Momentos-chave
- Egito espera anunciar em janeiro segunda fase do acordo sobre Faixa de Gaza
- Procuradora-geral israelita considera que comissão governamental não permitirá apurar a verdade sobre o 7 de outubro de 2023
- O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- Israel volta a atacar alvos do Hezbollah no sul do Líbano
- Israel "irá atacar onde for necessário", diz chefe do Estado Maior do exército numa declaração sobre Irão
- "Hamas não está a desarmar-se, está a rearmar-se", diz senador dos EUA a Netanyahu
- Israel terá matado seis palestinianos que estavam num abrigo que era uma antiga escola, incluindo crianças
- Mediadores pedem a Israel e Hamas que mantenham cessar-fogo após reunião de Miami ter dado poucos frutos
- Netanyahu terá planos para informar Trump sobre novos ataques contra o Irão
- Líbano deve concluir primeira fase de apreensão de armas do Hezbollah em "poucos dias"
- Irão executou estudante de arquitetura por alegada espionagem para Israel
- "Foi muito bem sucedido e um ataque de precisão", declara Trump
Histórico de atualizações
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O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- Num encontro em Jerusalém, o senador norte-americano Lindsey Graham, ao lado do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas está a rearmar-se em vez de se desarmar, uma descrição com a qual Netanyahu concordou. Graham sublinhou que a sua visita a Israel tem como objetivo assegurar que 2026 seja um ano de paz e de derrota dos principais inimigos de Israel.
- O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, declarou que o exército está pronto para atacar “onde for necessário”, referindo-se implicitamente ao Irão, devido ao financiamento e armamento de forças hostis por Teerão. Essa discussão ocorre enquanto se aguarda a confirmação da nomeação do vice-almirante Eyal Harel para o comando da Marinha.
- Forças israelitas realizaram ataques no sul do Líbano, visando membros do Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro do ano anterior. O exército de Telavive afirmou ter alvejado dois terroristas do grupo xiita em Yater, resultando numa morte e num ferido grave segundo fontes locais.
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prepara-se para informar o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis novos ataques ao Irão, expressando preocupações sobre a expansão do programa de mísseis balísticos e a reconstrução de locais nucleares por Teerão.
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Administração Trump nega planos para gastar 60 mil milhões para a transformação de Gaza em destino de luxo
A administração Trump veio negar a notícia do Wall Street Journal, de que os EUA estariam a planear um investimento de 60 mil milhões de dólares para a transformação de Gaza num destino de luxo.
Na sexta-feira, o Wall Street Journal avançou que o “Project Sunrise” seria um plano para construção de resorts de luxo e a criação de uma smart city. O jornal citava uma apresentação que estaria a ser apresentada a possíveis investidores e governos. Segundo o jornal, os EUA iriam canalizar 60 mil milhões de dólares para o projeto.
Na rede social X, a conta do Departamento de Estado norte-americano fala em “fake news” e afirma que “em nenhum ponto do plano é dito que os EUA irão pagar 60 mil milhões de dólares”. Não há, porém, comentários ao resto da informação apresentada pelo jornal norte-americano.
This is fake news.
Nowhere in the plan does it say the U.S. will pay $60 billion. https://t.co/yoglZ36vAI
— U.S. State Dept – Near Eastern Affairs (@StateDept_NEA) December 21, 2025
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Egito espera anunciar em janeiro segunda fase do acordo sobre Faixa de Gaza
O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, disse hoje esperar anunciar em janeiro o início da segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, após negociações no fim de semana entre países mediadores do conflito.
Badr Abdelatty explicou que a situação está a “progredir positivamente” e que espera que o início dessa fase seja anunciado em janeiro, com o destacamento do comité palestiniano na Faixa e a mobilização de forças no âmbito da força internacional de estabilização, disse aos jornalistas, segundo a agência noticiosa oficial egípcia MENA.
O governante assinalou ainda que “os contactos continuam”, referindo-se à reunião realizada no sábado entre os países mediadores — Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia — em Miami, na Florida, para avançar com a segunda fase do plano de paz para Gaza.
