Momentos-chave
- 12 indianos morreram a combater pela Rússia
- Presidentes da Rússia e Irão assinam acordo de cooperação estratégica
- Orbán quer fim das sanções à Rússia
- Ucrânia utiliza seis mísseis americanos ATACMS em ataque contra Rússia
- Pelo menos três mortos num ataque russo na Ucrânia
- Estudantes universitários ucranianos vão frequentar curso de treino militar básico
- Ministros dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e Eslovénia vão reunir-se em Kiev
- Rússia está "preocupada" com acordo entre Ucrânia e Reino Unido
- Marcelo Rebelo de Sousa teme “acordo explícito ou implícito” da administração Trump com a Rússia
- Ataques russos em Kherson provocam um morto e sete feridos
- Espaço aéreo da Roménia foi violado. Há fortes suspeitas de que se trate de um drone russo
- MNE alemã critica o próprio governo por "hesitar" no apoio à Ucrânia
- Advogados de Alexei Navalny condenados a penas de prisão, por integrarem "grupo extremista"
- Itália vai entregar "armamento moderno" à Ucrânia, em novo pacote de ajuda militar
- Presidente do Irão chegou à Rússia. Moscovo e Teerão deverão assinar Pacto Estratégico Alargado
Histórico de atualizações
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Depósito de combustível russo atingido pela Ucrânia está a arder pelo quarto dia consecutivo
Um depósito de combustível em Engels, cidade russa da região de Saratov, está a arder há quatro dias consecutivos, quando foi atingido por um ataque aéreo ucraniano, de acordo com o Ukrainska Pravda.
O governador regional Roman Busargin afirmou que a área do fogo “diminuiu significativamente” e que os “serviços apropriados continuam no local”. Na noite de 13 de janeiro, a Ucrânia atingiu o depósito, alegando que este alimenta as unidades de bombardeiros da Força Aérea da Rússia sediadas na base aérea militar Engels-2. Uns dias antes, um incêndio resultante de um ataque semelhante a outro depósito em Engels tinha acabado de ser extinto, após cinco dias de combate às chamas.
Ten days after the first attack the fuel depots at the large ???????? Engels base for bombers is still on fire. One would hope that there is a more or less long shortage of fuel for bombing ????????. pic.twitter.com/xHQwUgY31J
— Carl Bildt (@carlbildt) January 17, 2025
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Casa Branca revela que tem ajudado Ucrânia a desenvolver produção de drones
A administração Biden revelou que ajudou a Ucrânia a começar e escalar a produção de drones, segundo o The New York Times. A assistência terá começado na primavera de 2022 quando os serviços norte-americanos compreenderam que as capacidades de resposta ucranianas por meios convencionais eram limitadas.
Sobre uma questão que era até agora pouco clara, ficamos a saber que Washington investiu financeiramente em fabricantes de drones, a comprar partes destes veículos não tripulados a outros países e enviando especialistas norte-americanos para a Ucrânia. A ajuda militar dos EUA ao exército ucraniano ajudou a criar uma nova geração de drones e, de acordo com oficiais norte-americanos, transformou a maneira como as guerras modernas são travadas.
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Petroleiros russos ainda em construção sob sanções dos EUA
Seis navios petroleiros petroleiros russos entraram no pacote de sanções dos Estados Unidos imposto na semana passada, segundo a Reuters. Esta é a primeira vez que Washington aplica sanções a embarcações que nunca navegaram ou transportaram qualquer carga.
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O ataque russo com míssil à cidade de Kryvyi Rih, na região de Dnipropetrovsk, fez quatro mortos e causou ferimentos a nove pessoas, cinco das quais estão hospitalizadas.
