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    Líderes partidários mais a sul no segundo dia de campanha oficial

  • Renda moderada até 2.300 euros. "É um teto fiscal e não um rótulo social. Só não percebe quem não quer"

    Ministro das Infraestruturas diz que limite de 2.300 euros para renda moderada não significa que todas as rendas colem a esse teto que defende ser fiscal e não social. “Só não percebe quem não quer”.

    Renda moderada até 2.300 euros. “É um teto fiscal e não um rótulo social. Só não percebe quem não quer”

  • Sondagem dá empate técnico entre Pedro Duarte e Manuel Pizarro, com candidato do PSD ligeiramente à frente

    Pedro Duarte em primeiro, mas Manuel Pizarro muito perto. Uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público mostra o candidato da coligação PSD/CDS/IL com 32% das intenções de voto, à frente do candidato socialista que recebeu 29% das respostas. Pela reduzida diferença nas intenções de voto, os dois candidatos — separados apenas por um ponto percentual e com 14% de indecisos —, a sondagem revela um empate técnico.

    O candidato do Chega, Miguel Corte-Real, surge em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, seguido pelo Livre e pelo candidato independente Filipe Araújo, ambos com 6% das respostas. Segue-se a CDU, Nuno Cardoso e o Bloco de Esquerda — que, de acordo com a sondagem, pode vir a perder o vereador único que conseguiu eleger nas últimas eleições.

    O inquérito reuniu a resposta de 1163 pessoas, com uma margem de erro máximo de 2,8% e um nível de confiança de 95%.

  • Governo quer lançar subconcessões ferroviárias. "Não para descapitalizar, mas para empoderar a CP"

    Sem calendários, nem linhas, processo vai ser analisado com as partes interessadas. Miguel Pinto Luz remete para modelo da IP e subconcessões rodoviárias a privados para empoderar a CP.

    Governo quer lançar subconcessões ferroviárias. “Não para descapitalizar, mas para empoderar a CP”

  • Moedas: "Os socialistas continuam a pensar que são os donos disto tudo"

    Fala agora Carlos Moedas, que devolve os elogios a Isabel Ayuso. “És um exemplo para mim e para todos que estão aqui. Temos ‘ganas’ de liberdade”, começa o social-democrata.

    “Lisboa tem hoje uma escolha entre o socialismo que se associou a uma extrema-esquerda radical ou escolher quem tem provas dadas que fez e sabe fazer”, diz Moedas.

    “Durante 14 anos, os socialistas não governaram para os lisboetas. Os socialistas governaram-se com soberba. Mostrámos que Lisboa não estava condenada a ser de um partido. Conseguimos devolver Lisboa aos lisboetas. [Mas] os socialistas continuam a pensar que são os donos disto tudo”, atira o presidente da Câmara de Lisboa.

    “Acreditam que em criou problemas durante 14 anos aliado agora ao Bloco de Esquerda vai agora revolvê-los? Acreditam que quem criou o problema do lixo vai agora resolver? Acreditam que quem é o responsável pela crise na habitação vai agora resolver? Acreditam mesmo que aqueles que participaram em manifestações contra a polícia, vão trabalhar por mais segurança em Lisboa? Ninguém acredita! Os lisboetas não acreditam.”

    Sempre muito aplaudido, o social-democrata volta a atirar contra a a adversária, Alexandra Leitão. “O programa deste bloco das esquerdas é simples: mais impostos, mais lixo, menos casas, mais ocupas e menos saúde.”

    “Os lisboetas não merecem voltar atrás. Dia 12 de outubro não podemos falhar aos lisboetas. Temos todos que ir votar. A escolha está aí: moderação ou socialismo radical? Crescimento ou retrocesso? Confio nas ganas dos lisboetas”, despede-se Moedas.

  • Ayuso junta-se a Moedas: "Há que escolher: socialismo ou liberdade"

    Vai discursar agora Isabel Díaz Ayuso, presidente da Comunidade de Madrid, no comício de arranque da candidatura de Carlos Moedas à Câmara Municipal de Lisboa.