O ministro insistiu que o Egito “está totalmente empenhado, em cooperação com países irmãos e amigos, com o início imediato da segunda fase do plano”, considerando-a importante porque inclui “requisitos cruciais, principalmente a retirada israelita da Faixa de Gaza”.
Badr Abdelatty explicou que a situação está “totalmente comprometida, em cooperação com países irmãos e amigos, com o início imediato da segunda fase do plano”, considerando-a importante porque inclui “requisitos cruciais, principalmente a retirada israelita da Faixa de Gaza”.
O responsável referiu ainda como elementos-chave o desarmamento das milícias, o envio de uma força internacional, a formação de um conselho de paz e a implantação do comité administrativo tecnocrático palestiniano, que administrará os assuntos da Faixa de Gaza.
Badr Abdelatty destacou igualmente a força internacional e afirmou que será enviada para verificar o cessar-fogo e o nível de compromisso de ambos os lados, bem como para impedir qualquer violação ou incumprimento, “como as que estão a acontecer”.
Além disso, assinalou que contam sempre “com o parceiro americano” e o envolvimento direto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta questão e esperam que no próximo período sejam tomadas medidas para iniciar a “implementação prática da segunda fase”.
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Procuradora-geral israelita considera que comissão governamental não permitirá apurar a verdade sobre o 7 de outubro de 2023
A procuradora-geral israelita, Gali Baharav-Miara, afirma que não acredita que haja razão para avançar com uma comissão política para investigar os ataques de 7 de outubro.
Em declarações citadas pelo jornal Haaretz, a procuradora-geral considera que através da comissão do governo não será possível apurar a verdade sobre os ataques.
Baharav-Miara considera que o plano que está a ser proposto pelo governo “está cheio de falhas fundamentais” e que “dá prioridade a considerações políticas em detrimento dos princípios de uma investigação independente, imparcial e profissional”.
O governo de Netanyahu quer criar uma comissão de inquérito aos ataques de 7 de outubro de 2023, em que o primeiro-ministro teria influência ao escolher a composição da comissão e também mandato.
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Líder da IDF afirma que "exército não tem soldados suficientes" e que está a trabalhar para recrutar judeus ultraortodoxos
Eyal Zamir, líder das IDF, afirma que “as necessidades de segurança de Israel são extensas e que o exército não tem soldados suficientes”, cita o jornal Haaretz.
As declarações foram feitas durante um momento de celebração do Hanukkah, com a brigada Hashmonaim, que integra judeus ultraortodoxos.
Segundo a imprensa israelita, Zamir explicou que as IDF “estão a trabalhar para expandir as suas fileiras e recrutar Haredim [judeus ultraortodoxos] para garantir a preparação para desafios futuros”.
“A força do exército está nos seus soldados, de todos os setores da sociedade.”
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Supremo Tribunal determina que Israel tem até 4 de janeiro para responder a petição da imprensa para acesso a Gaza
O Supremo Tribunal israelita estabeleceu o dia 4 de janeiro como o prazo limite para Israel responder à petição apresentada pela Associação de Imprensa Estrangeira. A petição pede o acesso livre da imprensa à Faixa de Gaza.
“Se os respondentes [as autoridades israelitas] não nos informarem sobre a sua posição até essa data, será tomada uma decisão sobre o pedido tendo em conta a base material do caso”, disse o tribunal. Segundo a Al Jazeera, o tribunal também declarou que “não será possível” dar luz verde a mais extensões de prazo de resposta se Israel o pedir.
Desde o início do conflito, em outubro de 2023, que as autoridades israelitas impedem o acesso livre da imprensa estrangeira à Faixa de Gaza. Em alguns casos, alguns jornalistas conseguiram entrar no território, mas apenas em casos esporádicos e para acompanhar tropas israelitas.
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Israel recebe Grécia e Chipre para cimeira trilateral na segunda-feira
Benjamin Netanyahu vai reunir-se amanhã, em Jerusalém, com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, e com o presidente cipriota, Nikos Christodoulides, informou o gabinete do chefe do governo israelita, citado pelo The Times of Israel.
