Momentos-chave
- Zelensky admite ceder território de acordo com atuais linhas de combate
- Europeus estão a "reter" envio de mísseis à Ucrânia por medo dos drones da Rússia, diz Zelensky
- EUA querem reunir equipas da Ucrânia e Rússia em Miami. Zelensky diz não saber se vale a pena
- "Alternativas ao apoio dos EUA são incertas", diz Zelensky. Só os EUA podem levar Rússia a terminar guerra
- Enviado especial russo, Kirill Dmitriev, já chegou a Miami para negociações com Witkoff e Kushner
- Zelensky agradece primeira visita de Montenegro à Ucrânia
- Zelensky diz que "não cabe a Putin decidir quando e em que formato há eleições na Ucrânia"
- Montenegro em Kiev a selar "ponto de viragem" nas relações entre Portugal e Ucrânia
- Montenegro: adesão de Ucrânia à UE é processo “complexo”, mas tem “100% de compromisso” de Portugal
- Zelensky: “A paz é melhor do que a guerra, mas não a qualquer preço”
- Portugal e Ucrânia anunciam reforço da "cooperação no domínio da defesa" e reiteram apoio português na reconstrução
- Portugal e Ucrânia cooperam na produção de drones
- Forças ucranianas atacaram navio e plataforma da empresa russa Lukoil no mar Cáspio
- Zelensky e Montenegro prestam homenagem a combatentes
- Montenegro: “Ucrânia está carente do nosso afeto”
- Montenegro já chegou a Kiev
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, sábado.
Rússia descarta para já negociações diretas com Kiev e europeus
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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Zelensky admite ceder território de acordo com atuais linhas de combate
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu que um eventual compromisso territorial passaria por congelar a linha da frente onde ela se encontra atualmente. Nesse caso, a Rússia manteria o controlo das áreas “temporariamente ocupadas” no Donbass e o objetivo da Ucrânia seria, depois, recuperar esses territórios por via diplomática.
Num encontro com jornalistas, neste sábado, Zelensky rejeitou qualquer retirada unilateral das forças ucranianas, sublinhando que isso violaria a Constituição e não teria apoio popular. Disse ainda que Kiev não aceita propostas que prevejam zonas económicas ou desmilitarizadas se as tropas russas permanecerem no terreno, considerando-as inseguras.
O Presidente ucraniano acrescentou que qualquer recuo só poderia ser mútuo e deixou claro que decisões como a criação de uma eventual zona especial teriam de ser aprovadas pelos próprios ucranianos.
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Europeus estão a "reter" envio de mísseis à Ucrânia por medo dos drones da Rússia, diz Zelensky
Os aliados europeus da Ucrânia – ou, pelo menos, alguns deles – estão a “reter” o envio de mísseis à Ucrânia por medo dos drones da Rússia, disse Zelensky num encontro com jornalistas neste sábado.
“Os nossos parceiros começaram a reter o envio de alguns mísseis de defesa anti-aérea e, por isso, não estamos a conseguir obter a quantidade de que necessitamos”, afirmou o Presidente ucraniano, de acordo com o portal Ukrinform.
Zelensky diz que a intimidação russa, que tem feito drones sobrevoar alguns países europeus, pode contribuir para esta situação.
“Em princípio, era esperado que a Rússia iria atacar e intimidar a Europa com os seus drones”, afirmou o Presidente ucraniano, acrescentando que tem um “pressentimento de que entre as razões [para o envio desses drones para o espaço aéreo europeu] está não só uma forma de testar os sistemas de defesa mas, também, levar os europeus a manterem esses sistemas nos seus países, para eles próprios”.
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EUA querem reunir equipas da Ucrânia e Rússia em Miami. Zelensky diz não saber se vale a pena
Volodymyr Zelensky diz que não tem “a certeza” de que irá ser frutífero mas revelou que os EUA propuseram a realização de negociações em Miami entre equipas da Ucrânia e da Rússia, com a possível presença de representantes europeus.
Zelensky mostrou-se cético quanto à utilidade do encontro, afirmando não ter certezas de que “algo novo possa daí resultar”. As declarações de Zelensky foram feitas neste sábado num encontro com jornalistas internacionais.
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"Alternativas ao apoio dos EUA são incertas", diz Zelensky. Só os EUA podem levar Rússia a terminar guerra
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que apenas os EUA têm capacidade para pressionar eficazmente a Rússia e levá-la a pôr fim à guerra, numa altura em que prosseguem novas rondas de contactos diplomáticos em território norte-americano.
