Momentos-chave
- Zelensky quer alinhar Ucrânia com a Europa nas sanções contra o Irão
- Hungria diz que EUA levantaram sanções sobre central nuclear com projeto liderado por empresa russa
- Ucrânia afirma que último ataque russo prova urgência de novas sanções contra Moscovo
- Serviços secretos russos e CIA conversaram sobre interesses dos dois países
- Ocidente nunca derrotou a Rússia nem o conseguirá desta vez, diz MNE russo
- Rússia lança ataque noturno em massa: incluiu 537 drones e mísseis e visou região ocidental da Ucrânia
Histórico de atualizações
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Bom dia!
Damos por encerrado este artigo onde foi acompanhada a atualidade do conflito na Ucrânia durante este domingo. Para manter-se atualizado, pode ler este outro artigo onde serão acompanhados os desenvolvimentos da guerra esta segunda-feira.
Rússia “está a preparar-se para novas operações” em países europeus, diz Zelensky
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Zelensky quer alinhar Ucrânia com a Europa nas sanções contra o Irão
O Presidente ucraniano disse que o seu país está a coordenar com os seus parceiros europeus possíveis sanções contra o Irão, que descreveu como “um dos regimes mais brutais do mundo”.
Zelensky quer alinhar Ucrânia com a Europa nas sanções contra o Irão
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Hungria diz que EUA levantaram sanções sobre central nuclear com projeto liderado por empresa russa
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, declarou hoje que a administração norte-americana levantou as sanções que o governo de Joe Biden tinha aplicado sobre a central nuclear Paks, no centro do país e que impediu a expansão planeada das instalações.
As sanções foram impostas pois o projeto de expansão é liderado pela Rosatom, empresa de energia estatal russa, no âmbito das sanções ocidentais à indústria de energia da Rússia. Agora que as sanções foram levantadas, Budapeste promete avançar com a construção dos novos reatores em Paks.
“A construção das maiores peças de equipamento da central nuclear de Paks está a progredir na Rússia e em França. No local, em Paks, a construção pode agora continuar a um passo mais acelerado”, pode ler-se no comunicado, citado pela Bloomberg.
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Ucrânia afirma que último ataque russo prova urgência de novas sanções contra Moscovo
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia afirmou hoje que o último ataque massivo russo, no qual os militares da Rússia utilizaram cerca de 500 drones e mísseis de vários tipos, demonstra a urgência de novas sanções contra Moscovo.
“O último ataque russo utilizou cerca de 500 drones e mísseis. O crescente nível de terror comprova a urgência de novas sanções. A União Europeia (UE) e os Estados Unidos precisam delas, não apenas para a Ucrânia, mas também para si próprios”, expressou o ministro ucraniano Andrii Sybiha, na sua conta na rede social X.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia disse ainda que “desviar recursos da máquina terrorista da Rússia é agora uma questão de segurança transatlântica”.
Russia’s latest attack used around 500 drones and missiles. The growing scale of terror proves the urgency of new sanctions. The EU and the US need them not only for Ukraine, but for themselves. Depriving Russia’s terror machine of resources is now a transatlantic security issue. pic.twitter.com/8tCyCPv9mM
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) June 29, 2025
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Zelensky assina decreto para retirar Ucrânia da Convenção que proíbe minas antipessoais
Volodymyr Zelensky assinou hoje o decreto, apresentado pelos conselhos de Segurança Nacional e de Defesa da Ucrânia, para retirar o país da Convenção de Ottawa, que proíbe a produção, acumulação, utilização ou transferência de minas antipessoais, noticia o Kyiv Independent.
A decisão ainda tem de ser aprovada pelo parlamento pelo que não é claro quando entrará em vigor. A Rússia não ratifica a Convenção de Ottawa, o que foi utilizado como justificação desta decisão pelo secretário do comité de Defesa do parlamento ucraniano. Nas últimas semanas, a Polónia e os três Estados Bálticos — Estónia, Letónia e Lituânia — também retiraram ou iniciaram o processo para abandonar esta convenção.
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Serviços secretos russos e CIA conversaram sobre interesses dos dois países
O diretor do Serviço de Informações Externas da Rússia (SVR), Sergei Narychkin, anunciou este domingo que falou com o chefe da CIA norte-americana, John Ratcliffe, numa nova troca oficial de impressões relativas a questões de interesse para os dois países.
