Momentos-chave
- Mendes elogia "vitória" do Governo e promete "liderança firme e tranquila"
- No primeiro comício da campanha, António Filipe demarca-se de Rui Tavares. "As presidenciais não são um concurso de ideias giras"
- Seguro questiona adiamento de escolhas para TC e Conselho de Estado: "O que está por detrás disto no novo campo político"?
- Pinto Luz: "Não queremos um Presidente amigo do Governo. Sabemos o que sofremos com os comentários de Mendes ao domingo"
- Ana Abrunhosa entra na campanha de Seguro a dizer que os seus "amigos da direita" vão votar nele
- "Ainda bem que há esquerda nesta candidatura". Catarina reage a encontro entre Seguro e Santana
- Marcelo diz que não precisa de falar com ministra da Saúde. "Eu resolvo isso com o Sr. Primeiro-ministro"
- António Filipe provoca Marques Mendes: "Não vou pegar no cartão do partido e entregá-lo na sede"
- Participação de Ventura e Marques Mendes no Conselho de Estado foi "um erro", diz Jorge Pinto
- Ventura mantém liderança nas intenções de voto
- Seguro tem "conversa muito interessante" com Santana e desvaloriza impacto negativo da visita na esquerda
- Não foi um apoio, mas pareceu. Santana recebe Seguro: "Se ganhar a Presidência ficará bem entregue"
- Cotrim recorda críticas de Mendes a Passos Coelho e devolve acusações de "ridículo"
- Moedas defende Mendes contra "populismos" e lembra que na sua experiência "sondagens estão erradas"
- Presidente da República promulga novo sistema de consultas e cirurgias mas deixa reparos
- Várias outras propostas dos partidos para a Habitação foram chumbadas no parlamento
- Seguro diz que "Governo tem de ter coragem" para tomar medidas necessárias na saúde
- António Filipe identifica cinco dos adversários como "candidatos do Governo". E um deles é António José Seguro
- Propostas do PS para a habitação não são votadas e baixam à especialidade
- Medidas propostas pelo Governo para os licenciamentos também aprovadas na generalidade
- Ventura distribui bananas, mas não coloca a casca a nenhum adversário. De ginja na mão, admite repetir tradição de Marcelo
- 400 a 500 camas para casos sociais são de "disponibilização imediata" mas Leitão Amaro não sabe se resposta demora dias ou "semanas"
- Governo vê aprovado, na generalidade, o “pacote fiscal” para a habitação
- Cotrim usa silêncio de Passos contra Marques Mendes. E diz que críticas do candidato da AD “demonstram preocupação"
- Ventura alerta que "votar em Cotrim ou Mendes é a mesma coisa" e diz que eleições não são para escolher "miss mais bonita"
- Mendes diz que Cotrim "cai no ridículo" e parece agora estar "apaixonado pelo Governo"
- INEM. Leitão Amaro diz que PS não pagou nenhuma das 275 viaturas anunciadas por Montenegro
- Mendes pede "despolitização da Saúde". "Há ganhos de causa com anúncios ou mortes"
- Catarina pede a Marcelo para forçar o primeiro-ministro a demitir Ana Paula Martins
- Lobo Xavier aposta em Mendes e desvaloriza sondagens. Candidato fala aos indecisos
- Governo aprova construção e gestão em regime PPP do Hospital Central do Algarve
- No Conselho de Estado, Ventura dará conta da "inoportunidade" da reunião e dirá que Marcelo "falhou" na Saúde
- Jorge Pinto critica Cotrim: "O Presidente não tem de ser aliado de ninguém, a não ser dos portugueses"
- Seguro diz-se "teimoso" contra "combates estéreis" e pede "uma oportunidade" para ser o que nunca foi
- Simplex urbanístico do PS teve avaliação "negativa" do setor e dos municípios. MIranda Sarmento lembra que rendas moderadas são "até" 2.300€
- PS acusa Governo de não estar a ser "dialogante" e não procurar o "compromisso" para obter aprovação pelo PS
- Emergência médica. Líder do PS sugere que Montenegro "faltou à verdade" ao Parlamento. "Nos EUA, dava um impeachment"
- "É preciso ajudar as famílias e não só os senhorios", defende o PS
- Pinto Luz acusa PS de ter deixado subir os preços das casas ainda mais e de não construir casas do PRR
- Habitação. Propostas do Governo são "absolutamente necessárias e audaciosas", diz Pinto Luz
- Acesso à habitação "está nas preocupações de todo o hemiciclo", diz ministro Miguel Pinto Luz
- Conselho de Estado ‘limita’ agenda de Marques Mendes e Ventura no sexto dia de campanha
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Sétimo dia de campanha leva candidatos ao norte e ao interior do país
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António Filipe recusa que esquerda parta derrotada para as eleições e quer combater "boçalidade" de alguns candidatos
As sondagens não são favoráveis (no mínimo para os candidatos que António Filipe inclui no espaço da esquerda), mas o candidato pediu esta sexta-feira que se largue “essa ideia de que a esquerda está derrotada”.