Segundo Zelensky, a influência necessária para alcançar um acordo reside em Washington e no Presidente Donald Trump, sublinhando que as “alternativas ao apoio dos EUA são incertas”. Embora admita o envolvimento da Europa, do Médio Oriente ou até da China, considerou que não é garantida a capacidade desses países para conduzir o processo negocial de forma eficaz.
Zelensky também identificou aqueles que são, na sua perspetiva, os três principais pontos de discórdia: a questão territorial, o futuro da central nuclear de Zaporíjia e o financiamento da reconstrução da Ucrânia. Apesar de responsáveis norte-americanos indicarem progressos, não há ainda garantias de um acordo próximo.
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Enviado especial russo, Kirill Dmitriev, já chegou a Miami para negociações com Witkoff e Kushner
O enviado especial russo, Kirill Dmitriev, já chegou a Miami para encontros com Steve Witkoff, o principal responsável pelas negociações diplomáticas da Casa Branca, e Jared Kushner, genro de Donald Trump.
A informação sobre a chegada da Dmitriev aos EUA foi transmitida por uma fonte do Kremlin à agência Reuters.
O objetivo destes encontros é avançar negociações diplomáticas relacionadas ao fim da guerra na Ucrânia, baseadas num plano de paz proposto pelos EUA. A reunião faz parte de uma série de encontros que já incluíram conversas em Berlim com representantes europeus e ucranianos e agora continuam em Miami, na Flórida.
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As 20 horas num comboio, os drones e o abraço ao “amigo” Zelensky. A visita relâmpago de Luís Montenegro a Kiev
Primeira visita do PM a Kiev incluiu segurança apertada e um sprint para cumprimentar líderes políticos. Montenegro deixou compromissos sobre drones, UE e tropas portuguesas — mas só em tempo de paz.
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Zelensky agradece primeira visita de Montenegro à Ucrânia
Na rede social X, Volodymyr Zelensky assinalou e agradeceu a primeira visita de Luís Montenegro à Ucrânia desde que é primeiro-ministro.
Além de recuperar a declaração conjunta sobre o acordo para produção de drones subaquáticos, o Presidente da Ucrânia lembra que esta é uma das áreas mais promissoras dos “esforços de defesa” do país, pelo que considera “importante apresentar resultados.”.
“Em todas as partes da nossa Europa deve existir força suficiente para contrariar quaisquer ameaças, sendo os drones modernos um verdadeiro instrumento de defesa”, frisou.
Zelensky agradeceu não só o “respeito e apoio à comunidade ucraniana”, mas também o “contributo para a recuperação da infraestrutura educativa”, desde logo nas escolas ucranianas em Chernihiv e Cherkasy.
Today, Ukraine and Portugal issued a joint statement on establishing a partnership for the production of maritime drones. We signed it together with the Prime Minister of Portugal, who is paying his first visit to Ukraine today. This is one of the most promising areas of our… pic.twitter.com/3TgKDxRQug
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 20, 2025
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Zelensky diz que "não cabe a Putin decidir quando e em que formato há eleições na Ucrânia"
O Presidente da Ucrânia afirma que “não cabe a Putin decidir quando e em que formato há eleições na Ucrânia, porque as eleições são exclusivamente para os cidadãos ucranianos”. Numa mensagem na rede social X, Zelensky sublinha que o Presidente russo “não irá certamente influenciar nada, muito menos um resultado”.
O governante ucraniano explica ainda que as eleições “não podem ser feitas em territórios que não são controlados pela Ucrânia, porque é óbvio como seriam conduzidas — como a Rússia faz sempre”.
Zelensky refere que as eleições “dependem de segurança e legislação”, dizendo que a segurança “é a principal prioridade”. “É importante que o nosso pessoal militar, que está a defender o país, consiga votar. Qualquer cidadão tem o direito absoluto de votar.”
Afirma que a questão da segurança em eleições “já foi discutida com os parceiros dos EUA”, que “levantaram a questão”. “E, se a levantaram, significa que sabem como nos ajudar a garantir a segurança das eleições.”
Segundo Zelensky, tal deve envolver “primeiramente um cessar-fogo ou o fim da guerra ou um cessar-fogo pelo menos durante a duração das eleições”.
