maior subida

    Na sondagem diária da Pitagórica, encomendada pelo JN, a TSF e a TVI/CNN Portugal, fica tudo na mesma para a AD neste nono dia de campanha, mantendo-se nos 33,7%.

    No entanto, esse é um bom resultado face à queda do PS, que continua em rota descendente desde que este estudo teve início, registando o mínimo de 25,9%, uma queda de 0,4% face aos 26,3% de sexta-feira. Feitas as contas, há um fosso de 7,8% entre os dois principais concorrentes.

    O Chega também mantém-se em perda há quatro dias nesta sondagem da Pitagórica, descendo mais 0,4%, de 15,7% para 15,3%, o pior resultado do partido desde o início deste acompanhamento.

    A IL também tem vindo a decair, baixando mais 0,1% para 5,6%, vendo o Livre a aproximar-se no campo dos partidos desejáveis a acordos de coligação: subiu mais 0,1% para 5,3%.

    A maior subida desta Tracking poll também se verificou à esquerda. O BE, que tinha caído 0,3% esta sexta-feira, subiu 0,9% para uns 3,4% que fazem o partido liderado por Mariana Mortágua ultrapassar a CDU, que voltou a baixar, de 3% para 2,7%

    A fechar as contas, o PAN continua a ascender, tendo agora 1,6% quando tinha 1,3% na sexta-feira e 0,7% no dia antes.

  • Livre quer círculo nacional de compensação para acabar com injustiça entre eleitores

    Rui Tavares defendeu hoje a criação de um círculo nacional de compensação, matéria que quer colocar em cima da mesa nas negociações de eventual Governo à esquerda.

    Livre quer círculo nacional de compensação para acabar com injustiça entre eleitores

  • "Hoje será festa para alguém, mas dia 18 será para todos os portugueses", confia Pedro Nuno que entrou pelo jogo adentro

    Em Bragança, a caravana socialista estava a cronometrar ao minuto as intervenções para o comício acabar antes do derby que concentra atenções em Lisboa, mas o líder acabou por ir para lá do apito inicial, pouco interessado em quem ganha hoje. É do FC Porto e porque prefere “a festa para todos do dia 18 de maio”.

    A intervenção voltou a focar o “cenário de incerteza” e como o PS “é o porto seguro” dos portugueses. Quanto ao contexto, enumera “uma administração americana imprevisível”, “uma guerra à porta da Europa” e “a AD a deixar a economia a cair”, para logo depois dizer que “a AD nunca foi boa a governar em tempos de dificuldade, chegam sempre tarde”.

    Assumiu que no passado “o PS não fez tudo bem”, para logo depois assinalar que “a maior parte dos investimentos no interior do país foram feitos pelo PS”.

    Em Bragança acabou por concentrar-se nas medidas que têm mais efeito no interior, caso da redução do IUC, para quem não tem transportes “como lá em Lisboa e no Porto”, assinalou. E também a regulação dos preços do gás de botija “porque ainda há dois milhões de pessoas” que usam.

    Também falou na “dignificação” do trabalho das mulheres e do PS como “um partido fundado para governar para toda a gente”. A sala do Núcleo Empresarial de Bragança ainda estava cheia quando Pedro Nuno acabou e o jogo já tinha começado. No início também tinha dito ao que vinha, quando prometeu que ia ser breve: “Hoje será festa para alguém, não para todos. Mas 18 de maio será festa para todos os portugueses”.

    Depois seguiu para uma sala ao lado, para ver o jogo num ecrã gigante que o partido preparou para os socialistas acompanharem o que se passava no Estádio da Luz, em Lisboa, com bebidas e bifanas.

  • Marisa Matias atira a PM sobre cliente da Spinumviva: "ITAU aumentou a faturação, mas acordo da empresa continua falhar a trabalhadores"

    Num arraial do Bloco de Esqueda, no Porto, Marisa Matias lembrou o caso Spinumviva, enquanto falava das condições das trabalhadoras da ITAU, uma das empresas que foi cliente da empresa familiar de Montenegro.

