Momentos-chave
- EUA e Marrocos inauguraram um centro de testes de armamento a 200 quilómetros de ilha espanhola
- Ataque russo a Zaporijia provoca cinco mortos e 20 feridos
- Irão acusa Estados Unidos de fazerem das sanções um "vício"
- Kiev e várias regiões ucranianas alvo de ataques
- Cotação do Brent sobe quase 5% para mais de 87 dólares após exigências do Irão aos Estados Unidos
- Trump afirma que tem "uma boa resposta" para a recusa israelita do plano de paz para Gaza
- Trump garante que Estados Unidos controlam "100%" do Estreito de Ormuz
- Plano de paz para Gaza está "em pleno andamento e e avançar" garante representante do Conselho da Paz
- Supremo Tribunal russo anula participação de partido da oposição nas eleições legislativas
- Zelensky afirma que Rússia recebeu mísseis balísticos da Coreia do Norte
- Trump afirma que Irão também devia pagar pelos "danos e mortes causadas" no Médio Oriente
- Trump afirma que Irão devia pagar compensações pela guerra no Médio Oriente
- Colômbia reconhece soberania israelita sobre os Montes Golã
- Suécia desmantela operação de espionagem russa para influenciar decisões do país na NATO e na UE
- Paquistão partilhou com o Irão detalhes do pacto militar com a Turquia e a Arábia Saudita
- Ucrânia ataca complexo petroquímico na Sibéria com ajuda de grupo insurgente russo
- Conselho de Segurança da ONU vai debater sobre prisioneiros de guerra detidos pela Rússia
- Vítimas de ataque ucraniano vão receber cerca de 21 mil euros de indemnização
- Alemanha não está surpreendida com rejeição israelita do plano de paz para Gaza
- Irão responde a Trump e diz que país é composto por "jogadores profissionais" de xadrez
- Ormuz não vai voltar ao que era enquanto guerra continuar, diz vice-presidente do Parlamento iraniano
- Rússia diz que intercetou mais de 450 drones ucranianos. Número de feridos sobe para 48
- Rússia diz que Ucrânia levou a cabo um ataque terrorista
- Zelensky diz que 50 mil soldados da Coreia do Norte vão ajudar a Rússia na guerra
- Número de mortos em ataque ucraniano sobe para 13
- Ataque "maciço" ucraniano contra a Rússia faz 12 mortos
- Israel volta a atacar sul do Líbano
- Taiwan planeia aumentar em 16% a despesa com a Defesa em 2027
- Rússia ataca Ucrânia durante a noite e faz pelo menos 14 feridos
Histórico de atualizações
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EUA e Marrocos inauguraram um centro de testes de armamento a 200 quilómetros de ilha espanhola
Os EUA e Marrocos inauguraram um centro de testes de armamento junto às Canárias, em Espanha, com o lançamento de míssil de longo alcance.
De acordo com o El Español, que cita um comunicado, os militares norte-americanos e as Forças Armadas de Marrocos levaram a cabo a “primeira demonstração de fogo real utilizando os recursos do Centro Africano de Treino e Experimentação Multidomínio”.
As instalações de experimentação encontram-se na cidade de Tan-Tan, que fica a pouco mais de 200 quilómetros da ilha Lanzarote e a 50 quilómetros a norte da fronteira com o Saara Ocidental.
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Bom dia.
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Este resumo foi gerado por IA e revisto por um jornalista do Observador.
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Ataque russo a Zaporijia provoca cinco mortos e 20 feridos
Um ataque russo com mísseis e bombas guiadas contra Zaporíjia provocou cinco mortos e, pelo menos, nove feridos, avança o chefe da administração militar da região, no Telegram.
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Estados Unidos, Síria e Israel alcançam acordo secreto para retirar material de programa nuclear clandestino de Assad
Acordo poderá ter evitado novas tensões na região, segundo a Axios, e foi assinado há três semanas. Israel vinha a monitorizar o “Sítio 99” há dois anos e tinha detetado movimentações recentemente.
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Governo do Iémen acusa houthis de ataques a zonas residenciais e ao porto de Al-Makha
O Governo internacionalmente reconhecido do Iémen acusou os houthis de atacar com drones e mísseis balísticos zonas residenciais da cidade de Marib e a cidade de Al-Makha, juntamente com o seu porto.
A informação é avançada pelas Forças Armadas Iemenitas em duas publicações no X (aqui e aqui).
عاجل
مليشيات الحوثي الإرهابية تستهدف أحياء مدينة مأرب السكنية بالصواريخ الباليستية والطائرات المسيّرة
المركز الإعلامي للقوات المسلحة
— المركز الإعلامي للقوات المسلحة اليمنية (@Yem_army_media) August 10, 2026
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Irão acusa Estados Unidos de fazerem das sanções um "vício"
O porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei, acusou o secretário norte-americano do Tesouro, Scott Bessent, de querer “sufocar” o Irão através de sanções económicas e que a estratégia norte-americana tornou-se um “vício”.