Estão previstos encontros bilaterais com cada líder, seguidos de uma cimeira a três e declarações à imprensa. Entre os temas em discussão estará a possível criação de uma força militar conjunta de resposta rápida no Mediterrâneo oriental, numa altura em que a Grécia manifesta crescente preocupação com o reforço militar da Turquia na região.
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Israel volta a atacar alvos do Hezbollah no sul do Líbano
As forças israelitas voltaram a atacar hoje no sul do Líbano, informou o exército de Telavive, que alegou ter visado dois elementos do grupo xiita libanês Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro do ano passado.
“Dois terroristas do Hezbollah foram visados na zona de Yater, no sul do Líbano”, indicaram os militares israelitas na rede X, sem mais detalhes.
Fontes locais do jornal libanês L’Orient le Jour confirmaram pelo menos dois ataques de drones israelitas em Yater, que resultaram numa morte e num ferido grave, mas também sem mais pormenores.
A agência de noticias libanesa ANN relatou que um drone israelita atingiu um carro na cidade de Yater, seguindo-se outro ataque contra o bairro de al-Kassar, na mesma cidade.
A ANN indicou também que a cidade de Kfar Shouba, igualmente no sul do Líbano, foi hoje “alvo de intenso fogo de metralhadoras proveniente de posições israelitas em Rweisat al-Alam”, que provocou danos em várias habitações.
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Representante do Papa celebra missa de Natal em Gaza
O patriarca latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, considerou hoje ter recebido uma lição ao presidir à missa de Natal na única paróquia católica da Faixa de Gaza após dois anos de bombardeamentos israelitas.
“Para mim é uma grande lição que, mesmo aqui em Gaza, na situação talvez mais deprimente do mundo, seja possível celebrar o Natal”, afirmou Pizzaballa à entrada da igreja da Sagrada Família, sob o zumbido de drones israelitas.
Pizzaballa, da ordem franciscana, é a autoridade máxima católica na Terra Santa. O título de patriarca latino de Jerusalém, desde 2020, torna-o o representante do Papa na zona e o responsável pela supervisão das igrejas de rito latino em Israel, Palestina, Jordânia e Chipre.
Pizzaballa referiu que a igreja, acima de tudo, está agora centrada em viabilizar as escolas da Faixa de Gaza, porque “não há futuro sem educação”.
Está também concentrada em apoiar, juntamente com outras organizações, o devastado sistema de saúde e, em terceiro lugar, na disponibilização de habitação para os quase dois milhões de palestinianos deslocados.
Pizzaballa visitou no sábado campos de desalojados instalados no litoral da cidade de Gaza, onde conversou com residentes e responsáveis comunitários sobre “necessidades humanitárias e urgentes”, segundo a diocese de Jerusalém.
Visitou também a sede da Cáritas, uma clínica médica, um hospital, o edifício da União das Igrejas e um armazém de ajuda humanitária gerido pela organização Catholic Relief Services em vários pontos de Gaza.
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Israel "irá atacar onde for necessário", diz chefe do Estado Maior do exército numa declaração sobre Irão
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel avisou que o exército está preparado para atacar os inimigos do país “onde for necessário, em frentes próximas ou distantes”, numa referência implícita a uma eventual nova ação contra o Irão.
Num discurso numa cerimónia militar, o tenente-general Eyal Zamir afirmou que o confronto com Teerão está no centro do conflito mais longo e complexo da história de Israel, acusando o Irão de financiar e armar forças hostis com o objetivo de destruir o país.
Zamir aproveitou, ainda, a intervenção para deixar uma crítica velada ao ministro da Defesa, Israel Katz, ao sublinhar que o vice-almirante Eyal Harel está pronto para assumir o comando da Marinha, expressando a expectativa de que a nomeação seja confirmada “muito em breve”.
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"Hamas não está a desarmar-se, está a rearmar-se", diz senador dos EUA a Netanyahu
O senador republicano norte-americano Lindsey Graham afirmou em Jerusalém, ao lado de Benjamin Netanyahu, que o Hamas “não está a desarmar-se, mas a rearmar-se”, acusando o grupo de tentar consolidar o poder em Gaza.
