Momentos-chave
- "É preciso fazer tudo para atrair investimento estrangeiros. Queremos muitas grandes empresas"
- Rui Rocha: "Embora se apresente como moderado, o Livre está algures entre a foice e o martelo"
- Rui Rocha: proposta de herança social é "financeiramente irresponsável e socialmente injusta"
- Rui Rocha prevê "tragédia" nas pensões do futuro e avisa: "Com estagnação não há Segurança Social sustentável"
- Rui Rocha diz que pacote do Governo sobre tarifas é "eleitoralista" e "valia a pena esperar" para anunciar medidas
- Rui Rocha: investimento em Defesa pode ser "oportunidade" para economia portuguesa
- Melo acusa Sousa Real de ser corresponsável por "absoluto descontrolo" na imigração
- Melo puxa da paz social. "A rua está tranquila"
- Nuno Melo: "A minha presença aqui é legítima"
- Montenegro diz que ausência ou redução de reembolso de IRS é “por uma boa razão”
- "Não é a fugir para a frente que se vão ultrapassar estas questões". Ventura torna a pedir esclarecimentos a Luís Montenegro
- Montenegro dirige-se aos jovens e diz que o programa da AD "olha para o futuro"
- Portugal ainda não decidiu se pede a Bruxelas alívio das regras do défice para defesa
- Plano de 10 mil milhões para responder a tarifas “praticamente não tem impacto orçamental”, garante ministro das Finanças
Histórico de atualizações
-
Bom dia.
Encerramos este liveblog. Pode continuar a acompanhar a atualidade política nacional neste outro liveblog.
-
O "Vencedor é" dos debates. Nuno Melo vence Sousa Real e empate entre Rui Rocha e Rui Tavares: veja as notas
Inês Sousa Real chamou porta-voz de Montenegro a Nuno Melo e discordaram da imigração à economia verde. Rui Rocha e Rui Tavares até concordaram, mas veio o motoserrismo e a foice e o martelo.
-
Rui Tavares diz que Livre elevaria fasquia da governação do PS
Rui Tavares fecha o debate com o apelo ao voto útil de Pedro Nuno Santos. “Queremos que a fasquia da boa governação seja elevada. Com o Livre, um primeiro-ministro que tenha empresa como Luís Montenegro a tenha de entregar a uma entidade privada independente”, atira.
O líder do Livre quer uma “política pluralista” e que “num Governo que o Livre participe o SNS não é para ser privatizado, a CGD e a RTP não são privatizar, o apoio à Ucrânia não é para ser reduzido e a Palestina deve ser apoiada”.
-
"É preciso fazer tudo para atrair investimento estrangeiros. Queremos muitas grandes empresas"
Rocha explica que a IL tem “sentido de responsabilidade” e não quer descer todos os impostos, preferindo descer o IVA da construção, IRS ou IRC, mas não o IVA dos bens essenciais.
Sobre o IVA da construção, Rocha, leva um monte de papéis necessários para fazer o licenciamento de uma casa, que custa sete mil euros. “Apostamos claramente na descida do IVA e na simplificação dos processos”.
Sobre o IRC, diz que aumentar salários tem de ser um desígnio e por isso é preciso fazer “tudo o que for possível para atrair investimento estrangeiro”. E é a única forma de dizer aos jovens que há possibilidade de ficar em Portugal de forma sustentável, defende. “Queremos que haja muitas grandes empresas e que as grandes venham para Portugal, muito mais empresas a pagar IRC”.
Rui Rocha diz que neste processo de eleições não tem “dúvida de que nenhuma decisão foi a certa”, que o que levou a eleições foi uma “irresponsabilidade de Montenegro”, que fez bem em votar a favor da moção de confiança. “Nunca, jamais em tempo algum ponho em causa que fiz uma decisão correta”, diz, em resposta a se devia ter-se coligado previamente com a AD.
-
Rui Tavares diz que não apresenta números de redução de IVA e IRS porque precisa de números ao contrário do "motosserrismo"
Acusado por Rui Rocha de defender a descida do IVA e do IRS, mas depois não apresentar números, Rui Tavares responde que é preciso esperar para ver o que acontece na economia global: “Já vimos um primeiro-ministro que gastou a sua almofada antes de crise financeira, temos um que gastou antes de crise global. A diferença é que a IL continuaria a gastá-la.”
