Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou uma frustração crescente com a situação na Ucrânia e a Rússia, expressando o seu desejo de ver progressos concretos. No entanto, mencionou que as garantias de segurança são uma condicionante essencial nas negociações de paz. Embora tenha assegurado apoio à Ucrânia, Trump criticou o investimento da anterior administração nesse país, alegando falta de retorno.
    • Volodymyr Zelensky, Presidente da Ucrânia, sublinhou a importância de um cessar-fogo antes das eleições no seu país, acrescentando que os Estados Unidos devem discutir esta questão com a Rússia. Zelensky enfatizou a necessidade de segurança adicional durante as eleições, ao mesmo tempo que destacou a flexibilidade do prazo para um acordo de cessar-fogo, reconhecendo o desejo dos EUA em agilizar este processo.
    • O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, alertou para a possibilidade de os membros da aliança serem o próximo alvo da Rússia, sublinhando a urgência de aumentar os gastos em defesa. Rutte destacou que a ameaça russa é grave e imediata e elogiou Donald Trump pela sua capacidade de trazer Vladimir Putin para a mesa de negociações.
    • A Rússia continua a reforçar a sua presença militar e a comunicar intenções claras sobre a situação na Ucrânia. Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, mencionou que quaisquer forças de manutenção de paz europeias na Ucrânia seriam consideradas alvos legítimos, enquanto a Rússia apresentava novas propostas aos Estados Unidos focadas em reverter a expansão da NATO na região. Estes desenvolvimentos incluem alegações de avanços territoriais por parte das forças russas em áreas como Siversk.

  • Bom dia, caro leitor!

    Encerramos aqui este artigo em direto onde seguimos todos os momentos mais relevantes da guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem. Pode ler as notícias de hoje através deste outro liveblog agora aberto.

    Orbán critica decisão de congelar permanentemente ativos russos. “Causará danos irreparáveis à UE”, diz primeiro-ministro húngaro

  • Trump assegura garantias de segurança à Ucrânia, mas lamenta que Zelensky não tenha "amado" o acordo de paz

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos vão ajudar a Ucrânia com garantias de segurança. “É um fator necessário para isto ser feito”, afirmou, em declarações hoje aos jornalistas na Sala Oval.

    Donald Trump confirmou que está perto um acordo de paz: “Está muito próximo com a Rússia, muito próximo com a Ucrânia”. Mas fez uma ressalva: o homólogo ucraniano não adorou o acordo de paz, “ao contrário de outros dirigentes ucranianos que adoraram o conceito do acordo”.

    O Presidente norte-americano considerou que as questões territoriais continuam a ser o ponto mais difícil nas negociações. “É como um negócios imobiliário complexo”, comparou.

    Ainda assim, Donald Trump espera ver um acordo em breve, dizendo que vai haver (mas depois corrigindo apenas que poderá haver) uma reunião no sábado com dirigentes ucranianos e europeus para discuti-lo.

    Donald Trump criticou ainda o investimento que a antiga administração fez na Ucrânia. “Gastámos 350 mil milhões de dólares [cerca de 298 mil milhões de euros] e não tivemos nada em retorno.”

    “Agora temos as terras-raras e estamos a vender armas à NATO, que distribui as armas à Ucrânia. Não estamos envolvidos na guerra, estamos envolvidos numa negociações”, realçou Donald Trump, acrescentando que a Ucrânia e a Europa desejam que os Estados Unidos se envolvam nas negociações.

  • Putin acaba de chegar à capital do Turquemenistão

    O Presidente russo, Vladimir Putin, acabou de chegar a Ashgabat, a capital do Turquemenistão.

    Nesta visita oficial ao país da Ásia Central, Vladimir Putin vai participar num fórum dedicado ao Ano Internacional da Paz e da Confiança no país.

    No Turquemenistão, Vladimir Putin vai ter um encontro com o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan.

  • Rússia terá enviado menores ucranianos para a Coreia do Norte, denuncia organização

    A Organização Não Governamental (ONG) Centro Regional para os Direitos Humanos, com sede na Ucrânia, denuncia que “várias” crianças alegadamente raptadas pela Rússia em territórios ocupados na Ucrânia foram enviadas para a Coreia do Norte.