    “A ITAU, devem ter ouvido falar sobre esta empresa que recentemente aumentou muito a faturação, mas pelos vistos não há uma consequência para cumprir o acordo da empresa que continua a falhar estas trabalhadoras e trabalhadores”, disse, em referência ao aumento do valor dos contratos públicos da sociedade, que integra o grupo Trivalor, durante a governação da AD.

    O outro tema que marcou a sua intervenção foi o conflito israelo-palestiniano. “Não se podem calar as vozes sobre o genocídio que está a acontecer em Gaza”, acusando o Governo português de um daqueles que apoia o esforço de guerra de Israel. A cabeça de lista do Porto lembrou ainda os camiões com ajuda humanitária que estão a ver a sua entrada barrada no enclave palestiana.

    E deixa uma mensagem para atacar a reta final da campanha: “Falta ainda uma semana, levantemos a cabeça, façamos o que falta fazer”.

  • PAN acredita na eleição de um deputado no Porto para garantir grupo parlamentar

    Inês Sousa Real disse hoje acreditar na eleição de um deputado pelo Porto, para o qual faltaram cerca de 800 votos nas legislativas de 2024, e assim permitir a formação de um grupo parlamentar na AR.

    PAN acredita na eleição de um deputado no Porto para garantir grupo parlamentar

  • Mortágua acusa direita de apenas falar de milionários, empresas, consumidores e "nunca de trabalhadores"

    Mariana Mortágua acusa a direita de apenas falar de milionários, empresas, consumidores, “mas nunca de trabalhadores como se o esforço de quem trabalha fosse apenas o mérito do patrões”.

    No arraial do Bloco de Esquerda, no Porto, falou de uma proposta da IL que com o objetivo de “reduzir a despesa em funções administrativas do Estado implicaria reduzir o numero de trabalhadores 102 mil pessoas”, quando, afirma, só há 92 mil trabalhadores do Estado com essa profissão.

    “O problema é que a IL não sabe o que faz um trabalhador do Estado, porque não vê o trabalho. A direita não sabe o que é o trabalho difícil”, afirmou.

  • Recorde que, neste momento, a campanha faz uma pausa devido ao dérbi entre Benfica e Sporting

    As atenções do país centram-se no dérbi disputado esta tarde no Estádio da Luz entre Benfica e Sporting que pode decidir a I Liga de futebol. Como tal, os principais partidos a concorrer às legislativas de 18 de maio não ficaram indiferentes ao facto.

    Quase todos alteraram a sua agenda em conformidade, não tendo ações planeadas para depois das 18h00, hora do início da partida. Apenas dois partidos, Chega e PAN, mantêm a sua agenda inalterada apesar do jogo a decorrer em Lisboa.

    Dérbi entre Benfica e Sporting leva partidos a interromper campanha este sábado

  • PS que "aperta a mão à direita" e a direita "trauliteira" ou "lavadinha" na mira de Raimundo

    Na arruada mais participada (de longe) da campanha comunista, o secretário-geral do PCP dedicou o discurso junto à estação da Campanhã, na cidade do Porto ao combate à direita.

    Perante largas centenas de apoiantes, que se juntaram à caravana comunista junto ao museu Militar do Porto (antiga sede da PIDE, onde o secretário-geral do PCP recebeu uma carta de apoio de 165 antigos presos políticos) Paulo Raimundo fez questão de assegurar que a CDU “não confunde adversários”, nem os põe “todos no mesmo saco”.

    Mas avisa – e parte para o ataque ao PS – que é preciso “que cada um assuma as suas responsabilidades”. “Aqui não acenamos com a mão esquerda para apertar a mão à direita” ou “aqui não viabilizamos Orçamentos de direita, nem os seus programas de Governo” (Pedro Nuno Santos não só viabilizou o programa do governo de Luís Montenegro, como viabilizou o seu primeiro Orçamento e chumbou duas moções de censura – uma delas apresentadas pelos próprios comunistas).