“Sempre que Washington se mostra incapaz de buscar a diplomacia, recorre às sanções; e sempre que essas sanções não produzem resultados, simplesmente aumenta a dose. Isso não é mais ‘política’ — é um ‘hábito’; ainda mais perigosomente, é um vício que ultrapassou o próprio pensamento”, afirma no X.
Baqaei garante que o Irão não se deixa afetar pelas sanções e que o “verdadeiro risco” será para os Estados Unidos que vão acabar por “sufocar as suas próprias oportunidades restantes de uma saída menos humilhante de uma crise que eles mesmo criaram“.
The US Secretary of the Treasury has boasted of “suffocating” Iran through economic sanctions.
Beyond its sheer pathos, the claim is a stark testament to America’s compulsive addiction to sanctions. Whenever Washington proves itself incapable of pursuing diplomacy, it retreats…
— Esmaeil Baqaei (@IRIMFA_SPOX) August 10, 2026
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Ataque russo contra Zaporíjia provoca, pelo menos, nove feridos
Um ataque russo com mísseis e bombas guiadas contra Zaporíjia provocou, pelo menos, nove feridos. A informação é avançada pelo chefe da administração militar da região, no Telegram.
O ataque teve como alvo infraestruturas industriais, tendo sido danificados prédios não residenciais e uma cooperativa de oficinas. Parte da cidade ficou sem eletricidade devido ao ataque, refere a Ukrainska Pravda.
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Kiev e várias regiões ucranianas alvo de ataques
A Rússia atacou com mísseis balísticos Kiev, Zaporíjia e Pavlohrad, na Ucrânia, avança a Força Aérea ucraniana, no Telegram. Kherson, Kharkiv, Odessa e Mykolaiv foram alvo de ataques com drones durante a noite.
Devido aos ataques, foi declarado alerta aéreo em várias regiões da Ucrânia, refere a Força Aérea ucraniana, citada pela Ukrainska Pravda.
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Cotação do Brent sobe quase 5% para mais de 87 dólares após exigências do Irão aos Estados Unidos
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em outubro terminou hoje em alta de 4,99%, para 87,72 dólares, após novas exigências do Irão aos Estados Unidos que diminuem a probabilidade de um acordo no Médio Oriente.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no mercado de futuros do Intercontinental Exchange de Londres a cotar 4,17 dólares acima dos 83,55 dólares com que encerrou as transações na sexta-feira.
O Brent começou a semana com uma escalada significativa após Teerão ter anunciado no fim de semana seis condições a Washington para a reabertura do estreito de Ormuz, incluindo o pagamento de indemnizações de guerra, o levantamento das sanções e do bloqueio naval e a libertação de fundos iranianos congelados.
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Trump afirma que tem "uma boa resposta" para a recusa israelita do plano de paz para Gaza
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que tem “uma boa resposta” para a recusa por parte de Israel do plano de paz para Gaza, anunciada ontem por Telavive, e realça que a relação com Benjamin Netanyahu é “muito boa”.
“Vou publicar a minha resposta [no Truth Social]. Tenho uma resposta, uma boa resposta, vou publicá-la lá”, sublinhou Trump, citado pela Al Jazeera.
Reporter: Any response to Netanyahu?
President Trump: I put it out today on Truth. I have a response, a good response. The relationship is very good, yeah. pic.twitter.com/IgYllNROPI
— Open Source Intel (@Osint613) August 10, 2026
(Atualizado às 22h03)
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Trump garante que Estados Unidos controlam "100%" do Estreito de Ormuz
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos controlam a totalidade do Estreito de Ormuz e que o espaço está aberto.
“Controlamos o estreito a 100%”, garantiu, em conferência de imprensa na Casa Branca, citado pela CBS News, acrescentando que o Irão pode “causar problemas, mas que está falido”.
Trump apelidou o bloqueio naval norte-americano contra o Irão de “muralha de aço” e “infalível”, mas reconhece que a situação em Ormuz é “um pouco complexa”.
“[Os iranianos] ocasionalmente lançam uma mina, e nós encontramos as minas”, refere.
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Plano de paz para Gaza está "em pleno andamento e e avançar" garante representante do Conselho da Paz
O plano de paz para Gaza está “em pleno andamento e e avançar”, ao mesmo tempo que continuam as negociações com Israel. A garantia é dada por um funcionário do Conselho da Paz de Trump, à Reuters.
“O processo baseia-se na implementação e verificação no terreno. As negociações com Israel continuam, e a estrutura foi concebida de forma a que cada etapa só avance após o cumprimento dos compromissos exigidos”, afirmou o funcionário à agência de notícias.