Rui Tavares lembra que o Livre apresentou uma “proposta para que nenhum primeiro-ministro gaste o superávite sem que isso seja aprovado pelo Parlamento.” E acrescenta: “O país não está para aventuras. O que o país quer é que continuemos sem procedimento por défices excessivos”.
Sobre não ter contas, Rui Tavares garante que é por não saber qual é o “cenário macroeconómico” que não apresenta números, ao contrário da IL que, diz, o faz irresponsavelmente. “É a diferença para o liberalismo, para o motosserrismo. É tudo afuera e depois logo se vê”.
-
Rui Rocha: "Embora se apresente como moderado, o Livre está algures entre a foice e o martelo"
Rui Rocha diz que ou se aceita que o país pode continuar estagnado anos a fio ou se muda, e que a despesa do Estado deve reduzir-se em 1% ao ano para que as empresas sejam mais competitivas. “É um plano claro, com contas certas. Quem não o aceita tem de explicar às famílias porque é que tem de cortar na sua vida”.
É preciso “ajustar 1% ao ano” na atividade da administração pública, defende. “É um plano para quatro anos”.
Acusa Rui Tavares de “irresponsabilidade” porque quem vota do Livre está a “entregar o seu voto ao BE e ao PCP”, por ter votado 99% e 95% das propostas destes partidos. Ter votado a favor do congelamento das rendas é mais um “ataque aos jovens” porque “não funciona em lado nenhum”.
“Embora se apresente como moderado, o Livre está algures entre a foice e o martelo”, remata.
-
Rui Tavares: "Nem o problema da calvície que era um que me interessava, consegue resolver"
Rui Tavares acusa Rui Rocha de querer “criar um departamento Elon Musk”, mas que nem sequer é eficaz, pois só corta 150 milhões.
Acusa o líder do Livre de querer baixar os impostos sem dizer onde vai cortar. “Quer vender empresas públicas. CP afuera, RTP afuera, CGD afuera. Mas só as vendes uma vez”, atira.
Aproveitando um soundbite de Pedro Nuno Santos a Rui Rocha, Rui Tavares atirou: “Não resolve problemas. Nem o problema da calvície que era um que me interessava, mas nem esse é resolvido”.
-
Rui Rocha: proposta de herança social é "financeiramente irresponsável e socialmente injusta"
Rui Rocha diz que a proposta do Livre é “financeiramente irresponsável e socialmente injusta”, argumentando que Portugal precisa muito de capital e riqueza.
“Isto diz: se puderem tirem o património daqui, porque vai ser tributado”, defende. Além disso, acrescenta, os jovens da classe média estão “depauperados” e em “enormes dificuldades” e o Livre propõe “entregar uma prenda de 5 mil euros em dívida soberana a todos os recém-nascidos”, em vez de resolver problemas urgentes.
Além disso, diz que o Livre está a fazer um “ataque aos jovens”, acabando com o IRS Jovem e considerando que alguém que ganha 1200 euros é um privilegiado.
-
Rui Tavares volta a não dizer quem tem direito a 5 mil euros e ataca Rocha com Spinumviva
Rui Tavares volta a falar da proposta de 5 mil euros para cada bebé nascido em Portugal, mas volta a fugir de dizer a quem tem dinheiro: “Nós achamos que todos os portugueses são nossos filhos e filhas. Temos de ter políticas inovadoras que ajudem as pessoas a entrar no mercado de trabalho.”
O líder do Livre diz que não se pode entrar “entrar numa contradição de assumir que o mundo está a mudar e depois nada fazer”, acusando a IL de fazer depender ações do crescimento económico. Diz ainda que “as propostas do Livre têm todas financiamento na taxação”.
Atira depois às políticas liberais: “Não podemos brincar com a vida das pessoas. Estamos a ver o que se passa nos EUA com os planos de poupança privada. É apostar o futuro das pessoas na bolsa.