“Tive uma conversa telefónica com o meu homólogo americano e concordámos em telefonar um ao outro em qualquer altura para discutir questões de interesse para nós”, disse Narychkin à televisão estatal russa, sem dar mais pormenores.
Narychkin, amigo próximo do Presidente Vladimir Putin, e Ratcliffe já tinham falado em 11 de março, o primeiro contacto conhecido desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, no início do ano.
Estes dois telefonemas oficiais entre os chefes do SVR russo e da CIA surgem numa altura em que Moscovo e Washington começaram a aproximar as suas relações diplomáticas, apesar da persistência do conflito na Ucrânia, onde os americanos apoiam Kiev.
No entanto, continuam a existir muitas divergências entre Moscovo e Washington, após muitos anos de extrema tensão.
Os americanos, por exemplo, continuam a fornecer a Kiev informações essenciais para as forças ucranianas, após mais de três anos de ofensiva em grande escala do exército russo.
Em março, Sergei Narychkin e John Ratcliffe concordaram em “manter contactos regulares”, de acordo com uma declaração do lado russo, citada pela agência noticiosa russa.
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Ocidente nunca derrotou a Rússia nem o conseguirá desta vez, diz MNE russo
O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, afirmou que o Ocidente nunca derrotou a Rússia e que nem o conseguirá desta vez.
“Estamos a assistir a um confronto sem precedentes entre o nosso país e o Ocidente coletivo que decidiu, mais uma vez, entrar em guerra contra nós e infligir uma derrota estratégica à Rússia, utilizando, de facto, o regime nazi em Kiev como aríete”, disse Sergei Lavrov, citado pela agência de notícias oficial russa TASS.
O chefe da diplomacia russa falava durante um encontro com o seu homólogo do Quirguistão, Zheenbékov Kulubáyev.
No encontro, na cidade de Cholpon-Ata, no Quirguistão, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo insistiu que “o Ocidente nunca o conseguiu e não o conseguirá desta vez”, considerando que o Ocidente, “certamente, já está a começar a perceber isso”.
Lavrov mantém hoje conversações bilaterais com as autoridades do Quirguistão e participa, na segunda-feira, na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), em Cholpon-Ata.
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Rússia lança ataque noturno em massa: incluiu 537 drones e mísseis e visou região ocidental da Ucrânia
Os ataques em massa noturnos da Rússia contra a Ucrânia continuam. Esta noite, foram lançados 477 drones e 60 mísseis, entre os quais se incluem 46 mísseis cruzeiro e sete mísseis balísticos. De um total de 537 aparelhos, 249 foram intercetados e 226 desapareceram dos radares, relatou a Força Aérea ucraniana, citada pelo Ukrainska Pravda. O jornal aponta o número como um recorde de capacidades aéreas disparadas numa só noite durante a guerra.
O Kyiv Independent ressalva que muitas das vagas visaram a zona ocidental da Ucrânia, longe da frente de batalha e que a Polónia também ativou caças e defesas anti-aéreas terrestres, dada a proximidade do ataque com o país.
Os ataques atingiram os seus alvos em seis locais diferentes. Noutros oito foram registados danos onde os mísseis e drones intercetados caíram. No entanto, os governadores das várias regiões afetadas adiantaram que o rescaldo dos danos materiais e das vítimas dos ataques ainda está a ser feito.
Já o Presidente Volodymyr Zelensky adiantou que o piloto de um caça F-16 morreu durante a noite, no processo de intercetar o ataque e ordenou uma investigação à sua morte. Numa publicação nas redes sociais, partilhou imagens das várias regiões afetadas e confirmou que os trabalhos de resgate ainda estão a decorrer. O chefe de Estado ucraniano fez ainda um resumo de todos os ataques russos durante esta semana: 114 mísseis, mais de 1.270 drones e 1.100 bombas planadoras. Estes ataques em massa justificam a necessidade de mais apoio internacional à defesa aérea ucraniana, repetiu na publicação.
Almost all night long, air raid alerts sounded across Ukraine — 477 drones were in our skies, most of them Russian-Iranian Shaheds, along with 60 missiles of various types. The Russians were targeting everything that sustains life. A residential building in Smila was also hit,… pic.twitter.com/1ExZhYAMBg
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 29, 2025
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Bom dia!
Abrimos este liveblog para acompanhar ao minuto a guerra na Ucrânia ao longo deste domingo. Para relembrar todos os desenvolvimentos deste sábado, pode conferir este outro artigo em direto, que agora arquivamos.
Parlamento ucraniano trabalha em projeto-lei para eleições pós-guerra