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  • Jorge Pinto fala aos eleitores de esquerda: "É o momento de recompensar uma esquerda que veio fazer diferente"

    Na parte final do seu discurso e vincando uma vez mais que “cá continuará”, Jorge Pinto quis falar a toda a esquerda.

    “Falo a todos os eleitores de esquerda. Este é mesmo o momento de recompensar uma esquerda que veio fazer diferente, uma esquerda desempoeirada que merece ter uma voz mais forte no nosso país”, disse.

    E depois garantiu que essa esquerda “já aqui está”. “Oiço que é preciso reiventar a esquerda e olhar lá para fora. Essa esquerda já aqui está, está representada. Saibamos ter os olhos e ouvidos abertos”, disse.

    Perante uma sala já animada onde se reúnem cerca de 70 pessoas, Jorge Pinto quis ainda falar aos críticos. “Tenho lido muitas provocações nas redes sociais, provocações de outros partidos e artigos de opinião. Eu vim para ficar. Habituem-se”, gritou, levando a aplausos e gritos efusivos.

  • Jorge Pinto está "preparadíssimo para ter um mau resultado no dia 18", mas garante que continuará na política

    Tomando a palavra depois de Rui Tavares, Jorge Pinto explica que está na política, focado em Belém, porque tem “ambição” e se opõe ao “conformismo”.

    “Estou na política porque penso [medidas] a 10 anos, 20 anos… Mesmo que isso possa representar um mau resultado eleitoral no imediato”, começou por dizer.

    Admitindo estar “preparadíssimo para ter um mau resultado no dia 18”, o candidato apoiado pelo Livre diz estar também “preparado” para o cenário oposto.

    E se o primeiro se vier a verificar, promete manter-se presente na política, até porque muitos dos que foram a votos e perderam “vingaram mais tarde porque não desistiram à primeira nem segunda nem terceira vez”, diz. “E muitos [desses políticos] tornaram-se nos melhores líderes.”

    “Não se aborreçam muito de mim porque dia 19 cá continuarei”.

    Focando-se depois no tema da saúde, o candidato a Belém volta a atacar o Governo pela falta de medidas, mas também Marcelo Rebelo de Sousa.

    “Um Presidente da República que se preze, perante este cenário na saúde e um governo que teima em não trazer respostas, que não chama o primeiro-ministro e a ministra da Saúde e que não exige responsabilidades nem um plano para salvar o SNS, está a falhar aos portugueses”, disse.

  • Mendes chegou a ter ativos de 670 mil euros, foi sócio de editora e de empresa de fraldas

    Tem a mesma casa em Oeiras há mais de 30 anos e comprou uma moradia no Algarve. Declarou participação em empresas e rendimentos na Abreu Advogados.

    Mendes chegou a ter ativos de 670 mil euros, foi sócio de editora e de empresa de fraldas

  • Seguro declara-se "contra a lama e os extremismos", a contrariar quem lhe chama "fraquinho"

    Na noite em que apareceram autocolantes “Seguro é fixe”, o candidato subiu ao palco com um deles ao peito e focado numa mensagem “contra a lama e contra os extremismos” no debate político.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    António José Seguro coloca-se, mais uma vez, como o candidato capaz de “elevar a qualidade do debate político” e surge a criticar que esse mesmo debate seja dominado pelo “insulto e enlamear os candidatos numa eleição presidencial”. “Não somos todos iguais na política”, declarou na intervenção no jantar-comício de Portalegre.

    Lembrou que ouve os comentadores referirem-se a si mesmo como “um bocadinho fraquinho porque não vai a eles”, para lhes dizer: “O meu problema não são os adversários mas os problemas dos portugueses”. Acredita que “os portugueses querem um Presidente ético e íntegro, que saiba escutar todos e dar voz e interpretar as expectativas”, numa posição que tem vindo a repetir nos últimos dias na tentativa de se diferenciar dos ataques entre alguns adversários.

    Outro elemento do quadro político que Seguro não ataca é o Governo, mesmo quando tudo arde na área da saúde. “Os governos tentam fazer o melhor que podem para resolver os problemas na saúde, mas os problemas vão-se avolumando”, diagnosticou e prescrevendo logo de seguida: “Só há duas possibilidades: continuar o caminho do passa-culpas e da demissão deste ou daquela ou concentrarmo-nos nas soluções para os problemas”.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • "Direita portuguesa é escandalosamente submissa aos interesses de Trump", diz Catarina Martins

    Sobre a operação norte-americana na Venezuela, Catarina Martins “ficámos a saber” que Ventura “responde à voz do dono”, referindo-se ao Presidente norte-americano. “Fica contente com a lei do mais forte e com a ideia de que Trump poderá fazer o que quiser na América como na Europa.”

