Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os Estados Unidos iniciaram uma série de ataques aéreos ao Estado Islâmico na Síria como resposta ao assassinato de três cidadãos americanos. O Presidente Donald Trump afirmou que estas ações visam erradicar o ISIS do território sírio e que têm o apoio do governo de Damasco.
    • Em Gaza, a Defesa Civil da região denunciou um ataque israelita a uma escola transformada em abrigo, que terá resultado na morte de cinco pessoas. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que atiraram sobre suspeitos, e o incidente está a ser investigado. Paralelamente, a ONG israelita B’Tselem acusou as forças israelitas de continuarem a destruir áreas críticas em Gaza, apesar do cessar-fogo existente.
    • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou que a paz na região só será possível com o desarmamento do Hamas. Enquanto isso, houve relatos de dificuldades em recrutar países para a Força Internacional de Estabilização em Gaza, que visa supervisionar a reconstrução e recuperação económica do território.
    • A situação de segurança alimentar em Gaza permanece crítica, apesar do fim oficial da fome. Segundo a ONU, a maioria da população continua a enfrentar insegurança alimentar, e o acesso a recursos como água e saneamento é extremamente limitado devido à destruição das infraestruturas agrícolas e de transporte.

  • Este liveblog fica por aqui. Pode continuar a acompanhar a atualidade no Médio Oriente no novo liveblog que agora abrimos.

    “Hamas não está a desarmar-se, está a rearmar-se”, diz senador dos EUA a Netanyahu

    Obrigada por nos ter acompanhado. Bom sábado

  • Trump diz que EUA estão a "atacar com muita força os redutos do ISIS na Síria" e diz que governo do país apoia ataques

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o país está a “infligir uma retaliação muito séria” ao ISIS na rede social Truth Social, prometendo “atacar com muita força os redutos” da organização na Síria.

    Trump sublinhou que é uma resposta “ao assassinato cruel de bravos patriotas americanos na Síria”, ou seja, a morte de três membros das forças armadas dos EUA, dois soldados e um intérprete.

    O líder descreveu o país como “um lugar encharcado de sangue que tem muitos problemas, mas que tem um futuro brilhante se o ISIS puder ser erradicado”.”O Governo da Síria, liderado por um homem que está a trabalhar arduamente para trazer de volta a grandeza à Síria, apoia totalmente esta ação”, acrescentou.

    “Todos os terroristas que são suficientemente maléficos para atacar os americanos estão aqui avisados — SERÃO ATACADOS COM MAIS FORÇA DO QUE NUNCA SE ATACAREM OU AMEAÇAREM OS EUA DE QUALQUER FORMA”, concluiu Donald Trump.

    Truth Social

  • "Declaração de vingança". EUA confirmam operação "Hawkeye Strike" contra "combatentes, infraestruturas e locais de armamento do ISIS"

    O secretário de Defesa, Pete Hegseth, confirmou o início da “Operação Hawkeye Strike” contra “combatentes, infraestruturas e locais de armamento do ISIS”.

    O ataque é uma “resposta direta ao ataque às forças dos EUA ocorrido a 13 de dezembro em Palmira, na Síria”, insistiu Hegseth, que assegurou não ser “o início de uma guerra”. “É uma declaração de vingança”, continuou.

    “Como dissemos logo após o ataque selvagem, se atacarem os americanos — em qualquer parte do mundo — passarão o resto da vossa curta e ansiosa vida sabendo que os Estados Unidos irão persegui-los, encontrá-los e matá-los impiedosamente. Hoje, perseguimos e matámos os nossos inimigos. Muitos deles. E continuaremos a fazê-lo”, acrescentou.

  • Estados Unidos atacam posições do ISIS na Síria

    Os Estados Unidos começaram uma série de ataque aéreos a posições do Estado Islâmico na Síria esta sexta-feira, noticiou o New York Times.

    Segundo uma fonte consultada pelo jornal, tiros de caças, helicópteros e artilharia atacaram dezenas de posições da organização em várias zonas do centro da Síria, procurando atacar armazenamento de armas e edifícios de apoio, lê-se.

