Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Bom dia.

    Fica por aqui a cobertura de quarta-feira sobre a Guerra na Ucrânia. Continue a acompanhar este tema durante esta quinta-feira no nosso novo artigo em direto.

    Zelensky: “É importante que os ucranianos respondam com dignidade a tudo o que está a acontecer”

    Obrigado.

  • O que aconteceu até agora?

    • O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou abertura para um encontro imediato com o Presidente russo, Vladimir Putin, enfatizando a necessidade urgente de discutir um cessar-fogo e avanços políticos significativos. As declarações ucranianas sugerem uma frustração com a falta de progresso político nas negociações em curso, principalmente quando comparadas aos resultados obtidos na área humanitária.
    • Durante as negociações de paz em Istambul, a Rússia propôs um cessar-fogo temporário para facilitar a recolha de corpos, além de ter anunciado a troca de 1.200 prisioneiros. No entanto, a Ucrânia e a Rússia mantêm posições afastadas, embora Moscovo não descarte a possibilidade de um encontro entre os líderes dos dois países, condicionando-o a negociações preexistentes.
    • A Ucrânia, liderada pelo seu secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, propôs um encontro de líderes que inclui não apenas Putin e Zelensky, mas também o Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esta proposta realça a importância de mediação internacional e de envolver parceiros estratégicos nas conversações de paz.
    • Zelensky enfrenta também desafios políticos internos, com protestos em várias cidades ucranianas contra uma lei que compromete a independência de duas agências anticorrupção. A decisão levou a manifestações e a preocupações manifestadas por aliados, incluindo a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que exigiu explicações sobre a medida.

  • Trocados prisioneiros de guerra após encontro

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que uma nova etapa da troca de prisioneiros já teve lugar. Soldados “gravemente doentes e com ferimentos graves já estão a regressar a casa”.

    A Rússia também confirmou as mesmas informações, segundo avança a imprensa russa.

  • Ucrânia diz que Zelensky está pronto para encontrar-se "já amanhã" com Putin e lamenta falta de avanços políticos

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Heorhii Tykhyi, afirmou que o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está pronto para encontrar-se o homólogo russo, Vladimir Putin, “já amanhã”.

    “Entendemos que na Rússia há uma pessoa que toma as decisões. E se quisermos uma decisão importante sobre o cessar-fogo e outras decisões, precisamos dessa pessoa na sala. Por que é tão difícil nos reunirmos e começarmos a conversar?”, questionou o responsável da Ucrânia.

    No mesmo sentido, Heorhii Tykhyi criticou o facto de a Rússia não estar a avançar na mesma intensidade do que a Ucrânia. Os encontros na Turquia “mostram resultados apenas na área humanitária e muito pouco progresso na área política”. “Há apenas uma razão para isso. A Rússia não quer avançar na área política.”

  • Ucrânia queixa-se de "ultimatos, exigências e declarações maximalistas" da Rússia

    O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Heorhii Tykhyi, também falou aos jornalistas. O diplomata queixou-se dos “ultimatos, exigências e declarações maximalistas” da Rússia.

    “Em relação à Ucrânia, a posição de princípio é que precisamos de um cessar-fogo. E achamos isso lógico. As armas devem ser travadas e os diplomatas devem começar a conversar. E se tivermos um cessar-fogo total, a diplomacia será muito mais eficaz”, notou Heorhii Tykhyi.

    O responsável frisou que as propostas ucranianas são “executáveis”, já as russas “estão muito longe disso”.

    “Estamos prontos para um cessar-fogo agora e para o início de negociações de paz significativas. E cabe a ambos os lados concordar com este passo fundamental em direção à paz”, destacou, por sua vez, Rustem Umerov.

    O cessar-fogo deve ser, salientou Rustem Umerov, “genuíno”. “Deve incluír o cessar completo de ataques a civis e infraestruturas. As medidas efetivas são possíveis — e cada lado deve demonstrar uma abordagem construtitva e realista”, rematou.

  • Negociações: Ucrânia sugeriu encontro entre Putin, Zelensky, Erdoğan e Trump no final de agosto

    Cabe agora ao líder da delegação da Ucrânia, Rustem Umerov, falar também na conferência de imprensa.

    O secretário do Conselho de Segurança ucraniano anunciou que propôs ao lado russo uma “uma reunião de líderes”, já que a Ucrânia entende que “algumas questões fundamentais só podem ser resolvidas a esse nível”.

    O encontro seria entre o Presidente russo, Vladimir Putin, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, e o Presidente norte-americano, Donald Trump.

    Seria no final de agosto o encontro. A delegação ucraniana explicou que a data é estratégica: “Enquadra-se na visão dos nossos parceiros, em particular dos Estados Unidos, e ao prazo estabelecido pelo Presidente Trump para encontrar uma solução”.

