Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • A cobertura do Observador desta sexta-feira sobre os incêndios fica por aqui. Se quiser estar a par das atualizações deste sábado, pode consultar o nosso novo liveblog.

  • Figueiró dos Vinhos em resolução depois de queimar mato e eucalipto

    O incêndio que deflagrou hoje numa aldeia de Figueiró dos Vinhos entrou em resolução cerca das 21h00, depois de queimar mato e eucaliptal, disse à agência Lusa o comandante da Proteção Civil.

    “Felizmente, e como prevíamos que poderia acontecer se não houvesse alterações, conseguimos que entrasse em resolução”, cerca das 21h00, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, Jorge Martins.

    O incêndio, que começou na aldeia de Vale Vicente, concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, foi “rapidamente combatido”, inclusive na “proteção da aldeia sem qualquer tipo de problema”.

    Ainda sem fazer um balanço em concreto, o comandante calculou que “devem ter ardido cerca de 27 hectares de mato e eucalipto” e, agora que entrou em resolução, os trabalhos continuam no sentido de o extinguir.

    O incêndio teve alerta às 17h01 em Campelo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria.

    Pelas 22:30, combatiam as chamas 209 operacionais, apoiados por 61 veículos, segundo a página oficial da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil

  • PCP diz que ajuda internacional devia ter sido acionada mais cedo

    O secretário-geral do PCP disse esta sexta-feira que o Governo deveria “ter acionado mais cedo” o pedido de ajuda internacional para o combate aos incêndios florestais que fustigam o país, alegando que tudo indicava que seria necessário ativá-la.

    “É claro que esse mecanismo [a ajuda internacional] devia ter sido acionado mais cedo, porque tudo indicava que era necessário ativá-la”, referiu Paulo Raimundo à margem de uma visita à Feira Medieval em Silves, no Algarve.

    Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PCP começou por manifestar a sua “solidariedade para com a família das vítimas, em particular da pessoa que morreu hoje” em Vila Franca do Deão, no concelho da Guarda, populações e agentes da Proteção Civil.

    “Esperemos que seja a última [morte] para quem enfrenta esta devastação, porque todos os anos é a mesma coisa”, apontou.

    O problema dos fogos que se repete ano após anos, segundo Paulo Raimundo, “não está na falta da ajuda internacional, mas sim nas opções políticas tomadas pelos sucessivos governos em não investir no ordenamento do território e da floresta”.

    Para o líder comunista, “enquanto não se olhar para o ordenamento do território, para a ocupação do interior, o problema dos fogos vai continuar, porque existem propostas e toda a gente sabe o que é preciso fazer”.

    “A questão de fundo é o desinvestimento brutal dos sucessivos governos no despovoamento do interior, planeamento e reordenamento dos territórios florestais”, realçou.

  • Fogo na Lousã preocupa nas zonas da Mata do Sobral e Ribeira de São João

    O incêndio na serra da Lousã, distrito de Coimbra, está esta noite “mais calmo”, mas não permite “baixar a guarda”, com a preocupação na zona da Mata do Sobral e Ribeira de São João, segundo o presidente da Câmara.

    Em declarações à agência Lusa, pelas 21h30, Luís Antunes explicou que a situação que se vive no terreno, neste momento, é “mais calma”, sobretudo, pelo abrandamento do vento.

    “Apesar disso, não permite baixar a guarda. Há muitos pontos que podem agravar a situação, apesar do vento mais calmo”, disse o autarca.

    Segundo Luís Antunes, a área de fogo é muito extensa e dispersa o que acarreta “muitos pontos de preocupação”.

    “Há duas vertentes ainda que preocupam muito e que estão a dar mais trabalho, a zona da ribeira de São João e a outra, a zona da Mata do Sobral”, disse.

    O autarca antecipou “mais uma noite de preocupações” sobretudo, porque se espera uma mudança das condições do vento.

    De acordo com a página de Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 21h40 o incêndio da serra da Lousã estava a ser combatido por 355 operacionais, apoiados por 110 viaturas.

    O incêndio que lavra na Lousã desde quinta-feira passou para o município de Góis e estava a ameaçar aldeias de xisto na vertente sudoeste da serra.

  • Rui Tavares envia condolências à família de ex-autarca que morreu a combater fogo

    O porta-voz do Livre, Rui Tavares, lamentou a morte de Carlos Dâmaso, antigo autarca de Vila Nova de Deão, que morreu no combate a um incêndio na Guarda.

