Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Rússia "está a preparar-se para novas operações" em países europeus, diz Zelensky
- Mortes civis cresceram 37% desde fim de 2024, segundo relatório da ONU
- Zelensky diz que a Alemanha apoia a adesão da Ucrânia à NATO
- União Europeia prolonga sanções contra a Rússia até janeiro de 2026
- Lavrov diz que aumento dos gastos dos países da NATO levará ao "colapso"
- Desculpar a Rússia? "É ingénuo esperar que um criminoso pare o seu crime se for perdoado"
- 6 mortos e 26 feridos em ataques russos na Ucrânia
- Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão já está em Kiev
- Chefe da diplomacia alemã acusa Putin de querer a capitulação de Kiev
- Ucrânia diz que Rússia já perdeu mais de um milhão de soldados desde o início da guerra
- Rússia responsabiliza EUA e Ucrânia pelo ritmo das negociações
- Rússia encerra temporariamente ponte da Crimeia
- Ataque com drones russos em Kharkiv faz vários feridos
- Kim Jong-un encontra-se com ministra russa
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- A Ucrânia acusou a Rússia de se preparar para lançar novas operações em países europeus. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o líder russo, Vladimir Putin, continua focado em expandir a guerra e expressou a necessidade de fortalecer a arquitetura de segurança da Europa para garantir uma defesa eficaz em qualquer cenário.
- As mortes de civis na Ucrânia aumentaram 37% entre dezembro de 2024 e maio de 2025 em comparação com o mesmo período no ano anterior, conforme relatado pelo Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas. O relatório destaca a incapacidade das forças russas de distinguir entre alvos civis e militares, sugerindo uma possível intenção deliberada de atingir civis.
- A Alemanha expressou apoio à adesão da Ucrânia à NATO, sendo esta uma posição que, de acordo com Zelensky, não se ouvia da Alemanha há bastante tempo. Durante a cimeira da NATO, foi declarado que a entrada da Ucrânia na Aliança é do interesse da segurança coletiva da Europa.
- A União Europeia decidiu prolongar as sanções contra a Rússia por mais seis meses, até janeiro de 2026, como uma medida para manter a pressão sobre Moscovo enquanto a guerra na Ucrânia continuar. Cada sanção, segundo a Alta Representante da UE para a Política Externa, visa enfraquecer a capacidade russa de conduzir a guerra.
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Bom dia.
Encerramos este liveblog. Pode continuar a acompanhar os acontecimentos mais relevantes do conflito entre Rússia e Ucrânia neste outro liveblog.
Macron falou com Putin ao telefone pela primeira vez desde 2022. Chamada durou mais de 2 horas
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Rússia "está a preparar-se para novas operações" em países europeus, diz Zelensky
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia está a preparar-se para realizar “novas operações” em países europeus, sublinhando que o líder russo não está a “mudar de planos nem a procurar uma forma de acabar com a guerra”.
“Têm um princípio: Os russos procuram oportunidades onde quer que as encontrem. E precisam de ver que haverá algo para os impedir em todo o lado”, acrescentou o Presidente.
“De uma forma ou de outra, todos nós teremos de garantir a segurança na Europa com uma arquitetura de segurança forte e verdadeiramente eficaz — uma arquitetura que proporcione à Europa uma proteção fiável em qualquer cenário”, concluiu.
Putin has already stolen practically half a year from diplomacy — another half a year — on top of the entire duration of this war. Russia is not changing its plans and is not looking for a way out of this war. On the contrary, they are preparing for new operations, including on… pic.twitter.com/Hx47bYgT8z
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 30, 2025
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Mortes civis cresceram 37% desde fim de 2024, segundo relatório da ONU
O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas denunciou, que, entre 1 de dezembro de 2024 e 31 de maio de 2025, houve um crescimento de 37% das vítimas civis da Guerra na Ucrânia face ao período igual do ano passado.
Num relatório publicado no site, o gabinete relata que 968 pessoas civis foram mortas nesse período e outras 4.807 ficaram feridas, a maioria “em zonas controladas pelo governo da Ucrânia” e “principalmente em resultado de ataques das forças armadas russas”.
“As nossas conclusões sugerem fortemente a incapacidade de distinguir entre alvos civis e militares e de tomar todas as precauções possíveis para verificar a natureza militar desses alvos, ou pior, uma decisão intencional de não o fazer”, afirmou Danielle Bell, chefe da Missão de Observação dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, citada no relatório.
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Zelensky diz que a Alemanha apoia a adesão da Ucrânia à NATO
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Alemanha apoiava a entrada de Kiev na NATO, aproveitando para “agradecer pessoalmente” o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, que está de visita a Kiev.
Zelensky, numa conferência citada pela Ukrinform, falou que este era “um sinal” que não ouviam da Alemanha “há muito tempo, talvez nunca”,
“Durante a cimeira da NATO, na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Ucrânia, a Alemanha declarou que acredita que a Ucrânia deve fazer parte da Aliança”, sublinhou o Presidente.
