Momentos-chave
- Cerca de uma centena de pessoas manifestam-se em Lisboa contra regime iraniano
- PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO
- "Rearmamento nuclear não é o caminho a seguir", diz Sánchez, que volta a recusar gastar 5% do PIB em Defesa
- Navalny morreu envenenado com toxina de sapo-dardo, conclui investigação
- Secretário-geral da NATO diz que a Rússia tem "ganhos irrelevantes" na Ucrânia e chama "ditador" a Putin
- Zelensky garante que convoca eleições se for acordado um cessar-fogo de dois meses
- Presidente da Ucrânia diz que "não há central elétrica que não tenha sido danificada" pela Rússia
- Mulher morre em ataque russo a Odessa
- "Operação inédita". Guarda Nacional da Ucrânia liberta militar feito refém pela Rússia
- Obstáculos que impedem fim da guerra na Ucrânia "diminuíram" mas pontos mais difíceis continuam por resolver, admite Rubio
- Presidente do Parlamento venezuelano anuncia libertação de 17 presos políticos
- ONU "não desempenhou nenhum papel" na resolução de conflitos, diz Rubio
- Rubio diz que destino dos EUA "estará sempre entrelaçado" com o da Europa
- Marinha norte-americana destrói nova embarcação nas Caraíbas e faz mais três mortos
Histórico de atualizações
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Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar as tensões geopolíticas e os conflitos armados em vários pontos do globo ao longo deste domingo neste novo artigo em direto.
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Zelensky diz que Ucrânia quer no mínimo 20 anos de garantias de segurança para assinar um acordo de paz
O Presidente da Ucrânia afirma que a Ucrânia quer, no mínimo, 20 anos de garantias de segurança dos EUA antes de assinar um acordo de paz.
Zelensky esteve este sábado na Conferência de Segurança de Munique e, além das garantias de segurança, também pediu que seja definida uma data clara para a Ucrânia poder ingressar na União Europeia, refere o Guardian.
Na conferência de imprensa, Zelensky revelou que, até agora, os EUA só se terão oferecido garantias de segurança até 15 anos.
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IDF lançaram ataques contra estruturas do Hezbollah no sul do Líbano
As Forças de Defesa de Israel (IDF) avançam que lançaram uma série de ataques aéreos contra estruturas do Hezbollah no sul do Líbano, refere o Times of Israel.
Não foram dados mais detalhes sobre estes ataques.
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Reino Unido anuncia contingente aeronaval para o Atlântico Norte
O Reino Unido vai destacar um contingente militar aeronaval para a região do Atlântico Norte e Extremo Norte, no âmbito de uma missão de segurança face à Rússia, anunciou hoje o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Numa declaração durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, Starmer fez este anúncio como forma de uma “forte demonstração” do compromisso do Reino Unido “com a segurança euro-atlântica”, “operando ao lado dos Estados Unidos, do Canadá e de outros aliados da NATO”.
Segundo a agência France-Presse (AFP), este ano França também irá destacar o seu grupo aeronaval para a mesma região.
A propósito do anúncio de Keir Starmer, o Ministério da Defesa britânico especificou, em comunicado, que o destacamento aeronaval para aquela região inclui “navios de guerra da Marinha Real, aviões F-35 e helicópteros”.
“Esta mobilização contribuirá para preparar a Grã-Bretanha para o combate, aumentar a nossa contribuição para a NATO [Organização do Tratado Atlântico Norte] e reforçar as nossas operações com aliados chave, garantindo a segurança do Reino Unido no seu território e a sua força no estrangeiro”, sublinhou.
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Arábia Saudita precisa de ver "fim real do conflito em Gaza" antes de se comprometer com a reconstrução do território
A Arábia Saudita afirma que precisa de ver o “fim real do conflito” na Faixa de Gaza, antes de se comprometer com contributos para a reconstrução do território.
A informação foi avançada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, ao jornal Haaretz.
“Apoiamos completamente o plano de paz e o Conselho de Paz. Penso que precisamos de ver o fim disto tudo, um fim real do conflito”, explicou o governante. “Isso significa que temos de ter clareza sobre quando é que Israel se vai retirar, quando é que o Hamas vai ser desarmado, quando é que toda a gente vai cumprir com todos os 20 pontos do plano de 20 pontos”, cita o jornal.