    Ayuso começa por se dirigir a Moedas como o garante da “defesa da liberdade” e das “coisas bem feitas” em Lisboa. A espanhola recorda a cooperação estreita entre as duas cidades desde que Moedas foi eleito autarca da capital portuguesa.

    “Carlos Moedas demonstrou que se pode governar de outra maneira, com princípios e com rigor. Trabalhou sem descanso para que haja maior segurança e que a cidade esteja mais limpa”, elogia a presidente da Comunidade de Madrid.

    “Queremos o melhor para Lisboa. Queremos que avance e não que recue. Queremos uma forma de vida ocidental, de de segurança, de defesa da lei e das classes médias”, atira Ayuso.

    A espanhola centra depois o discurso contra aqueles que exploram a “ideologia sectária”, a “desesperança” dos mais jovens, que são contra o “êxito”, que põem homens contra mulheres, o público contra privado.

    “Os políticos de esquerda pensam que têm uma superioridade moral. Assim têm controlado a Cultura, os meios de comunicação e a opinião pública. Não têm felicidade nenhuma. São uns tristes. Não aceitam o humor, não aceitam a crítica”, atira Ayuso. “Há que escolher: ou socialismo ou liberdade.”

    A presidente da Comunidade de Madrid faz depois um apelo ao reforço na votação em Moedas, dizendo que maioria maior dará ao social-democratas condições de governar em “liberdade”. “Quando se prova a liberdade, não se quer viver de outra maneira.”

  • Livre apresenta queixa à CNE contra exclusão de debates autárquicos no Porto

    O Livre apresentou esta terça-feira uma queixa formal à Comissão Nacional de Eleições (CNE) contra a SIC e TVI, por acreditar que estas estações “violaram a lei ao excluir o partido dos debates televisivos relativos às eleições autárquicas de 2025 no Município do Porto”.

    O partido, em comunicado, denuncia que os critérios utilizados para a seleção de candidatos nestes debates foram “arbitrários, incoerentes e discriminatórios”. Dão o exemplo de Nuno Cardoso, um candidato independente à autarquia, que foi convidado para o debate transmitido pela TVI, apesar de não ter “qualquer representatividade atual na autarquia”.

    “Para o partido, este exemplo mostra que o alegado critério da ‘representação prévia’ não foi aplicado de forma consistente, transformando-se numa escolha subjetiva e injusta”, lê-se no comunicado enviado às redações. Assim, pedem que o CNE “determine a correção desta situação, assegurando a inclusão do LIVRE em condições de igualdade com as restantes candidaturas”, nomeadamente através da realização de “pelo menos uma entrevista em horário nobre equivalente ao dos debates já transmitidos”.

    “A democracia não se faz com exclusões arbitrárias. O pluralismo e a igualdade de oportunidades não são apenas princípios constitucionais: são garantias para que cada eleitor do Porto possa ouvir todas as vozes e escolher em liberdade o futuro da sua cidade”, concluem.

  • "Mudou o texto, mas a bandalheira mantém-se". Raimundo reage à aprovação da Lei de Estrangeiros e responde a Montengro sobre barracas

    Paulo Raimundo reagiu à aprovação da proposta do Governo para a alteração da Lei dos Estrangeiros, referindo que “mudou o texto”, mas que “a bandalheira mantém-se”. No Porto, para o arranque da campanha autárquica da CDU, líder do partido diz que “para aqueles que têm dinheiro, não houve qualquer alteração”, sublinhando que “é uma lei para uns e uma lei para outros”.

    “Aqueles que têm dinheiro podem vir, os que vêm à procura de uma vida melhor têm os direitos restringidos”, afirma Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas, confirmando que não vai pedir ao Presidente da República o veto das alterações propostas.

    O secretário-geral do PCP reagiu ainda às críticas de Luís Montenegro sobre a presença de barracas em autarquias comunistas, acusando o primeiro-ministro “viver numa bolha”. “Cada vez que fala da habitação, só dá tiros nos pés”, continua Raimundo, reforçando que “a responsabilidade é do Governo”, uma vez que grande parte dos bairros de barracas existentes nestes municípios encontram-se em terrenos do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).

