Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia. Este liveblog fica arquivado, mas o Observador continua esta terça-feira a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação política e social no Irão. Pode segui-los aqui.

    Trump promete “ações muito fortes” caso o Irão comece a executar manifestantes

  • O que se passou até ao momento?

    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pondera se vai aplicar ao Irão sanções severas ou se vai avançar com possíveis ações militares, incluindo ataques aéreos e cibernéticos. Simultaneamente, já anunciou a imposição de uma tarifa de 25% a qualquer país que mantenha negócios com a República Islâmica do Irão.
    • A administração Trump está a considerar diversas opções militares contra o Irão, estando o Presidente norte-americano inclinando-se para ordenar ataques direcionados às forças responsáveis pela segurança interna iraniana. No entanto, ainda há espaço para negociações, com canais diplomáticos abertos e a intenção de negociar por parte dos líderes iranianos, que já entraram em contacto com os EUA.
    • A situação no Irão agrava-se com a continuação de protestos antigovernamentais, culminando em centenas de mortes, segundo a ONG Iran Human Rights. O corte da internet, que já dura há várias dias, tem dificultado o apuramento muito preciso das ocorrências e dificulta a comunicação interna e externa do país.
    • A comunidade internacional, incluindo aliados dos EUA e líderes europeus, têm condenado a repressão violenta do regime iraniano e apelado ao fim imediato da violência. Alguns países, como a França, começaram a retirar o seu pessoal diplomático não essencial do Irão e o Parlamento Europeu tomou medidas para proibir a entrada de diplomatas iranianos nas suas instalações.

  • Trump já foi informado sobre possíveis operações militares no Irão

    O Presidente norte-americano Donald Trump já foi informado sobre que ataques os Estados Unidos poderia levar a cabo contra o regime iraniano, avança a CBS News que cita duas fontes do Departamento de Defesa.

    Entre os planos, estão ataques com o recurso a mísseis longo alcance. Estes são, aliás, o centro de qualquer operação militar.

    Mas não são os únicos: os EUA poderão também desestabilizar o Irão com operações cibernéticas ou campanhas disruptivas que podem afetar as estruturas do regime iraniano.

    Donald Trump pode também usar uma combinação entre operações militares e operações subversivas.

    Independentemente dos cenários traçados, ainda não há nenhuma decisão oficialmente tomada. Esta terça-feira, o Conselho de Segurança Nacional norte-americano vai reunir-se para debater como agir contra o Irão.

  • Senador aliado de Trump manda recado a ayatollah: "Tenha cuidado com os drones"

    O senador republicano Lindsey Graham — amigo pessoal de Donald Trump — enviou um recado ao ayatollah Ali Khamenei.

    “Quanto ao seu recente alerta aos políticos americanos, ouvi dizer que Moscovo está um paraíso invernal. Cuidado com os drones. Vamos tornar o Irão grande novamente”, disse Lindsey Graham.

  • Embaixada virtual dos EUA emite nota: norte-americanos devem "abandonar o Irão agora"

    A embaixada virtual norte-americana no Irão emitiu hoje uma nota em que apela aos cidadãos dos Estados Unidos da América (EUA) que estejam em território iraniano para “abandonar imediatamente o Irão”. “Tenha um plano para sair do Irão que não implica ajuda do govenro norte-americano.”

  • Costa: "Regime iraniano deve parar a repressão violenta"

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, escreveu no X que o “regime iraniano deve parar a repressão violenta” contra o seu “próprio povo”.

    “Nós estamos ao lado dos iranianos corajosos que exigem direitos básicos, dignidade e liberdade”, afirmou António Costa.

  • Trump estará inclinado a ordenar ataques contra o Irão, mas ainda pondera negociações

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, estará inclinado a atacar o território iraniano, avança o jornal Axios. A decisão ainda não está fechada e ainda há alguma margem para negociar.

    O Presidente norte-americano vai discutir os diferentes cenários com membros da sua administração esta terça-feira.

    Se Donald Trump ordenar mesmo os ataques contra o Irão, o jornal Axios escreve que vão atingir “elementos do regime envolvidos na segurança interna” e que são responsáveis pela repressão que se vive no país.

