Momentos-chave
- "Lágrima de crocodilo.". Montenegro acusa Chega de "falar muito e fazer pouco” na imigração
- Carneiro pede que eleitores não se encantem com discursos “falaciosos e populistas”
- Marta Temido atira contra ministra da Saúde: "Ouvimos dizer que ia ser tudo fácil"
- Passos Coelho regressa à campanha e janta com Marco Almeida em Sintra
- Férias do Brasil de Montenegro sob investigação? "Não recebi um cêntimo de ninguém", garante Montenegro, que ataca "atoardas"
- "São manobras a três a quatro dias de uma campanha eleitoral", atira Montenegro
- "É uma pouca vergonha." Montenegro reage com "revolta e estupefacção" à notícia sobre inquérito
- Porto. Sondagem mostra empate técnico, mas com ligeira vantagem para Pedro Duarte
- Moedas: "Alexandra Leitão tem um projeto de ódio contra o nosso projeto de sociedadde"
- Bugalho e Matias pedem vitória de Moedas. "Temos o único candidato que enfrenta os problemas"
- Habitação não está nas medidas urgentes? Alexandra Leitão explica: "Não vou construir casas em 30 dias"
- Ao lado Moedas, Portas avisa: "As pessoas que acham que isto está ganho, estão enganadas"
- Ventura diz que há um “renascimento da direita" e elogia "evolução" de Passos Coelho, ao contrário do PSD — que está "adormecido"
- José Luís Carneiro defende estabilidade mas avisa que a política é imprevisível
- Leitão corrige tiro a PCP e centra ataques em Moedas, que "não discute Lisboa" porque "é um enorme embaraço" para ele
- Rui Tavares desafiou Montenegro a esclarecer se “não é não” ao Chega passou a “sim é sim”
- Carneiro diz que Governo vai perceber que realidade na imigração “é diferente”
- Cidadãos marroquinos libertados? Montenegro culpa PS e Chega por não haver regras rápidas para afastamento de imigrantes
- IL estabelece como objetivo triplicar o número de eleitos
- Linhas vermelhas com o Chega? Mascarenhas nega que tenham existido na Assembleia Municipal
- Raimundo pede voto da “Amadora multicultural” e critica gestão PS
- Líder da IL evita falar em “linhas vermelhas” com Chega, mas diz que princípios são inegociáveis
- Mortágua regressa para colar Ventura a Passos Coelho. "Chega consegue ser tudo: oposição e muleta do Governo"
- "Lamento, estou aqui. Estou de volta". Mariana Mortágua entra na campanha autárquica
- Ventura diz que Portugal só “está melhor” para Luís Montenegro
- Paulo Portas entra na campanha do CDS em Vale de Cambra para apelar a voto em bons gestores
- "É evidente que se tinha que falar do Orçamento". Marcelo fala em "coincidência" com data de entrega orçamento e eleições autárquicas
- Mortágua: "Nunca pensei se esta participação me daria um voto ou me tirava um voto"
- Mariana Mortágua voltará assumir funções de deputada "o mais brevemente possível". Retomará atividade autárquica ainda hoje
- Montenegro não comenta "linhas vermelhas" afastadas por Passos Coelho e diz que questões de coligações com Chega são apenas "ruído"
- Raimundo acusa PS de estar “enterrado até ao pescoço” na cumplicidade com Carlos Moedas
- José Luís Carneiro acredita que "o Governo falhou em toda a linha" nos compromissos para a Saúde
- Mariana Leitão: "Há um problema grave, estrutural na saúde"
- Pedro Duarte acusa Pizarro de "esconder plano secreto". "Nunca vi isto em democracia"
- João Ferreira: "Atenção que o PS deu à CDU, em detrimento do PSD, visa esconder convergência em aspetos estruturantes"
- Carneiro aponta para baixa execução dos planos de ação do Governo
- Ventura critica Montenegro: "É um momento de discussão autárquica, não orçamental"
- Passos Coelho não participa em mais campanhas mas deseja sucesso a Moedas
- Passos Coelho afasta linhas vermelhas: "Vivemos em democracia e temos que trabalhar com os que forem eleitos"
- Passos Coelho aumenta a exigência: "Ambiente nacional não pode ser comparado com as provações do passado"
- Carneiro passa o dia em Setúbal, com passagem no Hospital Garcia de Orta. As campanhas do PS, Chega, PCP, Livre, IL e PAN
- Passos regressa e Paulo Portas junta-se à campanha. Montenegro ruma ao Alentejo
- Mariana Mortágua junta-se à comitiva do BE após detenção em Israel
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a atualidade política nacional ao longo do dia de ontem, terça-feira.