“Rejeitamos completamente a ideia, reconhecendo as dificuldades do tempo em que vivemos, a ofensiva reacionária com que estamos confrontados, a hegemonia da direita nos órgãos de soberania e a difusão de valores, da intolerância e da boçalidade que vão campeando por esse país fora e no discurso político até de alguns candidatos“.
Filipe recusa aceitar que a ideia de que “o povo que soube fazer a Revolução de abril esteja derrotado”. “Não estão derrotados, não estamos derrotados porque vamos à luta porque vamos afirmar os valores pelos quais se fez o 25 de Abril, e que estes valores não são memória do passado”.
No discurso que encerrou o primeiro comício da campanha, em Coimbra, o comunista apelou ainda a que todos os candidatos se posicionem em relação ao pacote laboral proposto pelo Governo, sublinhando que o próximo Chefe de Estado tem o “dever inalienável de se opor a esse retrocesso civilizacional”. “O Presidente da República, perante questões de grande importância nacional não deve esconder-se através de tacticismos e deve dizer perante o país, perante a Assembleia da República, perante o Governo, o que pensa relativamente àquelas questões fundamentais que mais preocupam os portugueses”.
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Mendes elogia "vitória" do Governo e promete "liderança firme e tranquila"
Mendes discursa agora na Lousã. Fala no Conselho de Estado desta tarde, onde passou “muitas horas intensas”. “Alguns pensam que nos desanimam. Estão enganados”.
Fala sobre o interior do país, dizendo que é uma zona tradicionalmente muito ignorada e que a bolha política e a comunicação social não “ligam nada” ao assunto. Se for Presidente, ligará “muito mas mesmo muito” ao desenvolvimento do interior. Falta uma “revolução” em que o sistema fiscal diferencie positivamente o investimento no interior. Alguns dos seus adversários preocupam-se com “casos e casinhos” mas Mendes preocupa-se com as “grandes causas”, garante. “Para pequeno já chego eu. Portugal será pequeno, mas nunca será comigo um país irrelevante”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Deixa um grande elogio a Sebastião Bugalho, de quem “cada vez se vai ouvir falar mais”, e fala da “grande vitória pessoal e para o país” que Miguel Pinto Luz teve com a aprovação do pacote da Habitação no Parlamento, esta sexta-feira. Diz que a vida política portuguesa está “muito estranha”, discute-se o acessório e conjuntural, e que se há de discutir com que partido se aprova o pacote, esquecendo que a redução fiscal sobre construção e arrendamento é “uma reforma de fundo, estrutural e transformadora, que há meses achava impossível”.
“Temos de construir, construir, construir, mas isso leva anos. Temos de pôr antes o mercado de arrendamento a funcionar”, para dar resposta aos jovens.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Mendes garante que está “muito feliz” nesta campanha pela mobilização e porque as ideias passam com “alguma fluidez”. Sintetiza assim a sua mensagem: quer liderar com firmeza e tranquilidade. “Temos alguns candidatos que são tranquilos mas não líderes, outros que podem ter perfil de liderança mas querem fomentar a intranquilidade. Eu quero fazer a síntese. O país merece tranquilidade”.