    Também acusou Marques Mendes e Cotrim de terem passado “à propaganda do golpe”, acrescentando que a toda direita portuguesa ser “escandalosamente submissa aos interesses de Donald Trump”. Pelo contrário, propôs uma “defesa conjunta” do direito internacional. “Não somos nós aliados das invasões na América latina, mas dos países da América latina”.

    Alertou para como os candidatos de direita “tentam distrair” os portugueses “com insultos mútuos” sobre as questões que realmente importam. “Cada vez que estas eleições se transformam no mar de insinuações e de lama estão a esconder o facto de não terem uma posição firme sobre os direitos de quem trabalha e constrói Portugal.”

    Lembrou que o pacote laboral que “pôs patrões ao lado dos sindicatos” e disse que com a sua eventual aprovação “teremos um país em que ninguém consegue viver”. Voltou a visar um slogan de Ventura: “A mim não me choca nada que tenhamos trabalhadores do Bangladesh. Choca-me que tenhamos leis laborais do Bangladesh.”

    Por fim, voltou a distribuir ataques aos candidatos de direita e ao apoiado pelo PS. A Presidência não poder ser para “um qualquer candidato da direita no meio da lama das insinuações, mas também não pode ser um prémio a quem não diz nada, não se compromete com nada e tenta assim passar pelos pingos da chuva”, disse numa tirada final a Seguro.

  • Rui Tavares critica António Filipe e Catarina Martins: "Não é a lógica partidária que deve imperar"

    Rui Tavares, que participa hoje na segunda ação de campanha do Livre, discursa agora no comício da noite e aproveitou o momento para atacar diretamente o candidato apoiado pelo PCP e Bloco de Esquerda.

    “Não me descansaria um candidato ou candidata [a Belém] com os olhos postos principalmente na reta da meta por questões partidárias. Numas presidenciais não é a lógica partidária que deve imperar”, começou por dizer o co-porta-voz do Livre.

    E foi ainda mais além, criticando os candidatos que aproveitam esta corrida a Belém para fazer “contas” para saber se “o partido vai crescer ou recuperar”, disse. Rui Tavares refere-se às declarações que António Filipe tem feito (sobre o crescimento da candidatura do comunista) e ao objetivo de Catarina Martins (que se candidata num cenário de queda do Bloco de Esquerda).

    “Uma eleição feita com esta lógica não estaria à altura do momento que vivemos”, sublinhou.

    Rui Tavares atirou uma vez mais críticas a António José Seguro, que não conseguirá “defender a democracia” contra as ameaças da extrema-direita.

    “Não me orgulharia de um presidente que achasse que não se pode combater [as intenções da direita e extrema-direita de rever a constituição]. É um Presidente da República que vai chegar lá e não vai fazer nada do que um Presidente deve fazer”.

  • Catarina Martins lamenta "falta de clareza" de Seguro sobre pacto para a Saúde. "O que o distingue do Governo, afinal?"

    Catarina Martins disse esta noite que António José Seguro “não tem ideias claras” e criticou a “falta de clareza” sobre o seu pacto para a Saúde. “Pode ser o pacto que já existe de destruir o SNS. O que o distingue do Governo, afinal?”

    A eurodeputada diz que “é preciso refundar o SNS” e propõe voltar a olhar-se para a proposta de António Arnaut e José Semedo nesse sentido. “Propor mais um pacto sem clareza sobre as escolhas não dá nenhuma garantia”, afirmou, acrescentado que o “currículo de seguro, com os entendimentos à direita, não é promissor”.

    Quanto aos candidatos da direita, diz que Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo “estão a ver quem apoia mais” o Governo. “Se é assim em campanha, imaginem depois de eleitos.”

  • Mendes quer ser Presidente anti-crises e ataca Cotrim por ideias da IL que são "uma loucura"

    Marques Mendes discursa agora frisando que está a sentir um “grande entusiasmo” na sala cheia que o esperava em Torres Novas, classificando-o como “um sinal muito importante”. “Se alguns pensavam que nos desanimavam, enganam-se e enganaram-se. Estamos aqui para ganhar”, dispara.