  • Filipe Araújo acusa Pedro Duarte de aproveitamento político do abate de árvores no Porto

    O candidato autárquico ao Porto Filipe Araújo (independente) acusou hoje Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) de fazer aproveitamento político do abate de árvores nas obras do metrobus na Boavista, assegurando que no final haverá mais exemplares plantados.

    “O Pedro Duarte, quando foi da petição [lançada em maio contra abate de árvores e em defesa da ciclovia junto do Parque da Cidade], esqueceu-se de informar os portuenses sobre o facto de a Câmara Municipal, e eu próprio, em conjunto com o presidente da Câmara [Rui Moreira], batermos o pé e já termos exigido a manutenção das árvores em frente ao Parque da Cidade”, disse hoje à Lusa Filipe Araújo.

    Pedro Duarte defendeu hoje que “não pode haver obras na cidade nas costas” da autarquia, responsabilizando os serviços ambientais, tutelados pelo adversário Filipe Araújo, pelo abate de árvores para o metrobus.

    “Se for ver as notícias que são dadas, e a Metro do Porto, pelo menos em dois sítios eu já vi, até diz qual é a data em que a Câmara Municipal tinha começado a pedir as alterações ao projeto. A petição surge muito depois. Claramente que houve um aproveitamento político como está a haver neste tema do metrobus”, sustentou Filipe Araújo à Lusa.

    O candidato pelo movimento independente Fazer à Porto, e também vice-presidente da câmara municipal com o pelouro do Ambiente e Transição Climática, disse ainda que “se fosse pela Metro, nas várias obras que tem pela cidade”, tanto na Linha Rosa como no metrobus, “as árvores tinham ido todas ao ar, tinha sido uma razia de árvores”.

    “Eu fui das pessoas que lutou pela manutenção das árvores centenárias do [Jardim do] Carregal, lutei pela manutenção das árvores na rotunda da Boavista e também junto ao Parque da Cidade”, frisou Filipe Araújo.

  • Leitão aponta "retrocessos" a Moedas: "Os lisboetas têm maus serviços públicos"

    A candidata da coligação PS/BE/Livre/PAN esteve esta tarde na Unidade de Saúde Familiar do Arco, na freguesia de Santo António, onde apontou à gestão de Carlos Moedas na área da saúde. E jura que “muito ou quase tudo o que a Câmara pôde inaugurar estava lançada ou já em obra nos anos anteriores”.

    No único centro de saúde de uma freguesia que fica entre o Marquês de Pombal e Baixa, a candidato socialista aproveitou para apontar a escassa oferta de equipamentos do género. “É cada vez mais difícil de encontrar espaço para os equipamentos públicos porque são freguesias muito pressionadas para outro tipo de usos mais lucrativos do ponto de vista comercial”, argumentou.

    Mas apontou o dedo a Moedas por ter “recusado assumir competências na área da saúde e por isso não foi buscar verbas ao PRR e não fez obras significativas”. “Não fica nada de novo lançado”, assegura a socialista no ataque ao atual presidente da Câmara.

    “Os lisboetas têm maus serviços públicos”, apontou ainda a gestão de Moedas que resume a uma cidade “mais suja” e “mais gentrificada”. “Mais do que a estagnação o que tivemos foi retrocesso”, disse em declarações aos jornalistas.

    Ainda foi confrontada com a operação policial na baixa desta tarde, assumindo que Lisboa tem “um problema grave de perceção de insegurança”, embora também diga que “as estatísticas apresentadas” pelas autoridades “não apontam para aumento de crimes”. Admite que é necessário dar resposta à perceção que existe, nomeadamente através da mais iluminação pública ou mais elementos da polícia municipal.

    Quanto à aprovação da lei dos estrangeiros esta terça-feira, a socialista assinala as “propostas construtivas” que vieram da bancada do seu partido, o PS, e diz que a opção do Governo de aprovar a legislação com o Chega “onera quem a fez”.