As palavras na rede social X fazem eco de parte das declarações que o Presidente ucraniano fez durante a conferência de imprensa com Luís Montenegro. Declarou que “Putin não é ucraniano” para poder abordar o tema e afirmou que a Ucrânia quer fazer eleições “livres e justas com observadores estrangeiros”.
It is not up to Putin to decide when or in what format elections in Ukraine will take place, because these elections are exclusively for Ukrainian citizens. Therefore, he will certainly not influence anything, let alone the outcome.
Voting is carried out by citizens of Ukraine…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 20, 2025
*Com Cátia Bruno, na Ucrânia
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Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos em Miami
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou hoje que os Estados Unidos propuseram uma reunião conjunta com negociadores ucranianos e russos em Miami, onde estão previstas novas rondas de contactos com as partes para um acordo de paz.
[OS Estados Unidos] “propuseram um formato, tanto quanto sei, Ucrânia, Estados Unidos e Rússia”, disse Zelensky, em conferência de imprensa em Kiev.
O líder ucraniano defendeu que poderá fazer sentido realizar esta reunião conjunta em vez do habitual formato de contactos separados, na qual admitiu a presença de representantes europeus, depois da análise de possíveis resultados dos outros encontros previstos para Miami.
Kirill Dmitriev, enviado do Presidente russo, Vladimir Putin, confirmou hoje que já está a caminho da Florida para participar numa nova ronda de negociações com os representantes norte-americanos.
“A caminho de Miami”, escreveu Dmitriev na rede X, numa mensagem acompanhada por um emoji de uma pomba da paz e um pequeno vídeo que mostra o sol a brilhar entre as nuvens sobre uma praia com palmeiras.
O conselheiro do Kremlin referiu que esta imagem captada numa visita anterior à Florida é sugerida pela ideia de que “os belicistas ainda estão a trabalhar para minar o plano de paz dos Estados Unidos para a Ucrânia.
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Montenegro em Kiev a selar "ponto de viragem" nas relações entre Portugal e Ucrânia
Luís Montenegro considera que a reunião com Volodymyr Zelensky foi “muito construtiva e positiva também para o fortalecimento das relações bilaterais” e assume que seria “desejável” uma adesão da Ucrânia à União Europeia em 2027. Antes disso, o primeiro-ministro ainda tem esperança que haja um cessar-fogo nesta época natalícia.
O primeiro-ministro, em Kiev, considera que este é um “ponto de viragem” na relação dos dois países, havendo condições para que se possa “estreitar a cooperação”.
“Estamos num nível de cooperação já muito intenso, mas, do meu ponto de vista, [houve] aqui um ponto de viragem porque juntámos a toda a cooperação militar que temos vindo a dar desde 2022, toda a cooperação e apoio económico e financeiro no período de guerra, uma perspetiva de reforço do nosso relacionamento político e económico para os próximos anos, para além da guerra, evidentemente a pensar num processo de paz que traga um registo de paz justa, duradoura, mas que independentemente disso, até lá e depois de lá chegarmos, poderá configurar um relacionamento entre os nossos dois povos e países, com maiores trocas comerciais e também com um maior relacionamento”, explica o primeiro-ministro.
Questionado sobre a possibilidade de paz em 2026, Luís Montenegro diz que a “vontade era que já hoje conseguíssemos ultrapassar as divergências e construir uma solução de paz”, mas relembra que é preciso “sentido a responsabilidade” porque quando “elevamos demasiadas expectativas temos também alguma dificuldade em poder explicar que os objetivos não são alcançados de forma tão fácil”.
“O processo é de uma complexidade e de uma exigência enorme, que tem vários intervenientes que não podem estar fora da mesa, um deles é a Ucrânia e os seus legítimos representantes, outro é a Europa, outro é, porque é um parceiro importante, os EUA, e outro é a Rússia, é preciso também contar com a participação da Rússia num processo de paz que tenha viabilidade”, explica.
Apesar da serenidade em falar sobre o processo, Montenegro resume: “O caminho faz-se caminhando, eu sinto que estamos mais perto, mas não quero é dizer que já estamos numa situação de ser irreversível a obtenção de uma paz justa e duradoura, porque ainda não o podemos garantir.”
Sobre os drones, Luís Montenegro explica que “já há produção e cooperação entre os dois países neste domínio” e que agora há o propósito de “uma produção conjunta”, de haver “unidades produtivas quer do lado português quer do lado ucraniano”.