As operações de resgate dos serviços de emergência ucranianos já acabaram, afirma o governador regional do exército Serhii Lysak no Telegram. Quatro prédios, 17 habitações e 12 carros ficaram danificados. Lysak partilhou algumas fotos do local, tiradas pela administração militar que lidera:
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12 indianos morreram a combater pela Rússia
Pelos menos 12 indianos morreram a combater pelo exército russo na Ucrânia, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia. Há ainda 18 cidadãos do país a servir as forças russas, dos quais 16 foram classificados pela Rússia como desaparecidos, de acordo com a Reuters.
No ano passado, as autoridades indianas descobriram uma grande rede de tráfico humano que levava jovens indianos para a Rússia com a promessa de bons postos de trabalho e vagas em boas universidades. Os recrutados acabavam por ser forçados a servir as forças russas na Ucrânia.
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Presidentes da Rússia e Irão assinam acordo de cooperação estratégica
Vladimir Putin e Masoud Pezeskhian, Presidentes da Rússia e do Irão, assinaram hoje um acordo de parceria estratégica, em Moscovo. O documento firmado aumenta a cooperação bilateral na segurança e na defesa, instituindo que se um dos países for atacado o parceiro não pode ajudar o agressor, de acordo com o The Kyiv Independent. O acordo também cobre as áreas da energia, finança, transportes, agricultura, cultura, ciência, tecnologia e contraterrorismo.
???????????????? Putin and Pezeshkian signed a comprehensive strategic partnership agreement between Russia and Iran. pic.twitter.com/lpdLCtiPhb
— DD Geopolitics (@DD_Geopolitics) January 17, 2025
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Scholz acredita que Trump não vai parar assistência americana à Ucrânia
Olaf Scholz disse hoje que não espera que os Estados Unidos deixem de apoiar a Ucrânia durante o mandato de Donald Trump. O chanceler alemão afirmou que falou duas vezes com o Presidente eleito duas vezes desde a sua vitória eleitoral e que há um diálogo diplomático “intenso” entre os dois lados.
“Podemos esperar que a cooperação positiva entre a Europa e os Estados Unidos vá continuar a ter sucesso no futuro, inclusivamente na questão do apoio à Ucrânia”, disse Scholz, citado pela Reuters, numa conferência de imprensa.
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Kursk. Forças russas retomaram quase dois terços do território conquistado pela Ucrânia
O exército russo retomou 63,2% do território conquitado pela Ucrânia em Kursk, de acordo com o ministério da Defesa da Rússia, noticia a Reuters. A contraofensiva ucraniana nesta região russa começou no dia 6 de agosto de 2024.
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Orbán quer fim das sanções à Rússia
Viktor Orbán exortou a União Europeia a levantar as sanções económicas contra a Rússia, de acordo com a Bloomberg.”Está na altura de atirar as sanções janela fora” e renovar a relação com a Rússia, afirmou hoje numa entrevista na rádio.
O primeiro-ministro húngaro terá descrito a União Europeia (UE) com estando “numa fase bêbeda” e previu que poderá demorar “alguns meses” até o bloco europeu mudar postura em relação às sanções russas. A UE “devia estar na fase de ficar sóbria”, mas ainda está a “dobrar a aposta” nas sanções, disse.
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Rússia e Irão assinam acordo "para todas as áreas"
Putin garante que o Tratado de Parceria Estratégica Global vai dar um impulso à cooperação entre Moscovo e Teerão “em todas as esferas”. Ambas as partes negam aliança militar.
Ouça aqui A Guerra Traduzida, com os destaques da imprensa russa.
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Ucraniano fica viúvo pela segunda vez na guerra
Imprensa ucraniana dá destaque à história de Ihor, que viu a primeira mulher morrer em Kherson, vítima de ataques russos em 2022, e teve esta semana de enterrar a segunda esposa em Kryvyi Rih.
Ouça aqui A Guerra Traduzida, com os destaques dos jornais da Ucrânia.
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Líder da oposição na Eslováquia em Kiev para "reabrir a porta que Fico fechou"
O líder da oposição na Eslováquia está em Kiev, a encabeçar uma delegação para negociar o corte de trânsito de gás russo pela Ucrânia. “O nosso objetivo é claro: reabrir a porta que Robert Fico fechou”, disse Michal Simecka numa publicação nas redes sociais.