Questionado pelo moderador se o privado já não é mau, como propõe, para gerir a empresa do primeiro-ministro, Rui Tavares aproveitou o caso Spinumviva para acusar Rui Rocha de ter dito que “Montenegro ter escolhido a Spinumviva e depois “passar como cão por vinha vindimada e dizer que isto não é nada”.
-
Rui Rocha prevê "tragédia" nas pensões do futuro e avisa: "Com estagnação não há Segurança Social sustentável"
Rui Rocha diz que as reformas são baixas em Portugal graças a “políticas erradas” e que as pensões hoje a pagamento sejam “totalmente garantidas”, assim como que a sua fórmula de atualização seja garantida.
Mas avisa: quem está hoje no mercado de trabalho terá um “enorme problema”. Quem tem hoje 30 ou 40 anos receberá 40% do seu último salário, o que será uma “tragédia”. Por isso, defende que no curto prazo haja instrumentos para que as pessoas façam poupança e que as empresas a reforcem, investindo nela com vantagem fiscal, e por outro lado reformar a Segurança Social para que quem contribui possa constituir a sua própria poupança também.
Qualquer modelo, frisa, depende do crescimento económico — “com estagnação não há modelo de Segurança Social que seja sustentável”. O país dos salários de mil euros é “inaceitável”, frisa.
-
Rui Tavares sobre tarifas: "Montenegro tem muito jeito para a propaganda. Devia ser consultor na área"
Sobre o plano do Governo para responder às tarifas de Trump, Rui Tavares diz que “Luís Montenegro tem muito jeito para propaganda” e que “talvez devesse abrir consultadoria nessa área, porque tem muito jeito”.
O líder do Livre lembra a atrapalhação do ministro da Economia e volta a defender que deve haver “orçamento retificativo” para responder às tarifas nos EUA.
-
Rui Rocha diz que pacote do Governo sobre tarifas é "eleitoralista" e "valia a pena esperar" para anunciar medidas
Rui Rocha diz que Donald Trump está a cometer um “erro enorme” que também prejudica os norte-americanos nas tarifas. “Não se deve responder a um erro com um erro”, avisa, defendendo uma “resposta cirúrgica” em áreas específicas como os serviços, algo que “dói” aos EUA, liderados por um “ser instável”.
O resultado deveria eliminar tarifas que existem e trazer “mais força ao comércio livre”, defende.
Sobre o pacote anunciado pelo Governo, defende que tudo está ainda muito “volátil” e que parece um anúncio “eleitoralista” e para sossegar os setores do que medidas concretas. Diz que em momentos como este parece “óbvio” que deve haver medidas de apoio para as empresas, mas “talvez valesse a pena esperar algum tempo para ver como as coisas evoluem”.
-
Rui Tavares diz que Livre é mesmo "contra a saída de Portugal da NATO" e que apenas é "mais palavroso" e menos claro que Mendes Lopes
O líder do Livre é agora forçado a explicar o facto de Isabel Mendes Lopes ter dito que “o Livre não defende a saída da NATO”. Rui Tavares — que noutro debate queria substituir a organização por outra — diz que a outra co-líder do Livre falou de forma “mais clara” que ele, que às vezes perde por ser “mais palavroso”. E seguiu-se com mais palavras a explicar que Trump está a colocar a NATO em causa e que é preciso a Europa preparar-se para isso.
O líder do Livre insiste depois na “criação de uma Comunidade Europeia de Defesa”, que diz ser “absolutamente necessária, dentro ou fora da NATO”. Rui Tavares diz que essa comunidade não significa, necessariamente, “mais armamento”.
-
Rui Rocha: investimento em Defesa pode ser "oportunidade" para economia portuguesa
Começa Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, a falar no debate contra Rui Tavares, do Livre, na CNN.
O presidente da IL diz que a situação internacional abre “um enorme desafio e uma enorme oportunidade”, para uma economia de Defesa com mais “valor acrescentado”.
“Pode ser uma evolução para a tecnologia e a cibersegurança”, defende, em vez de fabricar material de guerra, embora Portugal tenha de “assumir as suas responsabilidades” no contexto internacional e “fazer o caminho” também das armas tradicionais.
Isso implicará cortes em áreas essenciais? “De todo, parece-me mesmo uma oportunidade com retorno muito elevado. Temos de aproveitar, e é obviamente também uma obrigação”.
