Momentos-chave
- FMI prevê que guerra na Ucrânia termine no final de 2025 ou já em 2026
- Trump diz que Putin pediu para se encontrarem "o mais rápido possível"
- Ucrânia acusa general russo de atingir deliberadamente equipa da Reuters
- Putin recebe primeiro-ministro da Eslováquia em Moscovo
- Zelensky diz que adesão à NATO é "possível"
- Marinha terminou hoje 72.ª missão de acompanhamento de navios russos
- Ucrânia acusa Rússia de executar cinco prisioneiros de guerra
- Presidente russo promete mais destruição na Ucrânia
- Dois mortos em ataque russo a Kherson
- Rússia culpa defesa ucraniana por danos na embaixada portuguesa em Kiev
Histórico de atualizações
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Bom dia,
Obrigado por ter acompanhado a nossa cobertura do conflito entra a Rússia e a Ucrânia. Este liveblog será fechado, mas pode continuar a acompanhar as atualizações desta segunda-feira neste outro artigo em direto.
Três mil norte-coreanos enviados para a Rússia já foram feridos ou mortos, diz Zelensky
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FMI prevê que guerra na Ucrânia termine no final de 2025 ou já em 2026
O FMI prevê, num novo relatório sobre a situação da Ucrânia e os impactos da invasão da Rússia, que a guerra termine no final de 2025 ou já a meio de 2026.
O relatório, citado pelo Kyiv Independent, estabelece como cenário base o final da guerra no próximo ano. Nesse caso, a instituição prevê um crescimento de 4% do país em 2024 e 2,5% a 3,5% em 2025, e de 10% da inflação.
O segundo cenário é o mais pessimista e afetaria de forma mais significativa a estabilidade económica da região, incluindo um crescimento mais lento, uma inflação mais alta e um défice a chegar aos 20% antes de 2026.
A revisão da situação da Ucrânia, que é feita pela sexta vez, confirma a aprovação de uma tranche de 1,1 mil milhões de euros para injetar na economia ucraniana.
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Trump diz que Putin pediu para se encontrarem "o mais rápido possível"
O Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse este domingo que o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, pediu para se reunir com ele “o mais rápido possível”, embora não tenha confirmado se o encontro vai realizar-se.
“O Presidente Putin disse que quer reunir-se comigo o mais rápido possível, por isso temos que esperar, mas temos que acabar com esta guerra”, afirmou o Presidente eleito dos EUA durante um fórum da organização ultra conservadora Turning Point.
Donald Trump reiterou que a guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão da Rússia, é “horrível” e que acabar com o conflito é uma das coisas que quer fazer “rapidamente”.
“Milhões de soldados já morreram, estamos a ver números que são insanos. Tenho de acabar com isto, é ridículo”, acrescentou o republicano, voltando a dizer que se fosse ele o Presidente dos Estados Unidos na altura, a guerra nunca teria começado.
Na quinta-feira, Putin disse estar disposto a encontrar-se com Trump “em qualquer altura”, embora desconheça quando tal acontecerá, porque o chefe de Estado norte-americano “não disse nada” sobre o assunto. “Não nos falamos há quatro anos. Estou pronto a fazê-lo [falar] em qualquer altura e a encontrar-me também”, disse o líder russo, na sua última conferência de imprensa do ano.
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Ucrânia acusa general russo de atingir deliberadamente equipa da Reuters
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) diz que o general russo Alexei Kim aprovou o ataque que provocou a morte de Ryan Evans, consultor de segurança da equipa de jornalistas da Reuters na Ucrânia. No mesmo ataque, em agosto, também ficaram feridos dois jornalistas da agência de notícias norte-americana.
Num comunicado publicado no Telegram, o SBU refere que Alexei Kim foi notificado de que é suspeito na investigação ao ataque ao hotel Sapphire, em Kramatorsk.
O SBU acredita que o míssil que atingiu o hotel foi disparado de forma “deliberada” para “matar funcionários da agência internacional Reuters que estavam envolvidos em atividades jornalísticas na Ucrânia.”
Num documento publicado no site do Gabinete da Procuradoria-Geral, o SBU diz que Kim recebeu a informação de que a equipa da Reuters estava hospedada em Kramatorsk. “Tinha pleno conhecimento de que os indivíduos eram civis e que não estavam envolvidos no conflito”, acrescentam.
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Putin recebe primeiro-ministro da Eslováquia em Moscovo
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, encontrou-se este domingo com o Presidente russo. Não se sabe para já o que falaram, mas no sábado foi noticiado que um dos temas a marcar a agenda seria o fornecimento de gás através do território ucraniano.
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Zelensky diz que adesão à NATO é "possível"
O Presidente da Ucrânia considera que a adesão à NATO é possibilidade real, mas que só será possível se Kiev “lutar por esta decisão a todos os níveis.”
“Todos entendemos que um convite à Ucrânia e adesão à NATO só pode ser uma decisão política”, disse Volodymyr Zelensky, citado pela agência Reuters. O líder ucraniano falava numa reunião com diplomatas em Kiev.
Zelensky disse ainda que os aliados da Ucrânia têm de saber o que a Ucrânia pode trazer à NATO e que uma adesão irá estabilizar as relações globais.
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Marinha terminou hoje 72.ª missão de acompanhamento de navios russos
A Marinha acompanhou a passagem de mais quatro navios russos de suporte logístico e anfíbios pela Zona Económica Exclusiva, uma operação que durou mais de 60 horas e foi a 72.ª deste ano.