    À Sky News, a ONG denuncia que os menores foram para a Coreia do Norte para efeitos de “doutrinação política” e “militarização”. A organização diz que são sujeitos a “tratamentos cruéis com consequências potencialmente severas”.

    “Neste momento, temos vários casos que envolvem menores ucranianas que foram levadas de territórios ocupados para a Coreia do Norte”, disse a ONG.

    Kateryna Rashevska, especialista na ONG, esteve no Congresso norte-americano na semana passada a apresentar dois casos. O de Misha, de 12 anos, da região de Donetsk, e Liza, de 16 anos, que foram enviadas para campos infantis na Coreia do Norte.

    “As crianças são ensinadas a destruir militares japoneses e a encontrar-se com veteranos norte-coreanos que, em 1968, atacaram um navio norte-americano”, relatou Kateryna Rashevska.

  • Conselho da União Europeia aprova financiamento de 2,3 mil milhões de euros para a Ucrânia

    O Conselho da União Europeia, que reúne os ministros dos estados-membros aprovou uma tranche de financiamento no valor de 2,3 mil milhões de euros para a Ucrânia, dentro do programa “Ukraine Facility”

    “Este financiamento visa principalmente reforçar a estabilidade macrofinanceira da Ucrânia e apoiar o funcionamento da sua administração pública”, lê-se no comunicado do Conselho da UE emitido esta quinta-feira.

  • Trump está "extremamente frustado" com Rússia e Ucrânia. E está "farto" de reuniões: "Quer ação"

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o Presidente norte-americano, Donald Trump, “está extremamente frustrado” com os dois lados do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

    Questionada sobre uma reunião com líderes europeus que o jornal Axios confirmou a existência em Paris no sábado, Karoline Leavitt desacou que o assunto ainda está “aberto”. “Os Estados Unidos podem enviar um representante se sentirem que o resultado será produtivo..”

    “O Presidente está farto de reuniões. Não quer mais conversa. Quer ação. Ele quer ver o fim desta guerra”, frisou Karoline Leavitt.

    Nas últimas semanas, detalhou a porta-voz da Casa Branca, a administração Trump “passou mais de 30 horas” em reuniões quer com o lado russo, quer com o lado ucraniano, quer com europeus.

  • Zelensky faz depender eleições na Ucrânia de cessar-fogo. "EUA devem falar disso com o lado russo"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymry Zelensky, afirmou hoje que está “pronto” para trabalhar com o homólogo norte-americano, Donald Trump, em “qualquer formato sobre eleições na Ucrânia”.

    Na reunião da Coligação das Vontades, Volodymyr Zelensky disse que deve haver um “cessar-fogo” durante um eventual processo eleitoral. “Isto é algo que deve ser discutido. Acreditamos que o lado norte-americano deve falar com o lado russo.”

    Além disso, Volodymyr Zelensky assegurou que a Ucrânia “não se está a esconder da democracia”, mas que é necessário uma “componente de segurança” durante as eleições.

  • Já terminou o encontro da Coligação das Vontades. Zelensky discutiu acordo de 20 pontos com aliados: "Espero o feedback dos EUA"

    O encontro da Coligações das Vontades que ocorreu hoje por videoconferência já terminou. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que os aliados discutiram o acordo de 20 pontos negociado com os Estados Unidos.

    “Espero o feedback dos EUA”, afirmou Volodymyr Zelensky. O Presidente da Ucrânia realçou que o lado de Kiev estão a trabalhar com os parceiros internacionais as “garantias de segurança”.

  • Trump faz a vontade à Europa: haverá reunião entre líderes dos EUA, ucranianos e europeus em Paris no sábado

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, concretizou uma das vontades dos europeus: haverá uma reunião em Paris entre os dirigentes ucranianos, franceses, britânicos, alemães e norte-americanos no próximo sábado, 13 de dezembro.

    A notícia está a ser avançada pelo jornal Axios, que cita fonte da Casa Branca e um dirigente ucraniano.

    O encontro, que surge depois de um telefonema de 40 minutos entre os líderes europeus e Donald Trump, servirá para alcançar um consenso no plano de paz norte-americano.

