Momentos-chave
- Duzentas pessoas em protestos contra possível indulto a Benjamin Netanyahu
- Papa afirma que Estado da Palestina é a "única solução" mas que "Israel ainda não aceita"
- Famílias dos reféns dizem que o pedido de perdão de Netanyahu é uma tentativa de "fugir da responsabilidade"
- Netanyahu diz que perdão presidencial é do "interesse nacional"
- Israel delineia plano para uma "nova Gaza" sob controlo militar
- "Só os culpados pedem perdão", afirma o líder do Partido Democrata em resposta ao pedido de perdão de Netanyahu
- Netanyahu pede perdão presidencial por processos de corrupção
- Universidade de Gaza volta a ter aulas presenciais
- Qatar afirma que Israel não deve ser autorizado a bloquear a segunda fase do acordo de cessar-fogo
- Ataques israelitas fazem quatro mortos em Rafah
Histórico de atualizações
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Duzentas pessoas em protestos contra possível indulto a Benjamin Netanyahu
Duas centenas de pessoas estão em protestos em frente à residência do Presidente de Israel, Isaac Herzog, em Telavive, apelando a que o chefe de Estado israelita não conceda o indulto ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que travaria o julgamento em que é acusado de fraude, abuso de confiança e aceitação de suborno.
De acordo com o Haaretz, a deputada da oposição Naama Lazimi, que participa da manifestação, afirmou que a carta de Netanyahu “mostra que [o primeiro-ministro de Israel] deveria ser alvo de impeachment, não ser perdoado”. “Só os culpados pedem perdão”, lê-se nos cartazes na manifestação.
Este domingo, Benjamin Netanyahu solicitou formalmente ao Presidente de Israel que lhe seja concedido um perdão das acusações no julgamento de corrupção que começou a 24 de maio de 2020.
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Papa afirma que Estado da Palestina é a "única solução" mas que "Israel ainda não aceita"
O Papa Leão XIV afirmou que a única solução para a guerra na Faixa de Gaza passa pelo Estado da Palestina.
“Todos sabemos que, neste momento, Israel ainda não aceita essa solução, mas nós vemo-la como a única solução”, disse durante um voo da Turquia para o Líbano.
“Também somos amigos de Israel e procuramos ser uma voz mediadora entre as duas partes, que possa ajudá-las a chegar a uma solução com justiça para todos”, acrescentou, citado no Haaretz.
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Palestina insta a Dinamarca a reconhecer a sua soberania
O primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Mustafa, esteve reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, para discutir os desenvolvimentos políticos e a situação em Gaza e na Cisjordânia ocupada.
Segundo a Al Jazeera, Mustafa reafirmou que Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental ocupada, estão sob a jurisdição da Autoridade Palestiniana. Renovou também o seu apelo para que a Dinamarca reconheça o Estado da Palestina, afirmando que a medida ajudaria a promover a paz e a estabilidade na região.
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Famílias dos reféns dizem que o pedido de perdão de Netanyahu é uma tentativa de "fugir da responsabilidade"
Os familiares dos reféns israelitas rejeitaram o pedido de perdão que Benjamin Netanyahu apresentou ao Presidente israelita, afirmando que tem como objetivo “fugir da responsabilidade e da punição, tudo em nome de permanecer no poder”.
“Isto não é liderança”, afirmou Einav Zangauker, mãe de um refém libertado, que chamou o primeiro-ministro de “cobarde” e prometeu que não seria perdoado enquanto ela estivesse viva.
Já Yonatan Shimriz, irmão de um refém que foi morto pelas IDF, disse que “ninguém está acima da lei. Não haverá perdão pelo dia 7 de outubro. Quem quer que seja o responsável pagará”, citou o Haaretz.
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Ministério da Saúde de Gaza: 356 palestinos mortos desde o anúncio do cessar-fogo
O Ministério da Saúde de Gaza revelou que 356 palestinos foram mortos desde o anúncio do cessar-fogo, a 11 de outubro. Duas novas mortes foram registadas nas últimas 24 horas, avança o Haaretz.
O número de palestinianos mortos desde o início da guerra é de 70 103.
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Netanyahu diz que perdão presidencial é do "interesse nacional"
Num vídeo publicado depois do gabinete da presidência israelita ter anunciado que Netanyahu tinha feito um pedido de perdão, o primeiro-ministro israelita afirma que é do interesse nacional que o seu julgamento por corrupção chegue ao fim.
“Quase uma década se passou desde o início das investigações contra mim. O julgamento destes assuntos está em curso há quase seis anos e espera-se que continue por muitos mais anos”, diz Netanyahu, citado no Times of Israel.
O primeiro-ministro israelita alega que está a tornar-se cada vez mais claro que foram cometidos “crimes graves” na construção do caso e salienta que o seu próprio interesse continua a ser levar o processo legal até ser absolvido de todas as acusações.