  • Defesa Civil de Gaza anuncia cinco mortos num ataque israelita a uma escola abrigo

    A Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou hoje que um ataque israelita numa escola transformada em abrigo para deslocados matou cinco pessoas, apesar do cessar-fogo em vigor, e o exército de Israel afirma que atirou sobre suspeitos.

    O porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, disse à agência de notícias AFP que cinco corpos foram encontrados após um bombardeamento israelita na Escola dos Mártires de Gaza, utilizada como abrigo no bairro de Tuffah, na parte oriental da cidade de Gaza.

    Questionado pela agência de notícias francesa AFP, o exército israelita declarou que os militares “dispararam contra indivíduos suspeitos para eliminar a ameaça” e afirmou estar “ciente das alegações relativas a vítimas”, acrescentando que essas informações estão “a ser analisadas”.

  • IDF investigam ataque contra a Cidade de Gaza, em que morreram pelo menos seis pessoas

    As IDF afirmam que estão a investigar o ataque feito contra a Cidade de Gaza esta noite, avança o jornal Times of Israel. De acordo com a Al Jazeera morreram pelo menos seis pessoas neste ataque.

    Segundo o exército de Israel, os soldados israelitas dispararam contra suspeitos em “estruturas dominantes” no lado ocidental da Linha Amarela, portanto já fora de território controlado pelas IDF.

    As IDF dizem em comunicado que “têm conhecimento de mortes na zona”, “lamentando qualquer perigo para civis não envolvidos e que estão a agir para minimizar ao máximo qualquer perigo” para civis.

    A Al Jazeera escreve que o ataque atingiu o bairro de Tuffah.

  • Marco Rubio diz que "não haverá paz" a menos que o Hamas seja desarmado

    O secretário de Estado norte-americano afirma que a paz não é possível a menos que o Hamas seja desarmado.

    “Se o Hamas estiver numa posição no futuro em que possa ameaçar ou atacar Israel, não haverá paz”, declara Marco Rubio, citado pela AFP.

    “É por isso que o desarmamento é tão crucial.”

  • Com dificuldade para atrair recrutas para Força Internacional de Estabilização em Gaza, Marco Rubio terá pedido soldados à Etiópia

    O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, terá pedido e sta semana ao primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, que contribuísse com tropas para a recém-criada Força Internacional de Segurança para Gaza, adianta o Times of Israel, citando dois diplomatas ocidentais familiarizados com a situação.

    Esta força ainda não foi implementada no terreno, mas os EUA estão a ter dificuldades em preencher as suas fileiras, já que muitos países mantém-se cautelosos quanto à missão de desmilitarizar o Hamas na Faixa de Gaza.

    O plano de paz de 20 pontos do presidente dos EUA, recorde-se, prevê uma força internacional para supervisionar um período de transição para a reconstrução e recuperação económica do território palestiniano. Esta foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, tendo como denominação Força Internacional de Estabilização.

  • Patriarca católico de Jerusalém chega a Gaza para celebrações do Natal

    O patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, chegou hoje à Faixa de Gaza para uma visita que marca as celebrações do Natal, anunciou o patriarcado em comunicado.

    Pizzaballa vai presidir a uma missa de Natal no domingo, na igreja da Sagrada Família, a única igreja católica no território palestiniano devastado pela guerra, onde ainda vive uma pequena minoria cristã.

    Principal figura católica em Israel e nos territórios palestinianos, Pizzaballa vai “analisar a situação atual da paróquia, incluindo a resposta humanitária, os esforços contínuos de ajuda e reabilitação e as perspetivas para o período seguinte”, adianta o seu gabinete.

    “Esta visita marca o início das celebrações de Natal numa comunidade que viveu e continua a viver tempos sombrios e desafiantes”, afirma o patriarcado, referindo que o patriarca também se reunirá com padres e membros da comunidade local.

    Esta é a terceira visita de Pizzaballa a Gaza durante a guerra.

  • ONU alerta que a fome em Gaza terminou mas a insegurança alimentar persiste

    A fome em Gaza terminou, mas a maioria da população da Faixa de Gaza continua a enfrentar elevados níveis de insegurança alimentar, afirmou hoje a principal autoridade mundial em crises alimentares.