    Da parte europeia, haverá a presença dos Conselheiros de Segurança Nacional. Dos Estados Unidos da América ainda não se sabe quem estará presente na reunião da capital francesa.

  • Ucrânia nega conquista de Siversk pela Rússia: "Permanece sobre o controlo das Forças Armadas ucranianas"

    As Forças Armadas ucranianas rejeitaram a conquista de Siversk pela Rússia. “Permanece sobre o controlo das Forças Armadas da Ucrânia”, escreveram no Facebook.

    A Ucrânia detalha que o “inimigo está a tentar infiltrar-se em Siversk em pequenos grupos” e está a “tentar tirar vantagem das condições atmosféricas desfavoráveis”. “Maioria das unidades estão a ser destruídas nessas abordagens.”

  • Zelensky espera apoio dos EUA para que Ucrânia adira à União Europeia: "Trump pode agir politicamente"

    Para a entrada da Ucrânia na União Europeia (UE), o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, espera contar com o apoio dos Estados Unidos da América (EUA), especialmente para contornar o veto da Hungria.

    “Os Estados Unidos podem tomar certas medidas para desbloquear o nosso caminho para a União Europeia pressionando alguns Estados. Podem agir politicamente. Compreendemos que o presidente dos EUA tem certas formas de influência e que isso terá efeito sobre aqueles que atualmente bloqueiam a Ucrânia”, disse o Presidente da Ucrânia.

    Ao mesmo tempo, Volodymyr Zelensky quer apoio dos Estados Unidos para “garantir que a identidade europeia” da Ucrânia não “é bloqueado” por outros países na Europa.

  • EUA exigiram acordo de cessar-fogo até ao Natal? Zelensky não confirma: "Não há prazos ou datas específicas"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o prazo alegadamente dado pelos Estados Unidos da América (EUA) para haver um acordo de cessar-fogo até ao Natal é flexível.

    “Não há prazos ou datas específicas”, destacou Volodymyr Zelensky, que ressalvou, contudo, que os Estados Unidos querem “terminar o mais rapidamente possível” com o conflito. “É inegável.”

    “Acho que eles querem realmente, ou talvez queiram, ter um entendimento completo de onde estamos com este acordo até ao Natal”, frisou Volodymyr Zelensky.

    Ao mesmo tempo, acrescentou que a Ucrânia quer ver um cessar-fogo “o mais rapidamente” possível.

  • "Rússia pode escolher alvo mais fácil depois da Ucrânia"

    Bruno Cardoso Reis afirma que Rutte quer “assustar para mobilizar” e que eventual futuro alvo da Rússia pode estar fora da NATO e da UE. Em Gaza, desarmamento do Hamas dificulta fim das hostilidades.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “Rússia pode escolher alvo mais fácil depois da Ucrânia”

  • Zelensky avança: EUA querem criar "zona económica livre" no Donbass. "Não sei quem a vai governar"

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, está numa conversa com jornalistas. Segundo o Guardian, nesse encontro, o chefe de Estado afirmou que os Estados Unidos da América querem criar uma “zona económica livre” nas regiões ainda controladas pela Ucrânia no Donbass.

    Nesta versão, a Ucrânia não teria de ceder partes do Donbass que ainda mantém sob sua alçada à Rússia, como previa o acordo de 28 pontos. Ao mesmo tempo, as tropas ucranianas teriam de abandonar dessas regiões, assim como os militares russos também se comprometiam a não atacá-las.

    “Quem vai governar esse território, que estão a chamar ‘zona económica livre’ ou ‘zona desmilitarizada’, eles não sabem”, disse Volodymyr Zelensky.

    O Presidente ucraniano ressalvou, contudo, que o plano não é justo sem garantias de segurança que impeçam que as tropas russas não ocupem esses territórios.

    “Se as tropas de um lado saem e as do outro lado ficam onde estão, então o que vai travar as tropas russas? Ou o que vai parar de que os russos se disfarçam como civis e comandem esta zona económica livre?”, questionou Volodymyr Zelensky.

    “Tudo isto é muito sério”, frisou Volodymyr Zelensky. “Não é garantindo que a Ucrânia concorde com isto, mas se está a falar de compromisso, então tem de ser um compromisso sério”, destacou.

