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Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade no Irão ao longo do dia de ontem, terça-feira.

    Número de mortos em protestos no Irão sobe para pelo menos 2.571, diz ONG

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que aconteceu até agora:

    • Os protestos no Irão continuam, resultando em mais de 2 mil mortes confirmadas, com algumas estimativas a apontar para números significativamente mais altos. O acesso à internet foi bloqueado pelo regime, dificultando a comunicação e a contabilização precisa dos eventos. Ativistas e serviços de segurança israelitas sugerem que o número total de mortos pode variar entre 4 mil a 20 mil.
    • O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou apoio aos manifestantes iranianos e prometeu “ações muito fortes” caso o Irão inicie execuções de manifestantes. Trump cancelou reuniões com dirigentes iranianos até que a repressão dos protestos cesse, afirmando também que “a ajuda está a caminho”, sem especificar de que tipo.
    • Há uma crescente pressão internacional sobre o Irão, com sanções propostas pela União Europeia e diplomatas europeus a condenar a violência. O Governo português e o espanhol convocaram os embaixadores iranianos para lhes transmitir a sua condenação face à repressão violenta dos protestos.
    • A política externa dos Estados Unidos em relação ao Irão está em discussão, com a administração Trump a avaliar opções que incluem ataques cibernéticos e outras “respostas não-cinéticas”, embora um ataque militar direto pareça menos não ser a opção preferida. O Ministro dos Negócios Estrangeiros Iraniano afirmou que o país está pronto para a guerra se for necessário.

  • Irão acusa Estados Unidos de utilizarem "guião" repetido para justificar intervenção militar — e garantem que vai "falhar"

    A missão do Irão junto das Nações Unidas juntou-se ao coro de vozes do regime iraniano que condenaram as ameaças de uma intervenção norte-americana no Irão deixadas pelo Presidente Donald Trump. Através de um comunicado deixado nas redes sociais, o Irão insta os membros do Conselho de Segurança da ONU a condenar “o incitamento à violência, ameaças de utilização da força e interferência nos assuntos internos do Irão”.

    “As fantasias dos EUA e as políticas face ao Irão estão baseadas numa mudança de regime, com sanções, ameaças, desordem provocada e caos a servir como modus operandi para fabricar um pretexto para uma intervenção militar. Este guião já falhou antes. O povo iraniano vai defender o seu país — e, garantidamente, vai falhar novamente”, pode ler-se na mensagem deixada pela missão iraniana.

  • No regresso à Casa Branca, Trump diz que vai ter uma reunião sobre "toda a situação no Irão"

    De regresso do Michigan a Washington, Donald Trump avançou que iria ter uma reunião sobre o Irão na Casa Branca logo de seguida.

    “O Irão está na minha mente quando vejo o tipo de morte que está a acontecer lá”, sublinhou ainda, citado pela CNN, dizendo que iria ter “números precisos” sobre os “assassinatos” e que iriam reagir em conformidade com os resultados.

    A emissora noticiou que vários responsáveis foram vistos a chegar à Casa Branca, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth e o diretor da CIA, John Ratcliffe.

  • Trump diz que líderes do Irão têm de "mostrar humanidade" e de se "comportar"

    Questionado pela imprensa numa conferência sobre se tinha alguma mensagem para os líderes do Irão, o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “têm de mostrar humanidade”.

    “Eles têm um grande problema, e espero que não vão matar pessoas. Parece-me que se têm comportado muito mal, mas isso não está confirmado”, acrescentou.

    Sobre a possiblidade de resposta iraniana em caso de ataque, Trump disse que eles disseram o mesmo “da última vez” que ele “os rebentou”. “Portanto, é melhor que se comportem”, acrescentou.

  • Trump avança que a "ajuda" aos prisioneiros iranianos que está "a caminho" tem "várias formas" e inclui ajuda económica

    Ainda na entrevista à CBS News, Donald Trump especificou qual poderá ser a “ajuda” de que tinha falado na publicação na Truth Social desta terça-feira.

    “Há muita ajuda a caminho, e de diferentes formas, incluindo ajuda económica do nosso ponto de vista, e isso não vai ajudar muito o Irão”, acrescentou.

  • Trump promete "ações muito fortes" caso o Irão comece a executar manifestantes

    Questionado sobre eventuais execuções de manifestantes detidos numa entrevista à CBS News, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu que iriam tomar “ações muito fortes” se fizerem algo do género.