-
É CDS afasta PAN da AD? "O grande responsável é Luís Montenegro"
Questionada sobre o que a afasta de um eventual acordo com o PSD é o CDS, Inês Sousa Real aponta ao PSD: “O grande responsável pelas políticas do Governo é o seu líder, Luís Montenegro”.
A líder do PAN termina o debate a pedir, no mínimo, um segundo deputado, apelando a que o partido volte a ter um grupo parlamentar.
-
"Não sou um ditador de consciências"
Melo responde agora sobre touradas e caça. “Não sou um ditador de consciências. Não quero impor aos outros o meu modelo de vida. Coloco as pessoas antes dos animais.”
A seguir, Melo cita Albano Pires, deputado municipal do PAN, para provar o seu ponto: “É irresponsável e suicida apoiar família numerosas. Porque se são numerosas é opção. O SNS facilita o planeamento familiar e fazem mal em insistir em povoar o planeta Terra de seres humanos. Se queremos juventude, tragam imigrantes. O CDS está desatualizado. A família do CDS morreu.”
“A família não é do CDS. Os pais e os filhos merecem a proteção do Estado. Merecem muito maior respeito do PAN”, remata Nuno Melo.
-
Perante o caçador Nuno Melo, Sousa Real acusa Governo de apoiar quem "dispara em tudo o que mexe"
O debate avança para a “festa brava” e Inês Sousa Real “diz que a maioria dos portugueses não concorda com as touradas”. Além disso, é contra “o financiamento público para as touradas, que são mais de 18 milhões de euros”.
“Não podemos confundir cultura, com maltratos a animais. Ainda para mais quando há artistas que não têm apoios suficientes”, diz Sousa Real.
A líder do PAN diz que defende “uma reconversão da atividade tauromáquica” para que os toureiros possam ter outra atividade.
Sousa Real ataca ainda Nuno Melo, que é caçador, com o tema da caça, acusando o Governo de apoiar quem quer “disparar em tudo o que mexe”. Acusa ainda o Governo de ter uma agenda escondida que pretende “voltar a abater animais de companhia”.
-
Melo acusa Sousa Real de ter discurso "Miss Mundo" sobre a Defesa
Nuno Melo fala agora sobre o investimento na Defesa. “Não sei bem o que é o PAN quer”, desabafa o líder do CDS.
Sousa Real interrompe para dizer: “Queremos a paz”. Melo devolve: “Pois, mas isto não é um concurso Miss Mundo”.
A seguir, o líder do CDS explica as várias formas de investimento associadas à Defesa, incluindo no equipamento necessário, por exemplo, para o combate aos incêndios.
Nuno Melo argumenta que o investimento na Defesa tem de ser vista pelo valor que aporta à economia portuguesa.
-
Sousa Real quer taxar negócio do armamento e que Portugal só assuma compromissos de Defesa à medida das possibilidades
Sobre Defesa, Inês Sousa Real diz que “armamento dá muito dinheiro a ganhar a grandes potências e grandes empresas” e por isso quer taxar essas vendas, o que permitiria “financiar a recuperação dos países, nomeadamente o ambiental.”
Para Sousa Real, o investimento deve ser do ponto de vista do know how e não da produção de armamento. “Esse investimento não vem para Portugal. Vai para países que têm capacidade de produção”, atira.
E lembra que o país tem limitações: “Quando ouvimos que um doente oncológico nem a baixa médica tem remunerada a 100%…” Sobre as obrigações internacionais de Portugal, Inês Sousa Real diz que Portugal deve assumir “compromissos à medida das suas possibilidades” para que possa continuar a investir no “ambiente na saúde, também na animal.”
-
Líder do CDS garante que a AD cumprirá resultados na Habitação
Nuno Melo retoma agora a questão da Habitação. O líder do CDS recorda a herança socialista em matéria de construção de fogos, acusa a extrema-esquerda de se estar a inspirar em Salazar para impor tectos às rendas e recupera as medidas da AD ao longo de 11 meses para concluir:
“Tenho uma profunda esperança de que tudo o que estamos a antecipar se concretizará. Superámos as expectativas todas”, volta a dizer Nuno Melo.