Montenegro e Melo juntos em Santarém, Carneiro entre Coimbra e Bragança
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Raimundo reitera que Montenegro se devia ter demitido antes das legislativas
O secretário-geral do PCP reiterou hoje que o primeiro-ministro se devia ter demitido do cargo antes das eleições legislativas, quando surgiram as notícias sobre a Spinumviva, antecipando que o caso “vai continuar, infelizmente por muito tempo”.
Em declarações à agência Lusa à margem de um comício em Alpiarça, distrito de Santarém, Paulo Raimundo não se quis pronunciar sobre o caso da Spinumviva do ponto de vista formal e judicial, considerando que isso “compete a quem de direito tratar dessa questão”, mas salientou que há um comentário a fazer do ponto de vista político.
“É que nós alertámos na altura que o que o primeiro-ministro devia ter feito, quando isto foi surgindo, era ter-se demitido. Achou que isso não era solução, forçou eleições e arrastou este problema para a frente”, criticou.
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"Lágrima de crocodilo.". Montenegro acusa Chega de "falar muito e fazer pouco” na imigração
O presidente do PSD acusou hoje o Chega de “falar muito e fazer pouco” em matéria de imigração e chorar “lágrimas de crocodilo”, pedindo em Albufeira que não acreditem num candidato que andou “a saltar de sítio em sítio”.
Luís Montenegro falava num jantar-comício em Albufeira, no distrito de Faro, de apoio a José Carlos Rolo, que concorre a um segundo mandato à presidência da Câmara numa coligação PSD/CDS-PP, onde os temas fortes foram a segurança e imigração.
Tal como já tinha feito em Quarteira, à tarde, o também primeiro-ministro voltou a responsabilizar Chega e PS por não haver mecanismos rápidos de afastamento de imigrantes em situação ilegal, por terem ‘chumbado’ no ano passado uma iniciativa legislativa do Governo com esse objetivo.
Em particular, visou o líder do Chega, André Ventura, que disse que a libertação dos cidadãos marroquinos intercetados em agosto no Algarve por ter sido ultrapassado o prazo máximo de detenção “envergonha o país”.
“Quando vemos a indignação, só podemos acreditar que se trata de lágrimas de crocodilo, de quem fala muito, mas resolve pouco ou nada”, criticou Montenegro.
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Carneiro pede que eleitores não se encantem com discursos “falaciosos e populistas”
O líder do PS pediu hoje aos portugueses que não se deixem encantar por discursos “falaciosos, demagógicos e populistas” nas autárquicas, comparando com as promessas de “tudo e a todos” do Governo que deixaram uma situação “muito pior”.
José Luís Carneiro – que subiu hoje ao palco do comício noturno no Barreiro avisando que já não tinha a voz do início da campanha – utilizou críticas ao atual Governo PSD/CDS-PP para alertar para a importância do voto nas autárquicas de domingo.
“E faço-o particularmente no município onde sei que a demagogia e o populismo não têm hora, porque é muito fácil prometer tudo e a todos. Então, em campanha eleitoral, é mesmo muito fácil aparecer junto às pessoas, prometer tudo e a todos”, explicou.
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Marta Temido atira contra ministra da Saúde: "Ouvimos dizer que ia ser tudo fácil"
Em Setúbal, num comício do PS de apoio do candidato André Pinotes Batista, Marta Temido atirou contra a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
“Só o PS tem capacidades de unir, capacidade de ouvir, capacidade de ser credível, soluções honestas e credíveis”, defendeu Marta Temido em Setúbal.
Estando na ordem do dia o tema da Saúde, Marta Temido criticou que “tantas vezes se ouviu nos últimos meses” da boca da ministra da Ana Paula Martins “que ia ser tudo fácil”.
“Iam ser planos a 100 dias, 90 dias, planos de emergência e de resposta rápida… Não é assim”, garantiu Marta Temido, ex-ministra da Saúde.
Com João Gama
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Carneiro confia na justiça e pede que se evitem precipitações sobre caso Spinumviva
O secretário-geral do PS disse hoje que mantém confiança na justiça e que o primeiro-ministro deve dar as explicações sobre o caso Spinumviva que lhe forem pedidas “quando chegar a hora”, apelando a que se evitem precipitações.