    Depois lembra que no sábado tinha feito um apelo para que os decretos sobre Saúde que Marcelo Rebelo de Sousa tinha vetado fossem resolvidos rapidamente, com uma convergência entre Governo e Presidente.

    “Não me obriguem a que seja a primeira decisão a tomar no dia 9”, disse, lembra agora. Hoje, entretanto, soube que “o assunto está resolvido” e que Marcelo já promulgou os diplomas. É um “pequeno sinal” do que quer ser como Presidente. “Estou feliz”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Mendes prossegue falando da questão da estabilidade e insiste que os adversários não estão empenhados nisto. Insiste: será “o Presidente que não quer crises políticas”. “Já chega de eleições, é preciso entrar na normalidade”.

    E garante: “Não sou candidato do Governo, sou do país. Mas o Governo foi eleito pelo povo e devem ser dadas condições para cumprir o seu mandato e no final ser julgado pelos resultados que apresenta aos portugueses”.

    “Defender isto não é ser o Presidente do Governo, mas o que cumpre a Constituição, o da normalidade constitucional”, argumenta.

    “Os meus adversários dão todos os sinais de quererem gerar instabilidade e nesta altura é um crime de lesa-pátria. O país está a crescer acima da média da UE, vamos ter pelo terceiro ano um excedente, vamos ter a nossa dívida pública provavelmente em 90% do PIB”. Argumenta ainda que sem estabilidade a consciência social é “retórica”.

    O Presidente tem de estar profundamente comprometido com a justiça social, defende. “Não pode ser como o candidato da IL — não é uma crítica, é uma constatação. Defende a privatização total da CGD, que seria uma loucura”, ou a ideia de que a taxa de IRS deve ser “igual para ricos e pobres”. O Presidente, diz, tem de ter sentido de modernidade, de Estado, mas tem de ser profundamente comprometida com as causas sociais.

    A seguir, pede que se imagine Portugal com um Presidente inexperiente ou que nunca passou pelo Governo ou Parlamento, “num tempo de profunda crise internacional”. A questão não é ideológica, mas de valorização da experiência, argumenta. “A Presidência não é o local para ninguém fazer o estágio de político”.

  • Leonor Beleza: "Só Mendes é verdadeiramente garante de um Governo de legislatura"

    Leonor Beleza, presidente da comissão de honra de Mendes e vice do PSD, discursa agora num jantar da campanha de Marques Mendes em Torres Novas.

    “Eu apoio Mendes porque ele é um homem bom, digno, que conhece profundamente o país”, argumenta. “Lutou e luta por regras decentes”, como fez quando era líder do PSD e “impediu que certos factos acontecessem porque havia dúvidas sobre o caráter de determinadas pessoas. É bom lembrar isso agora”, frisa, lembrando que assim se explicam “atitudes de algumas pessoas” (ou seja, os autarcas afastados por Mendes por questões éticas).

    Além disso, diz que as pessoas em campanha dizem “coisas para lá de tudo” mas o caráter ético e dignidade de Mendes são visíveis na forma como se comporta. “Condiz com o que conheço. Tem ambição para o nosso país, acredita que podemos fazer muito melhor”. Mendes, descreve, acredita nas virtudes do Estado social e muitas vezes viu-o tomar decisões a favor dos mais fracos e dos que não conseguem singrar sem uma forte intervenção do Estado.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

    Argumenta que há candidatos que parece que “têm uma linha direta para Francisco Sá Carneiro” e diz mesmo que Ventura deve ser “muito ignorante” ou “apostar na ignorância de todos os outros” por ter dito que Sá Carneiro votaria no Chega se fosse vivo.
    E responde também a quem questiona a independência de Mendes em relação ao PSD e a presença de Montenegro na campanha.

    “Será que é preciso lembrar a eles todos que Sá Carneiro defendeu um Governo, um Presidente em sintonia – considerava indispensável para cumprir o seu programa de Governo – e foi nessa campanha que morreu?”, atira.

    Beleza defende que a independência de Mendes foi vista ao longo dos anos e que é importante que o Governo dure uma legislatura.

    “É importante que os portugueses saibam que vai cumprir uma legislatura. Só há um candidato que é verdadeiramente garante de um Governo de legislatura, e chama-se Marques Mendes”.