Benjamin Netanyahu concordou com a avaliação, classificando esse cenário como inaceitável. Lindsey Graham afirmou que a sua visita a Israel tem como objetivo garantir que 2026 seja “um ano de paz” e de derrota dos principais inimigos.
AFP via Getty Images
O senador acrescentou, ainda, que o Hezbollah, no Líbano, também procura reforçar o seu arsenal.
O encontro entre os dois ocorreu a uma semana da viagem de Netanyahu aos EUA, onde deverá reunir-se com o Presidente Donald Trump para discutir o futuro dos cessar-fogo em Gaza e no Líbano.
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Primeiro-ministro australiano vaiado durante cerimónia de homenagem a vítimas de Bondi Beach
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, foi vaiado ao chegar a Bondi Beach para a cerimónia que assinalou uma semana do ataque terrorista contra a comunidade judaica.
Segundo a imprensa local, Albanese foi recebido com apupos e gritos de “vergonha”, por parte de pessoas que consideram que o seu governo não foi suficientemente proativo no combate ao antissemitismo no país, antes deste ataque que causou 15 mortos.
Albanese prometeu, entretanto, reforçar a proteção à comunidade judaica. Mas durante a cerimónia, realizada após um minuto nacional de silêncio, ouviram-se novamente vaias quando os organizadores agradeceram ao primeiro-ministro pela presença.
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Israel aprova a instalação de mais 19 colonatos na Cisjordânia
As autoridades israelitas aprovaram a instalação de 19 colonatos na Cisjordânia, elevando para 69 o número total de colonatos que receberam luz verde nos últimos três anos, de acordo com um comunicado oficial publicado hoje.
“A proposta do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e do ministro da Defesa, Israel Katz, de declarar e formalizar 19 novos colonatos na Judeia e Samaria foi aprovada pelo gabinete” de segurança do governo, lê-se na nota citada pela agência notícias France-Presse (AFP), referindo-se aos territórios na Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967.
“No terreno, estamos a impedir a criação de um Estado palestiniano terrorista; continuaremos a desenvolver, construir e a estabelecer-nos na terra do nosso património ancestral”, refere ainda o comunicado.
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Austrália presta homenagem a vítimas do atentado de Bondi Beach com minuto de silêncio
Um dia nacional de reflexão está a acontecer este domingo na Austrália, uma semana depois do ataque em Bondi Beach ter matado 15 pessoas.
Houve um minuto de silêncio às 18h47 horas locais (7h47 em Lisboa), a hora em que começou o ataque.
O tiroteio foi levado a cabo por dois homens (pai e filho) durante uma festividade judaica e foi considerado um ato terrorista.
Este domingo a governadora Samantha Mostyn discursou na vigília que aconteceu na praia de Bondi, organizada pelo Conselho Nacional de Mulheres Judias da Austrália.
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Austrália ordena auditoria a polícia e serviços secretos após atentado em Sydney
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, anunciou hoje que ordenou uma auditoria ao funcionamento da polícia e dos serviços secretos após o atentado em Sydney, que causou 15 mortos há uma semana.
O Governo vai verificar se dispõe das estruturas adequadas “para proteger os australianos após o terrível ataque terrorista antissemita na praia de Bondi”, afirmou Albanese em comunicado.
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BBC corrige artigo publicado há quatro anos que não dizia que Hamas era antissemita
Televisão britânica publicou, há vários anos, um texto onde, embora dissesse que o Hamas tinha como objetivo acabar com a existência de Israel, não referia o antissemitismo em que o grupo assenta.
BBC corrige artigo publicado há quatro anos que não dizia que Hamas era antissemita
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Israel terá matado seis palestinianos que estavam num abrigo que era uma antiga escola, incluindo crianças
Largas dezenas de palestinos reuniram-se num hospital em Gaza para lamentar a morte de seis pessoas, incluindo crianças, alegadamente mortas devido a um bombardeamento israelita de um abrigo para deslocados que era um antiga escola.
O exército israelita afirmou na sexta-feira que disparou contra “indivíduos suspeitos para eliminar uma ameaça”, acrescentando que o incidente está a ser investigado e lamentando “qualquer dano causado a civis não envolvidos”.