“A minha confiança na justiça mantém-se e a justiça fará o trabalho, no momento, com o método que considerar oportuno, e aquilo que eu entendo é que o primeiro-ministro, quando chegar a hora, deve dar as explicações que as autoridades lhe solicitarem”, afirmou José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas, à entrada para um comício da campanha autárquica no Barreiro, distrito de Setúbal.
Escusando-se a comentar as fontes das notícias e a razão pelas quais foram divulgadas, o líder do PS pediu que se evitem precipitações. “Acho que nós temos o dever de evitar precipitações em matérias desta sensibilidade para o interesse do país”, disse.
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Passos Coelho regressa à campanha e janta com Marco Almeida em Sintra
O antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vai regressar à campanha esta quarta-feira em Sintra.
Pedro Passos Coelho vai jantar com apoiantes de Marco Almeida, o candidato apoiado pelo PSD/Iniciativa Liberal/PAN à câmara municipal de Sintra.
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Férias do Brasil de Montenegro sob investigação? "Não recebi um cêntimo de ninguém", garante Montenegro, que ataca "atoardas"
Sobre a notícia avançada pela revista Sábado e pela CNN Portugal de que as férias de Luís Montenegro ao Brasil estavam a ser investigadas, o primeiro-ministro assegurou que “não recebeu um cêntimo de ninguém”. “Paguei tudo do meu bolso e a minha mulher também”, assegurou.
“Era o que mais faltava lançarem esta nuvem”, criticou Luís Montenegro, que assistiu com revolta a “estas manobras obscuras”.
O primeiro-ministro criticou ainda as “atoardas” e a “insinuações não identificadas” que passam para a imprensa.
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"São manobras a três a quatro dias de uma campanha eleitoral", atira Montenegro
“Não sei qual é a fonte desta notícia, o que posso garantir é que os esclarecimentos que me têm sido pedidos são facultados. Aguardarei a a análise e juízo do Ministério Público”, assegurou Luís Montenegro. “O resto é uma pouca vergonha.”
“São manobras a três a quatro dias de uma campanha eleitoral”, acusou Luís Montenegro, pedindo aos portugueses que não se deixem enganar por estas notícias.
“Continuarei fiel ao meu posicionamento. Não vou ser eu a quebrar o laço de lealdade entre todos os intervenientes judiciais. Estou disponível para prestar todos os esclarecimentos”, disse ainda Luís Montenegro.
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"É uma pouca vergonha." Montenegro reage com "revolta e estupefacção" à notícia sobre inquérito
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou hoje várias críticas às “notícias que vieram a público” pela CNN Portugal de que os investigadores têm a convicção de que se deve avançar para a conversão da averiguação preventiva à Spinumviva em inquérito criminal. “É uma pouca vergonha”, descreveu.
“Depois de ter visto as notícias que vieram a público, estou completamente tranquilo, embora estupefacto e mesmo revoltado com o teor das notícias”, afirmou Luís Montenegro, que descreveu como uma “pouca vergonha” a “deslealdade processual e democrática”: “É deplorável e não aceito de forma nenhuma”.
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Porto. Sondagem mostra empate técnico, mas com ligeira vantagem para Pedro Duarte
Uma sondagem da Pitagórica mostra um cenário de empate técnico no Porto com os dois candidatos separados apenas por 0,2 pontos percentuais.
Nesta corrida renhida, é Pedro Duarte, candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e IL, quem está ligeiramente à frente com 33,1% das intenções de voto (com distribuição de indecisos).
Por sua vez, Manuel Pizarro, candidato apoiado pelo PS, obtém 32,9% das intenções de voto.
Em terceiro lugar, está o candidato do Chega, Miguel Corte-Real, que se fica por 10,4% das intenções de voto.
Segue-se o candidato independente Filipe Araújo, com 7% das intenções de voto. Em quinto lugar, está o candidato do Livre, Hélder Sousa, com 3,9% das intenções de voto.
Em sexto lugar está Nuno Cardoso, apoiado pelo Nós! Cidadãos e o Partido Popular Monárquico com 3,3% das intenções de voto, as mesmas do a candidata da CDU, Diana Ferreira.
Segue-se ainda Sérgio Aires, candidato do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto, que se fica pelas 2,9% das intenções de voto.