    “Após o cessar-fogo declarado em 10 de outubro de 2025, a análise mais recente indica uma melhoria notável na segurança alimentar e nutricional” na Faixa de Gaza, referiu o novo relatório da Classificação Integrada de Fases da Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês), um organismo ligado à ONU, baseado em Roma.

    No entanto, a maioria da população da Faixa de Gaza continua a “enfrentar elevados níveis de insegurança alimentar”, e a situação mantém-se “crítica”, apesar do “acesso facilitado para entregas de alimentos humanitários e comerciais”.

    “Toda a Faixa de Gaza está classificada em situação de emergência (Fase 4 do IPC) até meados de abril de 2026. Nenhuma área está classificada como estando em situação de fome (Fase 5 do IPC)”, referiu o IPC.

    De acordo com a previsão do IPC para o período de 01 de dezembro de 2020 a 15 de abril de 2026, “a situação deverá manter-se grave, com aproximadamente 1,6 milhões de pessoas ainda a enfrentar insegurança alimentar a um nível de crise ou pior (Fase 3 do IPC ou superior)”.

    “Perante provas esmagadoras e inequívocas, até o IPC teve de admitir que não havia fome em Gaza. No entanto, o relatório do IPC é mais uma vez deliberadamente distorcido e não reflete a realidade na Faixa de Gaza”, reagiu Oren Marmorstein, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel na rede social X.

    “O relatório ignora o volume considerável de ajuda humanitária que entra na Faixa, uma vez que se baseia principalmente em dados relativos aos camiões da ONU, que representam apenas 20% de todos os camiões de ajuda”, acrescentou o porta-voz israelita.

    A subnutrição não é o único problema em Gaza, sublinhou o IPC, uma vez que “o acesso à água, ao saneamento e à higiene é também muito limitado” e “as condições de vida em habitações sobrelotadas aumentam o risco de epidemias”.

    Além disso, “mais de 96% das terras agrícolas na Faixa de Gaza foram destruídas ou estão inacessíveis, ou ambas as coisas”.

    “O gado foi dizimado e as atividades de pesca continuam proibidas. Grande parte das infraestruturas essenciais para o transporte e armazenamento de alimentos importados foram severamente danificadas ou destruídas. O dinheiro é escasso e a taxa de desemprego atingiu os 80%”, segundo o IPC.

    “A fome em Gaza atingiu níveis alarmantes que poderiam ter sido evitados”, afirmou a organização não-governamental (ONG) Oxfam França.

    “Israel está a permitir a entrada de muito pouca ajuda e continua a bloquear ativamente os pedidos de dezenas de organizações humanitárias reconhecidas”, acrescentou a ONG em comunicado.

  • Mais de 1.000 doentes em Gaza morreram à espera de retirada, diz OMS

    Mais de mil pessoas morreram entre julho de 2024 e o final do mês passado na Faixa de Gaza enquanto aguardavam a retirada médica da região, anunciou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

    Numa mensagem hoje publicada nas redes sociais, o diretor-geral da organização, avança que “1.092 doentes morreram entre julho de 2024 e 28 de novembro de 2025, enquanto aguardavam retirada médica”, mas acrescenta que este número, divulgado pelo Ministério da Saúde de Gaza, “está provavelmente subestimado”.

    “Desde outubro de 2023, a OMS e os seus parceiros retiraram de Gaza mais de 10.600 doentes com condições críticas de saúde, incluindo mais de 5.600 crianças que necessitavam de cuidados intensivos”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

  • Israel revela detalhes da operação que levou à captura de uma das figuras mais importantes do Hezbollah

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) revelaram esta sexta-feira detalhes sobre uma operação realizada no ano passado por comandos navais israelitas que resultou na captura de um alegado elemento de alto nível do Hezbollah.

    Segundo o exército israelita, no dia 1 de novembro de 2024, membros da unidade de elite Shayetet 13 realizaram uma incursão a um chalé no norte do Líbano. Durante a operação foi detido Imad Amhaz, descrito pelas IDF como uma das figuras mais importantes do chamado “dossier marítimo secreto” do Hezbollah e membro da unidade de mísseis costa-mar.