“Este é um momento muito importante – não apenas no que respeita ao nosso futuro na União Europeia. É do interesse da segurança colectiva da Europa”, acrescentou.
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União Europeia prolonga sanções contra a Rússia até janeiro de 2026
A União Europeia estendeu oficialmente as sanções contra a Rússia por mais seis meses, anunciou Kaja Kallas. A Alta Representante da UE para a Política Externa afirmou, na rede social X, que a pressão sobre a Rússia continuará até que o país pare a guerra contra a Ucrânia.
“Cada sanção enfraquece a capacidade da Rússia de travar uma guerra”, enfatizou.
Deste modo, as sanções da União Europeia contra Moscovo foram estendidas até 31 de janeiro de 2026.
The EU today officially agreed to extend sectoral sanctions on Russia.
We will continue to pile pressure on Moscow to end its war in Ukraine.
Each sanction weakens Russia’s ability to wage war.
— Kaja Kallas (@kajakallas) June 30, 2025
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Lavrov diz que aumento dos gastos dos países da NATO levará ao "colapso"
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov, disse esta segunda-feira que o aumento da despesa dos países da NATO com Defesa vai levar ao “colapso”.
“Já que [o ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski] é tão bom a prever, ele provavelmente antevê que um aumento catastrófico de orçamento [para Defesa] dos países da NATO, de acordo com as minhas estimativas, levará ao “colapso” desta organização”, alegou Lavrov, citado pelo Kyiv Independent.
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Desculpar a Rússia? "É ingénuo esperar que um criminoso pare o seu crime se for perdoado"
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano respondeu ao seu homólogo sérvio, depois deste ter sugerido “talvez desculpar” a Rússia pela guerra e retomar o diálogo pela paz.
“O senso de impunidade da Rússia é a causa raiz dos crimes. É ingénuo esperar que um criminoso pare o seu crime se for perdoado em vez de punido. A Rússia também vai bater na outra face. E aqueles que não perderam ninguém nesta guerra não têm o direito de fazer tais declarações”, escreveu no X.
Juraj, Russia's sense of impunity is the root cause of its crimes. It's naive to expect a criminal to stop if their crime is forgiven instead of punished. Russia will hit your other cheek as well. And those who have lost no one in this war have no right to make such statements. pic.twitter.com/ALLzGT6ugP
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) June 30, 2025
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6 mortos e 26 feridos em ataques russos na Ucrânia
Pelo menos seis pessoas morreram e outras 26 ficaram feridas na sequência de ataques russos na Ucrânia nas últimas 24 horas, informam as autoridades locais citadas pelo Kyiv Independent.
Os ataques que atingiram áreas residenciais e infraestruturas críticas envolveram drones, artilharia e bombas guiadas. A Força Aérea ucraniana terá atingido 74 dos 107 drones russos lançados.
- Kharkiv: duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em ataques a casas, carros e infraestruturas civis;
- Kherson: duas pessoas mortas e oito feridos incluindo infraestruturas civis e zonas residenciais;
- Zaporizhzhia: um morto;
- Donetsk: um morto e quatro feridos em ataques a casas, uma farmácia e uma igreja;
- Sumy: três feridos.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão já está em Kiev
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão chegou a Kiev esta segunda-feira e prometeu um apoio contínuo da Alemanha à Ucrânia, um “país mais uma vez assombrado pela guerra”.
“A Alemanha apoia a Ucrânia. Não podemos permitir que a liberdade se perca aqui. Temos que apoiar este país e garantir que um cessar-fogo é finalmente alcançado. [Vladimir Putin] precisa de entender que não pode continuar esta guerra e precisa de negociar uma solução de paz”, disse Johann Wadephul num vídeo partilhado no X.
O ministro alemão disse que tenciona encontrar-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha.
“Esta é realmente uma situação muito difícil. É por isso que a solidariedade alemã é tão importante neste momento”, acrescentou.
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Chefe da diplomacia alemã acusa Putin de querer a capitulação de Kiev
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, acusou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, de não ter qualquer vontade de negociar a paz e de querer impor a capitulação da Ucrânia.
Embora a Ucrânia esteja pronta para negociações genuínas com Moscovo, “Putin não cede a nenhuma das suas exigências maximalistas: não quer negociações, mas capitulação”, disse Wadephul, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O chefe da diplomacia alemã garantiu que o país permanece “de forma inabalável” ao lado da Ucrânia, nomeadamente através do envio de sistemas modernos de defesa aérea e de outras armas, além de ajuda humanitária e económica.
A declaração surgiu depois de Wadephul ter chegado à capital ucraniana, Kiev, para uma visita não anunciada. “A liberdade e o futuro da Ucrânia são a tarefa mais importante da nossa política externa e de segurança” na Europa, afirmou o ministro.
