Momentos-chave
- IDF confirmam que "eliminaram" primeiro-ministro dos houthis em ataque no Iémen
- Governo apresenta condolências à família de luso-israelita e "ao povo de Israel"
- Recuperado corpo de refém luso-israelita morto a 7 de outubro
- Flotilha parte domingo às 14h de Barcelona
- O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- Houthis confirmam morte do primeiro-ministro em ataque israelita a Sanaa
- Israel estima que apenas 10 mil civis deixaram o norte de Gaza, longe da meta de evacuação
- Flotilha a Gaza. MNE espanhol garante que Espanha vai oferecer "toda a proteção diplomática e consular" aos tripulantes
- Sánchez contesta decisão dos EUA de impedir entrada de palestinianos: "Injusta"
- Alemanha não vai apoiar sanções da UE contra Israel. União Europeia está "dividida", assume Kaja Kallas
- Houthis tentaram atacar Israel durante a madrugada, mas míssil desviou-se
- Irão detém oito pessoas e acusa-as de trabalharem para a Mossad
- EUA impedem entrada de palestinianos para a Assembleia-Geral da ONU? França contesta
- "Joe Kahn mente, Gaza morre." Casa de editor-executivo do New York Times vandalizada por pró-palestinianos
- Sete soldados israelitas feridos em emboscada no norte de Gaza
Histórico de atualizações
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Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, sábado.
Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!
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77 mortos em ataques israelitas em Gaza este sábado
77 palestinianos foram mortos em ataques israelitas em Gaza este sábado, avança a Al Jazeera, com base em relatos vindos de hospitais do enclave palestiniano.
Destes, 47 terão morrido na Cidade de Gaza e 19 morreram ao procurar ajuda na região central e sul da Faixa de Gaza.
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IDF confirmam que "eliminaram" primeiro-ministro dos houthis em ataque no Iémen
As Forças de Defesa Israelitas confirmaram numa partilha no X a morte do primeiro-ministro houthi, Ahmed Al-Rahawi, junto com “outros oficiais seniores do regime terrorista”, durante o ataque a Sanna, no Iémen, na passada quinta-feira. “No local estavam oficiais responsáveis pelo uso de força, fortalecimento militar do regime terrorista houthi e avanço dos atos de terror contra Israel”, diz ainda o comunicado dos militares israelitas. “As IDF vão continuar a ter como alvo qualquer ameaça contra os civis israelitas”.
Mais cedo os rebeldes já tinham confirmado a morte. Num comunicado assinado pelo líder Mahdi al-Mashat, os houthis anunciaram a morte “do combatente Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi ao lado de muitos colegas ministros”. “Outros ficaram feridos, alguns dos quais com gravidade, e estão a receber tratamento médico desde quinta-feira à tarde”, prosseguiu o grupo que integra o eixo de resistência montado pelo Irão no Médio Oriente.
???? ELIMINATED: Houthi Prime Minister, Ahmed Al-Rahawi, along with additional senior officials of the Houthi terrorist regime were eliminated during an IDF strike in Sanaa, Yemen.
At the facility struck were senior officials responsible for the use of force, the military buildup…
— Israel Defense Forces (@IDF) August 30, 2025
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Governo apresenta condolências à família de luso-israelita e "ao povo de Israel"
O Governo, através de uma mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros, apresentou as condolências à família do luso-israelita. Mas também “ao povo de Israel, solidarizando-se com o seu sofrimento”.
O Governo presta sentida homenagem ao cidadão luso-israelita Idan Shtivi, feito refém pelo grupo terrorista Hamas nos terríveis ataques de 7 de Outubro, cujo corpo foi agora recuperado. Apresenta condolências à família e ao povo de Israel, solidarizando-se com o seu sofrimento.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) August 30, 2025
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Recuperado corpo de refém luso-israelita morto a 7 de outubro
Foi recuperado o corpo de Idan Shtivi, refém luso-israelita que morreu no ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023 em Gaza, avança o Haaretz. Idan Shtivi era fotógrafo e tinha 28 anos quando morreu no festival Nova.
Na passada sexta-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou que as autoridades israelitas recuperaram os corpos de dois reféns na Faixa de Gaza, raptados durante os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023. O outro corpo é o de Ilan Weiss, um israelita de 56 anos.