    O detido, de acordo com o porta-voz das IDF, Avichay Adraee, recebeu treino militar no Irão e no Líbano, tendo adquirido experiência marítima com o objetivo de realizar ataques no mar.

    Adraee afirmou, ainda, que Amhaz frequentou um instituto marítimo civil no Líbano, o que, segundo Israel, demonstra a utilização de instituições civis pelo Hezbollah para fins militares. Durante o interrogatório, Amhaz terá fornecido informações consideradas sensíveis sobre a estrutura e os planos do alegado projeto marítimo secreto do grupo.

    Esse projeto visava criar uma infraestrutura organizada para “ataques marítimos sob cobertura civil” e era dirigido por antigos líderes do Hezbollah, incluindo Hassan Nasrallah e Fuad Shukr — ambos mortos em ataques israelitas.

    O exército israelita sublinhou que a operação e as informações obtidas permitiram travar o desenvolvimento deste projeto.

  • Presidente egípcio pode encontrar-se com Netanyahu e Trump nos EUA

    O Haaretz cita a agência de notícias alemã dpa, que consultou uma fonte confirmando que o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi deverá visitar os Estados Unidos e participar numa reunião tripartida com o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, após anos de disputas e tensões entre o Egito e Israel sobre a guerra em Gaza.

    Segundo a mesma fonte, o facto de ter sido assinado um acordo de gás natural entre Israel e o Egito esta quarta-feira poderá facilitar o encontro. Esta possível reunião, todavia, não foi confirmada nem por Washington nem pelo Cairo.

  • ONG israelita acusa Telavive de continuar a destruir Gaza apesar do cessar-fogo

    A organização não governamental (ONG) israelita B’Tselem denunciou hoje que as Forças da Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) continuam a destruir as zonas da Faixa de Gaza que controla, apesar do cessar-fogo acordado em outubro.

    “A destruição de bairros e até cidades inteiras não foi uma consequência dos combates, mas uma política deliberada”, lê-se num relatório daquela ONG sobre os mais de dois anos de ofensiva militar, após o atentado terrorista do grupo islamista palestiniano de 7 de outubro de 2023.

    Para a B’Tselem, Israel tem vindo a demolir sistematicamente edifícios e infraestruturas essenciais, como estradas, estações de eletricidade ou de água com a intenção de fazer com que os palestinianos fiquem sem um lugar ao qual possam regressar, criando uma crise de deslocados que considera ser a “chave” para “destruir a sociedade palestiniana na Faixa”.

    “Os refugiados foram despojados da sua humanidade e das suas posses e propriedades, deslocados de um lado para outro, obrigados a viver durante muitos meses em acampamentos sobrelotados, carentes de infraestruturas básicas, em condições de privação extrema, expostos a bombardeamentos e disparos israelitas, sem qualquer tipo de proteção”, continua o texto, que refere 1,8 milhões de pessoas naquela situação.

    Desde o cessar-fogo, patrocinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e mediado também por Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, as IDF controlam 54% do território da Faixa de Gaza, após reposicionamento atrás de uma “linha amarela”, da qual continuam a abater palestinianos por, alegadamente, a cruzarem ou se aproximarem de forma “suspeita” dos soldados israelitas.

    “O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas de 10 de outubro de 2025 não teve qualquer mudança significativa na conduta de Israel”, lê-se ainda no texto que pede à comunidade internacional para “atuar de imediato e com determinação para garantir que quem toma decisões em Israel preste contas”.

    A B’Tselem frisa que as forças israelitas continuam sem abrir vias de comunicação pelas quais devia entrar a ajuda humanitária para Gaza, interrompem ou atrasam esses carregamentos e impõe restrições draconianas às organizações não governamentais de apoio e defesa dos Direitos Humanos, tal como aos jornalistas que querem entrar no enclave.

  • IDF dizem ter detido "vários cidadãos israelitas" depois de jovem palestiniano ter sido atropelado por colonos em Nablus

    Vários meios de comunicação noticiaram esta manhã que um jovem adulto palestiniano foi atropelado esta manhã na cidade de Nablus, na Cisjordânia ocupada,, na madrugada desta sexta-feira, escreve o Haaretz. A vítima terá sofrido fraturas nas pernas, encontrando-se internada em estado considerado estável.