  • CDS-PP define como objetivo reeleger vereador em Sintra

    O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, definiu esta terça-feira como objetivo da candidatura centrista à Câmara de Sintra reeleger um vereador, mesmo com o partido a concorrer sem estar coligado ao PSD, como aconteceu em 2021.

    Na sua primeira ação de campanha para as autárquicas de 12 de outubro, um contacto a população das ruas de Algueirão-Mem Martins, Sintra, Nuno Melo disse esperar que o atual vereador e candidato Maurício Rodrigues, 54 anos, volte a conseguir um lugar no executivo camarário.

    Para Melo, se “há justiça na política, como há justiça na vida” o trabalho dos autarcas do CDS-PP em Sintra será bem avaliado e resultará num bom resultado para os centristas no dia 12 de outubro.

    Sobre o facto de o CDS-PP a concorrer coligado com PPM e ADN e sem o PSD – que avança, desta vez, coligado com a IL e o PAN – Nuno Melo salientou que os centristas avançam em listas próprias em muitos concelhos e que o partido “avalia caso a caso e da base para o topo os melhores projetos para as populações”.

    “Uma coligação para acontecer tem de ser boa para todas as partes, porque senão não é uma coligação, é outra coisa qualquer.”, acrescentou.

  • José Luís Carneiro responde a críticas de Montenegro sobre barracas e diz que estão a ser construídas em terrenos do Estado

    José Luís Carneiro arrancou a campanha autárquica em Faro, no Algarve, e reagiu às críticas feitas esta manhã pelo primeiro-ministro Luís Montenegro sobre a presença de barracas em autarquias socialistas e comunistas.

    O secretário-geral do Partido Socialista afirma que os comentários de Montenegro foram feitos com “uma grande desumanidade”, reforçando que as pessoas abandonaram Lisboa “por falta de condições de vida”. Destaca o aumento do números de sem abrigo e confirma que apresentou uma proposta com oito medidas para responder à “emergência habitacional” — a “resposta para mil habitações” em “oito a 10 meses”.

    José Luís Carneiro aproveitou a oportunidade para devolver uma questão ao primeiro-ministro, referindo “o local onde estão a nascer mais barracas é nos terrenos do Estado”, afastando quaisquer críticas à “má gestão local” tanto do PS como da CDU.

  • Depois de não ter estado na AR, André Ventura ausente da campanha em Colares. “Está a desempenhar um conjunto de ações fundamentais”

    O presidente do Chega não apareceu na ação de campanha do Chega em Colares, Sintra, apesar da indicação de que estaria presente. Já esta manhã, não tinha estado na votação da Lei de Estrangeiros no Parlamento.

    Rita Matias, candidata pelo Chega à Câmara Municipal de Sintra, fez-se acompanhar pelo líder parlamentar Pedro Pinto, e justificou que André Ventura “está a desempenhar um conjunto de ações fundamentais para o partido, que poderá dar a conhecer mais tarde, em momento oportuno”. A mesma versão foi apresentada por Pedro Pinto, que diz que Ventura “está a fazer o seu caminho e a trabalhar pelo país.

    Ambos lembraram que muitas vezes o Chega é descrito como um partido de um homem só, mas que quando Ventura está ausente esse facto é sempre assinalado. Pedro Pinto afirmou ainda que Hugo Soares, secretário-geral do PSD, representa o partido nas ações de campanha, e nunca lhe são feitas perguntas sobre o paradeiro de Luís Montenegro.

  • Mascarenhas: "A nossa meta é ganhar a Câmara de Lisboa. Se não for agora, será no futuro"

    O candidato do Chega à liderança da Câmara de Lisboa assume que o objetivo do partido é ganhar a presidência da autarquia. “A nossa meta é ganhar a Câmara e, se não for agora, será seguramente no futuro”, disse Bruno Mascarenhas, esta tarde numa arruada na freguesia de Santa Clara.

    “Nós temos um programa completamente diferente relativamente aos outros partidos do sistema e, como tal, nós queremos ganhar. Nós só conseguimos mudar se conseguirmos ganhar”, afirmou o deputado municipal do Chega.