Para isso há duas qualidades essenciais: moderação e estabilidade. O radicalismo e o conflito dão mais nas vistas, mas a moderação é que permite fazer pontes de entendimento, insiste. A imigração sem moderação era a “desumanidade” do Chega, sem avançar, frisa; só com moderação pode ser regulada e integrada. Na economia também: se o crescimento não for acompanhado de justiça e desenvolvimento social, não é harmonioso. Na Saúde, há conflitos ideológicos mas não resultados. E sem moderação não haveria acordo com o Mercosul — o que é conjuntural e acessório “é que faz a abertura dos telejornais”, queixa-se.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Defende a estabilidade para os portugueses, não sendo a questão mais “sexy e mediática” porque “dá mais nas vistas falar de crises e dissoluções”. “Não enche o olho, mas não podemos ter eleições de ano a ano, se não o país marca passo”.
Volta a frisar que o Presidente é amigo dos portugueses e não do Governo e da oposição. “Um PR que se preze, que defende a moderação e a estabilidade, tem de ser um Presidente que confere aos Governo todas as condições para governar. Este ou qualquer outro”. Só em quatro anos se pode ter resultados e “é isto que combate o populismo”, frisa.
“Moderação não é imobilismo, estabilidade não é paralisia”, frisa. “Isto não pode continuar na mesma. O país tem de evoluir”. As pessoas não se queixem de si na rua, dizem, mas fazem desabafos quando o encontram, preocupadas com salários, pensões ou saúde.
Diz que esta eleição é especialmente importante por o mundo estar perigoso. “A experiência conta”, insiste. “Quem não tem experiência governativa pode ser Presidente? Poder pode, mas não é a mesma coisa”, atira.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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No primeiro comício da campanha, António Filipe demarca-se de Rui Tavares. "As presidenciais não são um concurso de ideias giras"
Ao sexto dia de campanha, a candidatura de António Filipe escolheu Coimbra como palco do primeiro comício. Perante uma sala cheia, o candidato afastou-se das críticas do porta-voz do Livre, Rui Tavares, que ontem tinha lamentado que os candidatos de esquerda estejam a optar pela “política do costume”. “Ontem ouvimos um interveniente de uma campanha eleitoral criticar os candidatos da esquerda, dizer que os candidatos da esquerda defendiam a política do costume”, começou por dizer, ironizando que se a crítica foi para os “candidatos de esquerda”, então eram dirigidas a ele.
“Então vamos ver o que é a política do costume. É esta de que eu tenho estado a falar. É a política neoliberal que tem conduzido a esta situação. E é contra essa política do costume que eu me candidato a Presidente da República, porque defendo outro rumo”.
O candidato vai mais longe e alerta que “as eleições para Presidente da República não são um concurso de ideias giras”, e que o que se pretende do Chefe de Estado “é determinação, coragem política na defesa dos valores da Constituição e o uso dos seus poderes constitucionais, precisamente nesse sentido de não pactuar com estas políticas neoliberais”.
E isso, garante o comunista, não é a “política do costume”. É, na verdade, uma candidatura da convergência dos valores da esquerda, lamentando os apelos para impedir vitórias da direita convergindo “não na esquerda, mas mais ou menos ao centro”.
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Seguro questiona adiamento de escolhas para TC e Conselho de Estado: "O que está por detrás disto no novo campo político"?
António José Seguro questionou esta noite os verdadeiros motivos para o adiamento para depois das eleições das escolhas de cinco conselheiros de Estado e de três novos juízes do Tribunal Constitucional. “O que está por detrás disto neste novo campo político?”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“O que eles querem fazer depois destas eleições?”, perguntou o candidato à sala cheia no comício de Coimbra desta noite. A suspeita não concretizada recai, mais uma vez, sobre o Chega e no que o seu crescimento pode significar na influência sobre o PSD.