Esta sondagem foi realizada pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF, JN, Nascer do Sol e ECO com o objetivo de avaliar a opinião dos eleitores recenseados no concelho do Porto sobre temas das eleições autárquicas 2025.
Contou com 625 entrevistas efetivas e o trabalho de campo decorreu entre os dias 29 de setembro e 4 de outubro de 2025.
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Moedas: "Alexandra Leitão tem um projeto de ódio contra o nosso projeto de sociedadde"
Carlos Moedas faz o último discurso deste dia de campanha. O candidato social-democrata volta a dizer que a adversária, Alexandra Leitão, não tem qualquer ideia para a cidade. Só uma: “Tem um projeto de ódio contra o presidente e, de certa forma, contra o nosso projeto de sociedade”, aponta.
Antes de discursar na Paiva Couceiro, Carlos Moedas já tinha falado aos jornalistas na Alameda Dom Afonso Henriques. Nessas declarações, o social-democrata recuperou, no essencial, as críticas que tinha feito de véspera a Alexandra Leitão: a socialista representa um “radicalismo” aditivado pelos seus sócios, Bloco de Esquerda e Livre.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Bugalho e Matias pedem vitória de Moedas. "Temos o único candidato que enfrenta os problemas"
Discursa agora Sebastião Bugalho, outro dos convidados de honra do dia de campanha de Carlos Moedas. O eurodeputado social-democrata começou por atacar Alexandra Leitão, sem nunca a nomear. “Carlos Moedas está de corpo e alma em Lisboa. Não muda de opinião sobre aquilo que quer.”
O eurodeputado diz que há uma grande diferença entre Carlos Moedas e os seus adversários, à direita e à esquerda. “Os nossos adversários à direita precisam dos problemas para terem uma razão de existência. Os nossos adversários à esquerda têm medo dos problemas. Temos o único candidato que enfrenta os problemas porque tem soluções para eles”, atira Bugalho.
Segue-se Gonçalo Matias, ministro da Reforma do Estado. “Não interrompam o trabalho extraordinário que Carlos Moedas está a fazer em Lisboa. Em quatro anos, mudou a face da cidade, tal como estamos a fazer no Estado”, pediu o governante, dizendo que seria uma “injustiça enorme” se Moedas não vencesse.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Habitação não está nas medidas urgentes? Alexandra Leitão explica: "Não vou construir casas em 30 dias"
Durante o contacto da Morais Soares, Alexandra Leitão também foi confrontada com as suas quatro prioridades para os primeiros 30 dias, onde não está especificamente e habitação. “Pus a revisão do regulamento do alojamento local, essa é uma questão de habitação. Agora não vou construir casas em 30 dias”.
A socialista que se candidata à CML pela coligação PS/Livre/BE/PAN garante “que a habitação é uma enorme prioridade, mas tem que ser realista”. Já a “questão do alojamento local é um passo muito importante, restringir o alojamento local é um passo muito importante para termos mais habitação”.
“Aquilo que eu apresentei ontem foram prioridades para 30 dias, não foram para 100, foram para 30 dias e eu estaria a ser pouco rigorosa se pusesse aqui objetivos de habitação para 30 dias”, disse ainda sobre esta questão.
A lista que fez para os primeiros 30 dias “são urgências”, diz: “Não se transforme uma coisa que eu digo para fazer em 30 dias, em que tudo o que eu não faço em 30 dias é porque não vou fazer. São 30 dias, são urgências”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ao lado Moedas, Portas avisa: "As pessoas que acham que isto está ganho, estão enganadas"
Foi a grande estrela do dia de campanha de Carlos Moedas. Paulo Portas apareceu ao lado do social-democrata para manifestar o apoio ao atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa e deixar uma aviso: todos os votos contam e a corrida está muito renhida.
“Carlos Moedas merece ter melhores condições para fazer o trabalho dele. Por um voto se ganha, por um voto se perde. Há quatro anos, ganhou por menos de 3 mil votos. As pessoas que acham que isto está ganho, estão enganadas. A eleição está renhida”, alertou o antigo vice primeiro-ministro.
Mesmo pedindo uma votação reforçada em Moedas, Paulo Portas não quis falar em maioria absoluta. “Se a queres, não a peças”, sublinhou Portas.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Ventura diz que há um “renascimento da direita" e elogia "evolução" de Passos Coelho, ao contrário do PSD — que está "adormecido"
O presidente do Chega, André Ventura, considerou hoje que as declarações do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho mostram que há um “renascimento da direita” e acusou o PSD de estar adormecido.