A sua visita à capital vem depois de Fico, o primeiro-ministro eslovaco, ter ameaçado limitar a ajuda humanitária à Ucrânia e cortar o fornecimento de eletricidade ao país como retaliação ao país vizinho pelo fim do trânsito de gás russo para a Europa, pelos gasodutos ucranianos.
Fico foi convidado para se encontrar hoje com Zelensky em Kiev, mas rejeitou. Ontem, disse se podia vir reunir-se com o Presidente ucraniano nos próximos dias.
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Ucrânia utiliza seis mísseis americanos ATACMS em ataque contra Rússia
A Ucrânia utilizou ontem seis mísseis ATACMS de fabrico norte-americano num ataque contra a região russa de Belgorod, de acordo com o ministério da Defesa da Rússia, noticia a Reuters. A Rússia afirma que todos os mísseis foram intercetados e que não se registaram vítimas nem danos.
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33 drones russos abatidos em ataque noturno à Ucrânia
A defesa aérea ucraniana abateu 33 de 50 drones lançados num ataque russo da última noite, de acordo com a Força Aérea. Foram também redirecionados, para fora do espaço aéreo da Ucrânia, 9 outros drone. Acredita-se que entraram em território romeno.
“Ataques hostis de drones atingiram empresas na região de Odessa, e edifícios de instituições e habitações, em Kharkiv. As regiões de Cherkasy e Kiev também foram danificadas com a queda de drones do inimigo abatidos”, lê-se numa mensagem do exército no Telegram.
Os destroços de um desses drones abatido causaram ferimentos a uma criança, segundo um membro das autoridades regionais de Kiev. Infraestruturas portuárias na região do Danúbio também foram alvos do ataque russo.
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Pelo menos três mortos num ataque russo na Ucrânia
Um ataque russo deixou hoje pelo menos três mortos e três feridos na cidade industrial de Kryvyi Rig, no centro da Ucrânia, indicaram fontes locais.
O ataque atingiu uma “instituição educacional” e edifícios residenciais, sublinhou o governador regional, Serguiï Lyssak, na rede social Telegram, adiantando que, segundo as primeiras informações, “três pessoas foram mortas”, com o presidente da câmara de Kryvyï Rig, Oleksandre Vilkoul, a confirmar também três feridos.
Um vídeo divulgado por Lyssak mostra vários edifícios danificados e destroços espalhados por uma rua.
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Estudantes universitários ucranianos vão frequentar curso de treino militar básico
Os estudantes do ensino superior da Ucrânia vão frequentar, obrigatoriamente, um curso de treino militar básico teórico-prático, a partir de setembro.
O vice-ministro da Defesa ucraniano Serhiy Melnyk, citado num comunicado do seu ministério, esclarece que a componente teórica do curso, que será lecionada nas próprias faculdades, prevê 90 horas de formação e é obrigatória para “todos os estudantes – homens e mulheres”.
Já a parte prática será realizada nos “centros das Forças Armadas” e “unidades de formação”, num total de 210 horas. É obrigatória apenas para os estudantes do sexo masculino “aptos para o serviço militar”. As estudantes do sexo feminino poderão participar “por vontade própria” e depois de aprovação médica.
O governante adianta ainda que os alunos vão aprender a manusear armas e vão ser transmitidos “conhecimentos básicos de treino tático”, bem como sobre “primeiros socorros” e “disciplina militar”.
No final do curso, os estudantes vão prestar juramento militar e receberão um certificado.
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Ministros dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e Eslovénia vão reunir-se em Kiev
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Eslóvenia, Tanja Fajon, está em Kiev e vai reunir-se com o homologo ucraniano, Andrii Sybiha.
O anúncio foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros esloveno, na rede social X. No encontro, vão ser discutidos o “apoio contínuo à Ucrânia, a reconstrução do país e a procura de uma solução para a paz”.