    Recado deixado, Paulo Raimundo insiste que a CDU é a “muralha” que vai defender o país da direita “em todas as suas conceções: das mais trauliteiras às que se apresentam mais lavadinhas“.

    Sabemos bem onde estavam todos os trauliteiros e os lavadinhos no tempo da Troika, estavam lá todos – a aplaudir o corte das pensões, o corte dos salários – mandar para baixo a vida do nosso povo.

    O compromisso da CDU é o mesmo. Assumindo uma maioria de direita no Parlamento, como resultado das próximas eleições, Raimundo assegura que depois do dia 18 “quando for para carregar o piano, quando for para enfrentar e travar a agenda reacionária que querem impor, lá estaremos em todos os combates”.

  • Ventura, o fervoroso adepto do Benfica que está a esconder as origens: "Que ganhe o melhor!"

    De visita ao Mercado Municipal de Vila Real, um pequeno simpatizante de André Ventura, vestido com a camisola do Benfica, de telemóvel pronto para disparar fotografias, aproximou-se do líder do Chega.

    “Já estás a vestido a rigor. Não me venhas provocar”, atirou Ventura. Questionado sobre o resultado do jogo, Ventura riu-se, disse que até pôs uma gravata castanha para não assumir preferências e rematou: “Que ganhe o melhor!”

    Adepto fervoroso do Benfica, que ficou conhecido pelo comentário desportivo na CMTV, tem feito tudo para não trazer o futebol para a campanha. Apesar de ter confirmado que ia ver o dérbi, recusou cancelar a agenda ou até alterá-la (ao contrário da esmagadora maioria dos partido) e nem sequer pediu a vitória do clube do coração.

    Em tempos, no Chega considerou-se que a veia vermelha e branca de Ventura o poderia prejudicar nas ambições de crescimento do partido, de tal forma que o Porto era visto como o calcanhar de Aquiles e como um local onde as opções clubísticas podiam mesmo ter uma consequência no resultado. Agora, com um dérbi que está a fazer parar o país, Ventura coloca-se de parte.

  • Comunidade cigana pede a Rui Tavares para combater anticiganismo do Chega

    Na Feira de Alverca, o encontro do porta-voz do Livre com feirantes da comunidade cigana foi imediato e, mais imediato ainda, foi o pedido para afastar André Ventura porque lhes está a “fazer muito mal e a instar o ódio”.

    “Espero mais força vossa para combater André Ventura, esse senhor está a trazer ódio para Portugal, os nossos filhos não têm segurança por causa desse senhor”, disse Lindo Cambão logo à entrada do recinto a Rui Tavares que, no comício de sexta-feira à noite, garantiu que ia combater o “anticiganismo”.

    Lindo Cambão considerou que o Chega nem devia existir em Portugal porque só sabe “gritar, ofender e instar ao ódio”. E referiu que André Ventura apregoa que a comunidade cigana não trabalha, mas isso não é verdade, dando o seu exemplo, que trabalha na Câmara Municipal de Torres Vedras.

    Consigo trabalham mais quatro ciganos, revelou, acrescentando que se as pessoas derem oportunidades aos ciganos eles trabalham. “Se um cigano for pedir emprego a um café não dão, tem de esconder a sua identidade”, frisou.

    Quando pôde responder ao desabafo de Lindo Cambão, Rui Tavares acusou André Ventura de querer fama rebaixando quem já está, muitas vezes, estigmatizado e numa posição de minoria. E garantiu-lhe que no Parlamento irá combater tudo, seja insultos e gritos, para tentar elevar o nível que, por causa do Chega, está muito em baixo.

    Dizendo que faz parte da comunidade cigana com muito orgulho, Lindo Cambão considerou que está a agir mal e a dar azo ao que Ventura quer, que é ter visibilidade: “Se ninguém lhe ligar, ninguém fala nele”.