As declarações vêm na sequência da rejeição do plano de paz para Gaza ontem anunciada por Israel, que defende o desaramamento total do Hamas antes de se retirar do enclave.
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Supremo Tribunal russo anula participação de partido da oposição nas eleições legislativas
O Supremo Tribunal da Federação Russa excluiu a participação do partido liberal antiguerra Yabloko (Maçã, em português) nas eleições legislativas de setembro deste ano, por “violações em matéria de direito eleitoral”.
O partido ultranacionalista Rodina (Pátria, em português), que apresentou a ação administrativa, afirma que o partido usou redes sociais da Meta, que são proibidas na Rússia e que “violou repetidamente direitos de autor de terceiros” ao usar material de campanha gerado pelo ChatGPT, refere a RAPSI, agência de notícias russa dedicada às atividades do poder judicial russo.
Além disso, durante a audiência, um representante da Comissão Eleitoral Central russa afirmou que o órgão recebeu informações da Rosfinmonitoring — autoridade russa de combate a crimes financeiros — sobre uma alegada aceitação por parte do Yabloko de financiamento estrangeiro.
O líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, disse que, nas últimas semanas, em toda a Rússia, os dirigentes do Yabloko receberam “milhões de mensagens com palavras de apoio” e que muita gente “quer e está disposta a votar nas próximas eleições no Yabloko”.
A ação judicial é semelhante à que o partido nacionalista Rodina apresentou, em julho, na região noroeste da Carélia, e que levou o Supremo local a excluir o Yabloko das eleições para a assembleia regional.
O caso foi julgado por Viatcheslav Kirillov, que também ilegalizou a organização de direitos humanos Memorial, Nobel da Paz em 2022.
c/ Lusa
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Zelensky afirma que Rússia recebeu mísseis balísticos da Coreia do Norte
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia recebeu mísseis balísticos da Coreia do Norte e alerta que o teste de equipamento militar norte-coreano na Ucrânia coloca a região da Ásia-Pacífico em perigo.
“Os mísseis balísticos e outras armas da Coreia do Norte estão a ser aprimorados através da sua colaboração com a Rússia. Quanto mais ataques norte-coreanos ocorrerem aqui na Ucrânia, na Europa, quanto mais os seus mísseis e soldados forem utilizados, quanto mais corrigirem as suas deficiências e pontos cegos, maior será o perigo futuro para o Japão, a República da Coreia, as Filipinas e outros países da região“, alertou durante o seu discurso diário, no X.
Zelensky afirma que a ação conjunta dos seus aliados, mais concretamente na defesa aéra, também serve para “eliminar o apetite e qualquer interesse da Coreia do Norte” em combater na Ucrânia.
For the first time in its history, Russia cannot wage war without reinforcements from North Korea. It is now preparing to deploy an additional North Korean contingent on its territory. It has also received additional ballistic missiles from North Korea. Everyone around the world…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) August 10, 2026
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Peritos das Nações Unidas alertam para continuação de genocídio em Gaza
Peritos das Nações Unidas (ONU) alertaram hoje, numa declaração conjunta, que “o genocídio continua” na Faixa de Gaza, onde mais de 1.200 palestinianos morreram em ataques israelitas desde o cessar-fogo assinado em outubro passado.
Só em julho, as forças israelitas mataram cerca de 160 palestinianos na Faixa de Gaza, observaram os peritos, salientando que a maioria das mortes nos últimos dez meses ocorreu em zonas densamente povoadas por deslocados internos e longe da chamada “linha amarela”, que demarca as posições israelitas no enclave palestiniano.
Na declaração relataram que quarteirões residenciais inteiros recebem ordens de evacuação pouco antes de serem destruídos pela aviação israelita.
“O avanço contínuo para oeste da chamada ‘linha amarela’, a construção de uma barreira de 23 quilómetros ao longo da mesma e a demolição sistemática de edifícios residenciais estão a remodelar à força e através de deslocações a geografia de Gaza”, criticaram.
A declaração foi assinada pela relatora especial da ONU sobre a situação na Palestina, Francesca Albanese, juntamente com outros 18 peritos das Nações Unidas.
Os especialistas condenaram também os ataques a hospitais e abrigos, o assassínio de polícias e funcionários contratados pela ONU, as investidas contra pescadores e os raptos e abusos cometidos por grupos armados que, segundo vários relatos, colaboram com o exército israelita.
Na declaração, avisaram ainda que a ajuda alimentar não consegue entrar livremente na Faixa de Gaza e que os produtos disponíveis nos canais comerciais são ultraprocessados e nutricionalmente inadequados.