  • Gouveia e Melo acusa Mendes de ter prioridades de Sá Carneiro "invertidas". E atira pela primeira vez às "ideias anti-democratas" do Chega

    Henrique Gouveia e Melo discursou ao jantar, em Fafe, terra de onde é natural Marques Mendes. E começa precisamente por atacar o adversário: “Alguém nesta terra considera que é o fiel depositário de Sá Carneiro, que tem ligação espírita a Sá Carneiro. Mas não precisa de fiel depositário porque mostrou em vida o que era e as pessoas retiram disso os seus ensinamentos.”

    Gouveia e Melo acusa Marques Mendes de ter as prioridades de Sá Carneiro (que tinha como “primeira Portugal, a segunda o partido, a terceira o indivíduo”) completamente invertidas. O almirante diz que o candidato do PSD tem como prioridades “primeiro o indivíduo, depois o partido e só depois Portugal.”

    E depois atira a Cotrim e Ventura, que diz que não se podem arrogar de serem herdeiros de Sá Carneiro: “Sá Carneiro devia ter uma grande componente social, por isso o neoliberalismo não é um herdeiro do pensamento de Sá Carneiro. Era, aliás, um verdadeiro democrata e um partido com ideias anti-democratas não é certamente o herdeiro de Sá Carneiro. “

    Gouveia e Melo voltou a atirar-se à excessiva partidarização e atirou: “Este sistema tem medo de mim, porque eu digo a verdade.” O almirante diz que o que era necessário um “pacto de limpeza” na Administração Pública, onde proliferam os interesses partidários.

    O candidato diz que os “partidos são importantes para a democracia, mas não podem continuar assim. Temos de mudar de vida. Temos de criar um ar mais límpido da nossa democracia”.

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

    Gouveia e Melo volta a repetir que, quando vê falhas na Saúde, lembra-se da pandemia. E destaca que os militares foram escolhidos porque eram os “mais bem preparados” e tinham o “espírito, sabíamos servir o país acima de tudo e éramos verdadeiramente independentes.” Além de que tinha as “competências necessárias para gerir o processo complexo.”

    O almirante diz que não é “contra os partidos, mas contra o sistema dominado pelos partidos. A Presidência da República não é uma eleição partidária.” Disse ainda que, nos debates, “quando estava a debater, não sabia se havia mais dois ou três senhores sentados” com os adversários. Só ele estava ali sentado sozinho “sem partidos, sem partidocracia.”

    Depois atira de novo a Cotrim para dizer que não começou a “visitar os mais velhos porque as sondagens diziam que tinha mais votos nos novos e que precisava de ir para junto dos mais velhos.”

    Gouveia e Melo puxa depois da sua experiência da Marinha para contrariar os que dizem que não tem expeirência. “Eu geri um orçamento de 850 milhões de euros. Um ativo e passivo de 8 mil milhões de euros. 10 mil homens. Fiz operações complexas que podem pôr em causa a posição nacional no contexto internacional. Por isso, tenham respeito. A minha experiência é servir Portugal. E a única coisa que ganhei foi o meu salário. “

    DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

  • Cotrim assume que “Seguro irá à segunda volta”

    João Cotrim de Figueiredo fez esta noite a previsão de que António José Seguro irá à segunda volta, para apelar ao voto na sua candidatura e evitar que a decisão seja entre o candidato socialista e André Ventura.

    Dirigindo-se aos “portugueses que anseiam por mudança”, recordou que as sondagens mais recentes (numa alusão à tracking poll da CNN) têm apontado o mesmo trio à frente. “Vamos assumir que Seguro irá à segunda volta. Se for com Ventura, ganha. Se for comigo, a realidade será bem diferente”, prometeu.

    “Quem vota em Ventura está na prática a garantir a eleição de Seguro. Votar Ventura é eleger Seguro. Quem quer mudar Portugal tem uma solução clara: votar Cotrim. Eu vou à segunda volta”, asseverou.

  • Cotrim escreve carta a Montenegro a prometer apoio ao Governo

    João Cotrim de Figueiredo revelou esta noite que escreveu uma carta a Luís Montenegro a comprometer-se ser aliado do Governo, se introduzir mudanças em três áreas.

    A primeira é a Saúde: “Temos de garantir que o sistema, incluindo rede de emergência médica e saúde pública funciona para todos”. Segue-se a Economia: “Para que os rendimentos cresçam”. E por fim a Segurança Social. ”Também aqui temos de mudar esta situação inaceitável”, numa referência às pensões.