Um novo argumento na linha de raciocínio que Seguro tem pedido para apelar ao voto na sua candidatura como uma forma de “equilibrar o sistema político e impedir a concentração de poder” nessa área. Mais um tiro à “nova maioria” que tem um “peso ideológico que não tinha em tempos anteriores” por causa do Chega — que nunca refere pelo nome.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
No seu discurso desta noite Seguro também trazia outro alvo alinhado, embora de forma menos direta, o almirante Gouveia e Melo. Foi para ele (e para o empresário Mário Ferreira) a tirada que deixou a dada altura: “Não fui empurrado por nenhum empresário, não negociei nenhum acordo, avancei sozinho (…) A minha candidatura não nasceu de cima para baixo, nasceu de baixo para cima, do povo trabalhador, do povo que empreende, dos jovens das mulheres e dos homens que não se resignam”.
O discurso voltou a estar mais focado na esquerda, com o candidato a pedir um Presidente com “sensibilidade social” e a voltar a acenar com o seu veto, se chegar a Belém, a uma reforma laboral como aquela que o Governo propôs.
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Pinto Luz: "Não queremos um Presidente amigo do Governo. Sabemos o que sofremos com os comentários de Mendes ao domingo"
Miguel Pinto Luz começa agora a falar num jantar da campanha de Marques Mendes, na Lousã.
Fala na “dedicação à causa pública” do candidato, que quis deixar o país melhor para os filhos e netos quando Portugal estava a “aprender a andar” em democracia, nos governos de Cavaco Silva. “Ele estava no núcleo duro, no centro” de governos em que se construíram mais de 600 escolas, mil quilómetros de autoestrada (“tomara eu”) ou 40 privatizações, com Mendes a liderar na área da comunicação social.
“Se os atuais governantes não conseguirem entregar um Portugal melhor, e corremos esse risco se não houver estabilidade (…), deixaremos um Portugal aos nossos filhos e netos”, avisa. Quando olha para Mendes não é preciso ter “qualquer tipo de conversa sobre seriedade”, mas sobre “obra” e como fez parte de Governos que “transformaram o país”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Por isso, Pinto Luz critica quem puxa pelos galões de um “legado histórico que não é seu”, porque esse é de Mendes, defende. “A política não é para táticos. Isso é a tática do momento. Queremos alguém vertical, com provas dadas, seriedade, que não verga a pressões ou quaisquer interesses — incluindo dos governos da sua família política. Eu sei o que nós todos sofremos com os comentários dele ao domingo”.
O ministro das Infraestruturas e Habitação argumenta que Cotrim “não tem o direito” de se dizer herdeiro do legado do PSD ou que vai ser o Presidente mais amigo do Governo. “Não queremos um Presidente amigo do Governo, mas amigo de Portugal”. “Mas é para ter responsabilidade, não é para dissolver à segunda e convocar outro Governo à quinta”.
Frisa que Mendes sentiu na pele o que era, no Governo de Cavaco Silva nos últimos anos, conviver com um Presidente adverso (Mário Soares). E defende que Mendes está na pole position para a segunda volta, pedindo que não se “emprenhe pelos ouvidos”. A escolha de dia 18, diz, é entre risco e confiança, entre improviso e experiência.
“Não optámos por Mendes em detrimento do candidato A, B ou C. Escolhemo-lo”.
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
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Almirante diz que não tem "rabo preso" a partidos e avisa que não se está a escolher o "Comandante da Intriga Político-Partidária"
Henrique Gouveia e Melo volta a puxar pelo seu percurso militar e pelas suas qualidades de liderança. Num jantar com apoiantes em Aveiro, o almirante lembra que “vamos escolher um Presidente que vai viver um período muito difícil e que é o Comandante Supremo das Forças Armadas”. E lamenta: “Parece que só vamos escolher o Comandante da Intriga Político-Partidária”.