As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo grupo islamita Hamas, elevaram hoje o número de mortos para quase 1.258 e o de feridos para mais de 4.145, em consequência dos ataques levados a cabo por Israel desde o acordo de cessar-fogo assinado em outubro de 2025, enquanto 807 corpos foram recuperados dos escombros.
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Navio da frota fantasma russa encalhado em Omã provoca mancha de crude com 390 quilómetros quadrados
O petroleiro Caroline Bezengi da frota fantasma russa, encalhado desde junho na costa de Omã, provocou o derramamento de crude com 390 quilómetros quadrados, avança a Reuters. No entanto, a Greenpeace, num comunicado, publicado na semana passada, estima que a mancha negra seja de cerca de 600 quilómetros quadrados.
O navio “está carregado com quase um milhão de barris de petróleo russo com destino à Ásia e relatou as primeiras dificuldades em 8 de junho, perto do Iémen. Duas fontes de segurança marítima afirmaram que as avaliações iniciais indicavam que uma explosão havia ocorrido a bordo”, refere a Reuters. A causa exata dos danos não foi determinada.
O derrame está a afetar a reserva natural das Ilhas Hallaniyat, que abrange baleias jubarte do Mar Arábico e cormorões de Socotra, refere a agência de notícias. Apesar dos impactos ambientais, a Autoridade Ambiental de Omã assegura que não há preocupações para as infraestruturas da área, como centrais de dessalinização de água.
No entanto, o facto de se encontrar a sete quilómetros da costa de Omã faz com que o impacto na biodiversidade marinha seja maior, refere à Reuters Tony Gutierrez, professor de microbiologia ambiental e biotecnologia da Universidade Heriot-Watt de Edimburgo.
“Era possível encontrar petróleo anos depois. E foi isso que aconteceu com o Exxon Valdez. Dez anos depois, ainda havia resquícios de petróleo”, lembrou Gutierrez, referindo-se ao derrame de crude que aconteceu no Alasca em 1989.
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Reservas de crude nos EUA em mínimos de 43 anos
As reservas estratégicas de petróleo nos EUA ficaram abaixo dos 300 milhões de barris pela primeira vez em 43 anos, segundo um relatório do Departamento de Energia norte-americano.
Em 7 de agosto (últimos dados disponíveis), as reservas estavam em 298,7 milhões de barris, o nível mais baixo desde 1983.
A interrupção do fornecimento através do estreito de Ormuz afetou a oferta mundial e obrigou os EUA a libertarem as suas reservas para conter os preços.
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Trump afirma que Irão também devia pagar pelos "danos e mortes causadas" no Médio Oriente
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no Truth Social que o Irão “devia ser responsável pelos danos e mortes causados aos povos do Líbano, Síria, Iémen e Gaza”, na sequência do pedido do Irão, feito no sábado, que exigia reparações de guerra a Washington para reabrir o Estreito de Ormuz.
Hoje, Trump afirmou que o Irão devia pagar compensações pelas consequências materiais da guerra no Médio Oriente em resposta a um pedido semelhante feito pelo Irão aos Estados Unidos.
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Khamenei renova cúpula militar e nomeia novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irão
O líder supremo iraniano nomeou o general da Guarda Revolucionária, Ali Abdollahi, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas e anunciou outras importantes nomeações militares, divulgou hoje o seu gabinete.
O ayatollah Mojtaba Khamenei, que foi nomeado líder supremo a 8 de março, na sequência da morte do seu pai Ali Khamenei, anunciou, num comunicado, a nomeação de Ali Abdolahi como novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e de Ahmad Vahidi como comandante-chefe da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica e que ocupava o cargo interinamente.
As mexidas na cúpula militar não ficaram por aqui e envolveram ainda Kiumars Heydari, que assumirá o cargo de chefe adjunto do Estado-Maior das Forças Armadas, e Mustafa Izadi, que será o subcomandante da Guarda Revolucionária.
Ao mesmo tempo, Ali Azmaei ficará a cargo da Marinha da Guarda Revolucionária, corpo que mantém o bloqueio do estreito de Ormuz, em substituição de Alireza Tangsiri, morto num ataque norte-americano-israelita no final de março.
As mudanças estendem-se até às forças Basij, um corpo paramilitar de voluntários islâmicos com grande influência na sociedade iraniana, que serão lideradas agora por Hossein Taeb. As Basij contam com quatro milhões de membros distribuídos por escolas, universidades, fábricas, repartições públicas ou mesquitas.
No comunicado publicado na rede social X, o líder supremo, que ainda não foi visto em público desde o início da guerra, explicou que o objetivo das nomeações é “preparar respostas oportunas, revolucionárias e eficazes perante qualquer nível e tipo de ameaças convencionais ou modernas — sejam elas militares, cognitivas ou híbridas — contra o sistema sagrado da República Islâmica do Irão”.