    “Portugal vive dias de terríveis incêndios, que destroem florestas, casas, sonhos e que, tragicamente, tiraram a vida de Carlos Dâmaso enquanto protegia a sua comunidade. À família e amigos, as nossas condolências e solidariedade”, escreveu na rede social X.

  • Aldeia de Benfeita em Arganil antecipa noite rodeada de chamas

    Duas frentes de fogo em curso em Arganil, na freguesia de Benfeita, antecipam uma noite de preocupação para cerca de 200 pessoas na aldeia homónima e em alguns povoados mais pequenos, disse o presidente da junta.

    “O fogo ainda não chegou à aldeia, mas com o decorrer da noite, provavelmente, entrará nas imediações. Vai ser uma noite de alerta e preocupação”, disse à Lusa, pelas 19:30, o autarca José Pinheiro.

    O fogo chegou à freguesia da Benfeita na manhã de hoje, após ter cruzado a estrada nacional (EN 344) nas zonas das aldeias de Monte Frio – onde esteve instalado o posto de comando do incêndio de Arganil – e de Pardieiros, antes de entrar na Mata da Margaraça, cujo coberto vegetal central, denso e húmido, acabou por deter o incêndio naquela zona protegida, tal como já tinha sucedido em 2017.

    José Pinheiro explicou que as chamas que queimaram toda a vegetação em redor da aldeia de Pardieiros, dirigiram-se, com a mudança do vento, para sul, em direção aos vales onde se situam as localidades de Enxudro e Sardal.

    “E agora tem uma frente no alto da serra que vai afetar o Pai das Donas e Luadas”, adiantou, aludindo a um conjunto de povoações que ficam junto ao troço de Arganil do Rali de Portugal, zona bem conhecida dos fãs da modalidade.

    Outra frente evolui a norte da Benfeita, junto às povoações de Dreia e Deflores, com bombeiros no local em manobras de contenção para salvaguardar as habitações.

    O autarca acrescentou, por outro lado, que o fogo terá afetado, igualmente, a zona da cascata da Fraga da Pena, localizada a dois quilómetros, por uma estrada sinuosa, da aldeia da Benfeita.

    “Ainda não conseguimos lá ir, porque as estradas aqui à volta estão intransitáveis, com restos de árvores e postes [de telecomunicações] caídos”, disse.

    Questionado sobre se imaginava que o incêndio que deflagrou às 05h00 de quarta-feira, na freguesia do Piódão, chegasse 48 horas depois à sua freguesia – que fica a dez quilómetros em linha reta e a cerca de 25 quilómetros por estrada – José Pinheiro não se mostrou admirado.

    “Tem muito a ver com os ventos, há muito tempo que estamos aqui castigados com os incêndios e prevenidos para o que poderia acontecer. Eu e o tesoureiro [da junta] andámos desde quarta-feira a tentar ajudar, já estávamos à espera de que isto acontecesse”, lamentou.

    O incêndio que eclodiu na quarta-feira em Arganil estendeu-se, depois, concelhos de Oliveira do Hospital e Pampilhosa da Serra, todos no distrito de Coimbra, mas também a Seia (Guarda) e à Covilhã (Castelo Branco), nas zonas de Sobral de São Miguel e São Jorge da Beira.

    Pelas 21h45, de acordo com a página de internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incêndio de Arganil estava a ser combatido por 1.007 operacionais, apoiados por 339 viaturas.

  • Fogo em Pampilhosa da Serra “amenizou” ao final da tarde

    O fogo que lavra hoje em Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, “amenizou” e o vento parece estar a ajudar no combate às chamas, disse à agência Lusa, o presidente da Câmara, Jorge Custódio.

    “Aparentemente, ao final da tarde, a tendência do incêndio é para amenizar. A linha de fogo continua extensa, mas depois do aperto da manhã de hoje, na aldeia de Covanca, felizmente o vento está a ajudar e a ficar mais fraco”, afirmou o autarca.

    Jorge Custódio salientou que agora é preciso ver o que se vai passar nas próximas horas, com o avançar da noite.

    O incêndio florestal que lavra em Pampilhosa da Serra veio do concelho vizinho de Arganil, onde eclodiu na freguesia do Piódão, pelas 05:00 de quarta-feira, alegadamente provocado por uma descarga elétrica da trovoada seca que se fez sentir naquela zona.