Gouveia e Melo diz que os militares não costumam fazer “auto-marketing”, mas que tem de o fazer por ser candidato. Como Presidente promete “contrariar os interesses aliados”, porque antes disso é preciso promover “o interesse de Portugal.”
Além de se dizer preparado para essa missão, diz que está igualmente preparado para “dirimir problemas entre partidos”, até porque não tem o “rabo preso a um partido qualquer onde tenha passado a minha vida”. Promete ser um “árbitro isento, honesto.”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Deixou avisos ao Chega visando os falam em minorais, prometendo combater “as falsas maiorias que comprometam tudo o que são interesses humanos e valores essenciais e humanitários.”
Na Saúde voltou a atacar o Governo, citando até Camões: “O fraco rei, faz fraca a forte gente”. Mas também voltou a atacar António José Seguro, referindo-se ao “chá diluído”, que diz que “vamos fazer um grande pacto da saúde”. E questiona criticamente: “Mas que pacto. Estamos a gastar o dobro e novo houve pacto? Que pacto é esse? Mais generalidade? Inconsequência?”
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
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Ana Abrunhosa entra na campanha de Seguro a dizer que os seus "amigos da direita" vão votar nele
Em Coimbra, no comício no Pavilhão Centro de Portugal, Ana Abrunhosa entrou para apoiar um “homem bom” que se rege por princípio irrepreensíveis” e em que os seus “amigos da direita” já lhe dizem que vão votar. E seguiu o guião do dia para fazer do candidato alguém que é “moderado” mas “determinado”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
“Eu tenho muitos amigos da direita, graças a Deus, sabem para que servem? Eles hoje mandam-lhe muitos cumprimentos porque vão votar em si, António”, garantiu a presidente da Câmara de Coimbra e uma das antigas ministras de António Costa que vê nisto um “sinal de esperança” para Seguro.
Poucos meses depois dela mesmo ter feito uma campanha vencedora, em Coimbra, Abrunhosa avisa que “quem não chega ao final da campanha com menos uns quilos não fez o seu trabalho. A campanha é para fazer na rua, a falar com as pessoas, a sentir, abraçar, mas para fazer com amor, com o coração porque as pessoas sentem quando estamos com vontade e António José Seguro está com vontade”.
Como vê a autarca tudo isto? “Ele sorri com naturalidade, abraça com vontade”. Logo, acrescenta de seguida, “tem tudo para ser o próximo Presidente da República. É um homem bom e um político que tem provas dadas”.
Entrou na campanha na cidade que gere e sem histórico de uma relação com Seguro, mas com o argumento do dia na ponta da língua: moderação não é indecisão.
Um ponto fraco na imagem do candidato que todos os discurso desta noite (falou o mandatário da Juventude Renato Daniel e da mandatária distrital Helena Freitas) tentaram contrariar. Ana Abrunhosa foi a primeira, começando por falar numa “campanha moderada e de bom senso” em Seguro que “”tem dignificado os políticos”. “Mas uma moderação que não o impede de ser determinado”, garantiu Ana Abrunhosa que acusa “as pessoas mal formadas de confundirem educação com falta de determinação”.
VASCO COELHO/OBSERVADOR
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Mónica Quintela diz que Seguro é "chazinho de limão" e "aguarela" que esconde "quadro a óleo com lóbis da saúde"
Mónica Quintela — a mandatária para a zona centro de Henrique Gouveia e Melo e antiga porta-voz para a Justiça de Rui Rio quando este liderou o PSD — deu alcunhas aos adversários do almirante. A João Cotrim Figueiredo chamou um “dandy diletante“, a Marques Mendes um “comissário político”, mas foi particularmente dura com António José Seguro.
Mesmo nas críticas que têm feito a Seguro, os apoiantes de Gouveia e Melo têm dito que é uma pessoa “decente” e eticamente impoluto. Mónica Quintela, pelo contrário, lançou suspeitas sobre Seguro: “Um candidato que é um chazinho de limão, águas ténues, uma aguarela. E por detrás destas aguarelas em traços ligeiros, escondem-se uns quadros a óleo com lóbis da saúde e outros interesses por trás”.