    O incidente, de acordo com imagens de vigilância entretanto divulgadas, terá ocorrido pelas 2h20 da manhã (hora local), onde é possível ver um jovem a correr na estrada quando é subitamente abalroado e projetado para o lado pelo impacto de um carro prateado a dirigir na direção contrária.

    De acordo com o Times of Israel, que cita o jornal religioso Arutz Sheva, os suspeitos são judeus hassídicos Breslev da seita extremista Berland e que se encontravam a realizar uma peregrinação ao local tradicionalmente identificado como o túmulo de José, em Nablus.

    Entretanto, as IDF já emitiram um comunicado onde anunciam que “vários cidadãos israelitas entraram intencionalmente na área da cidade de Nablus, na Divisão de Samaria, sem permissão”.

    “Os civis atropelaram um palestiniano que ficou ferido e foi levado ao hospital para tratamento médico. Os israelitas saíram do veículo e fugiram do local a pé”, afirma o exército israelita, que confirma que as suas forças “prenderam vários cidadãos israelitas que foram transferidos para a Polícia de Israel para processamento adicional”.

    As IDF também confirmaram que “o veículo foi apreendido e será entregue em breve à Administração Civil”. Noutras imagens entretanto divulgadas, é possível ver veículo capotado com matrícula israelita, identificado como o carro prateado do primeiro vídeo, enquanto homens vestidos com trajes hassídicos fogem do local.

  • Polícia australiana deteve sete pessoas em Sydney suspeitas de ligações ao Islão radical e de planearem ataque

    A polícia australiana anunciou hoje que sete indivíduos detidos no bairro de Liverpool, sudoeste de Sydney, têm ligações a uma ideologia islâmica extremista e são suspeitos de planearem um ataque.

    Segundo o vice-comissário da polícia de Nova Gales do Sul, David Hudson, os homens detidos viajaram do estado de Victoria (sul da Austrália) e foram intercetados na quinta-feira após uma operação que envolveu unidades táticas fortemente armadas.

    Durante a operação, cinco dias depois do ataque terrorista na praia de Bondi que visou participantes de uma festividade judaica e fez 16 mortos, a polícia intercetou os dois veículos em que os suspeitos seguiam.

    Hudson indicou haver “alguns indícios” de que Bondi seria um dos locais para onde o grupo se deslocava, embora tenha esclarecido que, neste momento, não há provas de uma intenção específica.

    “Acreditamos, neste momento, que os homens têm ligações a uma ideologia islâmica extremista”, afirmou Hudson em entrevista à estação pública australiana ABC.

  • Serviços secretos israelitas terão obtido informação a 6 de outubro de 2023 que Hamas podia atacar, mas não agiram

    O Comando Sul das Forças de Defesa de Israel terá recebido informações de que o Hamas estava a realizar movimentações que sugeriam que o grupo islamita preparava-se para atacar, mas não agiu em conformidade.

    A notícia está a ser avançada pela emissora pública Kan, citada pelo Times of Israel. Em causa está o facto de drones israelitas terem sobrevoado a Faixa de Gaza a 6 de outubro de 2023 numa operação de vigilância e terem detetado movimentações que motivaram um alerta.

    Todavia, apesar das informações não serem totalmente claras quanto ao que o Hamas se encontrava a preparar, o Comando Sul das Forças de Defesa de Israel descartou esta informação como sendo indicativa de um exercício de treino do grupo e não de um ataque iminente.

    A Kan cita “fontes” ligadas ao processo, sendo que esta operação de vigilância não surge nos registos das IDF, nem foi mencionada nas investigações sobre o que podia ter sido feito para prevenir o ataque. A emissora refere que a razão para a sua omissão não é clara.

  • Bom dia,

    Vamos continuar a acompanhar todas as atualizações do conflito israelo-palestiniano durante esta sexta-feira.

    Encontro de Trump com Netanyahu: “Ele provavelmente virá ver-me à Florida”

    Para ver ou rever tudo o que se passou ontem, pode ainda aceder a este liveblog.

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