    “Espero que o sr. primeiro-ministro veja nesta missiva um sinal de que estarei ao lado de qualquer governo que pretenda reformas corajosas”, declarou.

    Caso o primeiro-ministro avance com estas reformas, Cotrim promete dar-lhe todo o respaldo político, se for Presidente da República.

    “É preciso que o próximo Presidente da República colabore construtivamente com o governo para devolver a esperança aos portugueses”, afirmou o candidato, no seu jantar de campanha desta noite, num restaurante em Gaia, perante cerca de 170 apoiantes.

    Cotrim escreve carta ao “parceiro” Montenegro para negociar três reformas

  • António Filipe. Montenegro "deve tomar medidas" se entender que ministra não tem condições, mas também "tem de ser responsabilizado"

    Depois de já ter qualificado como inaceitável a sucessão de casos no setor da saúde esta terça-feira, António Filipe foi mais longe ao fim da tarde assumindo que “se o primeiro-ministro reconhece que a ministra da Saúde não está em condições de exercer esse cargo, deve tomar as medidas que muito bem entender”.

    Ainda assim, no entender do candidato presidencial, Ana Paula Martins não deve servir de bode expiatório para as opções do Governo. “O próprio primeiro-ministro é que tem de ser responsabilizado pelas escolhas que faz e pela situação a que o nosso Serviço Nacional de Saúde chegou”.

    António Filipe, que passou o fim da tarde numa iniciativa com mulheres apoiantes da sua candidatura, acusa Montenegro de “falta de noção” sobre o real estado do setor, por ter afirmado que o SNS está melhor do que há um ano. “É inquestionável para toda a gente o que está a acontecer”, garante, lembrando os atrasos no socorro de utentes, os nascimentos fora das maternidades e em ambulâncias.

    “A situação que vemos nas urgências hospitalares não é culpa da gripe, é culpa da falta de profissionais”, rematou o candidato apoiado pela CDU, que insiste que os problemas sentidos no SNS são fruto da “degradação” gerada pela tutela.

  • Marcelo promulga reforma do Governo para a Saúde

    O Presidente da República anunciou que promulgou a reforma do Governo de Montenegro para a saúde.

    “Uma vez introduzidas alterações propostas ao Governo, o Presidente da República promulgou o diploma que estabelece um modelo organizativo que prevê o funcionamento centralizado dos serviços de urgência externa do SNS, de âmbito regional”, lê-se no site da Presidência da República.

    Recorde-se que Marcelo tinha devolvido, sem promulgar, os diplomas sobre urgências regionais, o novo sistema de acesso a cirurgias e os médicos tarefeiros.

  • Ventura lidera sondagem, com Seguro logo atrás

    André Ventura lidera a nova sondagem realizada pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF. No inquérito divulgado esta noite, o líder do Chega surge, pela primeira vez, na frente com 20,5% das intenções de voto, num empate técnico com António José Seguro, com 20,1%.

    Em terceiro lugar, mantém-se João Cotrim de Figueiredo, que reforça a terceira posição da sondagem com 18,1%, à frente de Henrique Gouveia e Melo, com 17,8%, e de Marques Mendes, com 16,7%.

    Mais abaixo nos resultados do inquérito de voto, estão Catarina Martins, com 3%, António Filipe, com 2,4%, Jorge Pinto, com 0,8%, que ultrapassa Manuel João Vieira, neste momento com 0,4% das intenções de voto.

    1. André Ventura – 20,5%
    2. António José Seguro – 20,1%
    3. João Cotrim de Figueiredo – 18,1%
    4. Henrique Gouveia e Melo – 17,8%
    5. Luís Marques Mendes – 16,7%
    6. Catarina Martins – 3%
    7. António Filipe – 2,4%
    8. Jorge Pinto – 0,8%
    9. Manuel João Vieira – 0,4%

    Para os resultados conhecidos esta quinta-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 5, 6 e 7 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.

  • "Atropelamento" de Marques Mendes: Consegue sobreviver?

    Resta saber se é possível recuperar da queda. Cresce a “suspeita” de que sondagens estão a “subestimar” André Ventura. Cotrim é o maior beneficiário silencioso entre Marques Mendes vs Gouveia e Melo. Ouça aqui o novo episódio de E o vencedor é… da Rádio Observador.