O ministro saudita referiu ainda que os “EUA estão a trabalhar nisso”, acrescentando que haverá uma “reunião no dia 19 que permitirá ter mais clareza”. “Nessa altura, penso que seremos capazes de determinar melhor o que podemos fazer para contribuir não só para a reconstrução, mas também para garantir que o povo de Gaza, o povo da Palestina, tem um futuro melhor.”
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Rússia muda negociador. Zelensky considera que é manobra para adiar decisões
O Presidente da Ucrânia considera que a decisão da Rússia de mudar de negociador antes das conversações de Genebra são uma manobra para adiar qualquer decisão.
A informação é citada pelo Guardian, a partir de declarações feitas por Volodymyr Zelensky à margem da Conferência de Segurança de Munique.
Zelensky relatou que ficou surpreendido com a decisão da Rússia de alterar o negociador, tendo em conta que as conversações decorrem na próxima semana.
Mas diz que a Ucrânia “tem de estar preparada para tudo”.
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Pelo menos cinco pessoas morreram em ataques russos contra a Ucrânia
Morreram pelo menos cinco pessoas em ataques russos contra a Ucrânia ao longo do último dia, escreve o Kyiv Independent. Outras 13 pessoas ficaram feridas.
A Rússia lançou 112 ataques com drones contra a Ucrânia durante a noite, disse a Força Aérea. Deste número, pelo menos 91 drones terão sido intercetados.
Pelo menos 18 drones continuaram o seu curso, com 11 deles a atingirem os alvos.
Foram atacadas as regiões de Kherson, Sumy, Zaporíjia, Odessa, Kiev e Kharkiv.
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"Não sabemos se os russos estão a ser sérios sobre pôr fim à guerra", admite Marco Rubio
O secretário de Estado norte-americano falou sobre a guerra na Ucrânia, à margem da Conferência de Segurança em Munique.
“Não sabemos se os russos estão a ser sérios sobre pôr fim à guerra — dizem que estão — e em que termos é que estão disponíveis para acabar com a guerra e se conseguimos encontrar termos que sejam aceitáveis para a Ucrânia, com os quais a Rússia terá sempre de concordar. Mas vamos continuar a testar isso”, disse em declarações citadas pelo Ukrinform.
O responsável norte-americano diz que os Estados Unidos “vão continuar a fazer tudo para assumir um papel que permita pôr fim à guerra”.
“Acho que ninguém nesta sala se oporia a um acordo negociado para esta guerra, desde que as condições fossem justas e sustentáveis. E é isso que pretendemos alcançar e continuaremos a tentar alcançar, mesmo com todas estas outras coisas a acontecerem na área das sanções”, concluiu Rubio.
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Cerca de uma centena de pessoas manifestam-se em Lisboa contra regime iraniano
Cerca de uma centena de pessoas concentraram-se hoje em Lisboa em protesto contra o regime do Irão, pedindo o fim do massacre dos iranianos e apelando a uma intervenção militar internacional no país.
Por volta das 15h45 (hora de Lisboa) uma centena de manifestantes, na maioria da comunidade iraniana em Portugal, empunhavam bandeiras do Irão mas também de Portugal, de França, dos EUA e de Israel, na Praça Duque de Saldanha, em Lisboa.
Os manifestantes entoavam, na sua língua de origem, palavras de ordem para apelar “à libertação”, assim como de solidariedade para com as vítimas do regime iraniano que no último mês matou milhares de manifestantes, segundo organizações não-governamentais.
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Médicos Sem Fronteiras suspendem parte das operações hospitalares em Gaza devido a intimidações
Médicos Sem Fronteiras anunciaram a suspensão de parte das suas operações num dos maiores hospitais na Faixa de Gaza, após doentes e funcionários relatarem a presença de homens armados e encapuzados.
Médicos Sem Fronteiras suspendem parte das operações hospitalares em Gaza devido a intimidações
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PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou hoje que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia para reivindicar o seu controlo representaria simplesmente o fim da NATO.
“Se um país da NATO atacar outro país da NATO, a NATO acaba. Fim de jogo”, declarou a primeira-ministra da Dinamarca, que tem o território sob sua jurisdição.
A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.
“A crise, infelizmente, não terminou. O desejo do Presidente dos Estados Unidos continua a ser o mesmo. E todos nós discordamos — o Reino da Dinamarca, a Europa e até alguns dos nossos amigos americanos”, declarou Frederiksen na Conferência de Segurança de Munique, acompanhada pelos presidentes da Finlândia e de Espanha, Alexander Stubb e Pedro Sánchez, bem como pelo senador democrata norte-americano Chris Coons.