    A alegação vem de uma publicação do Departamento de Estado no X, que alegou que Erfan Soltani, de 26 anos, iria ser executado por participar nos protestos na quarta-feira.

    “Não queremos que aconteça o que está a acontecer no Irão. E, se quiserem protestar, isso é uma coisa. Quando começam a matar milhares de pessoas e agora estão me falar sobre enforcamentos, vamos ver como é que isso lhes vai correr”, acrescentou Trump, avançando logo que “não vai correr bem”.

  • Líderes do Qatar e do Irão falaram ao telefone. Doha diz apoiar "esforços de desescalada"

    O primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, e o responsável do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, falaram hoje ao telefone, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, em comunicado.

    O líder qatari “reafirmou o apoio a todos os esforços de desescalada, assim como a soluções pacíficas para aumentar a segurança e a estabilidade na região”, pode ler-se no documento.

  • Serviço da Starlink disponibilizado de forma gratuita no Irão

    A SpaceX cancelou o serviço de subscrições pagas do Starlink no Irão, disponibilizando o serviço por satélite de forma gratuita. Isto permite aos iranianos que tem recetores da Starlink aceder à internet e contornar o apagão que se faz sentir no país há cinco dias. Uma pessoa familiarizada com as operações da Starlink confirmou à Bloomberg que o serviço foi disponibilizado de forma gratuito, enquanto Ahmad Ahmadian, diretor executivo do grupo norte-americano Holistic Resilience, um grupo que trabalha para assegurar o contacto com iranianos, disse ao mesmo canal que as pessoas com recetores dentro do país estão realmente a conseguir aceder à internet através do Starlink.

  • Serviços secretos israelitas estimam que contagem de mortos no Irão chegue aos quatro mil

    O número oficial de mortos nos protestos chega aos dois mil, relatos não confirmados avançados pela CBS News (que cita uma fonte não identificada dentro do Irão) apontam para 12 mil. As autoridades de Israel acreditam que a contagem real está entre os dois números: a estimativa israelita é que quatro mil civis já tenham sido mortos nos protestos (os números oficiais incluem também oficiais das autoridades iranianas).

    O número é avançado num relatório dos serviços de segurança israelitas, citado pela KAN, a emissora pública israelita, em que se aponta que o número pode ser mais alto e pode continuar a subir.

  • Marco Rubio terá dito que EUA estão focados em "respostas não cinéticas" contra o Irão

    Enquanto as chefias políticas e militares dos Estados Unidos continuam a discutir as opções disponíveis para intervir no Irão, a hipótese de um ataque militar parece tornar-se cada vez mais improvável. Durante uma destas reuniões privadas, o secretário de Estado, Marco Rubio, terá dito que a administração está a olhar para “respostas não-cinéticas” para ajudar os manifestantes, ou seja, respostas como ataques cibernéticos ou missões de contraespionagem, que não envolvam a utilização de força militar. A informação é avançada pelo Axios, que cita uma fonte com conhecimento direto das negociações à porta fechada.

  • Qualquer ataque dos EUA terá "resposta estrondosa e devastadora", ameaça ministro da Defesa do Irão

    O ministro da Defesa do Irão respondeu às ameaças contínuas de Donald Trump de intervir no Irão para “apoiar os manifestantes”. Amir Nasirzadeh declarou que qualquer ataque dos EUA terá uma “resposta estrondosa e devastadora”.

    “Todos os interesses americanos, em qualquer parte do mundo, estarão em risco se Trump cometer alguma loucura e atacar os interesses iranianos”, ameaçou, citado pela Al Jazeera Arabic. O ministro iraniano definiu, portanto, como alvo legítimo qualquer país que auxilie uma ação dos Estados Unidos contra o Irão.

  • Governo português condena "repressão violenta das manifestações do Irão"

    Depois de ter convocado o embaixador iraniano em Portugal esta manhã, o Governo português voltou a pronunciar-se sobre os protestos que se prolongam há mais de duas semanas no Irão, com uma mensagem deixada nas redes sociais em que se mostra “disponível” para apertar as sanções impostas ao regime de Teerão.

    “Portugal condena a repressão violenta das manifestações no Irão, apela ao respeito pelos direitos das cidadãs e dos cidadãos iranianos e, no quadro da concertação europeia, manifesta disponibilidade para reforçar as sanções ao Irão”, pode ler-se na mensagem.

  • "Não é má ideia saírem" do Irão, aconselha Donald Trump aos cidadãos norte-americanos

    O Presidente norte-americano foi hoje questionado sobre a mensagem que escreveu esta manhã sobre “a ajuda estar a caminho” dos manifestantes no Irão. “Vão ter de descobrir isso sozinhos. Peço desculpa”, respondeu Donald Trump.