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Catarina Martins "chocada" com comentários de Seguro sobre quotas de género
Catarina Martins também disse hoje estar “chocada” numa primeira reação após António José Seguro ter dito na quarta-feira que “não se pode eternizar a lei das quotas” de paridade de género. A candidata lembrou que a presença das mulheres em listas eleitorais diminuiu nas últimas eleições e que estas continuam a ser mais vítimas de violência. “É muito preocupante que alguém ache que já está tudo feito.”
A bloquista também comentou a morte de uma mulher norte-americana, em Minneapolis, às mãos de um agente do serviço de imigração e alfândega (ICE). “O que está a acontecer nos Estados Unidos é novo sim, é preocupante sim, e é bom que todos compreendamos que é mesmo preciso quem tenha a coragem de se levantar contra a xenofobia, contra o racismo.”
E, sobre política internacional, disse ainda que seriam “importantíssimas palavras claras de condenação da ação dos Estados Unidos” na Venezuela. Catarina Martins pediu também “um novo compromisso europeu com o Direito Internacional”, “dando mais força ao ao multilateralismo e à ONU”.
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"Ainda bem que há esquerda nesta candidatura". Catarina reage a encontro entre Seguro e Santana
Catarina Martins aproveitou o encontro político que marcou esta tarde de campanha para vincar a sua distância para António José Seguro. “Seguramente há uma diferença entre o campo político que eu represento e aquele que representa Santana Lopes”, disse antes de assistir a um concerto de Ano Novo, em Almada.
“É natural que apoios como o de Santana Lopes não existam na minha candidatura. Ainda bem que há esquerda nesta candidatura”, acrescentou, atirando o socialista para fora desse espaço político, depois deste ter feito vários apelos ao voto útil.
Sobre a reunião do Conselho de Estado desta sexta-feira, Catarina Martins classificou o tema como “absolutamente lateral à campanha”.
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Gouveia e Melo diz que está “mais perto de Belém” e critica Mendes e Ventura por irem ao Conselho de Estado
Henrique Gouveia e Melo diz que Mendes e Ventura “não deviam ter ido” ao Conselho de Estado porque quando se está em determinadas posições há “certas coisas que em termos éticos não se podem fazer”. Mas, já que foram, “fica com a consciência de cada um”.
O almirante diz que sempre que destaca a sua personalidade “dizem” que está “a puxar pelos outros candidatos”.
Questionado sobre Cotrim, com quem acabou por evitar cruzar-se após um longo atraso, diz que não é contra os liberais, mas “contra o neoliberalismo excessivo”.
Sobre um balanço da primeira semana de campanha, Gouveia e Melo diz que está “sempre mais perto de Belém”. Diz que os debates pediam um “espectáculo” que nem sempre deu, mas que teve de ser mais “afirmativo” no debate com Mendes.
Quanto à maneira como se sente mais à vontade na rua, o almirante diz que tem um “contacto muito fácil com a população, não porque eu seja um relações públicas extraordinário, mas porque a população quer ter esse trato”.
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Marcelo diz que não precisa de falar com ministra da Saúde. "Eu resolvo isso com o Sr. Primeiro-ministro"
Em declarações à RTP, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “teve um dia cheio” com várias reuniões e um “Conselho de Estado” longo de “quase quatro horas”, pelo que não conseguiu acompanhar as notícias sobre o estado da Saúde em Portugal.
Ainda assim, o Presidente da República lembrou que “perante os factos de ontem” considerou que faltam esclarecer várias questões: sobre o INEM — tanto a rapidez da ação, como o acompanhamento dado; a coordenação entre Bombeiros e INEM; a falta de camas e a falta de ambulâncias.