“Não se pode atribuir um preço à Gronelândia, tal como não se pode atribuir um preço a uma parte de Espanha. É um dos princípios democráticos mais básicos: respeitar a soberania dos Estados; e o princípio da autodeterminação deve ser respeitado. Eles querem ser o povo da Gronelândia, não os americanos”, afirmou.
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"Rearmamento nuclear não é o caminho a seguir", diz Sánchez, que volta a recusar gastar 5% do PIB em Defesa
O presidente do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, disse este sábado que o “rearmamento nuclear não é o caminho a seguir” e sublinhou o esforço militar feito por Espanha no contexto da NATO — para voltar a recusar alinhar no consenso no seio da Aliança Atlântica que passa por gastar 5% do PIB em defesa a médio prazo.
“O rearmamento nuclear não é o caminho a seguir”, afirmou Sánchez, citado pelo El País, sobre o fim do Tratado START de controlo das armas nucleares. Sánchez citou o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan: “Uma guerra nuclear não pode ser vencida e não deve ser travada”, realçou, antes de pedir “humildemente”, que o rearmamento nuclear “seja interrompido”.
Na Conferência de Segurança de Munique, o presidente do Governo espanhol defendeu também a criação de um exército europeu, “não daqui a 10 anos, mas agora”.
Numa mesa-redonda, onde também estiveram o presidente finlandês, Alexander Stubb, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o senador americano Chris Coons, Sánchez foi questionado sobre o motivo pelo qual a Espanha não pretende aumentar seus gastos com defesa para 5% do PIB, como, de resto, já se comprometeram a fazer os restantes membros da NATO. Na resposta, Sánchez referiu que o país “dobrou a presença de tropas em missões da NATO” e triplicou o “investimento em defesa”.
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Navalny morreu envenenado com toxina de sapo-dardo, conclui investigação
O ex-líder da oposição russa, Alexey Navalny, morreu na prisão envenenado com toxina de sapo-dardo, um dos animais mais venenosos do mundo. A conclusão é de uma investigação de vários países europeus, avança a Sky News.
A neurotoxina, classificada como arma química, só poderá ter sido utilizado pelo governo de Vladimir Putin, concluiu a investigação.
Não é claro de que forma a toxina daquele tipo de sapo – chamado epibatidina – foi administrado a Navalny, que morreu numa prisão siberiana há cerca de dois anos. A epibatidina é 200 vezes mais potente que a morfina.
A revelação sobre a substância que terá matado o ex-líder da oposição russa foi feita este sábado à margem da Conferência de Segurança de Munique. Yulia Navalnaya, viúva do ex-lider da oposição russo, surgiu no evento para anunciar a descoberta, ladeada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Alemanha, Suécia e Países Baixos — países que, juntamente com França, lideraram a investigação.
Este países planeiam submeter as conclusões da investigação ao órgão de fiscalização de armas químicas da ONU, a Organização para a Proibição de Armas Químicas.
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Secretário-geral da NATO diz que a Rússia tem "ganhos irrelevantes" na Ucrânia e chama "ditador" a Putin
O Secretário-geral da Nato, Mark Rutte, disse este sábado que a Rússia não está a vencer a guerra na Ucrânia, tendo obtido ganhos irrelevantes no Donbass.
“Eles não estão a vencer. Estão a obter ganhos muito pequenos em Donetsk e outras zonas, tão pequenos que são quase irrelevantes”, acrescentou Rutte, na Conferência de Segurança de Munique.
O responsável afirmou também que o presidente russo, Vladimir Putin, a quem chamou “ditador”, está disposto a perder muitos cidadãos na guerra. “É um comportamento insano em todos os níveis”, criticou Rutte, salientando, perante a audiência, que é necessário garantir à Ucrânia o material ofensivo de que necessita.
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Zelensky garante que convoca eleições se for acordado um cessar-fogo de dois meses
O Presidente da Ucrânia disse este sábado que irá convocar eleições caso seja acordado um cessar-fogo de dois meses na guerra, avançam a Sky News e a BBC.