À margem de uma iniciativa de campanha autárquica no Entroncamento, distrito de Santarém, o presidente do Chega foi questionado sobre as palavras do antigo primeiro-ministro social-democrata de que não devem existir linhas vermelhas com o Chega sobre eventuais entendimentos autárquicos.
“A frase é importante porque o que eu acho que mostra é que está a haver um renascimento da direita em Portugal, e esse renascimento da direita significa, como o doutor Pedro Passos Coelho já disse, aliás, noutros momentos, não é uma questão de barreiras partidárias, é uma questão de que a direita tem que se assumir naquilo que é, firme no combate à corrupção, firme no combate à imigração legal, firme pela segurança, mesmo quando isto custa à esquerda, firme na defesa das pessoas que trabalham, contra as minorias que não trabalham”, afirmou.
André Ventura considerou que houve um “reacordar da direita” e afirmou que “houve uma evolução do doutor Pedro Passos Coelho” e “claramente não houve essa evolução do doutor Luís Montenegro”.
“Estas pessoas que vocês veem, este movimento, isto é o reacordar da direita em Portugal, e é importante que este reacordar se materialize agora nas autárquicas, nas presidenciais e nas legislativas, quando elas chegarem, acho que foi isso só”, acrescentou.
O líder do Chega criticou também a reação do primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro por ter dito que “é ruído” introduzir na reta final da campanha o tema da governabilidade pós-eleições autárquicas, considerando que essa será uma decisão para os eleitores no próximo domingo.
“Nós quando vemos o professor Cavaco Silva entrar nas campanhas achamos muito bem, porque diz aquilo que a esquerda e que a direita fofinha querem. Quando vemos o doutor Pedro Passos Coelho entrar, aí já não interessa e é ruído, quer dizer, só mostra como o PSD está adormecido”, criticou.
“Hoje só há uma direita em Portugal, essa direita é o Chega, e isso foi no fundo, por outras palavras, o que disse o doutor Pedro Passos Coelho”, sublinhou André Ventura.
O presidente do Chega interpretou igualmente as palavras do antigo primeiro-ministro social-democrata como a necessidade de o país ter “uma mudança profunda nas várias áreas” e que “não devia ter posto egos à frente da importância que havia de fazer reformas na área da segurança, do combate à corrupção, mas do crescimento económico também, da reforma fiscal”.
“O que o doutor Pedro Passos Coelho disse é aquilo que nós temos dito sempre, que é, se o país se tivesse entendido, não tínhamos tido eleições em maio, provavelmente, não tínhamos tido a crise toda que tivemos, e tínhamos um país hoje muito melhor em algumas áreas, no controlo da imigração, nas leis dos estrangeiros, na questão fiscal, na burocracia”, defendeu o líder do Chega.
Questionado se gostava de contar com o apoio do antigo primeiro-ministro na candidatura presidencial, André Ventura respondeu: “Eu quero é que o povo me apoie, é isso que eu quero, eu quero é que o povo português me apoie”.
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José Luís Carneiro defende estabilidade mas avisa que a política é imprevisível
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu hoje estabilidade no país, mas avisou que “a política tem muita imprevisibilidade” e é preciso preparação para todos os cenários, considerando difícil avaliar se haverá eleições antecipadas.
“Sabe que a política tem muita imprevisibilidade e agora nós temos que estar preparados para todos os cenários”, respondeu o líder do PS aos jornalistas durante uma viagem num barco de pesca ao largo da costa de Sesimbra, distrito de Setúbal, uma ação de campanha para as eleições autárquicas.
Questionado sobre se prevê eleições antecipadas antes do final da legislatura, José Luís Carneiro disse ser “difícil, nesta altura, fazer essa avaliação”.
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Leitão corrige tiro a PCP e centra ataques em Moedas, que "não discute Lisboa" porque "é um enorme embaraço" para ele
Depois de uma noite muito centrada nos ataques ao PCP, Alexandra Leitão corrigiu a direção dos ataques da sua candidatura para acertar em Carlos Moedas. E também em Luís Montenegro, mas para voltar a Moedas.
“Para Carlos Moedas discutir Lisboa é um enorme embaraço, tendo em conta o estado em que a cidade está”, referiu quando confrontada com a sugestão do adversário de que estaria a esconder Mariana Mortágua: “Preocupe-se Carlos Moedas com quem está na campanha dele.”