Antes do jantar com jornalistas distinguidos nos Prémios Gazeta 2025, Marcelo admitiu que é preciso esclarecer o que aconteceu, mas que estes esclarecimentos não precisam de ser dados pela ministra da Saúde. “Já ontem houve uma reunião entre bombeiros e INEM” para procurar soluções aos problemas e transmitir “confiança” nos serviços prestados aos portugueses. “Confiança de que aquilo que aconteceu (…) não vai acontecer com eles” e com os familiares.
Questionado sobre se tenciona reunir com a ministra de Saúde, Marcelo admitiu: “Eu resolvo isso com o Sr. Primeiro-ministro. Falo com o Sr. Primeiro-ministro todos os dias”.
Em Cascais, Marcelo disse que Montenegro mostrou, num dos contactos estabelecidos entre ambos, estar “consciente” dos problemas.
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Cotrim diz que apoia reformas com este e qualquer outro governo. E desencontrou-se do almirante em Aveiro
João Cotrim de Figueiredo alargou esta sexta-feira a sua promessa de apoiar um governo reformista a outros governos, com outras composições partidárias. Ou seja, o compromisso não é válido apenas para o governo da AD liderado agora por Luís Montenegro.
“Não vou fazer isso só com este Governo. Qualquer Governo que queira fazer reformas rerá na minha Presidência da República o apoio total”, afirmou o candidato.
Cotrim de Figueiredo admitiu ainda que vê “um bom sinal” político no facto de ser mais atacado pelos adversários. O eurodeputado Liberal falou aos jornalistas esta tarde na Festa de São Gonçalinho, em Aveiro, frente à Capela de São Gonçalinho, de onde tradicionalmente são atiradas cavacas para o largo da Igreja.
O candidato acabou por não se cruzar no local com o adversário Henrique Gouveia e Melo, que chegou atrasado em relação ao horário que tinha inicialmente previsto.
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Gouveia e Melo poupa Ventura e dá força ao pacto de não agressão
Nos dois debates coletivos ficou evidente que os dois não se atacaram e, mesmo no frente-a-frente, foram brandos. Na campanha, almirante tem evitado atingir Ventura. A simpatia tem sido recíproca.
Gouveia e Melo poupa Ventura e dá força ao pacto de não agressão
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António Filipe provoca Marques Mendes: "Não vou pegar no cartão do partido e entregá-lo na sede"
António Filipe passa agora por Aveiro, e sublinha que ao contrário de outros na corrida a Belém, não esconde aquilo que defende. “As convicções políticas não ficam à porta das eleições presidenciais”.
“Eu não faço aqueles números de “agora vou pegar no cartão do partido e vou entregá-lo na sede e depois, quando acabarem os presidenciais, vou lá buscá-lo”. Isso não faz sentido. As pessoas têm de mostrar aquilo que são”. A bicada dirige-se a Marques Mendes, que em fevereiro entregou o cartão de militante do PSD antes de oficializar a candidatura.
“Não é por fazerem esses números de ilusionismo que as pessoas deixam de ser julgadas pelos portugueses pelo aquilo que foram, pelo aquilo que são, pelo aquilo que sempre defenderam, pelo aquilo que defendem para o presente e para o futuro de Portugal”.
Filipe frisa que “não tem medo desse juízo” por parte dos cidadãos, mas garante que a sua candidatura não se circunscreve a fronteiras partidárias, e que mesmo tendo o apoio formal do PCP e do PEV, tem muitos ao seu lado sem filiação partidária, que “assumem diferenças” em algumas matérias mas identificam-se com os valores da Constituição e com o papel que o Presidente da República deve assumir.
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Participação de Ventura e Marques Mendes no Conselho de Estado foi "um erro", diz Jorge Pinto
Na última ação de campanha do dia, em Miranda do Douro, Jorge Pinto disse considerar a participação de Luís Marques Mendes e André Ventura no Conselho de Estado, esta sexta-feira, “um erro, apesar da importância do tema”.