    Estendeu-se depois aos municípios de Oliveira do Hospital e de Seia, este já no distrito da Guarda.

    O município ativou esta sexta-feira, pelas 12h00, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

    Segundo a autarquia, a decisão visa garantir que as entidades e instituições que integram a Comissão Municipal de Proteção Civil acionam, a nível municipal, os meios necessários ao desenvolvimento das ações de proteção civil, reforçando a resposta.

  • Cinco meios aéreos mobilizados em Figueiró dos Vinhos

    Um incêndio em Figueiró dos Vinhos mobilizava pelas 20:00 de hoje cinco meios aéreos e, apesar de ter deflagrado numa aldeia, a população está fora de risco, disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros.

    “O incêndio começou na aldeia de Vale Vicente e nós rapidamente conseguimos proteger a aldeia sem qualquer tipo de problema”, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, Jorge Martins.

    O comandante admitiu que ainda não conseguiu “revisar Vale Vicente para verificar se há ali alguma coisa ou algum anexo que tenha ardido”, uma vez que agora a prioridade é o combate das chamas.

    “Neste momento, o incêndio tem apenas uma frente ativa, se continuar a correr bem sem alterações às atuais condições, poderá entrar em resolução ainda hoje”, admitiu.

    O incêndio teve alerta às 17h01 em Campelo, no concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria.

    Pelas 20:00, combatiam as chamas 231 operacionais, apoiados por 63 veículos e cinco meios aéreos, segundo a página oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

  • PS diz que Montenegro andou alheado do país, entre férias e uma festa

    O PS afirmou esta sexta-feira que o primeiro-ministro (PSD) andou alheado do país, entre férias e uma festa, enquanto se combatiam incêndios florestais, e pondera pedir no parlamento a constituição de uma comissão de avaliação técnica independente.

    “O Governo tem vindo sempre atrasado. Ontem [na quinta-feira] tivemos um momento muito infeliz. O país combatia os incêndios e o primeiro-ministro [Luís Montenegro] participava numa festa [Festa do Pontal, do PSD] alheado do país, alheado da circunstância do país”, disse à Lusa o líder da bancada parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias.

    Segundo o deputado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “obrigou o primeiro-ministro a interromper as suas férias, a vir a Lisboa a uma reunião”, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.

    “Acho mesmo que o primeiro-ministro devia pedir desculpas aos portugueses pela falha grave no exercício das suas funções, porque um primeiro-ministro nunca está de férias”, referiu Brilhante Dias.

  • Avião Canadair de reserva já está operacional

    O avião Canadair de reserva para combate a incêndios já está operacional depois de ter sido reparado em Castelo Branco, disse hoje fonte da empresa à agência Lusa.

    Com a reparação do avião de substituição, a Avincis, empresa responsável por estas aeronaves pesadas a operar em Portugal, conta novamente com três aviões CL-215 operacionais baseadas em Castelo Branco “para apoiar as autoridades portuguesas no combate aos incêndios em todo o país”, adiantou a mesma fonte.

    A entrada em operação do avião de reserva completa o processo de substituição de aeronaves pela empresa, necessária depois de os dois Canadair afetos ao Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) terem ficado fora de serviço e de ter estado também inoperacional um terceiro de substituição para atuar em caso de eventuais avarias.

    Os dois aviões do DECIR já tinham sido substituídos na terça e na quinta-feira.

  • Comandante Nacional da Proteção Civil: "Não contávamos com o numero de ocorrências que estamos a ter"

    O comandante nacional de Emergência e Proteção Civil disse esta tarde que há novos focos de incêndios a começar, a grande parte junto de centros urbanos. “Não contávamos com o numero de ocorrências que estamos a ter”, afirmou, lembrando que já se previa que sexta-feira fosse o pior dia.

    Mário Silvestre sublinhou que, devido às condições meteorológicas e combustíveis da floresta, qualquer ignição irá criar uma incêndio que rapidamente estará fora da capacidade de extinção.

    Mário Silvestre falava durante um ponto de situação na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, deixando uma série de recomendações à população. Lembrou que em locais afetados por incêndios as pessoas devem recolher-se às suas casas e fechar portas, janelas e que se virem um foco de incêndio devem ligar para o 112 e afastar-se. “O risco é extremamente elevado (…). Não podemos facilitar em momento algum”, sublinhou.