    Como uma das principais medidas, Mascarenhas elegeu “acabar com o compadrio”. “Queremos acabar com todos aqueles jogos que nós sabemos que existem hoje de combinarem entre eles: ‘tu ficas com uma junta, nós ficamos com outra, tu ficas com um contrato, nós ficamos com outro’. “

  • Bruno Mascarenhas diz que alteração à lei dos estrangeiros não é "perfeita"

    Bruno Mascarenhas disse que a alteração à lei do estrangeiros aprovada no Parlamento não é perfeita, mas conseguiu modificar a legislação de modo a manter apenas “o menos mau”.

    Numa arruada na freguesia de Santa Clara, o candidato do Chega à câmara de Lisboa foi questionado por uma jornalista sobre a aprovação da alteração à lei, tendo respondido com outra pergunta: “Acha que ajudou nalguma coisa?”

    Depois, prosseguiu atacando o PSD: “Nós temos uma posição muito clara desde o princípio, não nos revemos naquilo que tem sido a política do PSD, que é absolutamente fake, relativamente àquilo que são as nossas ideias para a cidade: nós temos imigração a mais.”

    Ainda que não tenha elogiado a lei, o candidato do Chega à câmara de Lisboa disse estar “totalmente solidário e alinhado com a Direção Nacional” do partido, que votou favoravelmente à alteração da medida.

    “Se me perguntar se tudo é perfeito, [digo] não. Às vezes temos que chegar a consensos, temos que chegar a acordos para conseguir o menos mau relativamente a uma lei. Mas temos de ter alguma que faça um corte com o passado, faça um corte com aquilo que nós tínhamos que era muito mau”, afirmou Bruno Mascarenhas.

  • Rendas "moderadas" até 2.300 euros. Metade do mercado de Lisboa fica de fora, diz Pinto Luz

    Durante uma audição dominada pelos temas da habitação, Miguel Pinto Luz, volta a ser confrontado com o critério para estabelecer os 2.300 euros mensais como limite para os apoios a rendas “de valor moderado”.

    O ministro das Infraestruturas reafirma que o Governo quis excluir a habitação de luxo e cita dados do Confidencial Imobiliário, para avançar que no caso de Lisboa cerca de metade do mercado imobiliário vai ficar de fora. E defende que a principal fundamentação é que o aumento da oferta, seja pública seja privada, vai reduzir os preços.

    Em resposta à deputada Andreia Galvão do Bloco de Esquerda, volta a rejeitar a acusação de ter acabado com o Programa de Arrendamento Acessível (PAA). O que acabou foi o nome e não os benefícios que se mantêm. “Não estamos aqui para fazer política de terra queimada” e insiste que o objetivo é alargar os benefícios fiscais de zero taxa de IRS e IRC a mais contratos — atualmente são apenas 2.700 — . Pinto Luz sublinha também que estes benefícios não são os mesmos que estão previstos para os senhorios que cobram rendas mais altas.

  • Bruno Pereira (AD) quer construir habitações partilhadas para idosos em Matosinhos

    O candidato da Aliança Democrática (AD) à Câmara Municipal de Matosinhos, Bruno Pereira, revelou hoje querer construir habitações partilhadas para idosos e um lar e centro de dia para idosos com demências ou problemas psiquiátricos.

    “É necessário garantir que a população idosa tenha um envelhecimento saudável com assistência social, autonomia e realização pessoal”, referiu o social-democrata à Lusa.

    Em sua opinião, a entrada na terceira idade acarreta um acréscimo nos cuidados de saúde pública e uma redução de rendimentos, pelo que é fundamental diminuir a vulnerabilidade a que estas pessoas estão expostas.

    Por esse motivo, Bruno Pereira, que é vereador sem pelouro na autarquia, atualmente liderada pela socialista Luísa Salgueiro, quer promover habitação de ‘coliving’ sénior [casas partilhadas], medida essa que apresentou a instituições de solidariedade social que visitou.

    Dizendo que Matosinhos deve olhar para os seus idosos de forma inovadora, o candidato da coligação PSD/CDS-PP salientou que o apoio a esta população não se pode limitar a lares e centros de dia tradicionais, sendo preciso diversificar as respostas.

