Momentos-chave
- Ucranianos anunciam que míssil russo atingiu barragem de Pecheneg
- Norte-americanos podem estar otimistas quanto a plano de paz, mas Moscovo considera que ainda precisa de "mudanças radicais"
- Helicóptero búlgaro entrega mantimentos aos tripulantes do alegado petroleiro russo atacado pela Ucrânia
- Exército ucraniano diz ter recuperado controlo de aldeia na região de Dnipropetrovsk
- Ataques aéreos russos causaram pelo menos duas vítimas mortais nas últimas 24 horas
- Rússia reivindica conquista de duas povoações em Kharkiv e em Donetsk
- Enviado norte-americano para a Ucrânia diz que negociações estão "nos últimos 10 metros" e dependem de apenas duas questões
- Ataques noturnos russos mataram pessoas em Slovyansk e Chernihiv
- Rússia lança novo ataque em larga escala contra infraestruturas energéticas ucranianas
- Questão territorial foi o ponto mais difícil da chamada entre Zelensky e os mediadores norte-americanos
Histórico de atualizações
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O liveblog deste domingo fica por aqui. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia e das negociações de paz neste novo artigo em direto.
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Ucranianos anunciam que míssil russo atingiu barragem de Pecheneg
As autoridades ucranianas anunciaram hoje que um míssil russo atingiu a barragem do reservatório de Pecheneg, na região nordeste de Kharkiv, o que provocou a suspensão do tráfego rodoviário sobre a infraestrutura.
“Felizmente, não houve vítimas, embora o tráfego sobre a barragem estivesse muito intenso [no momento do ataque], os especialistas estão a estudar a dimensão dos danos”, explicou o presidente da câmara do município vizinho, Oleksandr Gusarov, à emissora pública Suspilne.
Mesmo que a barragem tenha sido destruída, não terá um impacto substancial na frente de batalha, garantiu o 16.º Corpo das Forças Armadas da Ucrânia em comunicado, no qual destacou que a infraestrutura é alvo há muito tempo de ataques sistemáticos russos com bombas, drones e mísseis.
“A parte ucraniana está ciente há muito tempo dos riscos potenciais e está preparada para que a barragem sofra danos críticos, foram preparados antecipadamente planos de resposta adequados”, afirmou em comunicado.
A estrada que passa por cima da barragem é uma via de abastecimento crucial para a defesa de Vovchansk, cidade que a Rússia assedia há um ano e meio e cuja captura anunciou no dia 1 de dezembro, embora Kiev ainda não a tenha dado oficialmente como perdida.
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Norte-americanos podem estar otimistas quanto a plano de paz, mas Moscovo considera que ainda precisa de "mudanças radicais"
A mensagem foi transmitida esta tarde por Yuri Ushakov, o principal assessor de Vladimir Putin para a política externa, aos órgãos de comunicação russos, aqui citados pela Sky News.
Para que a Rússia aprove o plano de paz norte-americano, Washington tem de fazer “mudanças sérias, até mesmo radicais, nos seus documentos”, defende Ushakov.
Esta mensagem do Kremlin parece temperar as expectativas criadas por Keith Kellogg, o enviado norte-americano para a Ucrânia, que afirmou hoje que um acordo de paz para pôr fim à guerra está “muito, muito próximo” e que as negociações estão nos “últimos 10 metros”.
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Helicóptero búlgaro entrega mantimentos aos tripulantes do alegado petroleiro russo atacado pela Ucrânia
Um helicóptero militar da Bulgária transportou hoje alimentos, água potável e equipamentos de comunicação para o navio Kairos, um alegado petroleiro da “frota fantasma” da Rússia, encalhado há três dias na costa búlgara após um ataque ucraniano.
Segundo informaram à EFE fontes do Ministério da Defesa da Bulgária, país membro da NATO, está a ser preparada uma operação de resgate para evacuar os dez marinheiros a bordo assim que as condições meteorológicas o permitirem.
O Kairos, registado na China, considerado parte da “frota fantasma” da Rússia dedicada ao tráfico ilegal de petróleo, foi atacado pela Ucrânia no dia 28 de novembro no estreito do Bósforo enquanto navegava em direção ao porto russo de Novorossiysk, na parte oriental do Mar Negro.