O candidato a Belém falava após uma visita à ALCM (Associaçon de Lhéngua i Cultura mirandesa), uma vez que a valorização do mirandês tem estado sempre na agenda do Livre.
“É um erro termos dois candidatos a participar. Eu teria pedido dispensa“, afirmou.
“O próximo Presidente da República vai ter de tomar decisões muito complicadas no próximo mandato. Se há algo que um Presidente da República tem de ser é honesto e dizer isso mesmo”, continuou o candidato apoiado pelo Livre.
E rematou que será o “Presidente certo” em “tempos incertos”.
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Catarina Martins: “Quebrar a ideia que podemos ter uma mulher Presidente não é coisa pouca”
Catarina Martins promoveu esta tarde no Liceu Camões, em Lisboa, uma conversa sobre feminismo. A candidata à Presidência tem realizado ações de campanha que chama de “laboratórios”, em que procura ouvir a sociedade civil, como se tratasse de cartas ao Presidente. É mais importante “do que cartas ao Governo a jurar fidelidade ao Governo, como a Cotrim”, atirou.
A candidata presidencial alertou para o fecho das urgências de obstetrícia e de pediatria fechadas terem “impacto primeiro nas mulheres”. E assinalou que há “muitos tabus” na investigação científica sobre os corpos das mulheres. Outro tabu é sobre a representação das mulheres na política. “Quebrar a ideia da política portuguesa que podemos ter uma mulher Presidente não é coisa pouca.”
A eurodeputada conta que tem trabalhado com um grupo de mulheres para que haja no espaço europeu uma estratégia para a saúde das mulheres, como existe no Reino Unido. Catarina Martins voltou à discussão política para dizer que na democracia partidária existe de modo que as “mulheres não tenham de passar procuração a homens que simplesmente não os convencem”.
Por fim, reconheceu que é uma “coisa estranha” que uma candidatura presidencial falar de saúde das mulheres, mas admitiu que faz parte de uma estratégia para abordar “o concreto”. “A democracia reforça-se quando sai do debate institucional das cartas e dos conselhos de Estado e se fala da vida de todos os dias.
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Ventura mantém liderança nas intenções de voto
André Ventura permanece em primeiro, António José Seguro desce, mas mantém o segundo lugar nas intenções de voto, e João Cotrim de Figueiredo volta a reforçar o terceiro posto, adianta a última sondagem da Pitagórica para TVI, CNN Portugal, TSF e JN.
O líder do Chega mantém os 20,5% registados no último inquérito de voto, ao passo que António José Seguro passou dos 20,1%, na última sondagem, para os 19,7% nas intenções de voto. O pódio permanece igual, depois de João Cotrim de Figueiredo subir para os 19,2%. Atrás seguem Henrique Gouveia e Melo, com 17,2% — uma descida face aos 17,8% das intenções de voto publicadas ontem — e Marques Mendes, com 16,8%.
Mais abaixo nas intenções de voto inquiridas na última sondagem publicada, estão Catarina Martins (3%), António Filipe (2,3%), Jorge Pinto (0,7%) e Manuel João Vieira (0,3%).
- André Ventura – 20,5%
- António José Seguro – 19,7%
- João Cotrim de Figueiredo – 19,2%
- Henrique Gouveia e Melo – 17,2%
- Luís Marques Mendes – 16,8%
- Catarina Martins – 3%
- António Filipe – 2,3%
- Jorge Pinto – 0,7%
- Manuel João Vieira – 0,3%
Para os resultados conhecidos esta sexta-feira, foi recolhida uma amostra de 608 entrevistas durante os dias 6, 7 e 8 de janeiro de 2026, com um grau de confiança de 95,5%, o que corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06%.
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Cotrim encurralado: candidato liberal ou muleta do Governo?
Na tentativa de pescar votos à direita, Cotrim Figueiredo cola-se ao Governo, mas afasta o seu próprio eleitorado. E ainda, a obsessão por Passos Coelho e a carta a Montenegro. Ouça aqui o novo episódio de Caça ao Voto da Rádio Observador.