*com Cátia Bruno e João Porfírio, enviados especiais do Observador a Kiev
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Rússia anuncia conquista de mais duas localidades em Donetsk e Sumy
A Rússia reivindicou hoje a tomada de duas localidades nas regiões ucranianas de Donetsk e Sumy, um dia depois de o Presidente Vladimir Putin ter anunciado avanços em toda a linha na Ucrânia.
As novas conquistas foram as localidades de Svitle, em Donetsk, e de Visoke, em Sumy, segundo um comunicado do Ministério da Defesa citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Donetsk é uma das quatro regiões que a Rússia declarou como anexadas em setembro de 2022, juntamente com Lugansk, Zaporijia e Kherson, depois de ter feito o mesmo à Crimeia em 2014.
As regiões de Donetsk e Lugansk constituem o chamado Donbass, uma zona industrial no leste da Ucrânia que Putin exige que seja reconhecida pela comunidade internacional como parte da Rússia.
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Montenegro: adesão de Ucrânia à UE é processo “complexo”, mas tem “100% de compromisso” de Portugal
O primeiro-ministro português pronunciou-se também sobre o processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, que classificou duas vezes como “complexo” — “não vale a pena ignorá-lo”, reconheceu Montenegro.
Apesar disso, o primeiro-ministro reiterou que há “100% de compromisso” por parte de Portugal para reforçar e “acelerar ao máximo” esse processo, que incluirá também “as próprias reformas da Ucrânia”.
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Zelensky: “A paz é melhor do que a guerra, mas não a qualquer preço”
Ainda durante a conferência de imprensa, o Presidente ucraniano referiu-se às negociações para a paz que estão em curso com as delegações norte-americana e russa, sublinhando que a Ucrânia precisa de garantias de segurança para ter um acordo “justo e eficiente”.
“A paz é melhor do que a guerra, mas não a qualquer preço”, disse Volodymyr Zelensky. Para prevenir outro Putin é preciso que tenhamos garantias fortes.”
Zelensky colocou também pressão sobre os aliados norte-americanos e europeus: “É preciso detalhar estas garantias. Sei como vão reagir os ucranianos, mas e os parceiros?”
Ao longo das últimas semanas, foi avançada a possibilidade de que o acordo inclua um mecanismo semelhante ao Artigo 5.º da NATO como garantia de segurança para o Governo de Kiev. O Presidente ucraniano relembrou que qualquer garantia só existe quando “estiver assinado um papel e a guerra parada”.
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Luís Montenegro não exclui envio de tropas portuguesas para a Ucrânia após ser alcançada a paz
O primeiro-ministro português admitiu a possibilidade de Portugal participar no futuro numa missão de paz em território ucraniano, com militares no terreno.
Na conferência de imprensa conjunta com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Montenegro disse que a possibilidade de “empenhamento terrestre” por parte das tropas portuguesas está em cima da mesa no futuro. “O Presidente Zelensky tem a tarefa facilitada, porque sabe da disponibilidade de Portugal para participar em missões de paz [no futuro]”, afirmou o primeiro-ministro português. “Nada vai obstar a que militarmente os portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado na Lituânia ou na Roménia”, clarificando que tal seria em tempo de paz.
Zelensky afirmou estar “grato” por essa posição, que disse estar a ser ainda coordenada no âmbito da Coligação dos Disponíveis. Mas disse ser ainda cedo para discutir os moldes dessa participação militar: “Concordo com o Luís, é um pouco cedo para falar disso”, que só aconteceria “depois do cessar-fogo, não agora”
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Portugal e Ucrânia anunciam reforço da "cooperação no domínio da defesa" e reiteram apoio português na reconstrução
Volodymyr Zelensky e Luís Montenegro, após estarem reunidos na Ucrânia, acordaram num reforço da “cooperação no domínio da defesa”, já depois de ter sido noticiado que a produção de drones será feita.
Num comunicado conjunto, o Presidente da Ucrânia e o primeiro-ministro explica que essa cooperação será feita através de “troca de experiências e de formação conjunta”, também com “promoção de iniciativas de reforço de capacidades e da exploração de oportunidades para projetos conjuntos que aumentem a interoperabilidade e contribuam para a segurança regional e europeia”.
Além disso, Montenegro e Zelensky exigem à Rússia que seja “plenamente responsabilizada pelos danos, perdas e destruição” causados pela agressão e que a “liderança militar e política, membros das forças armadas e outros responsáveis sejam levados à justiça por ataques deliberados contra civis, infraestruturas, o rapto de crianças ucranianas e outros crimes graves”.
