Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que está a acontecer na guerra na Ucrânia

    • Durante uma chamada telefónica no dia de Natal, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discutiu com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais do Presidente dos EUA, Donald Trump, “pormenores importantes” das negociações em curso para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia. Zelensky manifestou esperança na efetividade dos acordos discutidos, apesar das hostilidades continuarem em várias regiões da Ucrânia durante as celebrações natalícias.
    • A Rússia tem-se mostrado ativa no conflito, com ataques contínuos a várias cidades ucranianas, incluindo um ataque com drones contra um edifício habitacional na cidade de Chernihiv, que resultou na morte de uma mulher de 80 anos e ferimentos em oito outras pessoas. Zelensky condenou publicamente estas ações, considerando-as um sinal claro de que a Rússia não respeita valores morais ou religiosos.
    • As forças ucranianas continuam a contra-atacar, tendo, por exemplo, atingido uma refinaria em Rostov, Rússia, com mísseis Storm Shadow fornecidos pelo Reino Unido. Este ataque fez parte da estratégia ucraniana de atingir alvos industriais que sustentam a máquina de guerra russa.
    • Na esfera diplomática, o Kremlin confirmou que está a analisar documentos para um possível plano de paz levado ao país por Kirill Dmitriev, o enviado especial. Simultaneamente, o Papa Leão XIV apelou às nações envolvidas para que encontrem coragem para um diálogo sincero e respeitoso, esperando que as hostilidades possam cessar com o apoio da comunidade internacional.

  • Este liveblog vai ser arquivado, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a par da atualidade na guerra da Ucrânia neste novo liveblog.

    Rússia ataca infraestruturas na cidade ucraniana de Odessa

  • Forças Armadas da Ucrânia atacam refinaria russa ligada ao abastecimento militar

    A Ucrânia atacou uma grande refinaria na Rússia diretamente ligada ao abastecimento das forças armadas russas, com recurso a mísseis britânicos Storm Shadow.

    Forças Armadas da Ucrânia atacam refinaria russa ligada ao abastecimento militar

  • Quatro feridos em ataque russo a Zaporíjia

    Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas num ataque ao distrito de Zaporíjia, esta quinta-feira, avança o Ukrainska Pravda, citando o chefe da Administração Militar da região de Zaporíjia, Ivan Fedorov.

    As forças russas lançaram quatro ataques com bombas guiadas contra casas. Os feridos são três mulheres de 80, 65 e 57 anos e um homem de 71 anos.

  • Moscovo recomenda a cidadãos russos que evitem viajar para a Alemanha

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar para a Alemanha. Regime de Putin diz que Alemanha não respeita direitos de russos.

    Moscovo recomenda a cidadãos russos que evitem viajar para a Alemanha

  • Zelensky ao telefone com Witkoff e Kushner. "Estamos a trabalhar 24h/dia para acabar com esta guerra brutal"

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, teve neste dia de Natal uma conversa telefónica com os enviados especiais do Presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, centrada em “vários pormenores importantes” das negociações em curso para pôr fim à guerra.

    “Estamos a trabalhar verdadeiramente 24 horas por dia, sete dias por semana, para aproximar o fim desta guerra brutal da Rússia contra a Ucrânia e para garantir que todos os documentos e passos sejam realistas, eficazes e fiáveis”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

    O chefe de Estado manifestou, ainda, a esperança de que “os acordos e as ideias discutidas no dia de Natal se revelem úteis”, sem adiantar detalhes.

    Após várias semanas de contactos entre Kiev e Washington, Zelensky apresentou, a 23 de dezembro, uma versão revista do plano de paz. A proposta inicial, com 28 pontos, foi reduzida a um quadro de 20 pontos, depois de críticas de que empurrava a Ucrânia para concessões excessivas.

    Os 20 pontos do plano de paz dos Estados Unidos para a Ucrânia (já depois de negociações com Kiev)

  • Zelensky diz a Bartolomeu que Rússia “já nem sequer finge respeitar valores morais ou religiosos”

    O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques russos não cessaram nem na véspera de Natal nem durante a noite de Natal, com bombardeamentos contra bairros residenciais e infraestruturas energéticas.

    A declaração foi feita após uma conversa telefónica com o Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu, segundo informou o próprio chefe de Estado numa mensagem divulgada nas redes sociais.

    Zelensky referiu que os ataques provocaram cortes de eletricidade em várias cidades e localidades do país e que, já durante o dia de Natal, as forças russas voltaram a atingir zonas do leste da Ucrânia. Em Chernihiv, acrescentou, equipas de emergência estavam a prestar assistência a civis feridos num ataque com drone contra um edifício habitacional no momento em que decorria a conversa com o líder religioso.