Segundo as autoridades de Gaza, que operam sob a autoridade do Hamas, o ataque atingiu uma escola convertida em abrigo no bairro Tuffah, na zona leste da cidade, matando inicialmente cinco pessoas. O número, depois, foi atualizado para seis, incluindo crianças, e duas pessoas permanecem desaparecidas sob os escombros.
Entre os mortos estarão, segundo a AFP, um bebé de quatro meses, uma rapariga de 14 anos, dois homens e duas mulheres.
O Hamas condenou o ataque como “um crime brutal contra civis inocentes e uma violação flagrante e recorrente do acordo de cessar-fogo”, instando os mediadores e a administração de Donald Trump a intervir.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, a 10 de outubro, as autoridades de Gaza registaram pelo menos 401 palestinos mortos por fogo israelita, enquanto Israel reportou três soldados mortos devido a ações do Hamas.
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Austrália vai ter minuto de silêncio em memória das vítimas de Bondi Beach
Milhões de australianos vão neste domingo prestar homenagem às vítimas do atentado terrorista que, há cerca de uma semana, atingiu um festival judaico em Bondi Beach, em Sydney, causando a morte a 15 pessoas. A evocação incluirá um minuto de silêncio em todo o país e a iluminação simbólica de velas, numa iniciativa nacional sob o lema “luz contra a escuridão”.
O ataque, alegadamente levado a cabo por um pai e um filho, ocorreu durante as celebrações de Hanucá e teve como alvo um evento frequentado por famílias judias. À hora exata em que foram registados os primeiros disparos — às 18h47 locais — o país irá parar por 60 segundos em memória das vítimas.
O primeiro-ministro, Anthony Albanese, anunciou que as bandeiras estarão a meia-haste e apelou aos cidadãos para colocarem uma vela acesa à janela, como gesto de solidariedade com a comunidade judaica. O chefe do governo participará nas cerimónias previstas para Bondi Beach.
“É um momento para interromper o ritmo do quotidiano e recordar 15 australianos que não deviam ter perdido a vida”, afirmou Albanese.
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Mediadores pedem a Israel e Hamas que mantenham cessar-fogo após reunião de Miami ter dado poucos frutos
Os países envolvidos na mediação do cessar-fogo em Gaza defenderam que o processo político para o pós-guerra deve avançar rapidamente, apoiando a criação de um órgão internacional de supervisão e de uma administração palestiniana de carácter técnico para governar o território.
Num comunicado conjunto, os mediadores apelaram a Israel e ao Hamas para evitarem uma nova escalada militar e cumprirem o plano de paz promovido pelos EUA. A posição foi assumida após um encontro realizado em Miami entre representantes de Washington, Doha, Cairo e Ancara.
Apesar do tom conciliador, fontes próximas das conversações admitem que os avanços foram limitados e que a transição para a segunda etapa do acordo continua bloqueada por questões centrais, como a retirada das forças israelitas e o futuro do armamento do Hamas.
De acordo com essas fontes, houve debate sobre mecanismos de pressão diplomática, mas ficou claro que nenhuma das partes pode ser obrigada a aceitar compromissos que rejeite.
A fase seguinte do plano norte-americano — que ainda não conta com adesão formal das partes no terreno — prevê uma nova estrutura de governação palestiniana, supervisionada internacionalmente, e a entrada de uma força multinacional para garantir segurança e facilitar a desmilitarização de Gaza.
Os mediadores reconhecem, no entanto, que o cessar-fogo inicial produziu alguns efeitos concretos, incluindo o aumento da ajuda humanitária, uma menor presença militar e uma diminuição da intensidade dos confrontos.
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Netanyahu terá planos para informar Trump sobre novos ataques contra o Irão
A NBC News avança que o primeiro-ministro israelita estará a preparar-se para informar Donald Trump sobre novos ataques ao Irão. A estação de televisão cita fontes israelitas que referem que o país estará preocupado com a possibilidade de o Irão estar a expandir o programa de mísseis balísticos.
Estas fontes referem ainda que há a preocupação de que o Irão esteja a reconstruir os locais de trabalhos nucleares que foram bombardeados em junho.