    O chefe de Estado ucraniano adiantou também que, se esta zona económica livre for avante, terá de haver um referendo ou eleições para ratificar a decisão.

  • Chefe militar russo anuncia conquista de Siversk. Putin celebra: "Foi uma ofensiva bem-sucedida"

    O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, anunciou hoje que as tropas russas conquistaram a cidade de Siversk, na província de Donetsk.

    “A cidade foi libertada”, afirmou Valery Gerasimov, citado pela agências de notícias RIA. O líder militar russo deu a novidade por uma reunião por videoconferência com Vladimir Putin.

    Em reação, o Presidente russo celebrou o feito das tropas russas. “Foi uma ofensiva bem sucedida. Esta ofensiva traz sucessos noutras direções”, disse Vladimir Putin.

  • Putin falou com Maduro ao telefone para garantir apoio russo ao governo venezuelano

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou esta quinta-feira por telefone com o homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, noticia a agência russa Tass, citando fonte do Kremlin.

    De acordo com aquela agência, Putin “expressou solidariedade com o povo venezuelano e reafirmou o seu apoio pelas políticas do seu governo”.

    O apoio de Putin surge no dia em que se verificou mais uma escalada na tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, com a notícia de que as forças de Washington apreenderam um navio petroleiro na costa da Venezuela quando transportava petróleo sancionado — uma apreensão que Caracas classificou com um “ato de pirataria internacional”.

  • Secretário-geral: Membros da NATO são “o próximo alvo da Rússia”

    Mark Rutte, o secretário-geral da NATO, afirmou esta quinta-feira que os membros da organização são “o próximo alvo da Rússia”. Durante um evento em Berlim, organizado pela Conferência de Segurança de Munique, Rutte defendeu que o bloco deve empreender todos os esforços para prevenir uma guerra que “pode ter a escala da guerra que os nossos avós e bisavós enfrentaram”.

    “Somos o próximo alvo da Rússia. Temo que demasiados estejam a ser complacentes. Há muitos que não sentem a urgência, e demasiados creem que o tempo está do nosso lado. Não está. O tempo para agir é agora”, frisou.

    Citado pela Sky News, Mark Rutte mencionou que a Rússia pode estar pronta para usar força militar contra a NATO dentro de cinco anos.

    Crê que os EUA e a Europa podem ficar na mesma página no que toca à Ucrânia, mas recordou que os EUA só se manterão em segurança caso a Europa também o fique.

    “O conflito está à nossa porta. A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa. E devemos estar preparados”, assumiu.

  • Líder da NATO. "Temos de ser muito claros sobre a ameaça: nós somos o próximo alvo da Rússia"

    O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, avisou esta quinta-feira que a aliança é o “próximo alvo” da Rússia.

    “Temos de ser muito claros sobre a ameaça: nós somos o próximo alvo da Rússia e já estamos no caminho do perigo”, disse Rutte numa conferência em Berlim.

    “Penso que muitos estão a ser discretamente complacentes, muitos não sentem a urgência. Muitos pensam que o tempo está do nosso lado. Não está. O tempo para a ação é agora”, afirmou o responsável.

    Salientando que os gastos com a defesa têm de subir “rapidamente”, Rutte afirmou que Putin está empenhado na “construção de um império” e parte de uma “visão distorcida da história” para o fazer.

    Elogiando Trump como “o único que consegue colocar Putin à mesa das negociações”, Rutte disse ainda que é necessário aumentar a pressão sobre a Rússia.

  • Lavrov: militares europeus na Ucrânia serão alvos legítimos

    O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta quinta-feira que quaisquer militares europeus destacados para o território ucraniano como parte de forças de manutenção de paz seriam considerados alvos legítimos por Moscovo.

    Confirmando que a Rússia já enviou para os EUA novas propostas relativas às suas exigências de garantias de segurança — que incluem a neutralidade e não-alinhamento da Ucrânia, que deve estar livre de armas nucleares —, Lavrov assinalou que os países europeus dão sinais de se estar a preparar para a guerra ao estarem a investir mais em armamento.

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