    Alguns membros da administração Trump manifestam algumas dúvidas sobre uma possível ação militar, ainda que o Presidente esteja a inclinar-se para esse cenário.

  • Trump pressiona Irão e anuncia sanções de 25% a "qualquer país que faça negócios com a República Islâmica"

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, colocou ainda mais pressão ao regime iraniano, num momento em que o Irão está a viver uma profunda crise económica.

    Numa publicação da Truth Social, Donald Trump anunciou que “qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irão” vai pagar uma tarifa de 25% “em qualquer e em todos os negócios que são feitos com os Estados Unidos da América”.

    “Esta ordem é final”, garante Donald Trump.

  • Ataque aéreo cirúrgico, ciberataques ou sanções. Quais as opções que os Estados Unidos consideram para o Irão?

    A decisão não é esperada de imediato, mas as opções estão a ser pesadas: de um ataque cirúrgico a infraestruturas militares a ataques cibernéticos, a lista é longa. E Trump não exclui nenhuma opção.

    Ataque aéreo cirúrgico, ciberataques ou sanções. Quais as opções que os Estados Unidos consideram para o Irão?

  • Zelensky declara apoio aos manifestantes no Irão e pede ação para "remover" a cúpula do regime iraniano

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou no X o apoio aos manifestantes que protestam contra o regime no Irão. “É um sinal claro que as coisas não estão a ficar fácil para a Rússia”, frisou.

    “Qualquer pessoa decente neste planeta quer verdadeiramente o povo do Irão a ver-se livre do regime atual que trouxe tanta maldade à Ucrânia e a outros países”, destacou Volodymyr Zelensky, aludindo ao facto de o Irão ter vendido equipamentos de guerra à Rússia que foram depois usados durante a guerra.

    Para o Presidente ucraniano, é “crucial que o mundo não perca este momento em que as mudanças são possíveis”.

    “Todos os líderes, todos os países e todas as organizações internacionais devem intervir agora e ajudar a população a remover os culpados daquilo que o Irão tristemente se tornou”, concluiu o Presidente ucraniano.

  • França começa a retirar funcionários da embaixada no Irão

    A Agence France-Presse está a avançar que França está a começar a retirar funcionários que trabalharam na embaixada francesa no Irão.

    Os funcionários são considerados não essenciais para o corpo diplomático iraniano.

  • Casa Branca avisa: ataques aéreos contra o Irão "estão em cima da mesa" para Trump

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou hoje que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem várias alternativas “em cima da mesa” em relação ao Irão — incluindo “ataques aéreos”.

    “Ataques aéreos são uma das muitas opções em cima da mesa”, frisou a Karoline Leavitt, acrescentando que a “diplomacia é sempre a primeira opção”.

    A porta-voz referiu também que existem “mensagens diferentes” entre aquelas recebidas pela administração Trump e aquelas feitas em intervenções públicas de dirigentes iranianos.

    Em todo o caso, sublinhou Karoline Leavitt, destacou que o Presidente Donald Trump “já demonstrou usar força militar se necessário”.

  • Apagão informativo no Irão já dura há 96 horas

    O observatório NetBlocks fez uma atualização em relação ao apagão que a que o Irão está sujeito.

    O Irão já não tem Internet “há 96 horas” e isso tem limitado o apuramento de informações sobre a real situação no país.

  • "É tempo de agir." Filho do xá não pede "botas no terreno", mas quer "ação" de Trump para acabar com o regime

    O príncipe herdeiro do xá, Reza Pahlavi, recorreu ao X para apelar ao Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, agir contra o regime iraniano: “O tempo de agir é agora”.

    Elogiando Donald Trump ser um “homem de ação e da paz”, o príncipe herdeiro pediu ajuda ao Presidente dos EUA “para terminar o regime criminoso” ao “ajudar os iranianos a acabar com o regime criminoso”. “O regime está fraco”, realçou.

    Reza Pahlavi enfatizou que “não serão precisas botas no terreno” por parte dos EUA. “Apenas precisam uma ação do líder do mundo livre”, realçou.

    O príncipe herdeiro destacou que “negociar com o regime criminoso que ainda ameaça a América”.