“Iremos a eleições”, disse Zelensky, fazendo depender o ato eleitoral de um acordo de cessar-fogo, que deverá vigorar durante dois meses. As declarações do chefe de Estado ucranianos foram proferidas esta manhã na Conferência de Segurança de Munique.
Em resposta a uma pergunta de Christiane Amounpour, Zelensky garantiu que está “pronto” para apresentar um plano aos EUA.
O Presidente ucraniano acrescentou que, se o presidente dos EUA quiser que as eleições sejam realizadas, Kiev mudará a Constituição para que tal seja possível. Recorde-se que a Constituição da Ucrânia impede a realização de eleições enquanto vigorar a lei marcial, ou seja, enquanto o país estiver em guerra.
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Presidente da Ucrânia diz que "não há central elétrica que não tenha sido danificada" pela Rússia
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a estratégia russa de destruir a infraestrutura energética da Ucrânia já visou todas as centrais elétricas do país.
“Não resta uma única central elétrica na Ucrânia que não tenha sido danificada por ataques russos”, referiu o chefe de Estado ucraniano, na Conferência de Segurança de Munique.
No entanto, Zelensky frisou que o país ainda é capaz de produzir eletricidade. “Mas ainda geramos eletricidade graças ao nosso pessoal e mantivemos o nosso sistema a funcionar graças à proteção física das instalações”.
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Mulher morre em ataque russo a Odessa
Uma mulher morreu esta madrugada vítima de um ataque russo à região de Odessa, confirmou Serhii Lysak, Chefe da Administração Militar da região, citado pelo Ukrainska Pravda.
“Os russos atacaram Odessa novamente. Um prédio residencial térreo foi danificado num dos bairros da cidade na sequência de um ataque com drone”, explicou o responsável.
Num outro ataque com drones, duas pessoas ficaram feridas em Vyshhorod, na zona norte de Kiev.
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"Operação inédita". Guarda Nacional da Ucrânia liberta militar feito refém pela Rússia
Numa operação classificada como “inédita”, o Centro de Operações Especiais Omega da Guarda Nacional da Ucrânia libertou um dos seus militares que estava refém das forças russas há quase um mês.
“O Centro de Operações Especiais Omega realizou uma operação praticamente inédita na retaguarda inimiga na frente de Pokrovsk. Durante a operação especial, um combatente da Omega que estava em cativeiro inimigo há 27 dias foi libertado”, disse o comandante das Forças Especiais da Guarda Nacional ucraniana, Pavlo Yatsiuk, citado pelo jornal Ukrainska Pravda.
O oficial estava ferido e foi encaminhado para Kiev para receber tratamento médico.
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Obstáculos que impedem fim da guerra na Ucrânia "diminuíram" mas pontos mais difíceis continuam por resolver, admite Rubio
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que os obstáculos que impedem o fim da guerra na Ucrânia “diminuíram” mas que os pontos mais difíceis de ultrapassar continuam por resolver.
“A boa notícia é que as questões que precisam de ser resolvidas para acabar com esta guerra diminuíram. Essa é a boa notícia. A má notícia é que as questões se reduziram às mais difíceis de resolver», acrescentou Rubio, na Conferência de Segurança de Munique, quando questionado sobre se a Rússia está interessada genuinamente num acordo para acabar com a guerra.
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Presidente do Parlamento venezuelano anuncia libertação de 17 presos políticos
O presidente do Parlamento venezuelano anunciou hoje a libertação de 17 presos políticos no âmbito das discussões para a aprovação de uma lei de amnistia geral.
“No âmbito da lei de amnistia, 17 pessoas privadas de liberdade na [comando policial conhecidas como] Zona 7 estão a ser libertadas neste momento”, escreveu Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, nas redes sociais.
Jorge Rodríguez é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, que ocupa o cargo desde a captura de Nicolás Maduro pelos militares norte-americanos em 03 de janeiro.
Familiares dos detidos indicaram através da aplicação WhatsApp não ter constatado qualquer libertação imediata da Zona 7.
Várias famílias estão a acampar em frente a este comando da polícia desde o primeiro anúncio das libertações por Delcy Rodríguez, em 08 de janeiro, em protesto pelo não cumprimento da libertação dos presos, uma promessa reiterada há uma semana por Jorge Rodríguez.
Esta sexta-feira, um grupo de presos políticos na Zona 7 iniciou uma greve de fome para exigir a libertação e vários dos respetivos familiares anunciaram a intenção de também iniciar a greve de fome.