Em comunicado, aquele ramo das Forças Armadas indica que, “na sequência do continuado movimento de meios navais russos em direção ao Mediterrâneo Oriental, a Marinha desenvolveu uma operação de acompanhamento, que terminou esta manhã, dos navios de suporte logístico Ursa Major e Sparta, e dos navios anfíbios Ivan Gren e Aleksandr Otrakovskiy, que cruzaram o limite norte da Zona Económica Exclusiva (ZEE) do continente no passado dia 19 de dezembro”.
A operação “prolongou-se por mais de 60 horas” e terminou hoje, pelas 8h20.
“O Centro de Operações Marítimas monitorizou permanentemente a atividade destes navios e coordenou o emprego do NRP Álvares Cabral e do NRP Sines que acompanharam estes navios durante as suas navegações ao longo da ZEE do continente”, indica a Marinha.
Esta foi a 72.ª missão de acompanhamento efetuada pela Marinha este ano.
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Ucrânia acusa Rússia de executar cinco prisioneiros de guerra
O comissário parlamentar para os Direitos Humanos ucraniano, Dmytro Lubinets, acusou a Rússia de executar cinco prisioneiros de guerra, na sequência de um vídeo divulgado nas redes sociais.
“Os criminosos de guerra russos que estão a executar prisioneiros de guerra ucranianos devem ser levados a um tribunal internacional e receber a pena mais pesada prevista na lei”, escreveu o deputado nas redes sociais.
De acordo com o Ukrainska Pravda, o responsável anunciou que vai reportar o assunto às Nações Unidas e ao Comité Internacional da Cruz Vermelha.
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Presidente russo promete mais destruição na Ucrânia
O Presidente russo prometeu hoje mais destruição na Ucrânia, depois do ataque com drones de sábado, que Moscovo atribui a Kiev.
“Aqueles que tentarem destruir alguma coisa no nosso país, seja qual for a amplitude, irão enfrentar destruições ainda mais significativas no seu próprio país e vão lamentar o que tentaram fazer ao nosso país”, avisou Vladimir Putin.
No sábado, um ataque contra a cidade russa de Kazan, a cerca de mil quilómetros da fronteira com a Ucrânia, visou edifícios residenciais, mas não causou vítimas, segundo as autoridades locais.
Na sua conferência de imprensa anual, na quinta-feira, Vladimir Putin afirmou que as tropas russas recuperam diariamente vários quilómetros quadrados de território e estimou que “em breve não haverá ninguém que queira lutar” contra a Rússia na Ucrânia.
No entanto, o líder russo admitiu não conseguir prever quando terminará a campanha militar, nem quando conseguirá expulsar as tropas ucranianas da região fronteiriça de Kursk.
Putin também manifestou vontade de se reunir com o futuro Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas já avisou que só se sentará à mesma mesa que o líder ucraniano, Volodymir Zelenski, se este convocar eleições e as ganhar, já que Moscovo o considera um “presidente ilegítimo”.
Há dois dias, o Ministério da Defesa russo afirmou que o exército continua a avançar no sul e no centro da região ucraniana de Donetsk e que tomou dez povoações ucranianas na última semana.
O Estado-Maior russo reclama ter conquistado este ano mais de 4 mil quilómetros quadrados da região de Donetsk, embora o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) considere esta estimativa exagerada.
De acordo com o ISW, a Rússia ainda tem cerca de 8 mil quilómetros quadrados para conquistar antes de assumir o controlo de toda a região.
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Russofobia? Acusação da embaixada russa em Portugal "é ridícula"
António Martins da Cruz diz que Portugal apenas segue as diretrizes vindas da NATO e da UE. Quanto à libertação de reféns pelo Hamas, o antigo embaixador fala num “passo positivo para um cessar-fogo”.
Russofobia? Acusação da embaixada russa em Portugal “é ridícula”
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Dois mortos em ataque russo a Kherson
Duas pessoas morreram num ataque russo com drones em Dniprovsky, na região de Kherson. No Telegram, o governador regional Oleksandr Prokudin, avançou que “na última noite, no distrito de Dniprovsky, os ocupantes atacaram um homem nascido em 1975”.
“O ataque de um drone FPV russo destruiu um edifício residencial e provocou um incêndio. Enquanto limpavam os escombros, os socorristas encontraram o corpo de uma mulher”, acrescentou.
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Rússia culpa defesa ucraniana por danos na embaixada portuguesa em Kiev
A Rússia afirma que os danos causados às embaixadas internacionais, incluindo a de Portugal, num ataque na sexta-feira à capital ucraniana resultaram de falhas na defesa aérea ucraniana e acusa os ‘media’ portugueses de distorcerem os acontecimentos.
A missão diplomática portuguesa reportou danos materiais durante o ataque russo a um edifício que alberga as embaixadas de Portugal, Albânia, Argentina, Macedónia do Norte e Montenegro em Kiev.
O Governo português acabou por convocar o embaixador russo em Lisboa para apresentar um protesto formal, tendo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português classificado o sucedido como “absolutamente inaceitável”.
Em resposta, num “comentário sobre o incidente com a missão diplomática portuguesa em Kiev” publicado às 20:19 de sábado na sua conta na rede social Telegram, a Embaixada da Rússia em Portugal acusa os ‘media’ portugueses de despertarem “sentimentos russofóbicos” e de cobrirem os acontecimentos “de uma forma distorcida”.
Na nota, a embaixada da Rússia em Portugal afirma que as forças armadas russas “atacam exclusivamente alvos militares e infraestruturas da indústria militar” e aponta a defesa aérea ucraniana como responsável pelos danos.
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Bom dia,
Iniciamos aqui um novo dia de cobertura jornalística da guerra na Ucrânia. Pode ver o que se passou ontem neste artigo em direto.