    “Uma ação imediata para apoiar os corajosos manifestantes vai salvar milhares de vida e trazer uma paz duradoura à região”, vincou Reza Pahlavi.

  • Macron condena "violência estatal " no Irão

    O Presidente de França, Emmanuel Macron, condenou a “violência estatal que tem como alvo indiscriminado as mulheres e homens iranianos que corajosamente pedem que respeitem os seus direitos”.

    No X, o líder francês destacou que o “respeito por liberdades fundamentais é um requerimento universal”: “Devemos estar ao lado daqueles que as defendem”.

  • Ayatollah celebra manifestações a favor do regime e que deve ser um "aviso para políticos" dos EUA

    O ayatollah Ali Khamenei recorreu às redes sociais celebrar o que diz ser um “dia histórico” pelos protestos a favor do regime iraniano que ocorreram esta segunda-feira.

    No X, o líder supremo do Irão sublinhou que esses protestos “frustraram completamente os planos dos inimigos estrangeiros” — que seriam executados “por mercenários” dentro do Irão.

    “A grande nação iraniana já revelou a resiliência e identidade na cara dos inimigos. Isto é um aviso para os políticos dos Estados Unidos para que parem as suas ações malignas e que parem de contar com os mercenários traidores”, prosseguiu Ali Khamenei.

  • Ameaças de ataque de Trump? Líder do Conselho de Segurança Nacional do Irão desvaloriza: "Não o levem a sério"

    O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, desvalorizou as ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

    “Trump diz muitas coisas como esta. Não o levem a sério”, atirou Ali Larijani, citado pela agência de notícias iraniana IRNA.

    Ali Larijani destacou que a “nação iraniana mostrou a sua intenção de acertar as contas com os Estados Unidos e Israel”.

  • MNE iraniano avisa Trump e garante: Irão está preparado para a guerra

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, deu uma entrevista ao canal qatari Al Jazeera. O governante voltou a deixar avisos ao Presidente norte-americano, Donald Trump: “Se Washington quer testar a opção militar, estamos prontos para isso”.

    O ministro disse que o Irão tem uma “prontidão militar extensiva em comparação com o que tínhamos durante a última guerra”, numa alusão à Guerra dos Doze Dias que opôs, em junho, Israel ao regime iraniano.

    Sobre os Estados Unidos, o ministro assegurou que o Irão está pronto para encetar negociações nucleares com os EUA, mas sem “ameaças ou ultimatos”.

    Ainda assim, sobre as conversas com os EUA no que concerne ao programa nuclear, o chefe da diplomacia sublinhou que não “acredita que Washington esteja pronto para negociações justas”: “Quando estiver pronto, consideramos seriamente o assunto”.

    Em relação aos protestos, Abbas Araghchi criticou o que diz ser “elementos treinados terroristas” que se “infiltram” no meio dos manifestantes e atingem “forças de segurança e manifestantes”.

    O ministro culpou “aqueles que querem arrasar Washington para uma guerra de maneira a servir os interesses de Israel”.

  • Rússia sai em defesa do regime iraniano e denuncia "tentativa de interferência de forças estrangeiras" no Irão

    O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, falou ao telefone hoje com o homólogo Ali Larijani, noticia a agência de notícias russa RIA.

    Sergei Shoigu condenou, durante a chamada telefónica, a “tentativa de forças estrangeiras de inteferir nos assuntos internos do Irão”.

    A Rússia declarou também a sua “disposição em desenvolver a cooperação bilateral” com o Irão.

    Sergei Shoigu prometeu ainda manter-se em contacto com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão.

  • ONG confirma pelo menos 648 mortos nos protestos do Irão, mas admite que número pode ser muito superior

    A Organização Não Governamental (ONG) Iran Human Rights deu conta de que 648 pessoas morreram durante os protestos que assolam o Irão há mais de duas semanas.

    Em todas as 31 províncias iranianas, registaram-se vítimas mortais.

    A ONG ressalvou que se trata de uma estimativa e assinalou que o número de vítimas mortais pode ser muito maior.

    O apagão informativo do país impede as organizações não governamentais de contabilizarem eficazmente o número de baixas no Irão.

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