    “Atropelamento” de Marques Mendes: Consegue sobreviver?

  • Marques Mendes: Marioneta do Governo ou candidato em apuros?

    Henrique Gouveia e Melo vem com a força toda na estratégia agressiva e dispara para todos os adversários. Já Marques Mendes não sabe se foge ou se se cola ainda mais a Montenegro.

    Ouça aqui o episódio na íntegra.

    Marques Mendes: Marioneta do Governo ou candidato em apuros?

  • Ventura: "Se o primeiro-ministro acha que está tudo bem em matéria de saúde perdeu a sua ligação ao povo"

    André Ventura insiste que um primeiro-ministro não pode ignorar um Presidente da República que peça respostas sobre a Saúde e que, se o fizesse, “se calhar era um Governo que já não merecia a confiança do povo”.

    Questionado sobre as consequências reais de um alerta ao primeiro-ministro, André Ventura considera que “se governo decide ignorar o Presidente da República e o resto do país” chega-se “à conclusão que temos um governo insensível, incapaz de governar e isso sim tem que ter consequência”.

    “Mas a consequência não é o Presidente da República só que determinada, é o povo português. E como Presidente da República, chamarei a atenção do povo português para essa insensibilidade numa área fundamental. Francamente, se o primeiro-ministro acha que está tudo bem em matéria de saúde e que há pouco a fazer perdeu a sua ligação ao povo”, realça.

    Antecipando uma possível convivência com Montenegro como primeiro-ministro, Ventura espera que haja uma “boa convivência entre órgãos”, frisando que, nesse caso, seria “o Presidente da República que alerta para o caso em que está a saúde porque não está a falar por ele, mas pelo povo português que representa”.

    Ventura recusa a ideia de que possa haver um cenário de conflito aberto, esperando que haja “alguma razoabilidade”.

  • Seguro recusa falar da ministra da Saúde e diz que novas medidas "já não salvam nenhuma das mortes que aconteceram"

    Em Évora, a tarde esteve tão fria como a mobilização conseguida pela caravana de António José Seguro que pouco mais do que turistas encontrou pelas ruas. Mas aqueceu no tom com que se referiu à situação na saúde, só que mais irritado com a insistência dos jornalistas sobre a necessidade de a ministra se demitir do que com o Governo.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

    O candidato presidencial ainda foi confrontado com os anúncios de Montenegro no Parlamento: “Isso já não salva nenhuma das mortes que aconteceram pois não? Tem de haver planeamento e racionalidade. O nosso país não pode ter um Estado a abrir fendas.”

    Quanto à ministra em concreto, quando questionado sobre as condições para e manter no cargo, Seguro foi sempre repetindo que “o que é preciso é encontrar soluções”. Recusando fazer “o jogo partidário” e exigindo “ao Governo em particular mas também aos partidos que olhem para o sofrimento e dificuldades do país”.

    A dada altura e perante a insistência para uma resposta concreta sobre a ministra, o socialista subiu o tom para dizer que a sua “urgência é rapidamente, depois de tomar posse, convocar os partidos e depois ocnversar com o primeiro-ministro para encontrar soluções sólidas e duradouras para uma situação que é indigna de um país europeu no século XXI. Indigna”, repetiu.

    “Ontem já era tarde, chega de palavras, é preciso que os portugueses tenham cuidados de emergência agora”, exigiu ainda o candidato presidencial na Praça do Giraldo. A passagem por Évora teve ainda uma paragem na Fundação Eugénio Almeida onde o candidato recebeu o apoio do empresário José Roquete.

    VASCO COELHO/OBSERVADOR

  • Gouveia e Melo diz que anúncio do Governo “é estranho” e parece “medida de gestão de crises”

    Henrique Gouveia e Melo reage às medidas revelas pelo primeiro-ministro no debate quinzenal na área da saúde para dizer que “anúncios destes, feitos em cima dos acontecimentos que são trágicos, é sempre estranho.” Para o candidato, que falava à saída da Santa Casa da Misericórdia de Valpaços, mesmo que feitos “com a melhor das intenções, parece sempre uma medida de gestão de crises comunicacionais e não para resolver problemas”. Gouveia e Melo insiste que o problema da saúde não é de orçamento, mas de “falta de liderança e de organização”.

    Apesar disso, diz que não lhe parece que esta crise possa “afetar a estabilidade política”.

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