    O comandante nacional também pediu que as pessoas tenham comportamentos conscientes neste período de incêndios. “É preciso que tenham consciência que qualquer situação que seja feita numa zona de floresta e que provoque um incêndio vai provocar um incêndio tendencionalmente de grandes dimensões”.

  • Dominado novamente fogo de Portalegre e Castelo de Vide, diz ANEPC

    O incêndio nos concelhos de Portalegre e Castelo de Vide voltou a ser dado como dominado, às 18:40 de hoje, após ser resolvida uma reativação, indicou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)

  • Câmara de Seia cancela programação de hoje das Festas do Concelho

    A programação para esta sexta-feira das Festas do Concelho de Seia foi cancelada, devido ao incêndio florestal que continua ativo na zona sul deste concelho do distrito da Guarda, que levou à evacuação de várias aldeias, informou a câmara municipal.

    Numa nota, o município de Seia refere que, “devido à gravidade do incêndio que continua a lavrar na zona sul do concelho e não estando reunidas as condições de segurança necessárias para todos os visitantes das festas”, decidiu cancelar a programação prevista para hoje das Festas do Concelho.

    A decisão, acrescenta a autarquia, foi tomada “em articulação com os parceiros (expositores, bares e associações)” do certame.

    O incêndio, que já obrigou à evacuação de várias aldeias, “exige a mobilização de todos os recursos e a concentração de esforços no apoio à população e no auxílio ao combate às chamas”, salienta a autarquia.

  • Oliveira do Hospital esteve na "iminência de uma repetição" dos incêndios de 2017, diz autarca

    José Francisco Rolo, presidente da câmara de Oliveira do Hospital, afirmou que a região esteve na “iminência de uma repetição do que foram os grandes incêndios de outubro de 2017”. “De manhã na nossa cabeça o filme estava a repetir-se”, admitiu, em declarações à CNN.

    O autarca, que no final da tarde de quinta-feira criticou a falta de meios aéreos na zona, explicou que esta sexta-feira já foi possível fazer duas descargas, que permitiu acalmar a situação. “Agora temos de nos manter vigilantes.

  • Luís Montenegro cancela férias de verão para acompanhar incêndios

    O primeiro-ministro cancelou hoje as suas férias, que estava previsto durarem até ao dia 22 de agosto, para continuar a acompanhar a situação dos incêndios. A informação foi confirmada ao Observador por uma fonte do gabinete de Luís Montenegro.

  • ULS de Coimbra com meios adicionais de resposta às populações

    A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra disse esta sexta-feira que está a garantir “meios adicionais de resposta e proximidade” às populações afetadas pelos incêndios florestais que atingem a região.

    Em comunicado, a ULS de Coimbra esclarece que tomou a decisão devido à ativação do Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil e “motivada pela complexidade e pelo impacto dos incêndios rurais no distrito”.

    Para respostas imediatas estão abertos os Centros de Atendimento Clínico da Fundação Aurélio Amaro Diniz (Oliveira do Hospital), do Hospital da Compaixão (Miranda do Corvo) e do Hospital do Avelar (Avelar, Ansião).

    Segundo a nota enviada à agência Lusa, também estão disponíveis o Serviço de Atendimento Complementar em Tábua, o Serviço de Urgência Básica de Arganil (em total disponibilidade) e os Serviços de Urgência Hospitalares em Coimbra (total disponibilidade).

    A ULS de Coimbra tem ainda como meios adicionais destacados uma equipa de saúde no Centro de Saúde da Lousã e outra no Centro de Saúde de Góis.

    A adequação dos meios “será continuamente ajustada de acordo com a evolução da situação e em estreita coordenação com a Comunidade Intermunicipal (CIM) de Coimbra e restantes entidades de proteção civil”, adianta.

    A ULS apela a todos os cidadãos que adotem “comportamentos de prevenção e segurança”, seguindo as orientações das autoridades competentes.

  • Presidente de Penedono diz que há chamas em todas as freguesias

    As chamas estão em todas as freguesias de Penedono, assumiu à agência Lusa a presidente da Câmara, Cristina Ferreira, que disse sentir-se “de mãos atadas” e “abandonada” neste combate feito pela população, sem comunicações.