    Nas mesmas declarações aos jornalistas, afirmou não saber detalhes sobre o número de mortos no protestos, notando que já ouviu “números muito baixos e muito altos”, mas que deverá saber mais “nas próximas 24 horas”. Dada a incerteza, Trump aconselhou os cidadãos norte-americanos e de países aliados a abandonar o Irão. “Eu diria que não é má ideia saírem“, aconselhou.

  • Steve Witkoff encontrou-se secretamente com o filho do último xá do Irão

    O enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, encontrou-se em segredo com Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão, durante o fim de semana. A informação foi hoje avançada pelo Axios, que destaca que esta foi a primeira reunião de um membro da administração Trump com um membro da oposição iraniana ao regime do Ayatollah Ali Khamenei desde que os protestos se espalharam pelo país há pouco mais de duas semanas.

    Exilado nos Estados Unidos desde que o pai foi deposto em 1979, Pahlavi tem-se assumido como herdeiro e líder da oposição. Desde que os protestos eclodiram, Pahlavi tem aparecido em vários programas norte-americanos a apoiar os protestos e a apelar a uma intervenção norte-americana.

    Com o ayatollah a ponderar fuga, príncipe herdeiro do xá tornou-se a “voz dos protestos” e sonha suceder a Khamenei

  • Trump não marcou presença na reunião de hoje sobre as opções para o Irão

    Múltiplos meios de comunicação norte-americanos avançaram durante o fim de semana que Donald Trump se iria reunir hoje com as chefias políticas e militares da sua administração para debater as opções em cima da mesa para responder à violência no Irão.

    No entanto, ao contrário do que foi noticiado, o Presidente não esteve presente na reunião, declarou hoje a porta-voz da Casa Branca. Em declarações aos jornalistas, Karoline Leavitt disse que não estava programado que Trump se juntasse à reunião, que decorreu entre o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o diretor da CIA, John Ratcliffe, entre outros.

    Ataque aéreo cirúrgico, ciberataques ou sanções. Quais as opções que os Estados Unidos consideram para o Irão?

  • Ativistas acreditam que número de mortos no Irão pode chegar aos 20 mil, avança CBS

    O apagão que afeta o Irão há cinco dias dificulta a contabilização exata do número de vítimas mortais nos protestos que assolam o país há mais duas semanas. Contudo, os números podem ir além dos pelo menos dois mil mortos confirmados por agências de Direitos Humanos e reconhecidos pelo Governo iraniano.

    Ativistas dentro do Irão, que estão a recolher os dados de feridos e mortos junto de hospitais por todo o país, acreditam que a contagem de mortos se aproxima dos 12 mil, podendo chegar aos 20 mil. A informação foi avançada pela CBS News, que cita uma fonte dentro do Irão que conseguiu contactar o canal norte-americano apesar do apagão, mas que ressalva que os dados são impossíveis de confirmar de forma independente.

  • Televisão estatal iraniana admite "muitos mártires" e culpa "grupos terroristas"

    A televisão estatal iraniana transmitiu um comunicado que confirma os relatos avançados por ativistas dos Direitos Humanos de pelo menos 2 mil mortos nos protestos no país, citando números de Ahmad Mousavi, responsável da Fundação dos Mártires. Um pivot da televisão leu um comunicado em que a violência é atribuída a “grupos armados e terroristas que levaram o país a apresentar muitos mártires a Deus”, cita a Associated Press.

  • Responsável iraniano responde a Trump. "Nomes dos assassinos do povo iraniano: Trump e Netanyahu"

    Ali Larijani, o líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, é a primeira voz do regime a responder diretamente às ameaças deixadas por Trump durante a tarde desta terça-feira. Em resposta à mensagem do Presidente norte-americano para que os manifestantes iranianos “guardassem os nomes dos assassinos e abusadores”, Larijani escreveu nas redes sociais:

    “Declaramos os nomes dos principais assassinos do povo iraniano:
    1 – Trump
    2 – Netanyahu”

  • "Donald Trump revela-se pouco capaz como mediador"

    Jorge Rodrigues afirma que o Presidente dos Estados Unidos veio aumentar a instabilidade. O Coordenador de risco geopolítico admite ainda que o povo iraniano mostra uma “coragem infinita”.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    “Donald Trump revela-se pouco capaz como mediador”

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