    O Presidente ucraniano classificou a ofensiva como um exemplo de barbárie, afirmando que a Rússia “já nem sequer finge respeitar valores morais ou religiosos” e acusando o Kremlin de transformar a violência num elemento de exaltação nacional.

  • Moscovo fez proposta a França sobre cientista político francês preso na Rússia

    Rússia apresentou uma proposta à França sobre o cientista político francês que cumpre três anos de prisão naquele país de Leste e enfrenta uma nova acusação de espionagem.

    Moscovo fez proposta a França sobre cientista político francês preso na Rússia

  • Novo balanço de ataque russo em Chernihiv: oito feridos e um morto

    Subiu para oito o número de feridos no ataque russo com um drone contra um edifício habitacional de vários andares na cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia. O balanço provisório indica ainda uma vítima mortal, confirmaram as autoridades regionais citadas pelo Ukrinform.

    Segundo o chefe da administração Militar Regional de Chernihiv, Viacheslav Chaus, três dos feridos encontram-se em estado grave. A pessoa que perdeu a vida é uma mulher de 80 anos, que se encontrava em casa no momento do ataque, ocorrido em pleno dia de Natal.

    De acordo com informações divulgadas pelas autoridades locais, o drone atingiu um apartamento localizado no terceiro andar de um prédio de cinco pisos, provocando danos significativos na estrutura e um incêndio no local.

    Inicialmente, os serviços de emergência tinham dado conta de um morto e cinco feridos, mas o número de vítimas foi entretanto revisto em alta à medida que prosseguiam os trabalhos no local.

  • Rússia bombardeia mercado em Kherson e mata pelo menos um civil

    As forças russas lançaram neste dia de Natal um intenso ataque de artilharia contra o centro da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, provocando a morte de um civil, informaram as autoridades regionais citadas pelo Ukrinform.

    Segundo Oleksandr Prokudin, chefe da administração militar regional de Kherson, o bombardeamento ocorreu por volta do meio-dia e atingiu uma zona de mercado, numa altura em que comerciantes e clientes se preparavam para as celebrações natalícias.

    A vítima mortal é um homem de 47 anos que trabalhava no mercado no momento do ataque. O responsável acrescentou que vários postos de venda foram completamente destruídos na sequência do bombardeamento.

    Também nesta manhã de 25 de dezembro, forças russas atacaram áreas residenciais da localidade de Zelenivka, provocando danos numa casa, num anexo e na rede de abastecimento de gás. Até ao momento, não há registo de feridos nesse incidente.

    Noutro ataque ocorrido cerca das 8h00, a localidade de Chornobaivka foi alvo de fogo de artilharia, deixando uma mulher de 89 anos com ferimentos moderados.

  • Mulher de 48 anos que tinha ficado ferida em ataque com drones russos morreu no hospital

    Uma mulher de 48 anos, ferida num ataque com drones russos contra Kiev na terça-feira, 23 de dezembro, morreu no hospital devido à gravidade dos ferimentos, informaram as autoridades ucranianas citadas pelo Ukrinform.

    A vítima sofreu ferimentos graves na cabeça provocados por estilhaços durante o ataque ao distrito de Sviatoshynskyi e deu entrada em estado crítico numa unidade hospitalar, onde acabou por não resistir..

    As autoridades abriram um processo criminal ao abrigo do artigo 438 do Código Penal da Ucrânia, relativo a violações das leis e costumes da guerra que resultam em morte. A investigação encontra-se em curso.

    Durante o ataque aéreo, destroços de um drone abatido caíram junto a uma zona residencial, causando danos em vários edifícios de grande altura. Um dos prédios sofreu um colapso parcial do telhado e danos significativos na fachada.

    Num balanço inicial, as autoridades tinham indicado pelo menos cinco feridos, entre os quais uma criança.

  • Rússia precisa de mais 12 milhões de trabalhadores nos próximos sete anos, diz Putin

    O Presidente russo, Vladimir Putin, estima que a Rússia vai necessitar de mais 12 milhões de trabalhadores nos próximos sete anos, apelando ao lançamento de um programa de formação “de grande escala” focado na inteligência artificial.

    “Nos próximos sete anos necessitamos de atrair à economia 12,2 milhões de pessoas”, disse Vladimir Putin durante uma reunião do Conselho de Estado no Kremlin, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

    Segundo o chefe de Estado, que indicou que a atual taxa de desemprego é de 2,2%, existe no país “um défice de trabalhadores” que, no caso da capital, Moscovo, ronda o meio milhão de pessoas.