“Eu vou com certeza contar com a Mariana Mortágua ao longo do que falta desta campanha”, afirmou Alexandra Leitão que considera que Moedas está a fugir a “discutir Lisboa”, provocando: “Compreendo que para ele seja um enorme embaraço, mas para mim não. Para mim é um entusiasmo, uma alegria, uma esperança e é por isso que estamos aqui todos.”
As declarações aos jornalistas foram feitas durante um contacto coma. população na Morais Soares, onde recusou ter feito do PCP alvo: “Não fiz de João Ferreira o meu alvo, de todo.” A questão vinha da noite anterior em que os comunistas estiveram no centro dos ataques dos intervenientes no comício no Areeiro, mas a socialista mantém que, se for eleita, o PCP “é uma das possibilidades” para “acordos, negociações e diálogo” — só exclui o Chega.
Esquerda sem PCP faz de comunistas alvo do comício em Lisboa
O argumento de que “Moedas não quer discutir a cidade” serve também à socialista quando a questão é o Governo e o aumento do complemento solidário para idosos anunciado por Luís Montenegro em plena campanha autárquica. “Não é nada que nos surpreenda, não acontece pela primeira vez com este Governo e com o Governo imediatamente anterior de Luís Montenegro”, começou por dizer.
Depois disse estar convencida de que “os lisboetas e os portugueses sabem distinguir o que está em causa: numas eleições autárquicas o que está em causa é avaliar quem foi presidente de Câmara antes e discutir os programas de quem se apresenta para ser presidente de Câmara. E em Lisboa eu tenho muita certeza que os lisboetas sabem que a cidade nunca teve tão mal, tão descuidada, tão caótica, tão suja quanto um pouco a habitação acessível e é isso que se avalia numa eleição autárquica e é por isso que Carlos Moedas não quer discutir a cidade.”
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Rui Tavares desafiou Montenegro a esclarecer se “não é não” ao Chega passou a “sim é sim”
O porta-voz do Livre desafiou hoje o presidente do PSD e primeiro-ministro a esclarecer se o “não é não” ao Chega passou a “sim é sim” nos municípios, depois de Pedro Passos Coelho ter rejeitado “linhas vermelhas”.
“Em tempos, Luís Montenegro teve uma frase que lhe rendeu muito politicamente em que repetia duas vezes o «não», era «não é não». Agora, nós estamos em eleições autárquicas. Quando Pedro Passos Coelho, ex-líder do PSD, diz que não faz sentido linhas vermelhas que o Chega, ele está a dizer 308 «sins», um para cada concelho, para cada município em Portugal”, criticou Rui Tavares.
À margem de uma ação de campanha para as eleições autárquicas de domingo, no centro de Braga, Tavares foi questionado sobre as palavras do antigo primeiro-ministro social-democrata de que não devem existir linhas vermelhas com o Chega sobre eventuais entendimentos autárquicos.
Entretanto, o presidente do PSD disse hoje, em Évora, que “é ruído” introduzir na reta final da campanha o tema da governabilidade pós-eleições autárquicas, considerando que essa será uma decisão para os eleitores no próximo domingo.
Tavares salientou que é conhecido que “Passos Coelho nunca achou que houvesse, na verdade, qualquer fronteira com o Chega” e considerou que o partido liderado por André Ventura “nasce a partir do passismo”.
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Carneiro diz que Governo vai perceber que realidade na imigração “é diferente”
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje que, “com o tempo”, o Governo vai perceber que a realidade sobre a imigração “é diferente” daquela que tem defendido, aguardando para ver “quem tem razão”.
Durante uma viagem numa traineira ao largo da costa de Sesimbra, José Luís Carneiro foi questionado sobre o comunicado da véspera do Governo indicando que os migrantes intercetados no Algarve foram libertados por ter sido ultrapassado o prazo máximo de detenção antes de terminar processo de afastamento.
“Eu julgo que o Governo, com o tempo, vai tomar conta da realidade, vai perceber que a realidade [sobre imigração] é diferente”, respondeu.
Na perspetiva do líder do PS, é uma questão de tempo até o executivo de Luís Montenegro e o país verem a realidade sobre a imigração e acrescentou: “vamos ver quem tem razão”.
Concretamente sobre este caso dos marroquinos, Carneiro disse estar “curioso por saber o que é que se passou em concreto”.