    Adelino concordou, defendendo que o líder do Chega quer provocar a rebeldia entre os ciganos para, depois, dizer que são desordeiros. “É não ligar ao que ele diz e quando passar por algum de nós é virar-lhe as costas”, defende.

  • Montenegro responde ao papão de Pedro Nuno. "Só anda com papões quem não tem soluções"

    Discursa agora Luís Montenegro. “Esta é uma campanha espetacular. Por duas coisas: tem gente e apoio; e porque há uma candidatura que fala de ideias e há todas as outras que falam das nossas ideias, dos nossos projetos e dos nossos objetivos. É o reconhecimento de que há um caminho; os outros, não sabendo bem para que lado hão-de ir, vêm atrás de nós.”

    “Sinto esta força redobrada pelos dois efeitos. Sinto a responsabilidade de ser o farol deste país e de levar para este país para a frente”, atira Montenegro. É fortemente aplaudido.

    Naquilo que pode ser lido como uma crítica indireta a Pedro Nuno Santos, cujo pai é um importante industrial da zona centro do país, Montenegro usa o exemplo de Famalicão como uma cidade onde ninguém fica à espera nem se habitua a “viver sempre daquilo que lhes foi oferecido”.

    A seguir, Montenegro recupera o tema da imigração para voltar a criticar a herança do governo de António Costa. “Há onze meses, o país que estava sem controlo. Numa balbúrdia. E agora ninguém quer falar disso. É uma assunto relativamente consensual. Até aqueles que só sabem dizer mal, deixaram de falar sobre esse tema.”

    “Tal como deixaram de falar de Segurança”, continua Montenegro, recordando depois tudo aquilo que o Governo fez pelas forças de segurança e também pela ordem pública. “Quando dissemos ao país que não podíamos dormir à sombra da bananeira, vieram dizer ‘este homem é um extremista’. Alguns até me chamaram ‘Xerife Montenegro’. Agora, ninguém falar sobre segurança. Porquê? Porque só tinham a dizer: ‘Parabéns ao Governo’”.

    “Também não querem falar sobre Educação”, atira Montenegro, dizendo que o objetivo do Governo é retirar a “carga administrativa” a que os professores estão sujeitos nas escolas. “Na campanha, nós falamos de ideias e os outros é só o comentário super-lateral, daquilo que não interessa, que ilustra quem não tem anda para a apresentar.”

    “Levamos a luz. Estamos a iluminar o caminho. Do outro lado, vemos os profissionais do retrovisor, sempre a olhar para trás. Não temos nenhum problema com história, mas só olhamos para trás de relance, para nos inspirarmos.”

    Voltando a responder a Pedro Nuno Santos (e, em parte, a Nuno Melo), que tem insistido na ideia de quem a possível coligação AD-IL representa um risco para o futuro. “No dia seguinte, nós vamos garantir a coligação de braço dado com os portugueses. Não vale a pena virem com papões. Só anda com papões quem não tem soluções. Aqui não mora nenhum papão; mora a solução.”

    “Há um único voto que garante um governo com legitimação da vontade popular, que não é contrário à vontade do povo, um governo que tenha condições para executar o seu programa nos quatro anos da legislatura”, dramatiza Montenegro. “Confiem em nós: deem-nos uma maioria maior.”

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Melo deixa recado para dentro: "A coligação que o CDS tem é com o PSD; não é com mais ninguém"

    A caravana da AD está estacionada há largas horas em Famalicão, onde decorre neste momento um comício que foi antecedido por bifanas e cervejas à discrição.

    A jogar em casa, Nuno Melo, orgulhoso famalicense, arranca o discurso com tiro ao alvo a Pedro Nuno Santos: “Quem não serviu para ministro pudesse ser agora melhor primeiro-ministro”.