  • Paz? Posições entre Rússia e Ucrânia "estão muito distantes", mas Moscovo não nega encontro entre Putin e Zelensky

    O líder da delegação russa nas negociações de paz em Istambul, Vladimir Medinsky, não fecha a porta a um encontro entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

    “É necessário primeiro discutir um acordo antes que os líderes da Rússia e da Ucrânia possam se reunir”, frisou o responsável russo, acrescentando que o encontro deve ser “cuidadosamente planeado”.

    Durante o encontro, Vladimir Medinsky sublinhou que as duas partes “passaram muito tempo a discutir as posições estabelecidas” no que toca ao conflito. As posições “estão muito distantes uma da outra”.

  • Negociações. Rússia propõe cessar-fogo temporário até 48 horas e anuncia troca de 1.200 prisioneiros

    O líder da delegação russa nas negociações de paz em Istambul, Vladimir Medinsky, está a fazer uma conferência de imprensa de rescaldo das negociações de paz na Turquia.

    O responsável russo indicou que ficou acordada uma troca de 1.200 prisioneiros entre os dois países. A Rússia sugeriu ainda um cessar-fogo temporário de 24 a 48 horas, de modo a recolher os corpos dos soldados mortos ou feridos em combate.

    A Rússia ofereceu-se também a entregar mais de três mil corpos de militares ucranianos mortos. A Cruz Vermelha seria a entidade responsável pelo processo. A Ucrânia ainda não aceitou esta proposta.

    Vladimir Medinsky revelou também que a Rússia propôs criar três grupos de trabalho, que funcionariam online, de forma a poupar recursos financeiros. O responsável russo frisou que a Ucrânia está a ponderar.

  • Zelensky reuniu-se com MNE israelita para discutir "fortalecimento da defesa aérea e oportunidades para produção conjunta de armas"

    O Presidente ucraninano, Volodymyr Zelensky, reuniu-se esta quarta-feira como o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa’ar.

    Numa publicação na rede social X, Zelensky agradeceu o apoio de Israel “à Ucrânia e aos ucranianos”, tendo sido discutida a cooperação nos setores económicos e de defesa: fortalecimento da defesa aérea e oportunidades para produção conjunta de armas”.

    O líder ucraniano agradeceu, ainda, a Israel pela “decisão de fornecer assistência para sistemas de abastecimento de água nas regiões do sul” e diz que espera ajuda na “desminagem humanitária de áreas contaminadas”.

    Ainda esta terça-feira, o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, reuniu-se com o seu homólogo israelita, Gideon Sa’ar, com o objetivo de desenvolver as relações bilaterais — como o Observador noticiou neste liveblog.

  • Negociações entre Rússia e Ucrânia acabam em Istambul

    As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia acabaram em Istambul, avança a agência TASS.

  • Pela segunda noite, manifestantes ucranianas saem às ruas

    Já é a segunda noite de protestos. Vários manifestantes estão nas ruas de várias cidades ucranianas para protestar contra a lei que coloca em causa a independência das agências anticorrupção na Ucrânia.

    Vários manifestantes estão presentes em frente ao gabinete de Volodymyr Zelensky.

  • MNE turco fala na abertura das negociações de paz e diz que Turquia poderia "monitorizar" cessar-fogo

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Hakan Fidan, está a falar na abertura das negociações de paz em Istambul. O objetivo é acalçar um “cessar-fogo total”.

    O ministro aproveitou para agradecer ao Presidente russo, Vladimir Putin, o ucraniano, Volodymyr Zelensky, e ao norte-americano, Donald Trump, pela organização das negociações.

    Citado pela RIA, o líder da diplomacia turca lembrou que a Turquia possui “a infraestrutura necessária” para “monitorizar” um possível cessar-fogo na Ucrânia.

    A Turquia, acrescentou Hakan Fidan, pode também contribuir para organizar mais troca de prisioneiros entre Kiev e Moscovo.

  • Líderes da delegações reúnem-se a sós

    Os chefes das delegações da Ucrânia e da Rússia reuniram-se a sós, noticia a agência TASS.

    O russo Vladimir Medinsky e o ucraniano Rustem Umerov realizaram uma “reunião bilateral” em Istambul.

  • Negociações entre Rússia e Ucrânia já começaram em Istambul. Está prevista conferência de imprensa

    As negociações entre a Rússia e a Ucrânia começaram há momentos em Istambul, na Turquia, informa a agência RIA.

    Não deverá haver uma segunda ronda. Está também prevista uma conferência de imprensa ainda para hoje, que não tem hora marcada.

