Momentos-chave
- Instituto Nobel diz que Corina Machado não pode doar o Nobel da Paz a Trump
- Trump assina ordem para proteger receitas petrolíferas de Caracas nos EUA
- Trump considera que "já está a tornar a Venezuela rica e segura de novo"
- Proposta de Trump para a Venezuela recebida com cepticismo por executivos do setor petrolífero
- Caracas anuncia regresso a país de petroleiro em operação conjunta com EUA
- Pelo menos 60 detidos na Nicarágua por celebrar captura de Nicolás Maduro
Histórico de atualizações
-
Encerramos por aqui este liveblog.
Obrigado por nos ter acompanhado.
-
Instituto Nobel diz que Corina Machado não pode doar o Nobel da Paz a Trump
O Instituto Nobel da Noruega esclareceu este sábado que María Corina Machado não pode doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.
“Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros”, afirmou o instituto num breve comunicado.
“A decisão é final e irrevogável”, acrescentou.
O comunicado surgiu depois de María Corina Machado ter afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, que supervisionou a operação dos Estados Unidos para capturar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que enfrenta acusações de tráfico de droga em Nova Iorque.
“Eu adoraria poder dizer-lhe pessoalmente que nós acreditamos — o povo venezuelano, porque este é um prémio do povo venezuelano — que queremos entregá-lo a ele e partilhá-lo com ele”, disse a líder da oposição venezuelana ao apresentador da Fox News, Sean Hannity, na segunda-feira.
“O que ele fez é histórico. É um enorme passo para uma transição democrática”, acrescentou.
María Corina Machado dedicou o prémio a Trump assim que foi anunciada como vencedora. O presidente dos Estados Unidos fez campanha para ser distinguido com o Nobel da Paz desde que regressou à Casa Branca.
Na sexta-feira, disse que se vai encontrar com Maria Corina Machado na próxima semana e que seria “uma grande honra” se a dirigente oposicionista venezuelana lhe entregasse o Prémio Nobel da Paz.
-
Trump assina ordem para proteger receitas petrolíferas de Caracas nos EUA
O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva de emergência para proteger as receitas petrolíferas venezuelanas detidas nos Estados Unidos, de forma a impedir que sejam confiscadas por tribunais ou credores, foi hoje anunciado.
A ordem, assinada na sexta-feira – menos de uma semana depois de as forças norte-americanas terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas – visa “promover os objetivos da política externa dos EUA”, afirmou a Casa Branca, em comunicado.
A receita, mantida em fundos de depósito de governos estrangeiros, deve ser utilizada na Venezuela para ajudar a criar “paz, prosperidade e estabilidade”, acrescentou na mesma nota.
Na sexta-feira, Donald Trump reuniu gigantes globais do petróleo e do gás na Casa Branca, incluindo muitas empresas norte-americanas, além da italiana Eni e da espanhola Repsol, anunciado que os Estados Unidos vão decidir a quem darão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela.
“Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, fá-lo-emos hoje ou pouco depois”, disse Trump.
“Uma das razões pelas quais não podiam ir para lá [Venezuela] era a falta de garantias. Não havia segurança, mas agora têm segurança total”, sublinhou Trump.
Caracas possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas a produção atual é baixa, limitada a um milhão de barris por dia, após décadas de falta de investimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas em mau estado.
-
Trump considera que "já está a tornar a Venezuela rica e segura de novo"
Donald Trump afirma que “já está a tornar a Venezuela rica e segura outra vez”, numa publicação feita na rede social Truth Social.
O Presidente norte-americano diz também que “adora o povo venezuelano”, dando os “parabéns e agradecer a todas as pessoas que tornaram isto possível”.
-
Proposta de Trump para a Venezuela recebida com cepticismo por executivos do setor petrolífero
A proposta de Donald Trump para a Venezuela está a ser recebida com cepticismo por executivos do setor petrolífero. A informação é relatada na CNN, um dia depois do encontro do presidente norte-americano com petrolíferas venezuelanas.
Como reportámos no liveblog desta sexta-feira, depois da reunião, Trump revelou que a Venezuela entregou 30 milhões de barris de petróleo aos EUA, que vão explorar petróleo de forma indefinida, estando a “recuperar” o que lhes “foi tirado”.