    “As pessoas sabem com o que contam com a coligação da AD. Diria mais: a coligação que o CDS tem é com o PSD; não é com mais ninguém”, avisa. É um claro recado para dentro de casa, num momento em que se fala com grande insistência na possibilidade de vir a existir um a coligação entre Luís Montenegro e Rui Rocha no dia seguinte às eleições.

    Depois de deixar este parênteses, o que demonstra algum desconforto do CDS, Melo continua a comparar as duas candidaturas para concluir: “Este é o PS mais extremado da democracia portuguesa. Para governar, só poderia dar mão com o PCP, BE, Livre e com o PAN. Não queremos este pesadelo para Portugal”.

    “O grande teorizador da geringonça chamava-se Pedro Nuno Santos. Nós só governamos ganhando”, continua Nuno Melo, antes de rematar: “Com trabalho e com mérito vamos vencer as eleições do próximo dia 18”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Hélia Caneira vende leitão assado mas não tem nada contra o PAN

    Hélia Caneira segue o ofício dos pais desde 1960 e, embora o negócio seja centrado na venda de leitão assado, confessa que apoia algumas das causas do PAN.

    Leitão assado de negrais, empadas e rissóis, são apenas algumas das iguarias que uma das muitas bancas que o Mercado Municipal de Benfica tem para oferecer, e o rosto por detrás da montra, Helena Carreira, concorda que “têm que existir regras no abate dos animais”, algo que a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, subscreve.

    “Há um caminho comum a fazer, pelo menos naquilo em que concordamos, evidentemente. Acho que todos nós podemos trabalhar em conjunto”, adiantou a líder do PAN.

    A feirante reconheceu a líder do PAN de quando a deputada única trabalhava na Câmara Municipal de Sintra, mais propriamente na área das “contraordenações”. Inês Sousa Real explicou que na altura o seu trabalho era “fiscalizar”, admitindo, entre risos, “que não era uma área simpática”, mas que “era uma área essencial”.

    No entanto, Helena Carreira, mesmo garantindo que o seu negócio cumpre todas as normas no que diz respeito ao abate, admite não concordar com tudo o que defende o PAN, nomeadamente no que toca a touradas.

    “Eu gosto de touradas. A primeira vez que vi uma tourada em Espanha custou-me um bocadinho”, mas voltou a prontamente a vincar que no abate é diferente: “tem que haver fiscalização”.

  • Cigano protestou sozinho e, à la Ventura, pediu "oportunidade". Fundou associação para ajudar ciganos e foi condenado por tráfico de droga

    “E você vai trabalhar? O que é para mim é para você. Vá também trabalhar. Vocês obrigam-nos a fazer isto. Tenham vergonha. Os ciganos não têm oportunidades.” A voz que sai do megafone é de Serafim dos Anjos, cigano e em tempos presidente da Associação Nacional e Social de Etnia Cigana. Está sozinho, um contra algumas de dezenas de militantes e simpatizantes que estão à porta do Mercado Municipal de Vila Real à espera da chegada de André Ventura.

    LUSA

    Está de lágrimas dos olhos e nervoso. Diz que “o problema é que o cigano é honesto e não tem vergonha de dizer que recebe o RSI”. Do lado oposto ensaiam-se cânticos: “Ide trabalhar.” Ouve que os ciganos vivem de subsídios e devolve, criticando o facto de os políticos terem apoios para transporte ou casa.

    “Vocês não sabem o que estão a dizer, nós não temos oportunidades. Se tivéssemos oportunidades íamos trabalhar. A câmara não cria protocolos para trabalhar”, defende. “Deixem de ser racistas, vocês não valem nada, vocês estão aqui e devem estar a mamar”, critica, puxando os casos e casinhos do Chega.

    Serafim dos Anjos grita e Telmo Resende, empresário da construção civil, chega-se à frente. Tem o telemóvel a transmitir em direto: “Os ciganos têm de trabalhar. Tenho um funcionário que é cigano e trabalha. Segunda-feira apresente-se em minha casa e dou-lhe que fazer, eu pago-lhe, não quero que trabalhe para mim de graça.”