O navio, que sofreu danos no casco e um incêndio a bordo, acabou encalhado em águas búlgaras perto da cidade costeira de Ahtopol, no extremo ocidental do Mar Negro.
Segundo explicou hoje o ministro do Interior búlgaro, Daniel Mitov, à cadeia privada bTV, o navio não representa, por enquanto, qualquer perigo.
“Está ancorado e encontra-se em condições estáveis, foram preparados dois rebocadores para levá-lo para um local seguro”, disse o ministro.
O governante acrescentou que os dez tripulantes garantiram esta manhã que estão em boas condições físicas e psicológicas.
A operação de reboque e a evacuação dos marinheiros não puderam ser realizadas hoje pelo terceiro dia consecutivo devido aos ventos fortes e ondas, que atingem os 6 metros de altura.
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Londres e Amesterdão reiteram apoio internacional a Kiev
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o seu homólogo neerlandês, Dick Schoof, concordaram hoje em manter o apoio internacional à defesa da Ucrânia, sublinhando que a sua segurança é vital para a Europa.
Os dois líderes falaram por telefone antes da reunião marcada para segunda-feira em Londres entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Keir Starmer, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, onde será discutida a mediação dos Estados Unidos para pôr fim à guerra.
Segundo um porta-voz de Downing Street, Starmer e Schoof prometeram “estar sempre ao lado da Ucrânia” através da Coligação de Voluntários liderada pelo Reino Unido e pela França.
Antes do telefonema, o secretário do Trabalho e Pensões britânico, Pat McFadden, já tinha afirmado que qualquer acordo de paz não deve “recompensar a agressão russa” nem permitir que Moscovo dite o futuro da Ucrânia.
McFadden defendeu que o fim do conflito deve garantir a liberdade de escolha do país e assegurar que não se torne “uma organização indefesa” perante novas ameaças.
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Exército ucraniano diz ter recuperado controlo de aldeia na região de Dnipropetrovsk
O Exército ucraniano disse hoje que recuperou o controlo da aldeia de Tikhe, na região central de Dnipropetrovsk, território que a Rússia anunciou ter capturado no dia 21 de novembro deste ano.
A 67.ª Brigada Mecanizada do Exército da Ucrânia reportou a libertação de Tikhe através de uma publicação na sua página de Facebook, em que afirma que os soldados conseguiram expulsar o inimigo da aldeia e “limpá-la dos invasores”, graças às suas ações “coordenadas e precisas”, bem como à sua “corajosa execução”.
Em 21 de novembro, os russos tinham anunciado a captura de Tikhe e Vidradne, na região de Dnipropetrovsk.
Por outro lado, a plataforma de análise ucraniana DeepState noticiou hoje que as forças russas avançaram para perto de duas localidades nas regiões de Donetsk e Zaporizhzhia.
Essas localidades são a aldeia de Yampil, no distrito de Kramatorsk, e a povoação de Solodke, no distrito de Polohi.
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Ataques aéreos russos causaram pelo menos duas vítimas mortais nas últimas 24 horas
O novo balanço feito pelas autoridades ucranianas dá conta de que pelo menos duas pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas fruto dos ataques russos desta madrugada de domingo.
Uma das vítimas mortais foi registada em Sloviansk, na região de Donetsk, onde oito ficaram também feridas. De resto, há a apontar 11 feridos em toda a região.
A outra morte ocorreu em Novhorod-Siverskyi, na região de Chernihiv, onde um ataque de drones russos vitimou um homem de 50 anos na sua casa e feriu um agente da polícia.
Há ainda a registar feridos em Sumy, Zaporizhzhia e Kherson.
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Rússia reivindica conquista de duas povoações em Kharkiv e em Donetsk
O ministério da Defesa da Rússia anunciou esta tarde que as suas forças terão assumido o controlo das aldeias de Kucherivka, na região de Kharkiv, e Rivne, na região de Donetsk, adianta a Reuters.
Estas informações ainda não foram verificadas de forma independente nem as aparentes perdas foram admitidas nos briefings recorrentes que o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia publica no seu canal de Telegram.