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Ucrânia diz que Rússia já perdeu mais de um milhão de soldados desde o início da guerra
A Ucrânia diz que desde o início da guerra em fevereiro de 2022 já morreram mais 1.020.010 soldados russos. Os dados foram partilhados pelo Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia esta segunda-feira.
No relatório publicado nas redes sociais, Kiev alega que a Rússia também já perdeu 10980 tanques, 22922 carros blindados, 53593 carros e tanques de combustível, 29718 sistemas de artilharia, 1427 sistemas de lançamento múltiplo de foguetes, 1190 sistemas de defesa aérea, 420 aviões, 340 helicópteros, 42796 drones, 28 navios e barcos e um submarino.
Os números vão ao encontro dos dados de um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais norte-americano. O estudo partilhado no início do mês de junho apontava para quase um milhão de soldados russos mortos e antevia a probabilidade da Rússia ultrapassar esta marca durante o verão.
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Rússia responsabiliza EUA e Ucrânia pelo ritmo das negociações
A Rússia diz que o ritmo das negociações para resolver o conflito com a Ucrânia depende de Kiev e de Washington.
O entendimento de Moscovo foi veiculado pelo porta-voz do Kremlin no domingo. “Muito depende, naturalmente, da posição do regime de Kiev”, disse À Belarys 1 TV (principal canal estatal da Bielorrússia, citado pela Reuters. Dmitry Peskov acrescentou que o sucesso da negociação depende também “da eficácia dos esforços de mediação de Washington”.
Apesar da pressão exercida por Donald Trump para alcançar um cessar-fogo, não têm surgido desenvolvimentos significativos desde que o Presidente dos EUA tomou posse, em janeiro. O Republicano que chegou a prometer resolver o conflito em um dia disse na sexta-feira que acredita que “algo acontecerá” em relação a uma solução para a guerra.
Peskov não adiantou o que espera a Rússia de Washington ou Kiev e acredita que as datas para a próxima ronda de negociações fiquem claras “num futuro próximo”.
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Rússia encerra temporariamente ponte da Crimeia
A Rússia encerrou temporariamente a ponte da Crimeia no domingo depois de terem sido registadas explosões em Kerch.
Testemunhas citados pelo Kyiv Independent relatam ter ouvido explosões que provocaram uma reação dos sistemas de defesa aérea russos. “Explosões foram ouvidas em Kerch, a defesa aérea russa está a disparar e a iluminação da Ponta da Crimeia foi desligada”, relatou o Crimean Wind no Telegram.
A circulação na ponte — que tem sido, frequentemente, alvo de ataques ucranianos — esteve interrompida pouco mais de uma hora, mas não se sabe se a infraestrutura sofreu danos, ou se o encerramento aconteceu por precaução.
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Só o conflito no Médio Oriente interessa? "Cabe à Europa manter o apoio à Ucrânia"
Miguel Baumgartner, especialista em RI, sublinha o esforço de Zelensky para centralizar a atenção internacional na Ucrânia numa altura em que é certo: o foco não foge da escalada no Médio Oriente.
Só o conflito no Médio Oriente interessa? “Cabe à Europa manter o apoio à Ucrânia”
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Ataque com drones russos em Kharkiv faz vários feridos
A Rússia lançou durante a noite um ataque de drones na região ucraniana de Kharkiv que fez pelo menos quatro feridos, informou o chefe militar regional.
“Depois do ataque inimigo na vila de Pisochyn, três pessoas procuraram ajuda médica. Os feridos estão a ser assistidos”, escreveu Oleh Syniehubov no Telegram.
De acordo com o oficial, o ataque de drones atingiu uma estação de serviço e um edifício civil.
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Kim Jong-un encontra-se com ministra russa
O líder norte-coreano encontrou-se este domingo com a ministra da Cultura russa em Pyongyang, na Coreia do Norte, para discutir a expansão de acordos bilaterais em cultura e artes entre os dois países, avançou a Agência Central de Notícias Coreana (KCNA).
O encontro ocorreu na sede do Comité Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e contou com a presença do embaixador russo na Coreia do Norte, Aleksandr Matsegora.
A ministra russa Olga Lyubimova chegou no sábado à Coreia do Norte para assinalar o primeiro aniversário do tratado de parceria estratégica entre os países.
Segundo a KCNA, Kim destacou os “intercâmbios e cooperação amplos e profundos” em vários setores desde que o tratado foi assinado. Para o líder norte-coreano, esses desenvolvimentos “fizeram contribuições tangíveis para o desenvolvimento mútuo e o bem-estar dos povos dos dois países”.
Kim apareceu na cerimónia acompanhado pela sua filha Ju-ae.
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Bom dia!
Abrimos este artigo em direto para acompanhar toda a atualidade desta segunda-feira sobre a guerra na Ucrânia. Pode recordar neste outro artigo todos os desenvolvimentos do conflito que marcaram o último domingo.