    O cigano tira o telemóvel do bolso para provar quanto “paga à Segurança Social”. Mas reconhece: “Que isto está mal toda a gente sabe.” Telmo Resende oferece trabalho para “quatro ou cinco”, Serafim dos Anjos acusa-o de hipocrisia, dizendo que se quiser basta ir à Segurança Social. O empresário riposta, argumenta que é “mentira” e que “ninguém quer fazer nada, só querem mamar”. Telmo Resende deixa o número de telefone, Serafim dos Anjos assegura que vai levar pessoas.

    André Ventura está a chegar. Serafim dos Anjos diz que todos o conhecem como “Serafim cigano”, que “todos sabem o que faz e não faz” e volta a insistir que é preciso oportunidades. O homem que foi fundador da Associação Nacional e Social de Etnia Cigana foi dizendo que teve um “problema”. Segundo as notícias, Serafim dos Anjos foi, em 2022, foi condenado a quatro anos e três meses de prisão de pena suspensa pelo crime de tráfico de droga agravado.

    Segundo o jornal A Voz de Trás os Montes, admitiu em tribunal que vendia heroína e cocaína e pediu desculpa “à comunidade lá fora”, considerando “injusto vender droga” — “Não gostava que mais tarde vendessem ao meu filho.”

  • Pedro Nuno diz que em crise AD e IL "iam aproveitar para atacar estado social. "PS usa o Estado para dar segurança", garante

    No almoço-comício do PS em Famalicão, o líder socialista carregou na ideia de “segurança” associada ao PS, numa altura em que continua a diabolizar a hipótese AD+IL “num momento de crise”.

    A ideia da coligação que Pedro Nuno Santos tem apelidado de “radical” continua a ser explorada pelo líder socialista que vai tentando convencer os eleitores que os dois partidos juntos, “num momento de crise, iam aproveitar para atacar o estado social, as pensões e a escola pública”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Depois de apontar esse risco, Pedro Nuno passa à defesa da alternativa socialista que, diz, “usa o Estado para dar segurança às pessoas, nas reformas, na saúde, nas ruas, segurar o poder de compra e o direito a ter uma casa”: “As nossas medidas protegem o povo”.

    Termina a acusar o atual Governo de, neste ano, ter “agravado a situação do povo português” e a apelar ao voto e à mobilização do partido — que tem estado empastelado — para a última semana de campanha.

    Montenegro em cada esquina (agora com IL). Pedro Nuno endurece ataques para tentar vencer apatia

  • PPM avisa que coligação da AD com IL pode levar a cortes na saúde e educação

    O secretário-geral do Partido Popular Monárquico alertou hoje para “o perigo” de uma eventual governação da AD com o apoio da Iniciativa Liberal, considerando que esse cenário implicaria cortes significativos na saúde, na educação e noutras áreas sociais.

    “A pressão da Iniciativa Liberal para reduzir os impostos e para reduzir despesas nas áreas sociais é tão grande que é um perigo brutal para o nosso país ficar na dependência da Iniciativa Liberal e do seu conjunto de políticas”, afirmou hoje à Lusa Paulo Estêvão, numa ação de campanha em Santarém, no mercado municipal.

    Segundo Paulo Estêvão, uma coligação dessa natureza ameaça diretamente áreas como as pensões, a educação ou a saúde, sobretudo num contexto de instabilidade internacional e de aumento da despesa pública com a Defesa.

    O também secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades no executivo açoriano defendeu que “a pressão da Iniciativa Liberal para reduzir impostos e cortar nas despesas sociais” conduziria a um “retrocesso muito significativo” para o país, adjetivando as propostas da IL de “demagógicas” e “irrealistas”.

    “Peço aos portugueses que tenham atenção, um governo com a Iniciativa Liberal é um perigo para os pensionistas e para as áreas sociais, não tenho a menor dúvida”, defendeu.

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