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Enviado norte-americano para a Ucrânia diz que negociações estão "nos últimos 10 metros" e dependem de apenas duas questões
Keith Kellogg, o enviado norte-americano para a Ucrânia que irá abandonar o cargo no próximo mês, afirmou hoje que um acordo de paz para pôr fim à Ucrânia está “muito, muito próximo” e que as negociações estão nos “últimos 10 metros”, durante uma intervenção no Fórum de Defesa Nacional Reagan, na Califórnia.
O sucesso das negociações, acrescentou, depende apenas de duas questões territoriais: o controlo total do Donbass e da central nuclear de Zaporíjia. “Se conseguirmos resolver esses dois temas, acho que o resto das coisas se vão resolver relativamente bem”, afirmou Kellogg, citado pela Reuters.
A avaliação de Kellogg sobre o ponto em que se encontram as negociações vai ao encontro da análise que tem sido feita por outros diplomatas e líderes norte-americanos. Contudo, depois da reunião mais recente com os representantes de Washington, Moscovo insiste que o plano atual ainda precisa de “mudanças sérias e radicais”.
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Ataques noturnos russos mataram pessoas em Slovyansk e Chernihiv
Volodymyr Zelensky recorreu às redes sociais para reagir a mais uma noite de ataques noturnos russos contra “cidades e comunidades ucranianas pacíficas”. “Apenas esta semana, a Rússia lançou mais de 1.600 ataques com drones, cerca de 1.200 bombas aéreas guiadas e quase 70 mísseis de vários tipos”, contabilizou o Presidente ucraniano este domingo numa publicação em que partilhou imagens desses mesmos ataques.
Os ataques mais recentes, da última madrugada, causaram danos em 7 regiões e mataram pessoas nas regiões de Slovyansk e Chernihiv, acrescentou. Os serviços de emergência ucranianos detalharam que o ataque em Slovyanks fez um morto e fum ferido, um adolescente de 15 anos.
Almost every day and every night, our emergency services deal with the aftermath of Russian strikes on peaceful Ukrainian cities and communities. This week alone, Russia launched over 1,600 attack drones, around 1,200 guided aerial bombs, and nearly 70 missiles of various types… pic.twitter.com/3xx3O6xY2S
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) December 7, 2025
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Rússia lança novo ataque em larga escala contra infraestruturas energéticas ucranianas
A Rússia lançou na noite passada novos ataques contra infraestruturas energéticas em várias partes da Ucrânia. Um ataque em larga escala atingiu a cidade de Kremenchuk, na região de Poltava, no centro da Ucrânia, registando-se falhas no abastecimento de água e eletricidade, relataram as autoridades locais, citadas pelo Ukrainska Pravda. Apesar dos danos extensos em infraestruturas civis, não foram registadas vítimas.
Ao todo, na madrugada de sábado para domingo, a Rússia lançou 246 meios aéreos contra a Ucrânia, o que inclui 241 drones e 5 mísseis balísticos. A Força Aérea ucraniana intercetou 179 drones e mísseis — os restantes 65 atingiram os alvos em 14 locais, detalharam as autoridades.
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Questão territorial foi o ponto mais difícil da chamada entre Zelensky e os mediadores norte-americanos
As divisões territoriais entre Ucrânia e Rússia continuam a impedir um eventual acordo de paz. A questão terá sido o ponto mais “difícil” do telefonema de ontem entre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os negociadores norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, que estiveram reunidos com uma delegação ucraniana nos Estados Unidos, segundo informações avançadas pelo Axios, que cita duas fontes com conhecimento das conversas.
A reunião presencial durou cerca de cinco horas, às quais se somaram as quase duas horas do telefonema, durante o qual Witkoff terá pressionado Zelensky a fazer concessões. Com um acordo bloqueado devido às posições irredutíveis de Moscovo e Kiev no que toca aos territórios a reunião teve, ainda assim, alguns frutos.
Uma das fontes citadas pelo Axios disse que foram feitos “progressos significativos” na questão das garantias de segurança e que a preocupação agora é a forma como estas ficam expressas num rascunho — de forma a ter a mesma interpretação por todas as partes.
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Bom dia. O Observador continua a acompanhar todos os desenvolvimentos na guerra na Ucrânia. Pode recordar os acontecimentos deste sábado, em que terminou mais uma ronda de negociações de paz, neste outro artigo em direto, que agora arquivamos.
Starmer, Macron e Merz reunem-se com Zelensky em Londres na segunda-feira