As autoridades israelitas recuperaram os corpos de dois reféns na Faixa de Gaza, raptados durante os ataques do Hamas a 7 de outubro de 2023, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Um dos corpos recuperados é de Ilan Weiss, que terá sido morto durante o ataque ao ‘kibutz’ Be’eri, segundo o comunicado do gabinete de Netanyahu. A identidade do outro refém, cujos restos mortais foram também recuperados, ainda não foi divulgada.
Quem era Ilan Weiss?
Segundo a imprensa israelita, Ilan Weiss era um homem de 56 anos que terá sido morto durante os ataques do Hamas na manhã de 7 de outubro de 2023. As Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) publicaram nas redes sociais uma fotografia em sua memória.
“Ilan era do kibutz Be’eri e saiu de casa na manhã de 7 de outubro para se juntar à equipa de resposta a emergências do kibutz. Foi assassinado e sequestrado pelo Hamas durante o massacre de 7 de outubro”, lê-se na publicação das IDF na rede social X.
De acordo com o exército israelita, “Weiss esteve refém 693 dias e o seu corpo foi recuperado numa operação militar conjunta das Forças de Defesa de Israel (IDF) e da Autoridade de Segurança Interna (ISA)”.
Body of Deceased Hostage Ilan Weiss Recovered
The body of Ilan Weiss, who was held hostage for 693 days in Gaza, has been recovered in a joint IDF and ISA military operation.
Ilan was from kibbutz Be’eri and left his home on the morning of October 7 to join the kibbutz… pic.twitter.com/nk7rVxGTs7
— Israel Defense Forces (@IDF) August 29, 2025
Weiss deixa uma mulher, Shiri Weiss, e uma filha, Noga Weiss, que também estiveram reféns do Hamas, mas que acabariam por ser libertadas com vida no âmbito de um acordo de libertação em novembro de 2023. Na altura, Ilan era dado como desaparecido e o seu rosto chegou a surgir em cartazes de manifestações pela libertação de reféns.
Ao The Times of Israel, jornal israelita, o presidente de Israel, Isaac Herzog, descreve Ilan Weiss como um homem de “coragem e espírito nobre”. “Ilan demonstrou coragem e espírito nobre ao lutar contra os terroristas naquele dia sombrio. Com a sua morte, ele deu vida. E, desde então, a sua família tem demonstrado uma força extraordinária na luta pelo seu regresso”, afirmou Herzog.
Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 foram feitas reféns durante o ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel, de acordo com as autoridades israelitas.
Já a subsequente ação militar de Israel em Gaza matou mais de 63 mil palestinianos, de segundo as autoridades de saúde do enclave, que são controladas pelo Hamas. Citada pela Aljazeera, a entidade revela que só nas últimas 24 horas pelo menos 51 palestinianos morreram em ataques israelitas em Gaza — incluindo 23 que procuravam ajuda alimentar-
Apesar da crescente pressão internacional para colocar um fim à guerra em Gaza, o exército israelita afirmou esta quinta-feira que “continuava as operações” em todo o território.