  • Encontro entre Putin e Zelensky? Porta-voz do Kremlin diz que pode acontecer, mas só após negociações "complexas"

    O porta-voz do Kremlin, Dmytry Peskov, não negou hoje que poderá haver um encontro entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. Mas salientou que será preciso “trabalho muito árduo” e negociações “complexas”.

    “Sem fazer todo este trabalho complexo, dificilmente seria aconselhável agendar reunião sem detalhes”, disse Dmytry Peskov, citado pela agência de notícias RIA.

  • Zelensky "analisou" os protestos ucranianos e anuncia que vai submeter nova lei sobre "independência de instituições anticorrupção"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que fez uma “análise” dos protestos de ontem, bem como o que dizem as “pessoas nas redes sociais e nas ruas”, após ter sido criticado por ter promulgado o projeto lei que elimina a independência de duas agências anticorrupão ucraniana.

    “Analisamos todas as preocupações, todos os aspetos do que precisa ser mudado”, disse Volodymyr Zelensky.

    Assim sendo, o Presidente ucraniano vai apresentar ao Parlamento um novo projeto lei que vai garantir a preservação de “todas as normas para a independência das instituições anticorrupção”.

    “Estou realmente ansioso por ver as propostas do nosso grupo de líderes de agências de aplicação da lei e anticorrupção, do Procurador-Geral da Ucrânia, sobre as normas que devem ser colocadas em prática”, disse Volodymyr Zelensky.

  • Ucrânia. "Há pouca margem para chegar a um acordo"

    À beira da terceira ronda de negociações entre a Ucrânia e a Rússia, Bruno Cardoso Reis reflete: “Não temos visto resultados”. Afinal, ainda conseguirá Kiev manter a independência?

    Ucrânia. “Há pouca margem para chegar a um acordo”

  • "É o assunto mais importante." Ucrânia vai insistir com a Rússia necessidade de reunião entre Putin e Zelensky

    A agência de notícias ucraniana Ukrinform está a avançar que a Ucrânia vai insistir na necessidade de haver uma reunião entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenksy, durante o enconto em Istambul.

    “O principal tópico em discussão é o encontro possível entre os líderes. Para a Ucrânia, esta é a principal prioridade e o assunto mais importante, porque nós entendemos que dessa reunião pode resultar passos verdadeiramente importantes para a paz”, confidenciou uma fonte conhecedora dos detalhes à Ukrinform.

    A mesma fonte também indicou que a Ucrânia vai abordar troca de prisioneiros e o regresso de crianças para território ucraniano.

    A Ucrânia vai reiterar que está pronta para aceitar um “cessar-fogo longo e duradouro”.

  • Von der Leyen exige "explicações" a Zelensky sobre a lei que retira a independência a órgãos anticorrupção ucranianos

    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, exigiu “explicações” ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, após a promulgação da lei que destrói a independência de dois órgãos anticorrupção.

    Von der Leyen “expressou sérias preocupações com as consequências” desta lei, que retira a independência aos organismos anticorrupção ucranianos”, afirmou um porta-voz da Comissão esta quarta-feira, citado pelo Le Monde.

    O porta-voz reforçou a ideia de que o respeito pelo Estado de Direito e o combate à corrupção estão na base do projeto europeu: “Como país candidato, espera-se que a Ucrânia respeite integralmente estas normas. Não pode haver concessões”.

    Centenas de manifestantes saíram às ruas da capital ucraniana para expressar a indignação com a aprovação da lei. Outros aliados de Kiev também manifestaram a sua preocupação com as consequências que esta mudança terá para a Ucrânia.

  • Ucrânia e Israel iniciam cooperação para combater a "ameaça" representada pelo Irão, país aliado da Rússia

    O Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, reuniu-se com o seu homólogo israelita, Gideon Sa’ar, em Kiev com o objetivo de desenvolver as relações bilaterais.

    De acordo com a publicação de Sybiga na rede social X, a reunião teve como temas os desafios comuns de segurança, cooperação humanitária e económica, desenvolvimento de inovação e projetos conjuntos.

    A Ucrânia e Israel dizem que concordaram em iniciar conversações para combater os iranianos, um inimigo aliado da Rússia: “O Irão e a Rússia representam uma ameaça existencial não apenas para as duas nações, mas também para a segurança global”.

    “Concordamos em iniciar um diálogo estratégico ucraniano-israelita sobre a ameaça iraniana. Os povos ucraniano e judeu convivem há muitos séculos. Ambos sabem bem o que significa lutar pela vida, pela liberdade e pela dignidade. Estou convencido de que esta visita dará um novo impulso à nossa cooperação”, sublinhou o ministro ucraniano.

1 de 2