    Nesse sentido, uma das suas soluções passa por apostar em habitações partilhadas, designadamente residências seniores, que privilegiem a autonomia, reforçou.

    “Estas residências oferecem espaços privados e, ao mesmo tempo, zonas comuns que fomentam a interação social e a convivência saudável, combatendo o isolamento”, assinalou.

  • Nuno Cardoso (NC/PPM) quer transformar antigo casão militar em hotel social no Porto

    O cabeça de lista da candidatura Porto Primeiro – Nuno Cardoso (coligação NC/PPM) prometeu hoje recuperar um antigo casão militar na Rua da Boavista, no Porto, transformando-o num hotel social para acolher pessoas sem-abrigo.

    Em declarações aos jornalistas à margem da reunião com os “Cidadãos de 1.ª”, um grupo de pessoas em situação de sem-abrigo da cidade do Porto, o antigo presidente da Câmara do Porto afirmou tratar-se de “um prédio devoluto há cerca de 30 anos” que parte dos “equipamentos que estão abandonados pelo Estado português” que quer reivindicar.

    “No casão militar vamos fazer um hotel social para dar a primeira resposta a quem, por azar, cai nessa situação”, afirmou Nuno Cardoso que, sem divulgar o montante necessário para a recuperação do imóvel, estima “que seja uma obra para estar pronta num período de três a quatro meses”.

    Questionado sobre quantos sem-abrigo há atualmente no Porto, Nuno Cardoso passou a resposta ao porta-voz do “Cidadãos de 1.ª”, Emídio Costa, que, citando “números da Câmara do Porto” disse serem “cerca de 1.400”.

  • Miguel Pinto Luz desafia o Parlamento a criar comissão para acompanhar privatização da TAP

    Miguel Pinto Luz desafia o Parlamento a criar a sua própria comissão para a acompanhar a privatização da TAP. O ministro das Infraestruturas foi questionado sobre a proposta do Chega para envolver os dois maiores partidos da oposição na decisão do processo de venda da companhia.

    Pinto Luz lembra que o Governo já nomeou uma comissão independente composta por académicos, e liderada por Daniel Traça, para acompanhar e fiscalizar a operação, cumprindo a lei quadro das privatizações. A respeito por essas personalidades, o ministro das Infraestruturas desafia o Parlamento a criar a sua própria comissão.

    Sobre a dimensão do capital a vender, o ministro realça que não mudou de opinião. “A minha opinião é a de que a TAP deve ser 100% privatizada, mas estamos a vender 49,9% por causa da arquitetura (do Parlamento). O caminho que está a ser ser trilhado é o do maior consenso”. Para Pinto Luz, a configuração de venda de uma participação minoritária também é a que permite maximizar o valor para o Estado.

    O deputado Carlos Barbosa do Chega confrontou o ministro sobre declarações atribuídas ao presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, proferidas em Hong-Kong, sobre a empresa não ser gerida como uma companhia de bandeira com problemas.

    Miguel Pinto Luz repete um recado que já fez no passado. Cabe ao CEO gerir a empresa, cabo ao acionista decidir. Não conhecendo as declarações atribuídas ao CEO da TAP, o ministro das Infraestruturas considera que não estão alinhadas com a posição do acionista. “A nossa posição é clara de manter uma companhia da bandeira”.

  • "Acreditamos que não vamos precisar de 18,4 milhões de euros para a CP"

    O Livre volta ao tema do passe ferroviário verde, e da necessidade de compensar a CP. Pinto Luz esclarece que foram vendidos mais de 500 mil passes e que os utilizadores recorrentes mensais “andam na casa dos 50 mil”.

    No longo curso, a CP “continua a aumentar as suas receitas”, disse o ministro, sendo a convicção do Governo de que não vão ser necessários os 18,4 milhões de euros previstos no orçamento do Estado para compensar a CP pelo passe. “Conseguimos que o sistema entregasse com qualidade”.

    Ministro das Infraestruturas afirma que a CP não precisará de “um único euro” de compensação pelo passe verde

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