    Nos últimos anos, as autoridades russas endureceram as políticas migratórias, o que reduziu significativamente o fluxo de trabalhadores provenientes do espaço pós-soviético.

    Para contrariar estes desequilíbrios, o Presidente defendeu a introdução de inteligência artificial em todas as esferas da economia e geografia nacionais e a familiarização dos futuros trabalhadores com o uso daquela tecnologia.

    Refiro-me aos próximos 10, 15 anos. Já é evidente que será uma era de transformações tecnológicas colossais e de um desenvolvimento acelerado da Inteligência Artificial. Este é o maior salto tecnológico, seguramente, sem precedentes na História”, afirmou.

    Embora admitindo que a inteligência artificial substituirá parte da classe trabalhadora, Vladimir Putin sustentou que a tecnologia criará também novos postos de trabalho, pelo que haverá que fazer “mudanças sistémicas” nos programas de formação.

    “É necessário mudar todo o paradigma de formação do pessoal. Todo. Isto não é um ‘slogan’ nem um desejo, mas sim uma missão de vital importância para o Estado, as empresas e a educação”, concluiu.

  • Moscovo. Explosão mata dois polícias russos alegadamente envolvidos na tortura de prisioneiros de guerra

    Dois agentes da polícia russa morreram numa explosão ocorrida em Moscovo nesta quinta-feira, num ataque que, segundo fontes dos serviços secretos militares da Ucrânia (HUR) citadas pelo The Kyiv Independent, teve como alvo elementos envolvidos na tortura de prisioneiros de guerra ucranianos.

    As autoridades russas confirmaram as mortes, mas não corroboraram as acusações feitas por Kiev. O ataque ocorreu por volta da 1h da manhã, quando um engenho explosivo artesanal foi lançado para o interior de um veículo policial estacionado nas imediações de uma esquadra, provocando a morte dos dois agentes e ferindo outras duas pessoas.

    De acordo com as fontes ucranianas citadas, os dois polícias teriam participado diretamente em práticas de maus-tratos a prisioneiros, em violação das Convenções de Genebra.

    A Rússia abriu um processo de investigação por homicídio de agentes da autoridade e tráfico ilegal de explosivos. Meios de comunicação pró-Kremlin identificaram o alegado autor do ataque como um jovem de 24 anos, mas o seu paradeiro e eventual morte não foram oficialmente confirmados.

  • Kremlin diz estar a analisar documentos dos EUA sobre o acordo de paz e questiona capacidade de Zelensky para diplomacia

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou esta quinta-feira que Moscovo está a analisar os documentos para o plano de paz que foram levados para o país pelo enviado especial Kirill Dmitriev, escreve a Reuters.

    Entretanto, Peskov dedicou também palavras duras a Volodymyr Zelensky pelo seu discurso de Natal, já que o presidente ucraniano admitiu que poderá estar na mente de muitos dos seus conterrâneos o desejo que de Vladimir Putin morra.

    Segundo a TASS, para Peskov, tais considerações são “incivilizadas” e “rancorosas”, com o porta-voz do Kremlin a questionar se Zelensky “é capaz de tomar decisões no sentido de uma resolução por meios políticos e diplomático”, considerando-o “uma pessoa pouco adequada”.

  • Polónia interceta aeronave de reconhecimento russa no mar Báltico

    “Esta manhã, caças polacos intercetaram, identificaram visualmente e escoltaram para fora da sua área de responsabilidade um avião de reconhecimento russo que voava perto das fronteiras do espaço aéreo polaco, sobre as águas internacionais do Mar Báltico”, afirmou um porta voz do exército polaco, citado pela Reuters.

    Segundo este mesmo porta-voz, foram ainda observados objetos voadores a entrar no espaço aéreo polaco vindos da Bielorrússia durante a madrugada.

    “Após uma análise detalhada, determinou-se que se tratavam provavelmente de balões de contrabando, movendo-se de acordo com a direção e velocidade do vento”, exclareceu, adiantando que, ainda assim, parte do espaço aéreo sobre a região de Podlaskie, que faz fronteira com a Bielorrússia, foi temporariamente fechada ao tráfego civil para garantir a segurança.

  • Papa pede à Ucrânia e Rússia coragem para se envolverem num diálogo direto

    O Papa Leão XIV pediu esta quinta-feira que a Ucrânia e a Rússia encontrem “a coragem para se envolverem num diálogo sincero, direto e respeitoso” durante a bênção “Urbi et Orbi” de Natal, no Vaticano.