    “Desde ontem [quinta-feira] que estou a pedir meios, porque estava a prever esta situação, tendo em conta os concelhos limítrofes. Não temos meios aéreos. Temos todas as freguesias com focos de incêndios”, afirmou Cristina Ferreira.

    A autarca de Penedono, no distrito de Viseu, falava à agência Lusa por volta das 17:15, admitindo que se sentia “de pulsos e mãos atadas, com uma sensação de impotência muito grande, porque sem meios não se consegue fazer muito”.

    A presidente disse que “Souto, Granja, Arcas, A do Bispo, Telhal, Ourozinho, Antas, Penela da Beira e Castaínço que continua a arder, está o concelho todo debaixo de chamas”.

    “Estou sempre a pedir meio e eles não aparecem. Fomos abandonados”, disse.

    Cristina Ferreira acrescentou que “são as pessoas com os seus meios que estão a combater o incêndio, juntamente com os bombeiros de Penedono”.

    “Não estamos a conseguir dar vazão e, no meu ponto de vista, não há coordenação e lamento profundamente. Eu própria hoje, juntamente com outras pessoas já vivemos hoje alguns sustos”, contou.

    Cristina Ferreira defendeu ainda que “o comando devia estar no concelho, porque os bombeiros que chegam ao local não sabem as terras e para onde devem ir”.

    “Tenho estado a pedir meios e meios aéreos e nada. Como é que as minhas populações se vão salvar? Como é que o meu concelho de vai salvar?”, soltou.

    A autarca social-democrata adiantou que, “até agora, as pessoas têm conseguido salvar os seus bens, nomeadamente as suas casas”, quanto a outros prejuízos, “ainda é cedo, porque ainda há muitas frentes ativas”.

    “Não estamos a conseguir comunicar, estamos sem comunicações. Eu própria tenho de me deslocar para conseguir usar o telemóvel. Quanto a energia, há locais em que temos e noutros não. É como estamos aqui, abandonados”, revelou a autarca.

  • De Trancoso a Arganil. As imagens dos incêndios em Portugal

    Os incêndios em Portugal mobilizavam esta sexta-feira, dia em foi ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mais de de 5.000 operacionais e 37 meios aéreos.

    De Trancoso a Arganil. As imagens dos incêndios em Portugal

  • Fogo atingiu zona superior da Mata da Margaraça em Arganil

    O incêndio florestal que lavra no município de Arganil, distrito de Coimbra, atingiu a zona superior da Mata da Margaraça, mas o próprio núcleo principal conseguiu travar as chamas.

    Em declarações à agência Lusa, pelas 17h20, o presidente da Câmara de Arganil explicou que o incêndio que lavra no seu município continua com várias frentes e existem várias aldeias na linha de fogo.

    “Na linha de fogo e que preocupam mais estão a aldeia de Benfeita e a freguesia de Pomares. O fogo andou na zona superior da mata [Margaraça]. Acreditamos que boa parte tem capacidade de se regenerar. O núcleo principal da mata conteve as chamas que se apagaram no seu interior”, informou Luís Paulo Costa.

    A sede de freguesia da Benfeita é uma aldeia de xisto do concelho de Arganil que fica próxima da Mata da Margaraça, uma das mais importantes florestas caducifólias nacionais.

    Esta aldeia situa-se junto à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, junto à fraga da Pena.

    Já a freguesia de Pomares, além da sede, inclui os lugares de Agroal, Barrigueiro, Barroja, Corgas, Espinho, Foz da Moura, Portelinha, Porto Silvado, Sobral Magro, Sobral Gordo, Sorgaçosa, Soito da Ruiva e Vale do Torno.

    O autarca considera que a situação mantém-se “bastante complicada” e sublinhou que o principal objetivo passa por “tentar minimizar prejuízos a pessoas e bens”.

    Pelas 17h35, de acordo com a página de internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incêndio de Arganil estava a ser combatido por 1.044 operacionais, apoiados por 345 viaturas e seis meios aéreos.

  • Mortágua manifesta "profunda tristeza" com morte de Carlos Dâmaso

    Mariana Mortágua manifestou “profunda tristeza” com a morte de Carlos Dâmaso, antigo autarca de Vila Franca de Deão que morreu no combate às chamas. “Os meus sentimentos

    A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda expressa também a solidariedade com “quem luta contra o fogo”.

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