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Manifestantes pró-palestina no Festival de Cinema de Veneza
Centenas de pessoas manifestam-se este sábado diante do Festival de Cinema de Veneza contra a ofensiva israelita em Gaza, escreve o Le Monde, e mostram várias imagens divulgadas nas redes sociais. Os manifestantes carregam faixas a dizer: “Parem o genocídio”, e muitas bandeiras palestinianas.
O Festival de Cinema de Veneza está na 82ª edição e arrancou na passada quarta-feira, atraindo muitas celebridades internacionais.
The Gaza march heading towards the Venice Film Festival is the biggest protest I’ve seen at a film event. There are thousands here. pic.twitter.com/cBJr4xGUw8
— Alex Ritman (@alexritman) August 30, 2025
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Israel elimina líderes dos houthis no Iémen. Grupo admite morte do primeiro-ministro e de outros governantes
Houthis emitiram comunicado a admitir morte do primeiro-ministro e outros governantes após um ataque israelita à capital Sanaa. Israel muda o foco e deixa de atacar apenas infraestruturas no Iémen.
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Flotilha parte domingo às 14h de Barcelona
A flotilha que parte este domingo rumo à Faixa de Gaza e que conta com a presença da deputada Mariana Mortágua e ativista Greta Thunberg, sai de Barcelona às 15h locais, 14h em Lisboa, informou a Global Sumud Flotilla.
Antes das embarcações saírem, pelas 9h, haverá uma conferência de imprensa com alguns dos integrantes da missão, como Greta Thunberg ou o ativista brasileiro Thiago Ávila. Já Mariana Mortágua deve falar às 9h40, quando vai prestar declarações em frente aos barcos.
A flotilha parte este domingo de Barcelona e vai empreender uma viagem que durará cerca de duas semanas, levando a bordo uma delegação composta por representantes de 44 países. São várias embarcações onde estará a delegação portuguesa, mas também nomes como os de Greta Thunberg e dos atores Mark Ruffalo ou Susan Sarandon, que têm defendido a causa palestiniana.
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Ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês diz que Israel está a "minar a solução dos dois estados"
O ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês disse este sábado, depois de uma reunião informal da União Europeia em Copenhaga, que Israel está a “minar a solução dos dois estados” através das ofensivas contra Gaza, cita a Al Jazeera.
Lars Lokke Rasmussen disse também que a Dinamarca está pronta para impor sanções a ministros israelitas e suspender acordos da UE e Israel.
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O que está a acontecer no conflito israelo-palestiniano
- Os rebeldes houthis confirmaram a morte do primeiro-ministro do seu governo, Ahmed al-Rahawi, em resultado de um ataque israelita a Sanaa, no Iémen. Esta ofensiva de Israel surge como retaliação às ações dos houthis contra alvos israelitas, em solidariedade com Gaza, mas o movimento houthi declarou que continuará a apoiar militarmente os palestinianos.
- O Governo reiterou que não tem qualquer obrigação ao abrigo do direito internacional de acompanhar e proteger a flotilha em direção a Gaza com a deputada Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício. “É algo que me parece inusitado”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
- A Cruz Vermelha denunciou os planos de evacuação em massa de civis da Cidade de Gaza por parte de Israel, considerando impossível realizar tal operação de forma segura e digna nas condições atuais. A retirada forçada poderia desencadear um movimento populacional insustentável devido à destruição de infraestruturas e à escassez de bens essenciais na região.
- A Alemanha declarou que não apoiará sanções da União Europeia contra Israel, afirmando que sanções não teriam impacto na operação militar israelita em Gaza. Em vez disso, a Alemanha propõe restringir as transferências de armas para Israel. Esta posição contrasta com a de países como Espanha e Irlanda, que têm pressionado para a adoção de sanções.
- Em resposta a tentativas alegadas de espionagem a favor de Israel, o Irão anunciou a detenção de oito pessoas acusadas de trabalharem para a Mossad, no nordeste do país. Esta ação integra-se num contexto mais amplo de tensões regionais entre o Irão e os aliados de Israel, exacerbadas por questões relacionadas com os programas nucleares iranianos.
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Houthis confirmam morte do primeiro-ministro em ataque israelita a Sanaa
Os rebeldes houthis confirmaram que o primeiro-ministro do seu governo, Ahmed al-Rahawi, foi morto num bombardeamento israelita contra Sanaa, realizado na quinta-feira.