    “Rezamos especialmente pelo povo ucraniano que sofre: que o som das armas cesse e que as partes envolvidas, apoiadas pelo empenho da comunidade internacional, encontrem a coragem para se envolverem num diálogo sincero, direto e respeitoso”, declarou o Papa.

    Moscovo e Kiev negoceiam separadamente há várias semanas o plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, para terminar com quase quatro anos de guerra, que prevê o congelamento das linhas da frente, mas sem resolver a questão de uma eventual cedência de território a Moscovo.

    No seu primeiro Natal desde a sua eleição como chefe da Igreja Católica, em maio, Leão XIV discursou perante milhares de fiéis reunidos na praça de São Pedro debaixo de chuva, destacando muitos dos conflitos internacionais.

  • Ucrânia realiza ataque com drones de longo alcance ao porto de Temryuk e a uma fábrica de gás em Orenburg

    Os ataques foram confirmados pelos serviços de segurança ucranianos, a SBU, à agência Reuters e ao Kyiv Independent.

    “O SBU continua a atacar sistematicamente instalações do setor petrolífero e gasífero russo. Cada um desses ataques afeta o orçamento russo, reduz as receitas em moeda estrangeira e complica a logística e o abastecimento de combustível para o exército”, adiantou uma fonte deste serviço à agência noticiosa.

    O ataque no porto de Temryuk visou dois tanques de armazenamento de petróleo durante a madrugada de 25 de dezembro. A agência noticiosa russa TASS adiantou que o incêndio resultante espalhou-se por 4000 metros quadrados, motivando a presença de 99 operacionais dos bombeiros. Ainda assim não foram registadas vítimas entre os funcionários do porto ou outras pessoas.

    Já o outro ataque bem sucedido atingiu a fábrica de processamento de gás de Orenburg, o maior complexo químico de gás do mundo. De acordo com o que uma fonte adiantou ao Kyiv Independent, esta infraestrutura processa 37,5 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, sendo de enorme importância para a Rússia.

    O ataque causou incêndios nas instalações, inclusive no gasoduto da unidade 3U-70, que purifica o gás bruto de sulfureto de hidrogénio e dióxido de carbono. Como resultado, as operações da fábrica foram parcialmente suspensas.

  • Balanço de mortos na Ucrânia devido aos ataques desta noite sobe para quatro

    Além das duas vítimas registadas em Kharkiv e em Odessa, o Kyiv Independent noticia que outras duas foram identificadas na região de Chernihiv.

    Uma das vítimas é um homem de 63 anos cujo carro foi atingido na cidade de Snovsk, ao passo que a outra é um homem de 39 anos, também ele morto dentro de uma viatura em Novhorod-Siverskyi.

  • Presidente da câmara de Moscovo diz que defesa aérea abateu 25 drones com destino à capital russa

    De acordo com Sergei Sobyanin, citado pela Reuters, os drones foram repelidos durante um período de cerca de 23 horas, sendo que nove deles foram abatidos para lá das 23h00 (hora local, 20h00 em Lisboa) de dia 24.

    Houve fragmentos a atingir o solo, mas não foram registados danos. A operação ucraniana, todavia, levou a que dois dos quatro principais aeroportos que servem a Moscovo tenha tido o seu funcionamento condicionado durante parte do dia, informou a autoridade de aviação civil da Rússia no Telegram.

  • Moscovo diz que bombardeiros russos efetuaram voo “planeado” ao norte da Escandinávia

    Bombardeiros estratégicos russos realizaram um voo “planeado” sobre os mares da Noruega e de Barents, no Ártico, levando “caças de países estrangeiros” a escoltá-los, informou hoje o ministério russo da Defesa, citado pelas agências russas.

    Não foram especificadas nem a data dos voos dos Tu-95, capazes de transportar armas nucleares, nem que países enviaram a aviação militar para os vigiar.

    “Bombardeiros estratégicos Tu-95MS (…) das Forças Aeroespaciais Russas realizaram um voo planeado no espaço aéreo sobre as águas internacionais do mar de Barents e do mar da Noruega”, ao norte da Escandinávia e do noroeste da Rússia, informou o ministério, precisando que o voo durou mais de sete horas.

    “Em algumas etapas, os bombardeiros estratégicos foram acompanhados por caças de países estrangeiros”, acrescentou a mesma fonte.

    O ministério afirmou que este tipo de voos realizam-se regularmente em muitas regiões do mundo, em conformidade com o direito internacional.

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