Nos últimos dias, governantes de vários países europeus deslocaram-se à Ucrânia, como o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, ou o ministro da Defesa italiano, Guido Crosseto.
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Rússia está "preocupada" com acordo entre Ucrânia e Reino Unido
A Rússia manifestou “preocupação” pela assinatura da parceria de 100 anos entre a Ucrânia e o Reino Unido.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela TASS, disse que este acordo representa o “avanço da infraestrutura militar” britânica em direção às fronteiras russas, o que é “bastante preocupante”.
Ainda assim, Peskov sublinhou que não se trata de uma “disposição que garante a adesão [da Ucrânia]” à NATO.
A parceria de 100 anos entre Kiev e Londres foi assinada na quinta-feira, durante a visita do primeiro-ministro britânico à capital ucraniana. Em comunicado, Keir Starmer revelou que o acordo contempla “a colaboração militar na segurança marítima, através de um novo quadro para reforçar a segurança do Mar Báltico, do Mar Negro e do Mar de Azov e dissuadir a agressão russa em curso”.
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Marcelo Rebelo de Sousa teme “acordo explícito ou implícito” da administração Trump com a Rússia
O Presidente da República teme que a nova administração norte-americana de Donald Trump estabeleça “um como que acordo explícito ou implícito” com a Rússia, assumindo a China como adversário principal, e esqueça a Europa.
Marcelo Rebelo de Sousa falou sobre a próxima administração norte-americana num vídeo transmitido no início da conferência do 160.º aniversário do Diário de Notícias, que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Depois de felicitar o jornal por 160 anos que “são história” e afirmar que “em boa hora permanece, resiste”, o chefe de Estado considerou que “era bem melhor que este encontro de hoje fosse depois do discurso do Presidente eleito, ou se quiserem reeleito, norte-americano” — Donald Trump, que vai tomar posse na segunda-feira.
“Porque seria mais claro aquilo que de alguma maneira se verificou no seu primeiro mandato e nos anúncios anteriores ao início do segundo mandato, porque é um novo período, é um novo período nos Estados Unidos da América e na sua liderança, embora com muita semelhança com o período anterior da presidência Trump”, justificou.
O Presidente da República referiu que agora “há guerras que não existiam”, a que é preciso pôr fim, que “a Europa está diferente e com crise nos sistemas políticos, económicos e sociais” e que “na relação China/Federação Russa inverteu-se a ordem dos fatores, quem lidera é a China, e cada vez mais no futuro, e não a Federação Russa”.
Quanto ao que fará a nova administração de Trump neste contexto, Marcelo Rebelo de Sousa alertou que “já veio do anterior mandato do Presidente Trump e pode projetar-se no futuro a ideia do adversário principal a China, e portanto de um tratamento que distinga a Federação Russa da China”.
O chefe de Estado teme “um como que acordo explícito ou implícito com a Federação Russa, e o focar o centro das atenções, não no Atlântico, não na Europa, mas no Pacífico”, o que qualificou como “uma ilusão” e “um equívoco”.
“É um equívoco porque há uma aliança entre a China e a Federação Russa, e durante bastante tempo o que for bom para uma é bom para a outra. É evidente que a mais preservada é a China, que lucra com o desgaste da própria Federação Russa, mas sobretudo com o desgaste ocidental, de vária ordem. E portanto é uma ilusão esquecer o Atlântico, esquecer a Europa”, argumentou.
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Ataques russos em Kherson provocam um morto e sete feridos
As forças russas realizaram, nas últimas horas, vários ataques contra a região ucraniana de Kherson, no sul do país. Há registo de um morto e sete feridos.
Em Antonivka, um ataque com drone matou um homem, que se encontrava numa paragem de autocarro, segundo adiantou o governador regional, no Telegram.
Oleksandr Prokudin relatou também outros ataques contra várias zonas residenciais, que provocaram sete feridos. Um prédio, 16 casas e 12 carros ficaram danificados.