Agora, a CNN reporta que Trump e os seus principais assessores saíram da longa reunião na Casa Branca “sem nenhum compromisso significativo das empresas para investir milhares de milhões de dólares no país após depararem-se com um profundo ceticismo em relação ao plano do governo para garantir a estabilidade a longo prazo da Venezuela”.
“Não é um investimento viável”, disse o CEO da ExxonMobil, Darren Woods, aos funcionários, numa avaliação direta dos obstáculos para fazer negócios no país, reporta a CNN. “Há uma série de estruturas legais e comerciais que teriam de ser estabelecidas para sequer entendermos que tipo de retorno teríamos com o investimento.”
De acordo com a CNN, vários executivos presentes na reunião expressaram relutância semelhante, alertando que a indústria precisaria primeiro de amplas garantias financeiras e de segurança antes de iniciar um esforço de vários anos para aumentar a produção de petróleo.
-
Caracas anuncia regresso a país de petroleiro em operação conjunta com EUA
Caracas anunciou que um petroleiro que deixou a Venezuela “sem pagamento nem autorização das autoridades” regressou às águas do país sul-americano, numa operação conjunta com os Estados Unidos.
Trata-se de uma “operação conjunta bem-sucedida” de Caracas e Washington para “o regresso ao país do navio Minerva”, lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pelo Ministério de Hidrocarbonetos e da petrolífera estatal PDVSA.
“Graças a esta primeira operação conjunta bem-sucedida, a embarcação está a navegar de volta para águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, acrescenta-se na nota.
Caracas fez o anúncio depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que as forças norte-americanas intercetaram, na sexta-feira, o petroleiro Olina (anteriormente chamado de Minerva M) nas águas das Caraíbas “em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela”, depois de o navio ter partido do país “sem a devida autorização”.
“Este petroleiro está agora a voltar para a Venezuela. O petróleo será vendido através do GREAT Energy Deal, que criámos para tais vendas”, indicou o dirigente norte-americano na rede social Truth Social.
A operação foi realizada como uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e contou com a participação de fuzileiros navais, que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para executar a abordagem, informou o Comando Sul em comunicado.
Este comando norte-americano disse que esta ação envia uma “mensagem clara” de que “não existe refúgio seguro para os criminosos”, no âmbito dos esforços de Washington para combater “atividades ilegais transnacionais” no hemisfério ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha sublinhado que a operação decorreu sem resistência.
De acordo com o jornal New York Times, o Olina está sancionado pelos EUA, por alegadamente ter financiado a guerra da Rússia na Ucrânia através do transporte de exportações energéticas russas para mercados estrangeiros.
-
Pelo menos 60 detidos na Nicarágua por celebrar captura de Nicolás Maduro
Pelo menos 60 pessoas foram detidas na Nicarágua por comemorarem a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de acordo com uma organização não-governamental e um jornal no exílio.
Os copresidentes da Nicarágua, o casal Daniel Ortega e Rosario Murillo, são aliados incondicionais de Maduro, que foi levado à força há uma semana para os Estados Unidos, para responder a acusações de narcotráfico.
“Pelo menos 60 detenções arbitrárias” de pessoas que comemoraram a queda de Maduro na Internet ou em privado ocorreram no país desde então, denunciou a organização de defesa dos direitos humanos Monitoreo Azul y Blanco, na rede social X.
“Esta nova onda repressiva é executada sem mandado judicial e baseia-se apenas na expressão de opiniões: comentários nas redes sociais, celebrações privadas ou não repetir a propaganda oficial”, afirmou a ONG, que denunciou “uma grave violação dos direitos humanos”.
De acordo com jornal online El Confidencial, editado no estrangeiro, estas detenções ocorreram no âmbito de um “estado de alerta” decretado por Murillo após a captura de Maduro, que inclui operações de vigilância dos bairros e das redes sociais.
-
Bom dia,
Bem-vindo ao liveblog do Observador em que acompanhamos a situação em curso na Venezuela, que está a ser governada pela Presidente interina, Delcy Rodríguez, depois da prisão de Nicolás Maduro a 3 de janeiro por tropas norte-americanas.
Para recuperar todos os desenvolvimentos desta sexta-feira confira este outro liveblog.
“Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer eles gostem ou não”, avisou Trump