“Mas a realidade diplomática e de segurança — o interesse nacional — exige o contrário”, afirma, acrescentando: “Israel enfrenta enormes desafios e, a par deles, grandes oportunidades. Para repelir as ameaças e concretizar as oportunidades, é necessária a unidade nacional”.
Sustentou ainda que a continuação do julgamento “nos divide internamente. Provoca divisões e aprofunda as fissuras. Estou certo, tal como muitos outros na nação, de que o fim imediato do julgamento ajudaria muito a apagar as chamas e a promover uma ampla reconciliação — algo de que o nosso país necessita desesperadamente.”
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Israel delineia plano para uma "nova Gaza" sob controlo militar
Israel está a delinear um plano para uma “nova Gaza” que seria construída em áreas sob controlo militar israelita, começando em Rafah.
Segundo a Al Jazeera, o plano prevê a criação de alojamentos em caravanas equipados com infraestruturas de água, eletricidade e esgotos. Os palestinianos seriam convidados a mudar-se para essas zonas, onde o exército israelita pretende operar um extenso sistema de reconhecimento facial e detetores de metais ao longo da linha amarela.
Campos semelhantes poderiam então ser construídos em Khan Younis e no norte de Gaza.
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"Só os culpados pedem perdão", afirma o líder do Partido Democrata em resposta ao pedido de perdão de Netanyahu
O líder do Partido Democrata israelita, Yair Golan, afirmou que o único acordo de perdão aceitável seria aquele em que “Netanyahu assumisse a responsabilidade, se declarasse culpado, abandonasse a política e libertasse o povo e o Estado”, citou o Haaretz.
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Netanyahu pede perdão presidencial por processos de corrupção
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentou um pedido de perdão ao Presidente Isaac Herzog, avançou o gabinete da presidência de Israel. Segundo a Al Jazeera, o pedido surge depois de Trump ter afirmado queHerzog deveria perdoar Netanyahu nos seus processos de corrupção.
Os documentos incluíam um pedido de 111 páginas do advogado de Netanyahu, Amit Hadad, e uma carta assinada pelo próprio primeiro-ministro
“A concessão deste pedido permitirá ao primeiro-ministro dedicar todo o seu tempo, capacidades e energia para fazer avançar Israel nestes tempos críticos”, escreve Hadad, citado no Times of Israel, “e para lidar com os desafios e oportunidades que se colocam. Além disso, a concessão do pedido ajudará a reparar as divisões entre diferentes setores da população, abrindo a porta para diminuir a intensidade das tensões, tudo com o objetivo de fortalecer a resiliência nacional do país”.
“O Gabinete do Presidente está ciente de que este é um pedido extraordinário que acarreta implicações significativas”, diz o gabinete de Herzog em um comunicado. “Depois de receber todas as opiniões relevantes, o presidente considerará o pedido de forma responsável e sincera.”
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Israel detém cinco pessoas que planeavam um ataque na Cisjordânia
Cinco pessoas que planeavam um ataque terrorista foram detidas esta madrugada na aldeia de Barta’a, na Cisjordânia, avançou a IDF e o Shin Bet.
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Hamas e Cruz Vermelha procuram corpo de refém israelita no norte de Gaza
O Hamas e a Cruz Vermelha estão em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, a procurar os restos mortais de um refém israelita, avançou a Al Jazeera.
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Universidade de Gaza volta a ter aulas presenciais
Centenas de estudantes voltaram às salas de aulas da Universidade Islâmica de Gaza que, apesar de parcialmente reduzida a escombros, está agora a dar os primeiros passos para um retorno gradual ao ensino presencial.
Uma vez que partes dos edifícios abrigam centenas de pessoas deslocadas, a administração da Universidade apelou às autoridades para que encontrem soluções urgentes, fornecendo habitação alternativa, avançou a Al Jazeera.
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Qatar afirma que Israel não deve ser autorizado a bloquear a segunda fase do acordo de cessar-fogo
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, defendeu que Israel não deve ser autorizado a obstruir a implementação do acordo de Gaza e a transição para a sua segunda fase.
Citado na Al Jazeera, Majed al-Ansari afirmou que, embora estejam em curso esforços para recuperar os corpos dos dois reféns restantes, o Qatar não acredita “que Israel deva ser autorizado a obstruir a implementação do acordo”, acrescentando que a ausência de um processo de paz para os palestinianos significa que não haverá estabilidade na região.
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Ataques israelitas fazem quatro mortos em Rafah
Quatro pessoas morreram em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, depois de as IDF terem realizado seis ataques contra a região. Segundo a Al Jazeera, as forças israelitas afirmam que mataram os quatro palestinianos, alegando que tinham acabado de sair de uma passagem subterrânea. A área está sob controlo israelita e o exército diz acreditar que permanecem dezenas de combatentes do Hamas no subsolo.
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Bom dia,
Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra no Médio Oriente. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.
IDF matam dois menores em Khan Younis e atingem mulher na perna na Cisjordânia