A ofensiva israelita surgiu no contexto de uma série de ataques de Israel ao Iémen, em resposta às investidas houthis contra alvos israelitas e navios ocidentais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden (em solidariedade com Gaza).
O exército israelita declarou ter atingido um “alvo militar na área de Sanaa”.
Mesmo reconhecendo a morte do líder, o movimento houthi, contudo, já avisou que as operações israelitas não irão travar a sua ação militar em apoio aos palestinianos.
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Israel estima que apenas 10 mil civis deixaram o norte de Gaza, longe da meta de evacuação
As autoridades israelitas admitem que a retirada de civis do norte de Gaza está a decorrer muito mais lentamente do que o previsto. Três semanas após o anúncio da intenção de esvaziar a cidade antes de uma ofensiva do exército, apenas cerca de 10 mil pessoas terão seguido para o sul, segundo dados avançados pelo Canal 12.
Israel calcula que ainda permaneçam na zona cerca de um milhão de civis, apesar dos repetidos apelos à evacuação.
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União Europeia pede a Estados Unidos que reconsiderem rejeição de vistos para autoridades palestinianas
A União Europeia pediu aos Estados Unidos da América que reconsiderem a rejeição dos vistos das autoridades palestinianas, que iam participar na Assembleia Geral das Nações Unidas.
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Cruz Vermelha afirma que retirada em massa da população da Cidade de Gaza é impossível
A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) denunciou hoje os planos israelitas de evacuação em massa da Cidade de Gaza, sublinhando que é “impossível” retirar toda a população de forma “segura e digna”.
“É impossível realizar uma evacuação em massa da Cidade de Gaza de forma segura e digna nas condições atuais”, disse Mirjana Spoljaric em comunicado.
“Tal retirada desencadearia um movimento populacional massivo que nenhuma área da Faixa de Gaza é capaz de absorver, dada a destruição generalizada das infraestruturas civis e a extrema escassez de alimentos, água, abrigo e assistência médica”, acrescentou.
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"Não vamos desencadear guerra contra Israel." Governo reafirma que não tem obrigação de proteger flotilha humanitária rumo a Gaza
O Governo esclareceu hoje que não tem qualquer obrigação ao abrigo do direito internacional de acompanhar e proteger a flotilha em direção a Gaza com a deputada Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício.
“É algo que me parece inusitado”, disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclarecendo que o Estado português “não tem nada que proteger, nem acompanhar” a flotilha humanitária que vai tentar levar apoio humanitário à Faixa de Gaza e romper o cerco israelita que bloqueia a entrada de qualquer assistência ao enclave palestiniano.
Enquanto decorria uma reunião ministerial informal, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia, em Copenhaga, Paulo Rangel explicou que a iniciativa é da sociedade civil e que “o Estado português não organizou esta missão, o Estado português não está vinculado a esta missão”.
“Não vamos agora pôr a frota da Armada Portuguesa a acompanhar esta flotilha ou a desencadear uma guerra contra Israel, não sei bem o que é que se pretende”, completou o governante, recordando que a imunidade parlamentar da coordenadora do Bloco de Esquerda não dá a Mariana Mortágua imunidade diplomática.
“A iniciativa com certeza que é louvável, os próprios [integrantes] disseram que tem uma natureza simbólica e isso é compreensível, a situação da catástrofe humanitária em Gaza é realmente terrível e eu compreendo que cada um, à sua maneira, entenda usar os meios que deve, mas é uma iniciativa da sociedade civil”, comentou.
“Outra coisa diferente, mas isso é devido a qualquer cidadão português, não há aqui nenhuma excecionalidade, nem sequer pela questão de ser deputado ou deputada […], evidentemente que o Estado português usa da proteção consular, havendo algum problema”, acrescentou, assegurando que está garantida para os três portugueses que tentaram penetrar o bloqueio israelita a Gaza.
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Governo começa esta semana a ouvir partidos sobre reconhecimento da Palestina em setembro
Governo já consultou o Presidente da República sobre o reconhecimento do Estado da Palestina e vai começar a auscultar os partidos com representação parlamentar. Chega, IL e Livre são os primeiros.