“Sublinhamos que a Federação Russa deve suportar os custos da recuperação de longo prazo da Ucrânia”, pode ler-se no mesmo comunicado, com os países a prometerem continuar unidos no “combate às ameaças híbridas, incluindo ciberataques e desinformação”.
“Desenvolvemos a cooperação militar-técnica, incluindo o fornecimento e a modernização de armamentos”, referem, acrescentando que serão implementamos “iniciativas conjuntas no domínio da segurança energética e do desenvolvimento das energias renováveis”.
E condenam também a “campanha” russa “destinada a destruir as infraestruturas energéticas e de gás da Ucrânia, com o objetivo de criar uma catástrofe humanitária e minar a resiliência do povo ucraniano”.
É ainda destacado um compromisso de Portugal “em prestar apoio à Ucrânia no domínio da reconstrução, nomeadamente no setor da educação, incluindo através da iniciativa Superheroes Schools”.
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Portugal e Ucrânia cooperam na produção de drones
Portugal e a Ucrânia assinaram um acordo, em Kiev, para a coprodução de drones de fiscalização marítima.
De acordo com o assessor de Zelensky, Alexander Kamyshin, o acordo foi assinado em Kiev e os drones ajudarão Portugal a defender a Europa.
Ukraine and Portugal agreed on co-production of Ukrainian sea drones.
We proved that our USVs work perfect against russian warships and submarines. Now they will help Portugal defend Europe from the sea.
Our @zbroyaUA will #MakeEuropeStrongAgain. pic.twitter.com/jmIFUJXzl7
— Alexander Kamyshin (@AKamyshin) December 20, 2025
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Forças ucranianas atacaram navio e plataforma da empresa russa Lukoil no mar Cáspio
As forças armadas da Ucrânia atingiram um navio militar e uma plataforma de extração de petróleo e gás da companhia russa Lukoil no mar Cáspio na sexta-feira, anunciaram neste sábado as autoridades ucranianas.
“O objetivo foi atingido com sucesso por vários drones das Forças de Operações Especiais”, disse o comando militar num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
O comando ucraniano referiu que foi atingido um dos modernos navios patrulha russos de segundo escalão do projeto 22460 “Ojotnik”.
Estas embarcações combinam capacidades de proteção das fronteiras marítimas, patrulhamento e controlo, e contam com armamento e equipamento para realizar uma vasta gama de tarefas em águas costeiras, segundo a mesma fonte.
O Estado-Maior ucraniano disse que o navio patrulhava o mar Cáspio perto de uma plataforma de extração de petróleo e gás.
Os drones atingiram também a plataforma no jazigo de Filanovski, pertencente à empresa Lukoil, cujas reservas iniciais se estimam em aproximadamente 129 milhões de toneladas de petróleo e 30 mil milhões de metros cúbicos de gás.
“A plataforma é responsável pela extração de petróleo e gás, cuja exportação enche os cofres da Rússia e financia a guerra”, participando também no abastecimento das forças armadas russas, acrescentou.
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Zelensky e Montenegro prestam homenagem a combatentes
Volodymyr Zelensky já partilhou, na rede X, um vídeo com Luís Montenegro, no momento em que prestam homenagem aos combatentes da Ucrânia que perderam a vida.
Today, together with Prime Minister of Portugal @LMontenegro_PT, we honored the memory of our fallen warriors. Eternal memory to all our defenders, to every Ukrainian who gave their life so that Ukraine could live.
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— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 20, 2025
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Dois encontros presenciais e muitas chamadas por telefone
Luís Montenegro e Volodymyr Zelensky só tiveram até agora dois encontros presenciais. Um em Lisboa, a 28 de maio de 2024, quando Zelensky visitou Portugal e foi assinado um acordo bilateral de cooperação e segurança de 10 anos entre Portugal e Ucrânia.
O segundo foi na reunião bilateral em Copenhaga a 2 de outubro deste ano, em que se encontraram à margem da cimeira da European Political Community e discutiram o apoio português continuado à Ucrânia.
O primeiro-ministro português e Zelensky já tiveram, contudo, várias chamadas telefónicas oficiais — incluindo comunicações destacadas em fevereiro e outubro deste ano — nas quais discutiram apoio à Ucrânia e coordenação política.