Governo começa esta semana a ouvir partidos sobre reconhecimento da Palestina em setembro
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Flotilha a Gaza. MNE espanhol garante que Espanha vai oferecer "toda a proteção diplomática e consular" aos tripulantes
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, assegurou este sábado que o país vai oferecer “toda a proteção diplomática e consular” à flotilha que parte este domingo rumo à Faixa de Gaza e que conta com a presença da deputada Mariana Mortágua e ativista Greta Thunberg.
Espanha, assegurou o ministro, não vai “permitir nenhuma atuação que viole a legalidade internacional” no que toca à flotilha.
“Noutras ocasiões, com outras flotilha que houve, temos estado em contacto para o caso de qualquer incidente e concedemos toda a nossa proteção diplomática e proteção consular. Neste caso, vai ser exatamente igual”, disse José Manuel Albares, numa entrevista concedida hoje à rádio catalã, RAC1.
José Manuel Albares espera, no entanto, que não haja mais “flotilhas” e que sejam abertos todos os “passos terrestres” para que entre ajuda humanitária em Gaza.
Caso haja detenções na chegada a Gaza, detalha o ministro, Espanha colocará em disposição as “embaixadas espanholas mais próximas”. À de Telavive será mesmo pedido que prepare os “mecanismos de proteção”.
Por agora, o ministro disse que ninguém do governo de Israel contactou os diplomatas espanhóis sobre a flotilha, que parte este domingo do porto de Barcelona.
O ministro também “compreendeu” a solidariedade demonstrada por aqueles que decidem ir na flotilha perante a “insuportável” situação que se vive na Faixa de Gaza.
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Sánchez contesta decisão dos EUA de impedir entrada de palestinianos: "Injusta"
Tal como o líder da diplomacia francesa, o chefe de governo de Espanha, Pedro Sánchez, veio hoje condenar a ação norte-americana de impedir a entrada de membros da Autoridade Palestiniana nos Estados Unidos para participarem na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Para Pedro Sánchez, a ação norte-americana é “injusta”: “A Palestina tem o direito de que a sua voz seja ouvida nas Nações Unidas e em todos os fóruns internacionais”.
Este sábado, Pedro Sánchez falou ao telefone com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
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Alemanha não vai apoiar sanções da UE contra Israel. União Europeia está "dividida", assume Kaja Kallas
A Alemanha declarou hoje em Copenhaga, durante a cimeira informal dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), que não vai apoiar um pacote de sanções da UE contra Israel.
O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul, considera que a aplicação de sanções não teria qualquer influência na operação militar israelita na Faixa de Gaza.
Para o ministro, a Alemanha prefere restringir as armas que tem entregado a Israel. “Acredito que é uma medida ponderada e precisa que é muito importante e necessária”, defendeu Johann Wadephul, citado pelo Hareetz.
Pelo contrário, países como Espanha, Dinamarca, Irlanda, Eslovénia ou os Países Baixos, têm feito pressão para que a União Europeia aplique sanções a Israel.
Além da Alemanha, Itália tem-se oposto à aplicação de sanções contra o Estado judaico.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, também já tinha dito este sábado que a União Europeia estava “muito dividida” neste assunto e que, na cimeira em Copenhaga, não seria tomada qualquer decisão final.
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Irão acusa França, Alemanha e Reino Unido de agirem em nome dos EUA e Israel
O Irão acusou a Alemanha, a França e o Reino Unido de agirem em nome dos Estados Unidos e de Israel com o objetivo de tentar reativar as sanções das Nações Unidas contra a República Islâmica.
“Ao agir em nome de Israel e dos Estados Unidos, o E3 — grupo formado pela Alemanha, França e Reino Unido – decidiu prosseguir maliciosamente uma política de pressão sobre o povo iraniano. Esta insensatez, contra a qual o Irão alertou firmemente, é imoral, injustificada e ilegal”, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, na sexta-feira à noite.
Segundo Araghchi, a decisão dos países europeus “terá graves consequências negativas para a diplomacia”, afetará o diálogo em curso com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e obrigará a uma resposta do Irão.
A declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano refere-se à ativação na quinta-feira pelo E3 — países que faziam parte do acordo nuclear iraniano de 2015 -, do mecanismo que restabelece automaticamente as sanções das Nações Unidas contra Teerão devido ao seu programa nuclear.